sábado, 20 de junho de 2026

PARA MEDITAR

 

Fonte: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSvuzI5u5kNFYtxLmNCBQmEGllXX2RzPzE1Hw&s

SESSÃO FOTONOVELA - LOUCO DESTINO

A fotonovela abaixo pertence à revista Sétimo Céu - Série Amor nr. 114, publicada em julho de 1982.
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Boa leitura!



















sexta-feira, 19 de junho de 2026

SESSÃO CAPAS E PÔSTERES

A capa pertence à revista Sétimo Céu - Série Amor nr. 114, publicada em julho de 1982.
Já o pôster, à revista Contigo nr. 207, publicada em 23/08/76.
Boa diversão!


SESSÃO FOTO QUIZ

A foto da semana passada pertence ao cantor e compositor Léo Santana. Agora tentem descobrir quem é o garoto da foto. Eis algumas pistas:
1) Este comentarista esportivo, já falecido, nasceu no interior do Rio Grande do Sul em 1917.
2) Foi também técnico de futebol.
3) Além de comentários em várias rádios, atuou também nas TVs Rio, Globo e Manchete.
Boa diversão!

SESSÃO LEITURA - TEMAS QUE MORREM - CLARICE LISPECTOR

O texto abaixo é de autoria de Clarice Lispector.
Para maiores informações sobre o autor, favor acessar: https://www.ebiografia.com/clarice_lispector/.
Boa leitura!

TEMAS QUE MORREM

Sinto em mim que há tantas coisas sobre o que escrever. Por que não? O que me impede?
A exiguidade do tema, talvez, que faria com que este se esgotasse em uma palavra, em uma linha. Às vezes é o horror de tocar numa palavra que desencadeia milhares de outras, não desejadas, estas. No entanto, o impulso de escrever. O impulso puro – mesmo sem tema. Como se eu tivesse a tela, os pincéis e as cores – e me faltasse o grito de libertação, ou a mudez essencial que é necessária para que se digam essas coisas. Às vezes a minha mudez faz com que eu procure pessoas que, sem elas saberem, me darão a palavra-chave. Mas quem? quem me obriga a escrever? O mistério é esse: ninguém, e no entanto a força me impelindo.
Eu já quis escrever o que se esgotaria em uma linha. Por exemplo, sobre a experiência de ser desorganizada, e de repente a pequena febre de organização que me toma como a de uma antiga formiga. É como se o meu inconsciente coletivo fosse o de uma formiga.
Eu também queria escrever, e seriam duas ou três linhas, sobre quando uma dor física passa. De como o corpo agradecido, ainda arfando, vê a que ponto a alma é também o corpo.
E é como se eu fosse escrever um livro sobre a sensação que tive uma vez que passei vários dias em casa muito gripada – e quando saí fraca pela primeira vez à rua, havia sol cálido e gente na rua. E de como me veio uma exclamação entre infantil e adulta: ah, como os outros são bonitos! É que eu vinha do escuro meu para o claro que também descobria que era meu, é que eu vinha de uma solidão de pessoas para o ser humano que movia pernas e braços e tinha expressões de rosto.
Também seria inesgotável escrever sobre beber mal. Bebo depressa demais, e não há alternativas: ou praticamente adormeço dentro de mim e fico morosa, pensativa sem que um pensamento se esclareça como descoberta, ou fico excitada dizendo tolices de maior brilho instantâneo. Mas – mas há um instante mínimo nesse estado em que simplesmente sei como é a vida, como eu sou, como os outros são, como a arte deveria ser, como o abstracionismo por mais abstrato não é abstrato. Esse instante só não vale a pena porque esqueço tudo depois, quase na hora. É como se o pacto com Deus fosse este: ver e esquecer, para não ser fulminada pelo saber.
E às vezes, por mais absurdo, acho lícito escrever assim: nunca se inventou nada além de morrer. E me acrescento: deve ser um gozo natural, o de morrer, pois faz parte essencial da natureza humana, animal e vegetal, e também as coisas morrem. E, como se houvesse ligação com essa descoberta, vem a outra óbvia e espantosa: nunca se inventou um modo diferente de amor de corpo que é estranho e cego. Cada um vai naturalmente em direção à reinvenção da cópia, que é absolutamente original quando realmente se ama. E de novo volta o assunto morrer. E vem a ideia de que, depois de morrer, não se vai ao paraíso, morrer é que é o paraíso.
A verdade é que simplesmente me faltou o dom para a minha verdadeira vocação: a de desenhar. Porque eu poderia, sem finalidade nenhuma, desenhar e pintar um grupo de formigas andando ou paradas – e sentir-me inteiramente realizada nesse trabalho. Ou desenharia linhas e linhas, uma cruzando a outra, e me sentiria toda concreta nessas linhas que os outros talvez chamassem de abstratas.
Eu também poderia escrever um verdadeiro tratado sobre comer, eu que gosto de comer e no entanto não como tanto. Terminaria sendo um tratado sobre sensualidade, não especificamente a de sexo, mas a sensualidade de “entrar em contato” íntimo com o que existe, pois comer é uma de suas modalidades – e é uma modalidade que engage de algum modo o ser inteiro.
Também escreveria sobre rir do absurdo de minha condição. E ao mesmo tempo mostrar como ela é digna, e usar a palavra digna me faz rir de novo.
Eu falaria sobre frutas e frutos. Mas como quem pintasse com palavras. Aliás, verdadeiramente, escrever não é quase sempre pintar com palavras?
Ah, estou cheia de temas que jamais abordarei. Vivo deles, no entanto.

Fonte: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/12340/temas-que-morrem.

SESSÃO ABERTURA DE PROGRAMA DE AUDITÓRIO - ENCONTRO COM PATRÍCIA POETA (2024)

Encontro com Patrícia Poeta foi um programa de auditório apresentado pela Rede Globo desde de 04 de julho de 2022
O programa é exibido de segunda a sexta-feira, nas manhãs da TV Globo e conta com a apresentação de Patrícia Poeta.
Para maiores informações sobre o programa, favor acessar: https://pt.wikipedia.org/wiki/Encontro_com_Patr%C3%ADcia_Poeta.
Boa diversão!

quarta-feira, 17 de junho de 2026

SESSÃO SAUDADE - JOÃO SALDANHA

A homenagem de hoje vai para o técnico de futebol e jornalista João Saldanha.
Ele foi mais do que um grande nome do futebol brasileiro — foi uma consciência crítica, uma voz firme e uma figura que nunca se curvou diante do poder. Como técnico, reinventou a Seleção com ousadia e inteligência. Como jornalista, falou o que muitos não tinham coragem de dizer. Como homem, carregou uma integridade que o tornava inconfundível.
Ele enxergava o futebol como parte da vida: cheio de paixão, política, escolhas difíceis e beleza. Por isso sua presença ainda faz falta. Saldanha lembrava ao Brasil que o jogo pode ser simples, honesto e valente. Sua memória permanece como um convite à coragem e à lucidez, dentro e fora do campo.
Obrigado, João Saldanha, por tantos comentários lúcidos sobre este jogo apaixonante que é o futebol!
Descanse em paz!
Para saber mais sobre este jornalista, favor acessar: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Saldanha.
Com o objetivo de homenageá-lo, exibimos abaixo pequeno vídeo com frases que o celebrizaram.


Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=oUAObSI0cVo