sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

SESSÃO CAPAS E PÔSTERES

A capa pertence à revista Ilusão nr. 288, publicada em 24/03/78.
Já o pôster, ao encarte da novela Duas Vidas da revista Contigo nr. 227, que foi às bancas em maio de 1977.
Boa diversão!


SESSÃO FOTO QUIZ

A foto da semana passada pertence ao cantor Zé Neto da dupla Zé Neto e Cristiano. Agora tentem descobrir quem é o garoto da foto. Eis algumas pistas:
1) Este cantor e compositor, ainda vivo, nasceu no interior de São Paulo em 1962.
2) Seu estilo é o sertanejo.
3) Ele faz parte de uma famosa dupla, cujo primeiro disco foi lançado em 1989.
Boa diversão!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

SESSÃO LEITURA - O HOMEM DO BONÉ CINZENTO - MURILO RUBIÃO

O texto abaixo é de autoria de Murilo Rubião.
Para maiores informações sobre a autora, favor acessar: https://www.portugues.com.br/literatura/murilo-rubiao.html.
Boa leitura!

O HOMEM DO BONÉ CINZENTO

O culpado foi o homem do boné cinzento.
Antes da sua vinda, a nossa rua era o trecho mais sossegado da cidade. Tinha um largo passeio, onde brincavam crianças. Travessas crianças. Enchiam de doce alarido as enevoadas noites de inverno, cantando de mãos dadas ou correndo de uma árvore a outra.
A nossa intranquilidade começou na madrugada em que fomos despertados por desusado movimento de caminhões, a despejarem pesados caixotes no prédio do antigo hotel. Disseram-nos, posteriormente, tratar-se da mobília de um rico celibatário, que passaria a residir a li. Achei leviana a informação. Além de ser demasiado grande para uma só pessoa, a casa estava caindo aos pedaços. A quantidade de volumes, empilhados na espaçosa varanda do edifício, permitia suposições menos inverossímeis. Possivelmente a casa havia sido alugada para depósito de algum estabelecimento comercial.
Meu irmão Artur, sempre ao sabor de exagerada sensibilidade, contestava enérgico as minhas conclusões. Nervoso, afirmava que as casas começavam a tremer e apontava-me o céu, onde se revezavam o branco e o cinzento. (Pontos brancos, pontos cinzentos, quadradinhos perfeitos das duas cores, a substituírem-se rápidos, lépidos, saltitantes.)
Daquela vez, a mania de contradição me arrastara a um erro grosseiro, pois antes de decorrida uma semana chegava o novo vizinho. Cobria-lhe a cabeça um boné xadrez (cinzento e branco) e entre os dentes escuros trazia um cachimbo curvo. Os olhos fundos, a roupa sobrando no corpo esquelético e pequeno, puxava pela mão um ridículo cão perdigueiro. Ao invés da atitude zombeteira que assumi ante aquela figura grotesca, Artur ficou completamente transtornado:
— Esse homem trouxe os quadradinhos, mas não tardará a desaparecer.
Não foram poucos os que se impressionaram com o procedimento do solteirão. Os seus hábitos estranhos deixavam perplexos os moradores da rua. Nunca era visto saindo de casa e, diariamente, às cinco horas da tarde, com absoluta pontualidade, aparecia no alpendre, acompanhado pelo cachorro. Sem se separar do boné que, possivelmente, escondia uma calvície adiantada, tirava baforadas do cachimbo e se recolhia novamente. O tempo restante conservava-se invisível.
Artur passava o dia espreitando-o, animado por uma tola esperança de vê-lo surgir antes da hora predeterminada. Não esmorecia, vendo burlados os seus propósitos. A sua excitação crescia à medida que se aproximava o momento de defrontar-se com o solitário inquilino do prédio vizinho. Quando os seus olhos o divisavam, abandonava-se a uma alegria despropositada:
— Olha, Roderico, ele está mais magro do que ontem!
Eu me agastava e lhe dizia que não me aborrecesse, nem se ocupasse tanto com a vida dos outros.
Fazia-se de desentendido e, no dia seguinte, encontrava-o novamente no seu posto, a repetir-me que o homenzinho continuava definhando.
— Impossível — eu retrucava —, o diabo do magrela não tem mais como emagrecer!
— Pois está emagrecendo.
Ainda encontrava-me na cama, quando Artur entrou no meu quarto sacudindo os braços, gritando:
— Chama-se Anatólio!
Respondi irritado, refreando a custo um palavrão: chamasse Nabucodonosor!
Repentinamente emudeceu. Da janela, surpreso e quieto, fez um gesto para que eu me aproximasse. Em frente ao antigo hotel acabara de parar um automóvel e dele desceu uma bonita moça. Ela mesma retirou a bagagem do carro. Com uma chave, que trazia na bolsa, abriu a porta da casa, sem que ninguém aparecesse para recebê-la.
Impelido pela curiosidade, meu irmão não me dava folga:
— Por que ela não apareceu antes? Ele não é solteiro?
— Ora, que importância tem uma jovem residir com um celibatário?
Por mais que me desdobrasse, procurando afastá-lo da obsessão, Artur arranjava outros motivos para inquietar-se. Agora era a moça que se ocultava, não dava sinal da sua permanência na casa. Ele, porém, se recusava a aceitar a hipótese de que ela tivesse ido embora e se negava a discutir o problema comigo:
— Curioso, o homem se definha e é a mulher que desaparece!
Três meses mais tarde, de novo abriu-se a porta do casarão para dar passagem à moça. Sozinha, como viera, carregou as malas consigo.
— Por que segue a pé? Será que o miserável lhe negou dinheiro para o táxi?
Com a partida da jovem, Artur retornou ao primitivo interesse pelo magro Anatólio. E, rangendo os dentes, repetia:
— Continua emagrecendo.
Por outro lado, a confiança que antes eu depositava nos meus nervos decrescia, cedendo lugar a uma permanente ansiedade. Não tanto pelo magricela, que pouco me importava, mas por causa do mano, cujas preocupações cavavam-lhe a face, afundavam-lhe os olhos. Para lhe provar que nada havia de anormal no solteirão, passei a vigiar o nosso enigmático vizinho.
Surgia à hora marcada. O olhar vago, o boné enterrado na cabeça, às vezes mostrava um sorriso escarninho.
* * *
Eu não tirava os olhos do homem. Sua magreza me fascinava. Contudo, foi Artur que me chamou a atenção para um detalhe:
— Ele está ficando transparente.
Assustei-me. Através do corpo do homenzinho viam-se objetos que estavam no interior da casa: jarras de flores, livros, misturados com intestinos e rins. O coração parecia estar dependurado na maçaneta da porta, cerrada somente de um dos lados.
Também Artur emagrecia e nem por isso fiquei apreensivo. Anatólio tornara-se a minha única preocupação. As suas carnes se desfaziam rapidamente, enquanto meu irmão bufava, pleno de gozo:
— Olha! De tão magro, só tem perfil. Amanhã desaparecerá.
Às cinco horas da tarde do dia seguinte, o solteirão apareceu na varanda, arrastando-se com dificuldade. Nada mais tendo para emagrecer, seu crânio havia diminuído e o boné, folgado na cabeça, escorregara até os olhos. O vento fazia com que o corpo dobrasse sobre si mesmo. Teve um espasmo e lançou um jato de fogo, que varreu a rua. Artur, excitado, não perdia o lance, enquanto eu recuava atemorizado.
Por instantes, Anatólio se encolheu para, depois, tornar a vomitar. Menos que da primeira vez. Em seguida, cuspiu. No fim, já ansiado, deixou escorrer uma baba incandescente pelo tórax abaixo e incendiou-se. Restou a cabeça, coberta pelo boné. O cachimbo se apagava no chão.
— Não falei! — gritava Artur, exultante.
A sua voz foi ficando fina, longínqua. Olhando para o lugar onde ele se encontrava, vi que seu corpo diminuíra espantosamente. Ficara reduzido a alguns centímetros e, numa vozinha quase imperceptível, murmurava:
— Não falei, não falei.
Peguei-o com as pontas dos dedos antes que desaparecesse completamente. Retive-o por instantes. Logo se transformou numa bolinha negra, a rolar na minha mão.

Fonte: https://contobrasileiro.com.br/o-homem-do-bone-cinzento-conto-de-murilo-rubiao/.

SESSÃO ABERTURA DE PROGRAMA DE AUDITÓRIO - ANGEL MIX (1996)

Angel Mix foi um programa infantil de auditório apresentado por Sérgio Mallandro e exibido pelo Rede Globo de 16 de setembro de 1996 a 30 de junho de 2000.
Inicialmente, era exibido às 11h, mas depois ganhou meia hora a mais, iniciando a partir das 10h30 e, posteriormente, passou a ocupar toda a faixa matinal da emissora, começando às 8h30.
Para maiores informações sobre o programa, favor acessar: https://pt.wikipedia.org/wiki/Angel_Mix.
Boa diversão!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

SESSÃO SAUDADE - ADELINO NASCIMENTO

A homenagem de hoje vai para o cantor e compositor Adelino Nascimento.


Fonte: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcR9SwgdCQXGymMepRbsfbV6MhXzydNUyTNDzw&s

Adelino Nascimento nasceu em 17 de setembro de 1956, em Turiaçu, no Maranhão, e se tornou um dos maiores nomes do brega romântico e da seresta no Norte e Nordeste do Brasil.
Sua trajetória começou de forma humilde, quando seu pai vendeu um terreno para financiar a gravação de sua primeira fita demo — gesto que abriu as portas para sua carreira musical.
Durante os anos 1980 e 1990, Adelino conquistou o público com sua voz marcante e suas letras carregadas de emoção, tornando-se presença constante em rádios, bares, festas populares e coletâneas de brega.
Seu repertório inclui sucessos que atravessaram gerações, como: Adeus Ingrata (sucesso também na voz de Cláudio Fontana), Menina Faceira, Vou Voltar pra São Luís e Toca o Telefone, dentre outras.
Com mais de duas décadas de carreira, Adelino se firmou como um dos grandes representantes da música romântica popular brasileira, deixando um legado afetivo profundo entre os fãs do gênero.
Adelino Nascimento faleceu em 10 de abril de 2008, aos 51 anos, mas sua obra continua viva na memória de quem ama o brega de verdade.
Obrigado, Adelino Nascimento, por sua contribuição tão especial à música popular brasileira!
Descanse em paz!
Para saber mais sobre este artista, favor acessar: https://pt.wikipedia.org/wiki/Adelino_Nascimento.
Com o objetivo de homenageá-lo, reproduzimos abaixo um de seus grandes sucessos, Adeus Ingrata.


Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=wSCytpTzZ_I

LETRA

ADEUS INGRATA

Compositor: Geraldo Nunes

Hoje à noite eu partirei
Pretendo nunca mais te ver
Desde o dia em que você partiu
A minha vida é um eterno sofrer

Adeus ingrata, adeus ingrata
Adeus ingrata, não é preciso nem escrever
Amanhã estarei longe daqui
Outras garotas eu irei conhecer

Um novo sol a de brilhar pra mim
Nem quero mais pensar em você
Adeus ingrata, adeus ingrata
Adeus ingrata, não é preciso nem escrever

Fonte: https://www.letras.mus.br/adelino-nascimento/268647/

SESSÃO HUMOR

- Doutor, estou com uma dor cavalar no peito, uma tosse de cachorro e a minha barriga dói para burro!
- Neste caso, vou encaminhá-lo para um veterinário…

Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2024/10/13/ary-toledo-tinha-colecao-de-mais-de-65-mil-piadas-relembre-algumas-das-mais-marcantes.ghtml.

SESSÃO REMAKE MUSICAL - NEGRO GATO - ERASMO CARLOS

A canção Negro Gato, que teve como um dos intérpretes MC Leozinho, é apresentado no vídeo abaixo por Erasmo Carlos.
Boa diversão!



LETRA

NEGRO GATO

Compositores: Erasmo Carlos / Roberto Carlos

Eu sou um negro gato de arrepiar!
Em toda minha vidas empre dei azar!
Só mesmo de um telhado, aos outros desacato

Eu sou o negro gato!
Eu sou o negro gato!

Minha linda história, vou lhes contar!
E depois de ouvi-la, sei que vão chorar!
Há tempos que eu não sei o que é um bom prato

Eu sou o negro gato!
Eu sou o negro gato!

Sete vidas tenho, para viver!
Sete chances tenho, para vencer!
Mas se eu não comer, acabo num buraco

Eu sou o negro gato!
Eu sou o negro gato!

Um dia lá no morro, pobre de mim!
Queriam minha pela pra tamborim!
Apavorado, desapareci no mato

Eu sou o negro gato!
Eu sou o negro gato!

Fonte: https://www.letras.mus.br/erasmo-carlos/364515/