sábado, 11 de abril de 2026

PARA MEDITAR

 

Fonte: https://cdn.pensador.com/img/frase/le/on/leonard_hofstadter_nossas_vidas_sao_so_a_animacao_de_um_lqydp4l.jpg

SESSÃO FOTONOVELA - O MISTÉRIO DAS CARTAS DE AMOR

A fotonovela abaixo pertence à revista Sétimo Céu - Série Amor nr. 29, publicada em 15 de fevereiro de 1975.
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Boa leitura!


















sexta-feira, 10 de abril de 2026

SESSÃO CAPAS E PÔSTERES

A capa pertence à revista Minha Novela nr. 83, publicada em 02 de abril de 2001.
Crédito e agradecimento ao perfil de Facebook Minha Novela (https://www.facebook.com/MaisNovelaOficial).
Já o pôster, à revista Contigo nr. 192, publicada em 1975.
Boa diversão!


Fonte: https://scontent.fldb3-1.fna.fbcdn.net/v/t39.30808-6/503430586_24147341341564475_2154537238588407487_n.jpg?_nc_cat=102&ccb=1-7&_nc_sid=f798df&_nc_ohc=sqShhijqlDoQ7kNvwFxk_zK&_nc_oc=Adpf6ogoy1fSKJXN1CXY1yHBZ_--zmuxvvTi8te3qfZvh8ZmLHdqSHToiM7qotIO4nNY36w332Kks4Dur7EhRfXc&_nc_zt=23&_nc_ht=scontent.fldb3-1.fna&_nc_gid=1950t4JEv78ivCVr_9zq5g&_nc_ss=7a30f&oh=00_Afy0a_S7PQjfmoR9pwzlBsDUezEUfSz7Ex3r9CFLANbvLA&oe=69CDE568

SESSÃO FOTO QUIZ

A foto da semana passada pertence à atriz e bailarina Cláudia Raia. Agora tentem descobrir quem é o garoto da foto. Eis algumas pistas:
1) Este ator, ainda vivo, nasceu na capital carioca em 1949.
2) Estreou em telenovelas em Antônio Maria (1968) na TV Tupi.
3) Participou de novelas como: Bel-Ami, na Rede Tupi; Nina e Louco Amor, na Rede Globo.
Boa diversão!

quinta-feira, 9 de abril de 2026

SESSÃO LEITURA - O CALOR E O TRABALHO - RACHEL DE QUEIROZ

O texto abaixo é de autoria de Rachel de Queiroz.
Para maiores informações sobre a autora, favor acessar: https://www.ebiografia.com/rachel_queiroz/.
Boa leitura!

O CALOR E O TRABALHO

E 38º a 40º à sombra tem sido a temperatura do Rio em muitos dias deste verão de 49. O ar dá para ser apanhado às colheradas, de tão espesso e morno. Brisas são meros sonhos, as folhas das árvores imóveis parecem feitas de papel e arame, para um cenário de filme.
O mar, no fundo da baía, é uma lâmina de estanho lisa e espelhando fogo. Até os pássaros têm medo do ar e é raro avistar-se um risco de asa cortando o céu.
E nessa fornalha viva assim mesmo os homens labutam. Erguem paredes, misturam massa, soldam aço, derretem asfalto, britam pedra, varrem ruas, descarregam navios, capinam o chão e cavam a terra. Homens mal alimentados, mal agasalhados, que sofrem de doenças mal curadas, que não se sentem em segurança em relação a si próprios nem em relação aos seus. São esses os mestiços indolentes das anedotas e dos livros de viagens, esses os caboclos mulatos do “prantando dá”. Quando o corpo pede apenas sombra, refresco e sesta, enquanto os chamados brancos se não sobem para Petrópolis, se refugiam nos cinemas refrigerados, se amontoam nas confeitarias tomando toneladas de sorvete, eles mourejam ao sol. A patroa num deux-pièces de piquê branco deita-se na rede da varanda e pede uma cajuada geladíssima: enquanto isso, ao mormaço escaldante, abrigada do sol apenas por um pedaço de folha de zinco, a sua lavadeira esfrega roupa numa tina e tira água aos baldes do poço de quatro metros.
O ilustre escritor Richard Katz, no seu belo livro Viagem pelo Amazonas faz comentários muito justos a respeito da lenda que é essa nossa famosa indolência e do tremendo esforço que representa qualquer trabalho físico debaixo dessas temperaturas de forno. É um dos poucos europeus que nos fazem justiça nesse terreno, e em vez de nos acusar pelo pouco que temos feito, antes louva o muito que já fizemos dentro de tais condições.
Chega mesmo à ousadia de traçar paralelos e imaginar o que seria dum branco nórdico derrubando madeira no Amazonas num calor de mais de 37° à sombra...
Na pedreira atrás de minha casa, os empregados da Prefeitura quebram pedra para os calçamentos da rua. Pegam oito horas por dia no sol escaldante, lidam com dinamite, com ponteiro e marreta, ou metem calhaus nos britadores que na hora do sol forte tiram fogo, literalmente. Não sei quanto ganham. Mas não devem ganhar nenhum despropósito. Sei onde moram, é por esses morros sem água e sem luz elétrica, em barracos de taipa; sei o que vestem — vejo-os todo dia na rua, e posso afirmar que não usam seda nem linho; sei o que comem — mais de uma vez tenho visto a marmita modestíssima onde conduzem o almoço; o dinheiro deles não é pois tanto assim como se diz. Contudo, de verão e inverno, lá estão eles no pesado; de noite ainda dançam e vão ao cinema, ou namoram por essas beiras de praia, e aos domingos tomam banho de mar e jogam futebol. São uns fracos, realmente... Forte é o alemão da esquina, que trabalha de camisa de cambraia de linho no escritório refrigerado, come dieta de verão, anda de automóvel particular, e assim mesmo, outro dia foi parar na Assistência, com insolação, porque se meteu a dar um passeio a pé ao meio dia em ponto.

Fonte: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/8917/o-calor-e-o-trabalho.