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sábado, 23 de outubro de 2010

NEW YORK NEW YORK

"Start spreading the news
I'm leaving today
I want to be a part of it
New York, New York
(...)
I wanna wake up in a city
That doesn't sleep
And find I'm king of the hill
Top of the heap
(...)"

(Frank Sinatra – New York New York –

"Comece a espalhar a notícia, estou partindo hoje. Eu quero ser parte dela: New York New York. (…) Eu quero acordar na cidade que nunca dorme e descobrir que sou o rei da montanha, O maioral (...)". [Tradução do trecho de New York New York]

O sono era perturbador, mas não pude deixar de notar como era linda a manhã ensolarada de Orlando quando o avião decolou rumo à Elizabeth City, em Nova Jérsei, estado vizinho de Nova Iorque. Reclinei minha poltrona e conectei meu fone de ouvido nas saídas de áudio tão logo ouvi aquele sinal permissivo que vem da cabine do avião. Não havia dado tempo de trocar de estação, pois estava tentando entender como funcionava aquele controle remoto, que também era um telefone e uma maquineta de cartão de crédito, encaixado no braço direito do meu banco, quando me dei conta já estava acabando uma música de ritmo muito gostoso, algo como... Um mambo ou uma salsa? Não me lembro exatamente. A música acabou e, finalmente, havia me entendido com o controle remoto. Pulei para próxima estação e ouvi “A Voz”, era ele, Frank Sinatra, cantando New York New York, não poderia haver momento mais propício. Me acomodei com um ligeiro desconforto que a classe turísitica oferece, fechei os meus olhos e mergulhei naquela canção.

Nova Iorque não era exatamente a realização de um sonho, mas era uma grande oportunidade que tinha surgido e que eu não poderia deixar escapar.

Aterrisamos, meu irmão e eu, no Newark Liberty International Airport. A longa distância de um terminal para o outro (são três no Newark Airport), exigem que os passageiros façam uso do AirTrain, uma espécie de um mini metrô, que liga todos os terminais e dá acesso direto à estação de trem Newark Penn Station, onde pegamos um trem e seguimos rumo à New York City. Cheguei a pensar que seria uma longa viagem, visto que estávamos indo de um estado para o outro, mas não, a viagem durou cerca de 20 minutos.

Desembarcamos na Penn Station em Nova Iorque (estação homônima daquela que havíamos embarcado), não cheguei exatamente a me assustar, mas notei o grande alvoroço do povo querendo alcançar rapidamente a linha do metrô alguns bons metros de onde estávamos.

- Nossa! Esta cena não me é estranha. - Falei para o meu irmão, que olhava meio assustado para o volume pessoas e correria na estação.
- Baldeação na Praça da Sé. - Ele associou rapidamente.

Subimos as escadas rolantes rumo ao metrô. Pra que lado ir? Qual metrô tinhamos que pegar?

- Renato, você não deixou fácil a informação aí com você? - Me irritei.
- Eu esqueci.
- Um Starbucks alí, vem! Vamos procurar.

Compramos um café só para poder usar a internet wi-fi.

- Claudia, já volto, vai vendo aí que vou procurar um mapa do metrô daqui.
- Tá bom, não demora.

O meu mau humor era notório, tinha dormido pouco e acordado com as galinhas (4h da madrugada). Para desanuviar, fiquei observando os transeuntes enquanto ligava o note. Moças vestidas com regatas, micro saias, botas revestidas internamente com pelos e cachecóis. “Que coisa mais sem sentido, o que elas sentem afinal, frio ou calor?”. Rapazes com calças jeans, no melhor estilo “tomara-que-caia”, exibiam suas cuecas e metade de seus traseiros, enquanto tomavam chocolate quente e fuçavam em seus celulares e i-pods modernos ouvindo músicas. Observei mais algumas pessoas e desisti de entender a moda novaiorquina.

Twittei:


Checava as informações que precisávamos para chegar ao hotel quando meu irmão apareceu com o mapa.

- Credo! Que isso? - Perguntei assustada quando ele abriu o gigantesco e confuso mapa.
- O mapa do metrô.
- E pra que lado a gente vai?
- Temos que pegar esta linha amarela e ir até a estação 36 Street.

Mapa do Metrô de Nova Iorque
Eu indico: mapa interativo - http://www.mta.info/nyct/maps/submap.htm

O metrô

A minha primeira impressão do metrô de Nova Iorque foi péssima. É feio, sujo, velho, não chega a ser lento, mas não é tão rápido, chacoalha como trem e muitas das estações não têm sequer escadas rolantes e há ratazanas, que deveriam viver em jaulas de tão grandes, perambulando por detrás dos trilhos. Não posso negar que apesar dos pesares, o metrô novaiorquino é eficiente, são 468 estações (pasmem!). Ao observar o mapa verá que as diversas linhas e estações podem te levar a qualquer canto da cidade. Por 27 dólares compramos o metrocard, optamos, no ato da compra, por um cartão válido por 7 dias com número de viagens ilimitadas nos ônibus e metrôs da cidade (há outras opções), comprado em máquinas que aceitam cartão de crédito nas próprias estações. Facilidade total.

Cartão de acesso ao metrô de Nova Iorque
Eu indico:
(2) Blog Paulo Coelho (não se trata do escritor brasileiro), um breve relato sobre o metrô de Nova Iorque - http://www.paulo-coelho.net/blog/_archives/2007/1/15/2666613.html]

A diferença de temperatura de Orlando para Nova Iorque já podia ser sentida consideravelmente.

Ficamos num hotel nas imediações do Brooklin, o hotel tinha uma vista horrível, de frente para a nossa janela do quarto tinha um prédio totalmente abandonado e, ao lado direito, um elevado, assim como o nosso famoso Elevado Costa e Silva, vulgo “Minhocão”, obra do tão famoso quanto, Dr. Paulo Maluf. Apesar da vista, o hotel era muitto bom, limpo e confortável.

Perdemos o dia, estávamos exautos. Quando chegamos ao hotel, fomos dar uma volta pelo bairro, nada demais pelas proximidades do hotel. A região era cheia de mexicanos, não faltavam restaurantes e mercadinhos deles por lá. Aproveitamos o passeio pra comprar pasta de dente, que só encontramos no terceiro mercadino (mexicano) que entramos, o que levantou suspeita acerca da higiene bucal dos americanos.


O "Minhocão" americano.

Prédio abandonado em frente ao hotel
Central Park

Uma das muitas paisagens do Central Park

É um parque gostoso, mas lotado de turistas que se encantam com sua imensidão. São milhares de pessoas caminhando, enquanto outros milhares se dividem entre ciclismo, patinação e corrida. A muvuca é tão grande em alguns pontos que cheguei a perder meu irmão de vista.

O Central Park faz fundo para muitos álbuns de casamento, vi pelo menos três casais tirando fotos por lá.

Para quem já foi ao Ibirapuera não há grandes novidades. O parque novaiorquino tem um zoológico, mas não fomos conhecer.

Empire State

Corrida Rumo ao Topo - Em 1929, quando o magnata dos automóveis Walter Chrysler, ouviu dizer que o Banco de Manhattan (The Trump Building) na Wall Street ficaria mais alto do que o seu arranha-céu inacabado, tomou a decisão de concretizar sua ambição de construir o edifício mais alto do mundo e mandou o arquiteto Willian Van Alen aumentar a flecha da torre do edifício Chrysler. O rival de Van Alen, seu ex-sócio Craig Severance, ao saber das instruções recebidas por Van Alen, aumentou ainda mais a altura de sua torre em forma de pirâmide e, em novembro de 1929, organizou às pressas uma inauguração, declarando que o edifício da Wall Street, com 282 metros, quebrara um recorde mundial.
O que Severance não sabia era que Van Alen estava construindo uma flecha de 60 metros no interior do edifício da Chrysler. Logo depois do anúncio de Severance, os trabalhadores içaram a flecha para seu lugar no topo, elevando altura do prédio para 319 metros e pondo fim ao momento de glória do Banco de Manhattan.
A vitória é doce, mas dura pouco. Apenas alguns meses depois, em abril de 1930, o Empire State foi inaugurado, com o inesperado acréscimo de um mastro para amarrar dirigíveis, ultrapassando o edifício Chrysler em mais de 60 metros. Quando as torres gêmeas do World Trade Center foram destruídas em 11 de setembro de 2001, o Empire State voltou a ser a estrutura mais alta da cidade.” [Insight Guides – Nova York à Pé – Editora Marins Fontes- Autor: John Gattuso, p. 40]

A vista que se tem da cidade de Nova Iorque do Empire States, talvez não seja incrível para aqueles que moram em grandes cidades, onde os arranhas-céus dominam o espaço, mas certamente é interessante. O Empire State não é um prédio para ser visto de perto, pois ele perde sua função e grandiosidade. Quando estamos à certa distância o Empire é, sem sobra de dúvida, colossal. Você pode vê-lo de qualquer ponto de Manhattan.

No 86º andar do mais alto prédio dos EUA, por 20 dólares por cabeça, centenas de pessoas se amontoam para fotografarem o que conseguirem, são prédios e mais prédios e uma visão limitada do Central Park que, segundo dizem, pode ser visto bem melhor do prédio da Crysler, considerado por muito o mais bonito de Nova Iorque, que também tem o seu observatório.

The Trump Building
Banco de Manhattan
Wall Street

Edifício Crysler

Empire State

 


Os diversos ângulos do Empire State
Grand Central Terminal

É uma belíssima estação de trem localizada bem no centro de Nova Iorque. Lembra, pelo seu estilo art déco, a estação Júlio Prestes na cidade São Paulo. Dentro da estação está o Grand Central Market, que é um espaço reservado para padarias finas, queijarias e outros fornecedores de iguarias. Há também as famosas lanchonetes, comuns nesse tipo de lugar.

A movimentada Grand Central Station
Estátua da Liberdade

Nome Completo: Estátua da Liberdade Iluminando o Mundo.
Peso: Superior a 90 toneladas.

Presente dos franceses (Opa! Eu disse “dos franceses”??? Ok, vamos focar.), concebida por Edouard-René Lefebvre de Laboulaye, um gaulês admirador da democracia americana. Laboulaye transmitiu seu entusiasmo ao escultor Frédéric-Auguste Bartholdi, que por sua vez projetou a estátua e se comprometeu de ir atrás de recursos financeiros para concretizar o objetivo. O engenheiro Gustave Eiffel, o mesmo que dá nome à famosa torre em seu país, foi o responsável pela armação que sustenta a camada externa de cobre da estátua. “De cobre”? Sim, de cobre. Lady Liberty, como os americanos a chamam carinhosamente, é toda revestida de cobre. A estátua foi concluída na França em julho de 1884 e chegou aos EUA em junho de 1885, para isso precisou ser desmontada em 350 pedaços empacotados em 214 caixotes. Foram necessários 4 meses para remontar a estátua. Em 28 de outubro de 1886, o presidente Grover Cleveland, a inaugurou diante de milhares de espectadores. [Insight Guides – Nova York à Pé – Editora Marins Fontes- Autor: John Gattuso, p. 92]

Nas fotos e filmes de Holywood Lady Liberty, parece ser bem maior do que realmente é, mas isso não importa, porque independente do tamanho ela é o verdadeiro símbolo americano, o que melhor representa os Estados Unidos da América. E ela é bem simpática, o sucesso não lhe subiu à cabeça junto com sua coroa, saibam vocês.

Lady Liberty
Há dois tipos de passeios que podem se feitos à Estátua da Liberdade, o pago e o gratuito. Fizemos o gratuito e achei ótimo. No Whitehall Terminal, acesso rápido pelo metrô, se pega o Staten Island Ferry que faz um trajeto de 20 minutos e propicia uma vista muito bacana de Manhattan, passando pela Statue of Liberty e fazendo parada na ilha Staten, pela ilha não há grandes atrativos, mas vale dar uma voltinha.


O ferry garante viagem gratuita até a ilha.
Monumento – World Trade Center

Eu não sei se eu vou conseguir expressar em palavras o que eu senti em ter ido ao local onde tudo aconteceu em 11 de setembro de 2001.

Eu estava de férias do trabalho no dia da tragédia. Naquele dia, por um motivo qualquer, sem nada para fazer, liguei a televisão pela manhã e um plantão jornalístico da Globo, passava exatamente o momento em que o primeiro avião havia se chocado com uma das torres. Fiquei olhando para aquilo sem entender, chamei minha mãe e ficamos ouvindo a notícia, quando de repente um segundo avião, ao vivo, diante dos nossos olhos, foi de encontro às torres novamente.

Quando parei no quarteirão das torres as mesmas sensações daquele dia começaram a percorrer o meu corpo. Eu olhava para estruturas que estão sendo levantadas novamente por centenas de homens e não conseguia ver prédios sendo reconstruídos, mas sim dois prédios caindo, era como um flashback.

Fomos procurar Tribute WTC Visitor Center e o encontramos na rua lateral onde ficavam as torres. Paguei 10 dólares para me sentir muito triste e deprimida. O local é recheado de lembranças recolhidas na tragédia, são crachás, objetos de vítimas e até mesmo uma janela de um dos aviões, tudo sujo de concreto, da forma como foram recolhidos, foram expostos naquela vitrine mórbida, há também vídeos com relatos e fotos, muitas fotos de pessoas felizes, vítimas do atentados, posando sorrindentes com suas famílias. Escrever isso já me emociona, é impossível ser indiferente à tudo aquilo.


O recomeço
Wall Street

Na Wall Street, além do gigante The Trump Building, que abriga o Banco de Manhattan e do qual já falei um pouco acima, em Wall Street também está a famosíssima Bolsa de Valores de Nova Iorque, uma belíssima construção neoclássica, porém não é aberta à visitação por questões de segurança.


Bolsa de Valores de Nova Iorque
Brooklyn Bridge

Inaugura em 1883 e chamada de “oitava maravilha do mundo”, a construção dessa ponte suspensa por cabos foi um desafio e marcou uma tragédia (12 pessoas morreram no dia da sua inauguração).

A vista de Manhattan da ponte do Brooklyn, na minha opinião, é a melhor de Nova Iorque. Vale a visita e a caminhada de cerca de 25 minutos pela extensa ponte.


A majestosa Brooklyn Bridge

Chinatown e Soho

Creio que de todos os imigrantes, os chineses sejam os mais presentes em Nova Iorque. Vi muitos deles por lá. Em Chinatown, a presença desses orientais é maciça. Chinatown tem camelô aos montes e, detalhe, que fogem do “rapa”, assim como os da 25 de Março da cidade de São Paulo. Os camelôs vendem, entre outras coisas, perfumes e bolsas, evidentemente tudo falsificado, mas vi que isso também faz sucesso na terra do Tio Sam. É, podem acreditar, tem muita bolsa Louis Vuitton falsa circulando por lá, isso porque lá uma bolsa da grife não custa o que custa aqui.

Já o Soho é a Oscar Freire novaiorquina. O povo é chique, para acompanhar as lojas de grifes que empesteiam a reigão. Lugar bacana, se tiver uma grana sobrando, vale dar uma olhada nos preços que, pelo local, podem surpreender.

Times Square e Broadway

Times Square

A noite em Times Square é demais, de encher os olhos. Milhares de luminosos e pessoas andando de um lado para o outro dão o ritmo da noite novaiorquina. A Toys R'Us, a maior loja de brinquedos do planeta, tem uma roda gigante e um tiranossauro no seu interior, quando passei por lá vi o Homen de Ferro brincando com a criançada, impossível não virar criança naquela loja e não querer comprar um brinquedinho. Fomos atendidos por uma vendedora brasileira, extremamente simpática.
  

A gigantesca Toys R'Us

A Broadway é uma imensa avenida (não consegui ver onde começava e onde terminava), passamos ene vezes por ela durante nossa estadia. A região da Times Square é repleta de casas de show.

Madame Tussauds – O supreendente museu de estátuas de cera.

Esse maravilhoso museu que fica nos arredores da Times Square, abriga diversas estátuas em cera de celebridades e personalidades mundiais. Algumas fotos abaixo falarão por si só. Vale cada centavo dos 33 dólares (por pessoa) pagos para entrar.








É inveitável estar em Nova Iorque e não fazer associações com a cidade de São Paulo. O ritmo, as pessoas, o tempo, o descanso...quase tudo é possível associar. Tentei relatar a viagem e fazer o mínimo possível de comparações. É claro que Nova Iorque não é igual à São Paulo, tem coisas de São Paulo que são melhores que as de Nova Iorque e vice-versa. Como disse no início do relato, ir para Nova Iorque não era o meu sonho de consumo, mas surgiu uma oportunidade e não poderia desperdiçar. Conhecer outras culturas, ter contatos com outros povos, arriscar falar outras línguas, me encantam. A viagem valeu pela diversão e por ver que nem sempre as coisas do primeiro mundo são melhores que a do terceiro.

Cada um tem uma expectativa guardada dentro si, por isso as impressões são pessoais e intransferíveis. Se for à Nova Iorque não esqueça de registrar seus sentimentos.

Orlando ou Nova Iorque? Orlando. Por quê? Porque o imposto sobre a venda é de 6,5% enquanto em Nova Iorque é 8,5%, também pela educação e simpatia da população, pelo calor quase que constante, pela diversão, pela limpeza da cidade e por não parecer em nada com São Paulo.

Por fim, peço desculpa pelo longo relato, mas a minha expectativa era tão grande quanto ele.


Grande beijo,
ClaudiaG

domingo, 17 de outubro de 2010

UMA DELICIOSA PASSAGEM POR ORLANDO

[Recado da ClaudiaG: Pessoal, se quiserem fazer contas de equivalência de preços em reais, usem a média cambial de 1,69 de real por dólar].

Ao desembarcar no aeroporto de Orlando já se respira a magia do universo Disney, são cartazes gigantes, flayers e banners que te lembram a todo o instante que você está na terra do ilustre Mickey Mouse e toda a sua turma.

Orlando possui uma ampla variedade de hotéis, tem para todos os bolsos, você consegue encontrar diárias, por pessoa, por menos de 20 dólares em baixa temporada. Talvez vocês estejam pensando: “Claudia, por um preço tão baixo deve ser algum hotel de quinta e longe de tudo e de todos”. Não, não é. Ficamos, meu irmão e eu, no famoso Best Western, na Universal Boulevard, esquina com a International Drive, principal avenida de Orlando, staff de primeira, quarto com vista para o primeiro parque aquático de lazer de Orlando, o Wen't Wild, administado pela Universal. Quem quiser visitar o site do hotel clique aqui.

Fachada do Hotel Best Western, Universal Boulevard, Orlando
Se você pensa em ir à Orlando para fazer compras, além de visitar os parques, sugiro que alugue um carro. “Mas deve ser um absurdo de caro!”. Não, não é. Em Orlando você aluga carros de câmbio automático (nem pense em ficar trocando de marchas por lá), ar condicionado e direção hidráulica (itens básicos por lá para qualquer automóvel) por cerca de 190 a 220 dólares para até 10 dias. Se achou caro, faça uma pesquisa e veja quanto custa o aluguel de um carro aqui em São Paulo. Em Orlando, se quiser alugar um GPS junto com o carro sai mais caro, sugiro que compre um por lá se tiver interesse em usá-lo aqui no Brasil. A rede de supermercados Walmart vende GPS a partir de 99 dólares, para quem não conhece a cidade um GPS chega a ser como a varinha de condão da Tinker Bell, a fofa Sininho.

Em Orlando as ruas são limpas e as pessoas educadas. Há muitos brasileiros por lá, turistas e os não turistas.

Encontrei na International Drive, bem próximo ao hotel que eu estava, um espaço exclusivo de brasileiros com uma padaria, um salão de beleza, um restaurante - o Camilla´s - e um mini mercado, que vende coisas do tipo: carne de sol, farinha de mandioca e outros pertences para feijoada. Um pouco adiante, mas do outro lado da avenida, um outro restaurante brasileiro, o Vittorio´s, na minha opinião bem melhor que o Camilla´s, seja em variedade ou em preço, exibe em suas paredes fotos e autógrafos de celebridades brasileiras que já comeram por lá. Ao lado do Vittorio's existem duas grandes lojas, também brasileiras, que vendem perfurmes, maquiagens e óculos de sol, com vendedoras atenciosas, que falam português e que te propõe compras de produtos de primeira à preços muito convidativos.

Supermercado Brasileiro em Orlando

Padaria Pão Gostoso em Orlando
O hipermercado Walmart é um show à parte para aqueles que gostam de fazer compras e não estou falando de fazer compras só de artigos de higiene, limpeza e alimentos, não. Me refiro à roupas, brinquedos, artigos Disney e, inclusive, produtos eletrônicos. Tudo bem baratinho se comparado aos preços praticados em outras lojas e nos parques da cidade. Uma camiseta infantil com estampa do Mickey que comprei por 7 dólares, no aeroporto custava 21 dólares, nada mais nada menos que três vezes mais!!! Se você é amante de chocolates, sacos gigantes com miniaturas de chocolates deliciosos são vendidos por cerca de 4 a 8 dólares.

O gigante Walmart em Orlando
Falando em compras, Orlando é o lugar certo para as comprar roupas e acessórios de grife. Camisetas da marca Reebok, p. exemplo, são vendidas três unidades por 26 dólares. Inacreditável! Aqui no Brasil uma, apenas uma camiseta, custa cerca de 40 reais (equivalente a 24 dólares) em dias de liquidação. Calças jeans da Calvin Klein, Guess e Ecko você encontra por míseros 30 dólares (estou arrendondando o preço para mais!). Victória's Secret vende cremes e sabonetes líquidos por 20 dólares cada 5 unidades à escolher, no Dutty Free do aeroporto de Cumbica, aqui de São Paulo, custa 11 dólares cada unidade. É ou não enlouquecedor? Sem nenhum exagero posso dizer que há centenas de outlets espalhados por Orlando, só por isso, alugar um carro já é extremamente vantajoso.

Prime Outlet, um dos maiores e mais baratos de Orlando,
lá os turistas usam mapa para acharem suas lojas preferidas

Mapa do Prime Outlet
Se você não liga para as compras e quer só se divertir nos parques, a grande parte dos hotéis oferece serviço de traslado, porém você fica preso aos horários, que devem ser obedecidos rigorosamente. Se optar pelo carro, considere os salgados preços cobrados nos estacionamentos dos parques, no Universal, p.exemplo, são 18 dólares, já no Busch Gardens custa 12 dólares. É caro, mas vale muito à pena. Ah! Os outlets são enormes, à céu aberto e não se paga um centavo de estacionamento. A gasolina é vendida por galão e não por litro como aqui no Brasil, um galão equivale à quatro litros de gasolina, o galão de gasolina custa em média US$ 2,30, façamos uma conta rápida, isto dá 0,57 centavos de dólar por litro (equivalente em reais a 0,97 centavos!!!), nós que temos a Petrobrás pagamos aqui em São Paulo R$ 2,27 o litro. Pena que gasolina não pode ser trazida como bagagem! A estória do preço da gasolina se repete no Peru, mas isso é assunto para outra hora.

E os parques? Ah, são demais! Posso dizer que conheci dois: o Universal Studios e o Busch Garden, que possuem uma temática mais adulta, mas quem se importa? Tem diversão pra todos os gostos e idades.

Universal Studios

O famoso globo da Universal
Esqueça os personagens infantis e fofinhos nesse parque. Uma área absurdamente grande comporta o Universal Studios, o Islands of Adventure e o CityWalk. Abaixo vou descrever apenas alguns dos melhores brinquedos do parque.

O Revenge of the Mummy – The Ride: “Foi projetada durante dez anos para combinar com perfeição elementos de alta velocidade, vídeos tridimensionais e efeitos especiais hollywoodianos com engenharia espacial e robótica. O resultado é de babar”. [Guia de Orlando, edição 2010/2011, Ed. Europa]. É de babar mesmo! Uma montanha russa no mais completo breu. São descidas alucinantes e em curva, sem esperar surgem bolas de fogo e múmias de arrepiar até o último fio de cabelo na sua frente.

Revenge of the Mummy - The Ride
The Simpsons Ride: É a simulação de uma montanha russa maluca em 3D. Sem sair do lugar mas num carrinho que dá a sensação de seguir e se deparar com todos os obstáculos possíveis e imagináveis você participa de uma estória muita doida com os Simpsoms. Um dos melhores e mais disputados do parque. Atração imperdível!

Entranda do The Simpsons Ride é pela boca do palhaço Krusty
ET Adventure: É um brinquedo nostálgico, que me fez voltar à minha infância. Mescla efeitos especiais e te dá a sensação de voar de bicicleta com o ET.

Terminator 2: Mais um 3D. Eles são ótimos e imbatíveis nesse negócio de 2D, 3D e 4D. Atores de carne e osso interagem numa estória do filme o Exterminador do Futuro. A sensação de levar um tiro no meio da cara da super arma do Arnold Schwarzenegger é tão verdadeira. Ótimo!

Sherek 4D: Um pequeno filme que conta a estória da lua de mel do Sherek e da Fiona faz os brincantes chacoalharem em suas cadeiras como se tivessem cavalgando com o Sherek e sentirem o resultado de um espirro do ogro. Nojento? Não, divertido demais.

Islands of Adventure

O Islands of Adventure é agregado ao parque da Universal e é considerado pelos adultos um dos melhores de Orlando.

A Universal é responsável pelo maior lançamento de todos os tempos: The Wizarding World of Harry Porter (O Mundo Mágico de Harry Portter) que fica dentro do Islands of Adventure. Uma grande área do parque foi especialmente reservada para construir o cenário de Hogsmeade. No Castelo de Hogwarts, está o brinquedo batizado de Harry Portter and the Forbidden Journey, o melhor de toda a Universal Studios, este foi o brinquedo que ficamos o maior tempo na fila, 45 minutos, mas valeu a saga com o bruxinho por quase 5 minutos. São efeitos especiais aos montes com Harry Portter auxiliando você à fugir de uma perseguição, montado em sua vassoura voadora. Todos os brinquedos dos parques caem numa lojinha “pega-turistas”, é difícil resistir, dá vontade de comprar e comprar e comprar... As lojas com artigos do Harry Portter eram as mais lotadas, para se ter uma ideia, as que vendiam as roupas e uniformes tinham filas de espera para entrar.


Castelo de Hogwarts
Nem só de Harry Portter vive Islands of Adventure. Na área reservada para os super-heróis tem a imensa Incredible Hulk Coaster, a montanha-russa do Incrível Hulk, com inversões de 33 metros de altura e arrancadas que chegam a 107 Km/h em dois segundos. Amei! O The Amazing Adventures of Spider-Man, é imperdível! Um simulador de aventuras do Homem-Aranha que te coloca em ação e subindo pelas paredes.

A imponente Incridible Hulk Coaster
O Jurassik Parque também tem sua vez nesse parque repleto de aveturas. O Jurassik Park River apresenta, a princípio, uma trilha aparentemente calma, mas é só fachada porque ela termina na termina na boca de um tiranossauro-rex, para se livrar, os aventureiros despencam rio abaixo à uma certa altura e velocidade.

Busch Gardens

O Busch Gardens fica no município de Tampa, distante de Orlando cerca de 1h30. É um parque para todas as idades e totalmente acessível para a família. Uma mistura de atrações eletrizantes, não tão eletrizantes e animais de verdade fazem desse parque um dos lugares mais gostosos para se estar com a família.

O Busch Gardens é conhecido pelas suas diversas montanhas-russas, a famosa Sheikra, por exemplo, possui uma descida reta de 90º e depois despenca numa velocidade de 112 Km/h, vira de cabeça pra baixo enquanto faz uma curva, depois faz uma segunda queda de 42 metros em 80º e, finalmente, faz uma curva que sobe girando 360º, faz você tremer num primeiro momento, mas depois te vicia e é impossível não querer voltar.



A deliciosa Sheikra
A Kumba perdeu o título de melhor montanha-russa da Flórida depois que fizeram a Sheikra. Após uma lenta subida se despenca de 42 metros de altura, depois se despenca a 34 metros e inciam-se os loopings, são três segundos girando em espiral a 360º, dá pra sentir a total ausência de gravidade.

Gwazi é uma montanha-russa de madeira, quando se sai dela dói seu corpo e sua cabeça de tanto que chacoalha, mas isso é o melhor da atração, pode acreditar. Há animais espalhados pelo parque, não raramente se vê aves e esquilos por lá. Pagando um pouco mais é possível fazer um mini-safári e alimentar girafas. A criançada adora.

Gwazi, a montanha-russa de madeira

Um elefante muito fofo que fez pose
para uma foto no Busch Gardens

Uma simpática girafa do Busch Gardens,
acostumada com o assédio,
também posou para a foto.
Orlando é isso: alegria, diversão, pessoas educadas, lugares limpos, preços arrasadores... Quero voltar e vou voltar, prometi levar minha sobrinha para a Disney World, vou realizar um sonho dela e o meu também. Com planejamento certo é possível viajar e gastar pouco. Os pacotes não oferecem a metade daquilo que podemos fazer sozinhos. Meu próximo post será sobre Nova Iorque, vou ver com o Eug a melhor data para publicar para vocês.

Grande beijo.

ClaudiaG