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sexta-feira, 2 de novembro de 2012
HOMENAGEM AO ANIVERSÁRIO DA VAL - COLABORAÇÃO: FERNANDA SOUZA
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quarta-feira, 2 de novembro de 2011
HOMENAGEM AO NIVER DA VAL
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quarta-feira, 2 de março de 2011
SESSÃO SAUDADE - COLABORAÇÃO: VAL
Hoje, na Sessão Saudade, teremos o depoimento da querida amiga Val. Vamos a ele:
EM ALGUM LUGAR DO PASSADO
Se a Fé remove montanhas, o Amor viaja no Tempo!
Viagens no Tempo me fascinam! Histórias de Amor me encantam!
Emocionou-me e me fez desejar com força que as viagens no tempo fossem possíveis.
Um Amor bonito, singelo, verdadeiro e eterno!
Trechos do Filme
Ficha Técnica
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quarta-feira, 17 de novembro de 2010
A AFLIÇÃO DOS INCONSEQÜENTES - AUTORA: VAL
Aconteceu numa fria manhã, destas em que sair da cama é tarefa quase impossível e bastante injusta. Levantei-me bem cedo e me arrumei para o trabalho. Caminhei até o metrô, onde o fluxo de pessoas era intenso. Esperei para embarcar e consegui um lugar, em pé, no corredor. Olhava pela janela aguardando a partida, quando o sinal sonoro avisou do fechamento das portas.
Neste instante, surgiu na plataforma uma mulher, em desabalada carreira, arrastando pela mão uma criança. Jogou-se para dentro do vagão, passando por uma fresta. O tempo foi curto para que as duas entrassem. A menina ficou para trás.
Fiquei injuriada, olhando para aquela mulher inconseqüente e irresponsável, não conseguindo acreditar na tolice de seu ato.
O trem começou a se movimentar.
A mãe fez um gesto para a garota, que não consegui distinguir qual fosse.
Olhei para a menina. Não tinha mais que nove anos. Seu rosto era um misto de medo, desespero e abandono. Era visível que a qualquer momento cairia no choro.
O trajeto até a próxima estação me pareceu uma eternidade. Mil suposições me passaram pela cabeça: A menina compreendera o gesto da mãe? Esperaria por ela onde estava? Tomaria o trem seguinte tentando encontrá-la? Aceitaria a ajuda de um estranho? E este estranho seria confiável? A menina se perderia? Seria seqüestrada? Seria morta ou estuprada? Ou seria entregue ilesa a mãe?
Não conseguia me conformar com a burrice daquela mulher, que para economizar míseros segundos, colocara em risco a segurança da própria filha. Para que tanta pressa? O que poderia justificar esta insanidade? Porque não avaliara antes as conseqüências de seu ato? Por que se colocara numa situação tão aflitiva?
Ou será que a aflição era só minha?
Será que se afligem os inconseqüentes?
Na parada seguinte a mulher desceu e pegou o trem de volta.
E minhas dúvidas ficaram sem respostas.
(Escrito por Valdeci Affonso de Lima, Outubro de 2008)
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quinta-feira, 11 de novembro de 2010
A MENINA QUE VIROU ESTOJO - AUTORA: VAL
A mãe grita da cozinha:
- Levanta, menina! Seu Cristóvão não tarda !
A menina resmunga qualquer coisa, vira para o canto e volta a dormir.
- O café tá esfriando...
Com grande esforço, descobre a cabeça, se enche de coragem e joga longe o cobertor. Esfrega os olhos para espantar o sono e o sonho.
Salta da cama e calça os chinelos.
Num andar arrastado alcança o banheiro: lava o rosto, escova os dentes, ajeita os cabelos.
- Mãe, cadê meu agasalho?
- Pendurado no armário. Se apressa, garota !!!
Engole o café com pão, pega a mochila e vai pro portão.
Lá vem a perua.
- Bom dia, Dona Ana! Bom dia, Genoveva !
- Bom dia, Seu Cristóvão.
- Tchau, mãe.
- Tchau, filha, comporte-se.
No percurso: conversas, cochichos, segredos.
- Sabe da novidade?
- Qual? Conta aí...
- A exibidinha vai embora, vão mudar de cidade.
- Mentira! Ta brincando?
- Não, é serio. Ouvi minha mãe conversando.
Na chegada: alvoroço, algazarra, trombadas, queixumes, risadas, gargalhadas.
- Oi Genô, fez a lição?
- Oi Lia. Tudinho. Minha mãe ficou no meu pé até acabar. E você?
- Fiz um pouco. Teve algumas que empaquei.
- Copia do meu.
- Legal, valeu !!!
Na sala, que chateação: corrigir, copiar, prestar atenção.
Bate um sono... uma moleza....
- O que é isto menina? Não dormiu à noite, não? Senta direito!!
(Credo! que susto! Precisava falar desse jeito?)
No tilintar da campainha, a salvação: debandada geral!
- O último a chegar na cantina é mulher do padre..
- Tia, me dá um lanche. E suco de goiaba.
Procura as amigas...
Lá estão elas, no cantinho preferido.
- Que tem aí?
- Sanduíche de presunto.
- Pão com requeijão
- O meu é salpicão de frango.
Depois do lanche, um pulo na lojinha...
Comprou um lápis novo, com a ponta bem fininha.
Fim do intervalo, afobação.
Lápis no bolso...
Corrida ao banheiro...
A colisão.
Voa cada um para um lado! E aterrissam no chão.
Gritos! Risotas! Ai, Coitada!
Ligeiro põe-se de pé...
Limpa a poeira...
Saí de fininho.
Só na classe é que percebe uma dorzinha surgindo...
Uma rápida olhada. Uma manchinha de sangue.
- O que é isto na perna, Genoveva?
- Nada não professora.
O exercício é complicado. Quanto são 6 x 7? Tenta lembrar a resposta.
Mas a perna se intromete.
Se remexe na carteira para espantar a sensação.
42 é o resultado. Vamos a outra questão.
Esta é a 5ª, faltam mais oito.
Mas a dor inoportuna está virando desconforto.
Lê a próxima pergunta. Tenta se concentrar...
Mas agora o ferimento está causando mal-estar.
- Professora, a dor está aumentando. Está quase insuportável.
- Que dor, menina?
- Da perna, o machucado.
- Vá até a secretaria. Procura o inspetor.
Sai mancando pela porta. Encontra o Coordenador.
- O que foi Genô?
- Caí no intervalo, minha perna está doendo.
- Vamos a minha sala, ligar para sua mãe.
No carro, ela vai chorando.
A dor está tão danada, que nem pode ficar sentada.
- Falta muito, mãe?
- Não, querida, estamos chegando.
No pronto-socorro o atendimento é ligeiro.
A perna é examinada e um corpo estranho encontrado.
- É grave, Doutor?
- Calma, mãe. É apenas um fragmento que ficou no ferimento.
Preparam os instrumentos. Aplicam a anestesia.
Com uma pinça bem comprida, o médico pesca o intruso.
Ele é capturado e começa a ser içado.
Logo surge uma pontinha que é puxada com cuidado.
- Calma, agora, Genô. Está quase terminado. Mais um pouco, um pouquinho...
E estaca indignado!!!
- NÃO ACREDITO NO QUE ESTOU VENDO!!!!
Outros tantos são chamados para ver o inusitado.
E da perna da menina...
Surge inteiro... inteirinho !!!
Com a ponta bem fininha...
O lápis novo.
A MENINA TRANSFORMARA-SE NUM ESTOJO.
(Baseado em fatos reais, escrito por Valdeci Affonso de Lima, Outubro de 2008)
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terça-feira, 2 de novembro de 2010
VÍDEO HOMENAGEM AO NIVER DA VAL - AUTORA: FERNANDA SOUZA
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LUZ AO LONGE - AUTORA: VAL
Sou filho de um coveiro. Moramos num casarão antigo no alto de uma colina vizinha ao cemitério. Cresci correndo por suas alamedas e brincando de esconde-esconde entre suas lápides.
Por isso, o medo insano que as pessoas sentiam por cemitérios soava-me estranho. Para mim era um lugar como qualquer outro.
Mas houve uma ocasião em que compartilhei deste medo...
Estava atrasado com meus deveres do colégio e fiquei acordado madrugada adentro porque precisava terminar um trabalho para a manhã seguinte. Minha aprovação na matéria dependia de terminá-lo e eu corria contra o tempo na tentativa de concluí-lo. Tinha que fazer um relatório sobre o texto do filósofo Sêneca chamado “Sobre a brevidade da vida”.
Chovia muito aquela noite. E então a luz apagou!
Desci para procurar uma lanterna ou vela para poder prosseguir com minha tarefa, mas não encontrei. E não queria acordar meu pai por tão pouca coisa.
Voltei para o quarto desconsolado e desesperado, sem saber o que fazer. Simplesmente não daria tempo de terminar o trabalho pela manhã, pois minha aula começava bem cedo.
Foi então que olhando pela janela vi brilhando ao longe a luz de uma vela.
Estava em um jazigo no meio do cemitério.
Fiquei paralisado por um momento, sem conseguir pensar direito e então tive a idéia de ir buscá-la.
Peguei uma capa e galochas e saí com cuidado para não acordar meu pai.
Cheguei bem rápido ao local, porque conhecia aqueles caminhos de olhos fechados. Não foi difícil localizar o mausoléu onde ela estava. Voltei correndo e ansioso para prosseguir com minha tarefa.
Subi para meu quarto e continuei o que estava fazendo. Estava quase terminando e estava exausto. Mal conseguia pensar de tanto sono. E faltava pouco para o amanhecer.
De repente ouvi um barulho no andar de baixo, de alguma coisa abrindo com força. Peguei o castiçal e desci para ver o que era. Na cozinha encontrei a porta escancarada e um vento forte apagou a chama. Tranquei a porta e voltei para o quarto. Com certeza não a tinha fechado direito quando voltei para casa.
Enfim terminei o trabalho e deitei sobre os braços para tirar um cochilo. Estava tão cansado que não tive nem ânimo de ir para a cama. Adormeci ali mesmo.
Acordei assustado algum tempo depois, como se alguém tivesse me dado um cutucão. Quase caí da cadeira. Pensei que tivesse sonhado. Mas então me dei conta de algo estranho.
A vela havia desaparecido. E também não encontrei meu manuscrito.
Cocei a cabeça, meio atrapalhado, tentando me lembrar o que eu tinha feito. Será que o guardara na pasta e tinha me esquecido?
Procurei por todo o meu quarto e não o encontrei.
E então meu sangue congelou nas veias!
Ao passar pela janela notei uma luz brilhando lá longe, no mesmo lugar onde eu já estivera.
Fiquei um tempo sem coragem de fazer nada, mas respirei fundo e saí novamente de casa em direção ao mausoléu.
Quando cheguei lá, o que vi me deixou paralisado de terror. Um arrepio percorreu meu corpo e quase me fez desmaiar.
A vela brilhava novamente no mesmo vaso de onde a tirara.
E, embaixo do vaso, molhado e respingado de cera, estava o meu trabalho de escola.
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quinta-feira, 28 de outubro de 2010
FONE VERDE NO OUVIDO - AUTORA: VAL
- Valei-me São Gabriel, defensor dos internautas!!! Ou será Santo Isidoro, Protetor da Internet? Aiii, isto não importa agora ....
- Capuzelda, acode aqui, menina, aconteceu uma desgraça...
- Cruz Credo, que gritaria é essa, mãe .. o mundo tá acabando?
- Pior, muito pior. Olhe só este vídeo que acabei de encontrar no iTube...
- Caraca é o namorado da vovó... um espancador de mulher .... Vamos contá pra ela.
Ela corre para o computador.
- Não adianta, ela não tá em casa. Foi com o Jaque no forró do Gumercindo. E o celular só dá caixa postal. Cê tem que ir lá.
Cap pega seu YouPod de ultima geração, com recurso Fairies e fones de fios verdes e saí no pinote ao encontro da vovó. Nem dá ouvidos pro lobo e os lenhadores que lhe chamam prum chopinho. Não que desprezasse um copinho, mas foi por causa do funk que ia ouvindo.
Mas no meio do caminho, encontra uma multidão, um batalhão de polícias, o resgate e o camburão.
- Quê que foi? Um assalto?
- Pior, muito pior. Picotaram uma velhinha, tem pedaço pra todo lado...
E no meio da floresta, ouve-se um grito de horror.
O namorado da vovó era
Jack, o Estripador.
(Paráfrase do conto de João Guimarães Rosa: Fita Verde no Cabelo escrita em 19 de outubro de 2008)
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010
BANHO DA SORTE - AUTORA: VAL
Estava nervoso.
Mal conseguira dormir com a ansiedade.
Finalmente uma chance!
O primeiro passo rumo a um sonho!
Ia agarrá-la com unhas e dentes!
Num cuidado apurado, vestiu sua melhor roupa.
Enquanto se arrumava, repassava cada detalhe de seu show.
Ensaiara tanto tempo, mas parecia que tudo sumia de sua memória.
Olhou pela milésima vez o relógio e decidiu sair.
Tomou um táxi para o estúdio.
O trânsito estava caótico como já previra.
O breve aguaceiro que caíra alguns minutos antes colaborou para isto.
Acabou chegando em cima da hora!
Desceu a uma quadra do local e foi andando.
De repente, um carro em alta velocidade passou por ele como um louco...
Não deu tempo de fugir nem desviar...
Uma onda de água suja lhe encharcou dos pés à cabeça.
Estacou em pânico, sem reação!
Sentia vontade de chorar...
Retomou em passos lentos seu caminho e chegou atordoado em frente ao prédio.
E agora? O que iria fazer?
Uma pessoa surgiu em seu socorro.
Muito prestativa, levou-o aos camarins e lhe ofereceu a única roupa disponível.
Aceitou meio sem jeito, envergonhado, mas não tinha outra saída.
Uma fantasia era tudo de que dispunha...
Nem chegava aos pés do seu terno alinhado.
Mas não poderia perder a chance de mostrar o seu trabalho.
A roupa era o de menos...
Esperou ansioso sua vez.
Quando entrou naquele palco, esqueceu de tudo!
Cantou com toda força de seu Ser!
Cantou com o Coração!
O público gostou! Aplaudiu! Pediu bis!
Sorriu de felicidade!
Cantou mais duas canções!
O apresentador o incentivava!
O público o ovacionava!
E enquanto desfrutava de seu momento de glória, ouviu o locutor anunciar nova apresentação no dia seguinte.
Nascia ali Frankito Lopes: O Indio Apaixonado...
(Homenagem a Frankito Lopes – outubro de 2010)
FONTE: http://www.youtube.com/watch?v=TIJIgOamKgk&feature=related
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quinta-feira, 23 de setembro de 2010
CONTOS DE FITA -AUTORA: VAL
Contos de Fitas
olho Furado
sonho Ignorado
desesTruturado
esvaziAdo
Vilões
castElos
heRóis
Dragões
assombraçõEs
moiNhos
de ventO
Corvos
lenhAdores
Bosques
nEtas
Lobos
avÓs
Foram Uma Vez…
(Paráfrase do conto de João Guimarães Rosa: Fita Verde no Cabelo, Valdeci Affonso de Lima, Outubro de 2008)
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quinta-feira, 9 de setembro de 2010
O TONEL DE GEISEBELA - AUTORA: VAL
O diz-que-me-disse cobria a cidade como nuvens cinzentas que preparam a tempestade. Em cada canto, cada esquina, cada fresta de janela, na boca de cada inha, madama ou cunhantã.
Geisebela tava na boca-do-povo. Cada tiquinho de seu dia, cada passo de seu caminho, cada pisco do seu olhar era engessado pela lama da maledicência.
Bem feito pra cumpadre Acabeu, sujeito tacanho, lerdo das idéias, cego do juízo e do coração. Para ele era Deus na terra e Geisebela no céu, mulher santa, dereita, prendada, um dengo só com as lidas da casa e os mimos pro marido. Não se queixava de nada, a probrezinha, tão prestativa e pronta a agradar.
Tanto era que não deu um pio de contrário quando ele recebeu em casa o amigo de longa data, tão chegado que era, unha-e-carne nos tempos da meninice. Vagou por este mundão, arrastando correntes de desgosto e desassossego. Pediu pousada por uns tempos, poucos dias, até pôr a cachola no lugar. E foi se ficando, ficando, os dias passando, os meses voando, o pó assentando, como-um-de-casa já dissolvido na rotina dos de dentro.
Geisebela, feito Danaide a encher seu pote, seguia nos seus afazeres de mulher ocupada, cuidando dos detalhes e querências de seus homens. Não demonstrava incomodância de um estranho no seu ninho. Pelo contrário, se punha mais vistosa, com maneirices de moça casadoira, sorriso aberto e olhos brilhosos. Mudava da água pro vinho.
Só o marido não notava...
Ou fingia não notar. Saíam os três pela cidade, a dar voltas no coreto em dia de festa. Desfilavam contentamento e felicidade.
Dos mais chegados, alguns tentaram Acabeu alertar. Mas qual nada, ele não dava ouvidos, confirmava a confiança no amigo e na amada, botava a mão no fogo por eles.
Mas nada como um atrás do outro...
Um belo dia, tendo findado mais cedo a labuta, volta Acabeu pro aconchego de seu lar e dá de cara com o amigo-amada engalfinhados num festim lidibinoso no escavado dos lençóis. Num repente de insânia e desvario, lacerou, retalhou, espostejou sua vergonha de guampudo. Depois fugiu em desatino para nunca mais voltar.
(Variante de Desenredo de João Guimarães Rosa, Valdeci Affonso de Lima, 4 de novembro de 2008)
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