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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

FIC - UMA CHANCE DE AMAR - CAPÍTULO 24 (FINAL) - AUTORA: JOYCE FEITOZA

No capítulo anterior...
Rosa e Claude se ajoelharam na frente do padre, que os abençoou, e, logo, começaram os votos do casamento.
Claude: Eu, Claude Antoine Geraldy aceito você...
Rosa: ... Rosa Petroni Geraldy aceito você Claude Antoine Geraldy...
Claude: ... Como minha esposa para amá-la...
Rosa: ... E respeitá-lo na alegria e na tristeza...
Claude: ... Na saúde e na doença...
Rosa e Claude: ... Todos os dias da minha vida.
Claude pegou a aliança e colocou lentamente no dedo de Rosa, dando um beijo delicado em sua mão e entregando uma rosa vermelha. Rosa pegou a aliança, colocou na mão de Claude, beijou e deu um sorriso cheirando a Rosa.
E, então, não existia mais ninguém naquela igreja para eles, a não ser dois corações apaixonados, unidos por um beijo delicado.

CAP – 24 - FINAL

(06:30 – Quarto)
Rosa: “Aquela manhã acordei como sempre. Claude beijou meu pescoço com os lábios gelados, tinha acabado de tomar banho, estava só de toalha, cabelo molhado, deixando cair algumas gotas de água gelada em mim. Mas como era delicioso ser acordada por ele, estava tão cheiroso, que se não fosse por aquela barriga incomoda de 9 meses e 1 semana eu seria seu motivo de atraso na construtora. Podia dizer que aquele dia podia ser igual aos outros, mas não posso, porque nenhum dia ao lado do Claude é igual. Casamos a pouco tempo, tivemos uma lua de mel maravilhosa em Cancun. Ele me tratou muito bem durante esses meses de gravidez. Lembro quando os bebês mexeram pela primeira vez, Claude parecia um menino de tanta alegria. Engraçado era que, quando ele falava, sempre mexiam. Uma das melhores coisas foi comprar o enxoval, Claude parecia um louco, queria comprar a loja inteira. Agora estou com a barriga enorme, me sinto um saco de batatas. E, nessa manhã, acordei com uma sensação estranha, uma agonia em meu peito, enfim, levantei e fui pro banho.”
Rosa saiu do banho e Claude estava na frente do espelho, tentando dar um nó em sua gravata.
Rosa: Nem adianta tentar, vem cá deixa, que eu ajeito isso.
Claude: O que seria de mim sem você, hã?(disse, beijando ela)
Rosa: Seria um homem sem gravata. Pronto, está lindo.
Claude: Obrigado, cherry.
Rosa: Saudade de ir trabalhar.
Claude: Nesse estado? Non se esqueça que você non pode fazer esforço.
Rosa: Ai, mas eu não aguento mais ficar em casa, amor.
Claude: Já, já, passa, hã?
(08:10 – Mansão)
Rosa estava agoniada, sentia calor, frio. Seu corpo estava diferente, seu coração estava apertado. Ela não conseguia ficar parada em um lugar, caminhava pela casa toda.
Dádi: Dona Rosa, a senhora está bem?
Rosa: Tô agoniada.
Dádi: Relaxe, já, já você vai parir e vai se sentir melhor.
Rosa: Não vejo a hora. Vou subir, tentar descansar um pouco.
Dádi: Qualquer coisa, é só gritar.
Rosa subiu com muito cuidado, foi até a varanda, respirou um pouco e deitou na cama. Impaciente, pegou o telefone e ligou para Janete.
Rosa: Oi, amiga.
Janete: Oi, Rosa.
Rosa: Tudo bem? Sua voz está estranha?
Janete: Tô enjoada de novo.
Rosa: Ha, há, lembrei quando passei por isso e olha que você tá com três meses de gravidez, depois do enjôo, é o incomodo de dormir.
Janete: Tudo por culpa do Frazão.
Rosa: Ah! Só dele, né? Deixa de ser cínica, Janete. Eu tô agoniada hoje.
Janete: Nem me fale isso, viu? Tô agoniada toda hora, todo dia.
Rosa: Já estou ficando preocupada, não querem nascer.
Janete: Espero que o meu não seja assim, fez nove meses, pode nascer.
Rosa: Tô com medo também.
Janete: De quê?
Rosa: Do parto, vou ter normal, esqueceu?
Janete: Corajosa você.
Rosa: Ai, Deus, que agonia! Vou desligar, amiga, tentar descansar.
Janete: E eu vou vomitar, beijos.
(08:40 – Construtora)
Claude chegou à construtora e foi direto pra sua sala, tinha alguns documentos importantes para assinar.
Frazão entrou na sala e desabou no sofá, respirando fundo.
Frazão: Silêncio e tranquilidade.
Claude: O quê que foi dessa vez, hã?
Frazão: O que foi? Que eu tô ficando louco. A Janete não para de reclamar um segundo desde que ficou grávida.
Claude: Ha, há, o que issi, hã?
Frazão: Eu amo minha mulher, amo meu filho, mas tem hora que dá no saco.
Claude: Com o tempo, você se acostuma, eu aprendi que non sei muitas coisas sobre as mulheres, aprendi que elas son estranhas mesmo, que reclamam, que mudam de humor com facilidade e aprendi a conviver com issi.
Frazão: Ah! A nova dela é querer que eu faça uma aula lá de preparação para parto com ela.
Claude: Tá vendo aí? Quis casar, agora aguenta o tranco.
O dia passou e a agonia de Rosa só aumentou, porém, à noite, quando Claude chegou, conseguiu se acalmar, e não é pra menos, com os mimos e carinhos que ele dava a ela.
(02:02  – Quarto)
Rosa, enfim, conseguiu pegar no sono a uma da manhã, mas acordou com a agonia, novamente, e acompanhada de fisgadas no pé da barriga. Ela tentou ignorar, mas as dores começaram a aumentar. Então, o coração de Rosa deu um pulo e acelerou. Ela respirou fundo, nervosa, e tentou acordar Claude.
Rosa: Claude...
Mas Claude só se mexeu. Então, Rosa respirou fundo e a contração veio mais forte.
Rosa: Claude! (gritou)
Claude: Mon Dieu! O que foi?
Rosa: Acho que chegou a hora.
Claude: Ah! A hora... O quê? A hora? Como assim, quer dizer que vão nascer?
Rosa: Sim! Ai, Claude, tá doendo muito.
Claude levantou apressado, passou a mão no cabelo, vestiu uma calça rapidamente, enquanto pedia calma à Rosa, que começava a gritar de dor.
Rosa: Claude! (gritou novamente)
Claude: Calma, por Dieu, calma. Respira daquele jeito que as mulheres nos filmes respiram.
Claude vestiu seu casaco moleton, pegou a bolsa de Rosa e dos bebes no quartinho e gritou por Dádi.
Dádi: O que foi, Dr. Clodis?
Claude: Chegou a hora, Dádi, pelo amor de Dieu me ajuda.
Dádi: Valei-me, dona Rosa se acalme, respire fundo.
Claude: Dádi, me ajuda a levar as coisas pra o carro enquanto eu levo a Rosa.
Claude pegou Rosa no coloco com delicadeza e desceu.
No caminho para o hospital, os gritos de Rosa aumentavam.  Ela estava no banco de trás com Dádi, respirando fundo.
O trânsito mesmo àquela hora estava engarrafado, o que só aumentou a tensão de todos.
Rosa: Ai, meu Deus, a bolsa.
Claude: Eu trouxe as bolsas, eston no porta malas, hã?
Rosa: Não tô falando dessas bolsas. A bolsa dos bebes estourou.
Claude: Ah, non, molhou meu carro todo.
Rosa: Claude tem certeza que quer falar sobre essa lata velha agora? Cuidado, eu to parindo, mas eu consigo te matar.
Claude: Mon Dieu, quanto carro, hã?
Rosa: Ahhhhhhhhhhhhh.
Dádi: Dr. Clodis, é melhor o senhor andar logo ou ela vai ter os bebes aqui.
Claude: Como vou andar logo, hã? Tá tudo engarrafado.
Rosa: Claude Antoine Geraldy...  Ahhhh... É melhor você dar um jeito.
Claude: Você quer que eu passe por cima dos carros?
Rosa: Se for preciso, sim.
Assim que chegaram à maternidade, Rosa foi colocada em uma cadeira de rodas e correram pra recepção.
Claude: Moça, a minha mulher vai ter os bebes. Por favor, onde está a médica?
Recepcionista: Todas as mulheres aqui vão ter bebes. Qual o seu plano de saúde?
Claude: Que plano de saúde, non tenho plano de saúde, eu pago o que for preciso.
Recepcionista: Preencha essa ficha, por favor.
Claude: Você non entendeu? Os bêbes vão nascer.
Rosa: Espera aí, Claude. Minha filha, eu to parindo e eu vou te dizer só uma coisa, se você não chamar a droga da médica, eu juro que eu faço você comer as placentas.
Recepcionista: Se acalme, senhora, já vou encaminhá-la para a sala de pré parto.
Doutora: O que está acontecendo aqui? Rosa, pelo visto chegou sua hora.
Rosa: Doutora, pelo amor de Deus me ajuda.
Claude: Doutora, vão nascer.
Doutora: A bolsa estourou?
Rosa: Sim.
Doutora: E as contrações?
Rosa: De três em três minutos.
A doutora chamou os enfermeiros e levou Rosa até a sala de pré-parto. Claude, como desejou acompanhar o parto, foi fazer todo o procedimento de esterilização e higienização.
Rosa já estava na sala de parto, quando Claude chegou. Estava desesperada, com medo, com dor. Seu coração só se acalmou um pouco quando sentiu a mão de Claude na sua. Ela olhou para ele com os olhos cheios de lagrimas:
Claude: Força, cherry, eu tô aqui.
Rosa começou a fazer força assim que a médica mandou.
Rosa: Ahhhhh!
Claude: Ahhhhhhh! Ai, minha mão.
Doutora: Força, por favor.
Depois de duas horas de parto, enfim se ouviu o choro de dois bebes. Claude desabou a chorar e Rosa também.
Alice e Aline nasceram às quatro e trinta da madrugada. Eram lindas e gêmeas idênticas.
DOIS MESES DEPOIS
Rosa: Claude, pega a Alice pra eu dar banho.
Claude: Certo, mas qual é Alice?
Rosa: Como qual, Claude?
Claude: Cherry, eu non sei definir quem é quem, você veste as duas iguais.
Rosa: Não acredito que você não consegue reconhecer suas filhas ainda.
Claude: Vocês mães que têm esse dom, hã?
Rosa: Deixa que eu pego.
Assim o tempo foi passando, as meninas cresciam fortes e saudáveis. Estavam com seis meses e os pais babavam, olhando elas dormirem no berço.
Claude: A Alice parece mais comigui.
Rosa: Que com você, ela parece comigo. Aliás, as duas parecem comigo.
Claude: Elas têm meu cabelo e meus olhos, hã?
Rosa: Espero que tenham o meu gênio. Que sejam pacientes e calmas como eu.
Claude: Pacientes? Calmas? Você não esta se referindo a você.
Rosa: Tá dizendo que sou estressada?
Claude: E non é?
Rosa: Escuta aqui, Claude Geraldy, você...
Claude não deixou Rosa completar a frase e a puxou com jeito, dando um beijo nela. Como resistir aquele beijo? Impossível.
Claude a apertou contra seu corpo e foi guiando Rosa para fora do quarto dos bebes.
Claude: Xiu... Briga, me xinga, faz o que você quiser, mas antes faz amor comigui. (sussurrou em seu ouvido.)
Rosa: Não vou perder tempo brigando com você, quando posso fazer amor o resto da noite. (disse sorrindo)
Rosa levou suas mãos ao pescoço de Claude, que a apertou contra seu corpo e uniu seus lábios. Assim, os dois foram para o quarto e se afundaram no prazer do amor.
Amor, simples amor, aquele que te arrebata, aquele que te arrepia. Suas mãos gelam, suas mãos esquentam. Sangue corre, corações aceleram, seu corpo vibra. Corpo, pele com pele, desejo com desejo. Amor, amor, amor, amor que é fogo, amor que é gelo, amor que é todos os elementos. Amor que existe em todos os corações. Coração, esse insensato se apaixona quando quer, por quem quer e, quando bate acelerado, nos deixa sem ar. E quando o olhar se cruza, o mundo se oculta e com ele vai todo o resto do seu juízo e só existe o amor, amor, amor. Como não amar? Tente impedir e não conseguirá. Amar, amar, amar, para isso é só preciso uma chance, uma chance de amar.

FIM

Rosa: Calma, gente, deixa eu contar, como eu sei que meu amor é um cavalheiro e vai deixar eu falar primeiro, então, vamos lá. Como eu disse lá no inicio, não suportava o Claude. Mas isso faz parte do amor, né? Claro que aprendi a tolerar a toalha molhada em cima da cama. Como? Quando ele tirou ela na minha frente e jogou em cima da cama. Difícil reagir quando se tem um homem lindo beijando seu pescoço. Nosso relacionamento, até hoje, é assim, aprendemos a conviver juntos, a respeitar um ao outro. Ah! Claude aprendeu a trocar fralda, rsrs. Falando em fraldas, descobri hoje que estou grávida de novo e espero que seja só um. As coisas na construtora vão de vento em poupa, abrimos uma filial em Paris. Frazão e Janete tiveram trigêmeos, dois meninos e uma menininha linda. Frazão quase enlouqueceu, mas é um pai babão. Às vezes, eles nos visitam e a gente a eles. O que aprendi com isso tudo? Que não adianta correr do amor, quando ele é de verdade. Me dei uma chance de amar e não me arrependo, a não ser quando o Claude deixa as roupas espalhadas pelo chão do quarto.
Claude: Issi mesmo, cherry, eu também me dei essa chance de amar e confesso que é muito bom. Frazão desmaiou na construtora, quando Janete ligou, dizendo que eram trigêmeos e eu que reclamei, quando tive que fazer minhas duas princesas pararem de chorar. Eu tenho ciúmes delas, quando um dos filhos do Frazão chegou perto da minha bonequinha de cinco anos e deu um beijinho no rosto dela, eu juro que quis enfocar aquele menino. Mon Dieu! Imagina quando tiverem quinze anos. Agora, falando da minha rainha, ela esta grávida de novo. Que notícia boa. Espero ter um moleque agora e só um. A Rosa a cada dia está mais linda e gostosa, hã? Essas pernas...
Rosa: Ah! Para, Claude, rsrs, tira a mão daí. Tem gente olhando.
Claude: Non tenho culpa, hã? Non mandei você ser gostosa. (sussurrou em seu ouvido)
Rosa: Ai, não fala assim. Tira a mão daí, Claude.
Claude: Enton, nós estamos muito felizes e vamos comemorar issi agora, se é que vocês me entendem.
Rosa: Ai, Claude para, rsrs... Tá todo mundo olhando. Para!
Claude: Esse seu corpo tá me deixando louco. Olha só como eu estou.
Rosa: Nossa! Meninas vão me perdoar, mas tenho que ir, ele jogou a toalha na cama novamente.
Claude: Vocês vão nos dar licença, hã? Tenho que usar meu lado de bombeiro agora.
Rosa: Ai, para, Claude. Meninas, com licença, mas meu marido está um perigo hoje.
Claude: Vem cá, cherry.
Rosa: Ai, não me pega assim, que você sabe que fico louca.
Agora sim, Claude e Rosa foram felizes para sempre. Porque felicidade não está apenas em sorrisos, está em olhares, em desculpas, em compreender, em ter ciúmes, em amar.

Agradecimentos:
Agradeço, primeiramente, a Deus por me dar o dom da criatividade e proporcionar o compartilhamento dela com vocês através das minhas histórias. Agradeço mil vezes a vocês por acompanharem cada pedacinho dessa história maluca desse casal louco. Agradeço, também, a contribuição de Lizandra Tardin, muito obrigado por me ajudar a escrever essa história.
Obrigada!

Nota do Biscoito Café e Novela:
Nossos agradecimentos a Joyce, pela bela história que compartilhou conosco.
Agradecemos também à nossa amiga Luiza Gomes, que contribuiu bastante para que essa história fosse publicada, efetuando a correção dela.
Beijo, meninas, e até mais!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

FIC - UMA CHANCE DE AMAR - CAPÍTULO 23 - AUTORA: JOYCE FEITOZA

No capítulo anterior...
Claude deu um beijo em Rosa e saiu. Assim que ela ouviu a porta da sala fechar, correu pra o telefone e ligou pra Gurgel.
Gurgel: Oi, Rosa querida.
Rosa: Gurgel, ele já saiu.
Gurgel: Deixa comigo, mulher.
Rosa: Gruda nele, tá? Não deixa nenhuma bisca de aproximar.
Gurgel: Olha não pede pra eu grudar não, senão grudo demais.
Rosa: Obrigada, Gu, você é um amor.
Rosa desligou o telefone e subiu sorrindo.

CAP – 23

(21:05 – Festa de despedida de solteiro)
Claude chegou à boate, entregou as chaves ao manobrista e entrou. O lugar já estava lotado de conhecidos.
Freitas: Chegou quem estava faltando: Claude Geraldy.
Claude: Boa noite.
Antoninho: A patroa te liberou, meu caro?
Claude: Com muito custo
Freitas: Não foi só a sua. A Ninica quase não me deixa sair.
Antoninho: Oras, vamos deixar de falar em patroas. A noite está só começando.
Claude: Cadê o Frazon?
Freitas: Ele tava aqui, mas foi pegar uma bebida. Olha ele aí.
Frazão: Opa, falando de mim? Mon ami, achei que não viria hoje.
Claude: E eu ia perder essa festa?
Frazão: Bebe o que?
Claude: Eu tô dirigindo.
Frazão: Bebe, Claude, depois você manda seu motorista vir buscar teu carro.
Claude: É, hoje é dia de comemoraçon.
Freitas: Aproveita, Frazão, porque depois oh, só na coleira.
Todos caíram na gargalhada.
Antoninho: E eu tenho uma surpresa pro nosso amigo Frazão.
Claude: Opa! O que é?
Antoninho: Mulheres, meu caro, lindas e gostosas para todos.
Claude: Non, que issi hã? Eu sou casado.
Freitas: Se a Ninica fica sabendo disso, eu sou um homem morto.
Antoninho: Vocês estão casados ou amarrados? Qual é, gente? É só um strip-tease, completo, claro. E quem quiser esticar com as meninas depois...
Frazão: Você é um pervertido, Antoninho.
Então se ouviu uma voz fina que vinha ao encontro do grupo.
Gurgel: Iuhu, cheguei.
Antoninho: Quem convidou o Gurgel?
Gurgel: Eu não preciso ser convidado, meu querido, sou vip, tá. Além disso, tenho o mesmo que você entre as pernas e você conhece bem.
Antoninho: Que conheço bem o que, sua bicha louca.
Gurgel: Olha o respeito, tá? E não foi isso que você falou na noite passada.
Frazão: Vamos acalmar os ânimos.
Gurgel: Patrãozinho, você ta um pedaço de mal caminho hoje, hein? (disse, passando a mão no braço de Claude)
Claude: Que issi, hã?
Gurgel: Isso é um deus.
Antoninho: Vamos nos sentar, o show começa em instantes.
Gurgel: Que show?
Freitas: O strip-tease de umas garotas que o Antoninho contratou.
Gurgel: Nossa! Eca! Mulheres tirando a roupa, que graça tem nisso? Faço um show melhor se vocês quiserem.
Frazão: Vamos pra mesa.
Gurgel: Espera, Claude, vamos pegar uma bebida comigo?
Claude: Mas eu ia...
Gurgel: Larga de ser ruim, patrãozinho, vem. (disse, puxando Claude)
(21:55 – Mansão Geraldy)
Rosa estava impaciente, não parava de imaginar o que Claude estaria aprontando. Então, o telefone tocou e ela foi atender correndo.
Janete: Amiga?!
Rosa: Janete!
Janete: Te acordei?
Rosa: Não, estava deitada só. Tá com a mesma sensação que eu?
Janete: Ai, minha vontade é arrancar o Frazão daquela festa.
Rosa: Coloquei o Gurgel de olho no Claude. Sei que é errado, que devo confiar nele, mas não confio é nos amigos dele. Claro, tirando o Frazão.
Janete: Vão dar bebida a meu chocolate.
Rosa: Ah! Vamos tentar esquecer isso, né? Está nervosa pro casamento?
Janete: Muito, sua amiga enfim vai desencalhar. E você? Como estão os meus sobrinhos?
Rosa: Bem, depois do seu casamento, na segunda, eu tenho consulta.
Janete: Ah! Amiga, desculpe, com esse corre-corre do meu casamento, acabei esquecendo o seu.
Rosa: Besteira, amiga, você sabe que vai ser uma cerimônia simples.
Janete: Simples, mas elegante, tá?
Rosa: Vou experimentar alguns vestidos na segunda também.
Enquanto as duas ficaram conversando no telefone, na boate, Claude estava ficando louco, mas não por ver as mulheres, mas pelo Gurgel não largar do seu pé.
Claude: Gurgel, desencosta um pouquinho, hã.
Gurgel: Ah! É que tá frio.
Antoninho: Oh lá, as meninas vão entrar. Gostosas, fiu, fiu.
Freitas: Eu não posso ver isso.
Antoninho: Ah! Tira a mão do olho, Freitas.
Uma das moças começou a tirar a roupa e encarar Claude, Antoninho vibrava de alegria. A moça se aproximou de Claude e começou a dançar sensualmente em sua frente. Mas Claude levantou e foi para o bar pegar alguma bebida.
Depois de um tempo, Frazão chegou sorrindo onde ele estava.
Frazão: Que foi, Claude, não gostou do showzinho das meninas?
Claude: Qual homem que non gosta, hã? Mas non tava a fim de ver, ficaria com a consciência pesada depois e issi non é bom. Acabei de voltar com a Rosa, qualquer discusson boba pode acarretar com o término do nosso casamento de novo.
Frazão: Se a Janete sabe me mata.
Claude: Frazon, eu acho que já vou.
Frazão: Você mudou mesmo, hein? Vai lá.
Claude: Além dissi, minha festa de despedida de solteiro foi a muitos anos e essa é sua. Divirta-se, hã.
Claude colocou o copo sobre o balcão, se despediu do amigo e saiu. Ele pensou em ir dirigindo, mas aí se lembrou da mulher, dos filhos e achou melhor não arriscar. Então, tomou um táxi.
(00:01 – Casa)
A casa estava escura, apenas a lua clareava, entrando pela janela da varanda. Rosa estava de pijama com seu robbie, em pé, olhando a noite fria de São Paulo.
Claude chegou de táxi, entrou pela porta do fundo e pediu que Rodrigo fosse buscar o carro dele logo cedo. Ele entrou devagar e antes de subir notou que a porta da varanda estava aberta, então, por receio de fechar, ele caminhou até lá pra fechar.
Rosa estremeceu quando sentiu os lábios quentes e conhecidos em seu pescoço e mãos ao redor da sua cintura. Ela sorriu e encostou sua cabeça no peito dele.
Claude: Sentiu saudade?
Rosa: Cada segundo que passo longe de você vira uma eternidade.
Claude: Nada tem mais graça sem você.
Rosa: É tão bom fechar os olhos e ver que tenho você ao meu lado, saber que vou dormir em seus braços, acordar ao seu lado.
Claude: Ver o teu sorriso, sentir o teu cheiro. Eu passei tanto tempo longe de você, quase te perdi de vez, fui ton burro.
Rosa: Acho que isso foi um aprendizado para nós, eu apreendi a te aceitar, aprendi a pedir desculpas quando necessário, a te compreender.
Claude virou Rosa, segurou em suas mãos e a encarou.
Claude: Me dá uma chance?
Rosa: Uma chance?
Claude: Uma chance de te amar o resto da minha vida.
Rosa: Todos os segundos dela.
Rosa acariciou o rosto de Claude, deslizou seus dedos delicadamente sobre os seus lábios e o beijou. Claude a apertou contra seu corpo e aprofundou o beijo deixando Rosa nas pontas dos pés.
Claude pegou Rosa no colo e subiu as escadas lentamente. Rosa não quis saber de perguntar, ela só queria amá-lo.
Claude sentou na cama com ela em seu colo e acariciou o rosto dela.
Claude: Eu te amo.
Rosa: Eu também te amo muito.
Os dois se levantaram e mergulharam seus olhares um no outro. Naquele olhar existia mais que amor, mais que cumplicidade, existia um desejo que só eles sabiam descrever.
Nada existia, ninguém existia, o mundo não existia. Apenas os dois apaixonados.
(02:50 – Quarto)
Rosa estava deitada no peito de Claude, enquanto ele passava a mão lentamente por seu cabelo.
Rosa: Como foi lá?
Claude: Hum, haha, eu sabia que ia perguntar issi.
Rosa: Não é ciúmes, tá? É só curiosidade.
Claude: Foi bom, mas non teve muita graça pra mim.
Rosa: Por que não?
Claude: Além do Gurgel não sair do meu pé, eu senti muita falta de uma ciumenta linda que amo muito.
Rosa: Teve mulheres?
Claude: Você sabe que teve. Coisa do Antoninho.
Rosa: Você deve ter ficando babando.
Claude: Babei tanto que vim pra casa antes que terminasse pra pode amar minha mulher.
Rosa: Sei... Rsrs...
Claude: Sabe que te amo muito, non sei, acho que aquela foto que você guardou minha era pra algum feitiço, porque eu tô louco por você.
Rosa: Então deu certo, haha. Bobo, eu te amo.
Claude: Só que eu acho que funcionou mais do que devia, hã. (disse, puxando a perna dela e colocando sobre seu corpo.)
Rosa: É? Por quê?
Claude: Porque eu não me canso de fazer amor com você.
Claude deu um beijo intenso em Rosa e, assim, fizeram amor aquela madrugada inteira.

DIAS DEPOIS
(17:50  – Casa de Janete)
Janete: Amiga, você está linda.
Rosa: Nossa, depois de vários ajustes por causa dessa barriguinha aqui, ficou perfeito.
Janete: Ai, eu vou chorar.
Rosa: Para de frescura, Janete. Mas eu queria mesmo é que minha mãe tivesse aqui.  O sonho dela era me ver assim, vestida de noiva.
Janete: Você está feliz, né?
Rosa: E como não tá? Tô casada com um homem lindo e vou ter gêmeos. Não quero mais nada na vida.
Janete: Então, é melhor irmos antes que ele tenha um troço no altar.
(18:30  – Igreja)
Claude estava nervoso, Rosa já estava atrasada quinze minutos.
Claude: Por que casamento em igreja dá mais nervoso que em cartório?
Frazão: Não sei, deve ser porque tem aquela parte: O que Deus uniu o homem não separa, haha.
Claude: Mon Dieu será que ela desistiu?
Frazão: Deve ter pensado melhor.
(19:00  – Igreja)
A marcha nupcial tocou e Rosa apareceu na porta da igreja. Estava linda com um vestido maravilhoso.
Rosa:A única coisa que eu enxerguei naquele momento foram os olhos dele. Estava tão lindo naquele smoking. Seu sorriso me deixou maluca. Eu estava ali casando com ele pela segunda vez, só que agora na igreja. Confesso que meu coração acelerou mil vezes mais. Eu notei quando ele falou baixinho de longe: Eu te amo. Então retribui da mesma forma e ele voltou a me dar aquele sorriso que me arrebatava.
Claude:A noiva mais linda do mundo não chegava aos pés dela naquele momento. Mon Dieu! Me senti um menino, ela estava tão linda, aqueles olhos, aquele sorriso. Sua barriga se notava um pouco, o que a deixou mais linda. Podem dizer que o casamento é uma prisão, mas eu não me importo, vou estar preso a mulher mais linda do mundo. Quando segurei na mão gelada dela, que tremia feito um passarinho, meu corpo todo esquentou. Ela causava um efeito inexplicável em mim.
Rosa e Claude se ajoelharam na frente do padre, que os abençoou, e, logo, começaram os votos do casamento.
Claude: Eu, Claude Antoine Geraldy aceito você...
Rosa: ... Rosa Petroni Geraldy aceito você Claude Antoine Geraldy...
Claude: ... Como minha esposa para amá-la...
Rosa: ... E respeitá-lo na alegria e na tristeza...
Claude: ... Na saúde e na doença...
Rosa e Claude: ... Todos os dias da minha vida.
Claude pegou a aliança e colocou lentamente no dedo de Rosa, dando um beijo delicado em sua mão e entregando uma rosa vermelha. Rosa pegou a aliança, colocou na mão de Claude, beijou e deu um sorriso cheirando a Rosa.
E, então, não existia mais ninguém naquela igreja para eles, a não ser dois corações apaixonados, unidos por um beijo delicado.

CONTINUA...

NÃO PERCAM, NA PRÓXIMA SEMANA, O ÚLTIMO CAPÍTULO DE “UMA CHANCE DE AMAR”!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

FIC - UMA CHANCE DE AMAR - CAPÍTULO 22 - AUTORA: JOYCE FEITOZA

No capítulo anterior...
Ele contornou Rosa, parou em sua frente e se ajoelhou abrindo uma caixinha de veludo com um solitário de diamante.
Claude: Serafina Rosa Petroni... Geraldy, rsrs, você aceita se casar comigui na igreja?
Rosa se espantou e sorriu ainda sem jeito.
Rosa: Aceito.

CAP- 22

Rosa mudou-se para a casa de Claude, estava feliz, tinha retomado sua vida de casada de novo, mas agora com algo diferente: o amor de verdade.
(19:32 – Casa do casal)
Claude tinha tomado banho e estava de samba canção no sofá com seu computador. Rosa subiu e foi para o banho. Ela agora voltava a se acostumar com a vida de casada.
Ao entrar no quarto, ela se deparou com a toalha molhada sobre a cama. Ela respirou fundo e gritou, chamando Claude.
Claude largou o computador no sofá e subiu correndo.
Claude: O que foi cherry?
Rosa: O que foi? A cama agora virou depósito de toalha molhada é?
Claude: Ha,há, mon Dieu, agora son duas reclamando disso hã.
Rosa: Você já devia ter aprendido.
Claude: Você fica linda quando ta irritada sabia? (disse agarrando-a pela cintura)
Rosa: Para, você não vai conseguir.
Claude: Non... Tem certeza?
Claude começou a beijar o pescoço de Rosa...
Rosa: Para, bobo, rsrs.
Claude: É tom bom ter você aqui comigui. Senti falta dissi, sabia?
Rosa: É? Mentiroso.
Claude: Quero que vá a uma festa comigo.
Rosa: Festa? Quando?
Claude: Agora! Esqueci o aniversário de um empresário muito importante.
Rosa: Eu preciso mesmo ir?
Claude: Eu preciso da minha esposa hã.
Rosa: Ai, Claude, é que vamos sair em tudo quanto é jornal juntos, um monte de repórteres vão ficar na minha cola, perguntando quem sou eu.
Claude: Eu quero que todo mundo veja que estamos juntos de novo. E se perguntarem é só dizer que é minha esposa.
Rosa: Tudo bem, eu vou. Mas antes tenho que tomar banho.
Claude: Sabe, eu já tomei banho, mas non custa nada tomar de novo.
Rosa: E quem disse que eu deixei?
Claude: Non...?
Claude puxou Rosa e uniu seus lábios em um beijo quente e provocante...
(20: 30 – Quarto da mansão)
Rosa estava na frente do espelho se maquiando, enquanto Claude procurava um terno para ir à festa.
Rosa: Amor, como é o nome desse empresário?
Claude: Maximus Ventura.
Rosa: Ele é assim tão importante?
Claude: Sim, foi o primeiro investidor da construtora. Cliente fiel.
Rosa: Bem que você podia ter me avisado antes. Teria comprado um vestido.
Claude: Eu lembrei agora a pouco. Mas você fica linda em qualquer vestido. Se bem que prefiro sem nada. (disse saindo do closet e abraçando-a)
Rosa: Acho que o seu fogo aumentou durante esses anos.
Claude: Você que me deixa assim.
Rosa: Para, pode ir tirando essa mão boba daí, senão vai amassar meu vestido todo.
Claude: Enton, é melhor irmos, senon eu non me responsabilizo pelos meus atos.
Rosa: Olha, amor! Você acha que já da pra notar minha barriga?
Claude: Um pouquinho, tá parecendo que você comeu demais.
Rosa: Ai, para! É bom que você fale para seus amigos que eu tô grávida, senão vão pensar que eu tô gorda.
Claude: Minha gordinha linda.
Rosa: Claude, Claude! Você apanha.
(21:20 – Festa)
Rosa desceu do carro e os fotógrafos já foram tirando fotos como faziam com todos que chegavam. Claude segurou em uma mão, sorriu e pediu que ela sorrisse.
Quando entraram no salão que estava lotado, algumas pessoas vieram cumprimentar Claude.
Empresário 1: Claude Geraldy como vai, meu caro?
Claude: Muito bem e você, como vai?
Empresário1: Trabalhando sempre, mas estive fora os últimos meses.
Claude: Essa é minha esposa, Rosa Geraldy.
Empresário1: Você casou?
Claude: Isso non vem ao caso.
Rosa: Muito prazer.
Empresário1: O prazer é todo meu.
Claude: E o Maximus?
Empresário1: Está logo ali.
Claude: Vou cumprimentá-lo, nos vemos por aí.
Claude segurou a mão de Rosa e foi em direção ao aniversariante.
Rosa: Quanta gente, ninguém me reconhece como sua sócia.
Claude: O Maximus conhece você.
Maximus: Vejam só, Claude Geraldy, pensei que não vinha.
Claude: Eu non ia fazer essa desfeita hã.
Maximus: Rosa Petroni, vice- presidente da construtora, está linda.
Rosa: Obrigada, parabéns, Maximus.
Claude: Parabéns, meu caro.
Maximus: Quero que conheça alguém, Claude.
Maximus chamou uma linda moça que estava ao seu lado conversando com outras. Ela era loira, cabelo curto, olhos claros e linda.
Maximus: Essa é Vitória, minha filha. Esse é Claude, filha.
Vitória: Então esse é o famoso Geraldy que o senhor tanto fala.
Claude: Oh! Que issi, non sabia que era ton famoso assim.
Vitória: Muito prazer, Claude.
Claude: O prazer é meu.
Vitória: Você é Rosa Petroni, não é?
Rosa: Sim sou.
Vitória: Vice-presidente da construtora. Vi você em algumas matérias há meses atrás. Está linda.
Rosa: Muito obrigada, você também está muito elegante.
Maximus: Sabe, Claude, a minha filha acabou de se formar em arquitetura.
Maximus passou a mão no ombro de Claude e saiu caminhando com ele, que soltou a mão de Rosa. Claude olhou para trás, mas Maximus o puxou para longe com Vitória.
Rosa respirou fundo e foi à procura de uma taça de champanhe. Depois de meia hora, ela não avistou Claude, então, decidiu ir pra o lado de fora tomar um ar, estava um pouco enjoada.
Claude: Enton, você está aí.
Rosa: Não, aqui é uma projeção minha.
Claude: Te procurei por todo o salão. Está passando mal?
Rosa: Tô, vamos embora, por favor.
Claude: Vou me despedir do Maximus.
Rosa: Tô no carro. (disse saindo)
Claude entrou um pouco apressado e foi até Maximus.
Claude: A festa está maravilhosa, mas tenho que ir.
Maximus: Mas já? Aconteceu alguma coisa?
Claude: Minha mulher está enjoada.
Vitória: É casado?
Claude: A Rosa é minha esposa.
Maximus: Oh! Eu não sabia disso.
Claude: Nós preferimos manter segredo.
Maximus: Se ela está enjoada significa que teremos um pequeno Geraldy em pouco tempo?
Claude: Dois.
Vitória: São gêmeos?
Claude: Sim, non sabemos o sexo ainda, mas son dois. Bem tenho que ir, depois eu te ligo Maximus, vou indicar a Vitória à construtora no exterior. Boa noite e parabéns novamente.
Claude saiu às pressas e foi até seu carro. Rosa estava encostada com a cara fechada.
Claude: Pronto, cherry.
Rosa: Vamos.
(00:01 – Mansão)
Rosa voltou o caminho inteiro sem dar uma palavra, o que não passou despercebido por Claude.
Claude: Ei, espera! O que aconteceu?
Rosa: Nada, me deixa ir, quero tomar um banho.
Claude: Non, eu sei que aconteceu alguma coisa.
Rosa: O que aconteceu é que sou uma idiota.
Claude: Por que você tá agindo assim?
Rosa: Claude, você me ignorou aquela festa inteira. Não disse que eu era sua esposa pro Maximus e me deixou sozinha. Agora me deixa descansar. (disse subindo)
Claude: Enton foi issi. Volta aqui, Rosa.
(00:10 – Quarto)
Rosa entrou irritada, tirou os sapatos e deixou espalhados pelo chão.
Claude: Rosa, você non entendeu nada.
Rosa: O que eu entendi é que você gostou muito da filhinha dele.
Claude: Você tá com ciúmes, é isso?
Rosa: Eu? Com ciúmes de você? Me poupe, Claude.
Claude: Rosa, se você quer saber, eu contei a eles que era minha esposa e que estava grávida.
Rosa: Ah, contou, eu vi como você contou. Eu não sei onde eu tava com a minha cabeça quando decidi voltar com você.
Claude: Ah! Enton, você acha que foi um erro ter voltado comigui?
Rosa: É um erro! Você nunca vai deixar de ser imaturo.
Claude: Tudo bem, Rosa, se você pensa assim tudo bem. Se você quiser voltar pra sua vida pode voltar.
Rosa não falou mais nada e seguiu para o banheiro. Claude respirou fundo, tirou o paletó e sentou na beira da cama.
A água que caia do chuveiro se misturava com as lágrimas de Rosa. Claude afroxou a gravata e levou a cabeça até as mãos. Rosa terminou o banho, vestiu sua camisola e, com a porta entreaberta, olhou para Claude. Ele continuava sentado com a cabeça entre as mãos.
Rosa:Está acontecendo tudo de novo, estamos brigando mais uma vez. Ai,meu Deus, o que eu falei. Se eu sair desse quarto e pedir que ele vá pro outro quarto, eu vou perdê-lo. Eu não quero perde-lo, não quero ficar sem ele outra vez.”
Rosa saiu do banho devagar, olhando para Claude. Estava arrependida pelo que disse, deixou o ciúme tomar conta dela. Então, ela caminhou até ele e tirou as mãos dele do rosto. Claude a fitou com aqueles olhos castanhos que estavam aflitos. Rosa segurou o rosto dele e sentou em seu colo de frente para ele.
Rosa: Desculpa?
Claude a abraçou forte e Rosa começou a chorar.
Rosa: Desculpa, meu amor, eu fiquei com ciúmes, desculpa.
Claude: Esquece, esquece issi. Confia em mim hã, eu te amo, poxa.
Rosa: Nada do que eu disse é verdade, eu não me arrependo. Desculpa, amor.
Claude: Eu te amo, Rosa, põe issi na sua cabeça.
Rosa o encarou e o beijou. Claude deslizou suas mãos pelas costas dela e a apertou contra seu corpo envolvendo-a em seus braços.  O beijo foi ficando quente, envolvente...
Seus corpos explodiram de prazer saciando o desejo do amor. Claude acariciou seu cabelo e a puxou para que deitasse ao seu lado.
Claude: Mon Dieu! Um dia você me mata, cherry.
Rosa: Dizem que o desejo da mulher aumenta quando ela esta grávida.
Claude: É...? Eu adorei saber dissi. Que tal um banho nós dois?(sussurrou com os lábios colados aos dela)
Rosa: Eu adoraria.
(03:20 – Quarto)
Claude estava na cama só de cueca Box lendo um livro, enquanto Rosa estava no closet. Ela saiu apenas de lingerie, pegou um óleo para pele e se aproximou dele. Ela deitou na cama ao lado dele e começou a passar óleo sobre sua barriga.
Claude olhou para ela, sorriu e fechou o livro, colocando no criado mudo.
Claude: Posso?
Rosa: Claro.
Claude passou um pouco de óleo na mão e começou a massagear a barriga de Rosa.
Claude: Já pensou em algum nome?
Rosa: Esses dias, estava no banho e fiquei pensando.
Claude: Que nomes?
Rosa: Não sei se tiver uma menina eu acho bonito Alice. Se tiver um menino Bruno.
Claude: E se for dois meninos? Eu gosto de Guilherme.
Rosa: Bruno e Guilherme, mas se forem duas meninas?
Claude: Alice e Aline.
Rosa: Lindos.
Claude: Te amo, viu? Me perdoa por non ter te dado a atençon certa na festa?
Rosa: Esquece isso, eu também te amo, mas adoraria que tirasse a toalha molhada do chão do closet.
Claude: Ah! Mon Dieu, que mulher mandona eu tenho. Só se me der um beijo antes.
Rosa: Se você não for agora, vai ficar sem beijo o resto da semana.
Claude: Issi é muita injustiça, sabia?(disse levantando)
Assim os dois aprenderam que pedir desculpas é uma coisa simples e necessária em um casamento. E, também, que fazer amor após um pedido de desculpas é ainda mais prazeroso.
(18:02 – Construtora)
Após fazerem amor, depois de uma briga na construtora, os dois estavam deitados no sofá da presidência.
Rosa: Ouviu isso?
Claude: Isso o que?
Rosa: Levanta! Se veste logo. (disse se vestindo)
Claude: E o segundo tempo hã?
Rosa: Para de ser safado, rsrs. Tem alguém aí, se veste.
Claude: Vou cobrar com acréscimos e pênaltis em casa, hã.
Depois que se vestiram, eles abriram a porta devagar e se depararam com Roberta.
Roberta: Dr. Claude, uhu.
Claude: Roberta?
Roberta: Sei que está surpreso em me ver, sei que devo explicações sobre ter abandonado o senhor e largado o emprego.
Claude: Onde você se meteu?
Roberta: Ah! Recebi um convite pra atuar em uma peça e agora vou gravar um filme.
Rosa: Você virou atriz?
Roberta: Rosa... Petroni a sócia do Dr.Claude, como vai?
Rosa: Muito bem.
Roberta: Ah! Está grávida, quem é o pai?
Claude: Sou eu.
Roberta: Opa! Acho que perdi muita coisa por aqui. Vocês dois estão...?
Claude: Sim, estamos juntos e vamos nos casar na igreja.
Roberta: O senhor vai casar?
Claude: Foi o que acabei de dizer.
Roberta: É dona Rosa, a senhora domou o Dr.
Rosa: Há muito tempo, Roberta.
Claude: Bem, vamos descendo conversamos no caminho, hã.
(20:33 – Mansão)
O casamento de Janete e Frazão seria no fim de semana e haveria uma festa de despedida de solteiros que Frazão havia organizado aquela noite. Janete também havia organizado uma mais séria para o outro dia.
Rosa: Não acha que tá muito arrumado não?
Claude: Você acha?
Rosa: E também muito perfumado.
Claude: Você tá com ciúmes?
Rosa: Só quero cuidar do que é meu. E sei bem o que vocês homens aprontam nessas festas.
Claude: Boba, sabe que só tenho olhos pra você.
Rosa: Pra mim e pra bunda das outras mulheres, né?
Claude: Você fica linda irritada.
Rosa: Nem vem, você não vai me ganhar. Quero você aqui no máximo a uma, me ouviu?
Claude: Sim, senhora.
Rosa: E ai de você se souber que teve mulheres lá e você se engraçou. Sempre tem um bom dedo duro para uma boa quantia de dinheiro.
Claude: Eu te amo. Deixa eu ir, senon o Frazon me mata.
Rosa: Também te amo e, oh, tô de olho.
Claude deu um beijo em Rosa e saiu. Assim que ela ouviu a porta da sala fechar, correu pra o telefone e ligou pra Gurgel.
Gurgel: Oi, Rosa querida.
Rosa: Gurgel, ele já saiu.
Gurgel: Deixa comigo, mulher.
Rosa: Gruda nele, tá? Não deixa nenhuma bisca de aproximar.
Gurgel: Olha não pede pra eu grudar não, senão grudo demais.
Rosa: Obrigada, Gu, você é um amor.
Rosa desligou o telefone e subiu sorrindo.

CONTINUA...