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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

SESSÃO LEITURA

O poema que reproduzimos abaixo é da autoria de Manuel Bandeira.
Para qualquer informação sobre o autor, favor consultar: http://www.revista.agulha.nom.br/manuelbandeira.html.

O último poema

Assim eu quereria o meu último poema.
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.