quinta-feira, 1 de outubro de 2026

SESSÃO LEITURA - QUEM QUER ESPOSAR A CRÔNICA - DINAH SILVEIRA DE QUEIROZ

O texto abaixo é da autoria de Dinah Silveira de Queiroz.
Para maiores informações sobre a autora, favor consultar: http://www.releituras.com/dinahsq_moralista.asp.
Boa leitura!

QUEM QUER ESPOSAR A CRÔNICA

Como prometi – direi hoje o que penso da crônica. Confesso que, perguntada por um leitor, pelo telefone, sobre, “o que é afinal, a crônica”, tive alguma dificuldade em responder, e preferi gastar um “café” com esta resposta, que talvez aproveite a outros – embora não pretenda passar por professora, e aqui esteja oferecendo apenas minha fraca experiência.
Se o leitor quiser consultar um dicionário talvez encontre isto: chronica: “história ou narração dos fatos, segundo a ordem dos tempos”. E logo, esta perturbação: chronica escandalosa, os boatos maledicentes a respeito de certas pessoas numa terra. Biografia escandalosa de uma pessoa: “Todos sabem a chronica. Por fim, você que deseja escrever uma crônica sem saber, bem ao certo, como ficar dentro dos limites do gênero – encontra apenas esta secura: “Narração dos principais acontecimentos. Chronica política. Chronica literária. F. lat. Chronica.
Eis aí, meu amigo, como se fica zonzo com bordoada na cabeça. Feche o dicionário, e ouça esta definição que talvez pareça chocante:
A chronica é a fraqueza do jornal.
Com isso não estou desmerecendo o gênero. Mas todo o jornal que se preza deve ser preciso e austero. A crônica, necessariamente, carece fugir da fria exatidão e da austeridade, e ainda que muitas vezes alcance em cheio o seu objetivo sério, não deve vestir a roupagem sisuda. Disse que é uma “fraqueza”. Está visto. Um editorial, por exemplo, sai da boca do jornal. E ele próprio quem fala; que jamais nele se estampe a figura ou os tiques de quem o fez. A crônica, não. É o próprio autor – mais ou menos sem compromisso com toda aquela república de ideais e preconceitos que é um jornal.
Todavia, o cronista deve ter a habilidade – aí talvez já seja o instinto – de carregar para a sua página aquele terreno comum em que nos encontramos com o próximo, o nosso inimigo. Falei em “fraqueza”, mas não falei em futilidade. Crônica fútil é coisa detestável.
Digamos, porém, que o sentimentalismo é uma fraqueza. Se você souber dosá-lo poderá fazer uma ótima crônica. Muitas pessoas enveredam pelo terreno da reportagem, e pensam que foram esplêndidos cronistas. Um bom pelejador dessa forma literária também foge da precisão, e joga com a força da surpresa, ou com os benefícios de uma evocação oportuna, quando narra um fato. Fartamente se deve munir o cronista dos recursos da poesia, mas sempre com cuidado para não cair no meloso, ou no róseo.
Crônica se faz a propósito de tudo, até de assuntos respeitáveis, como os incêndios de uma cidade, que também dariam excelentes reportagens ou editoriais. Mas será preciso saber fugir várias vezes, com habilidade, ao tema, citar por exemplo as mudanças – cinco mudanças valem um incêndio ou falar sobre um baile dos “Heróis das chamas”, no meio da narração. Todavia, há assuntos que só dariam crônicas. São as mais legítimas “fraquezas”, e o melhor material para o cronista, embora nos dias que correm os preguiçosos contistas passem o “conto” da crônica pelo conto. Talvez seja por esse motivo que um meu ilustre e caro amigo despreze o conto, que assim fica uma espécie de gato por lebre.
Darei aqui a amostra de um desses típicos temas. O assunto foi colhido numa conversa.
Certa senhora havia terminado o seu desquite, e então resolveu espairecer de angústias e tristezas. Foi para um hotel. À hora do jantar procurou uma mesinha mais discreta, lá no fundo do salão. O garçom acudiu, solícito, e perguntou:
– Madame está só?
E quem contou esta história teve uma tremura na fala ao continuar:
– Estou sozinha, sim! Quando eu disse isso ao garçom, não sei por que me vi como personagem de um romance francês qualquer, que bem poderia acabar com minha resposta: Estou sozinha, sim! Mal disfarcei o desejo de chorar.
Essa narração, bem aproveitada, poderia dar um desses flamantes pedaços de vida que passam às vezes sob nossos olhos, num jornal, e que, no dia seguinte são esquecidos.
Porque o cronista passa, ainda que esbanje mais talento, às vezes, que o historiador.
Quem quer esposar a crônica deve saber amar o momento fugidio.

Fonte: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/20057/quem-quer-esposar-a-cronica.

SESSÃO ABERTURA DE NOVELA - BRAÇO DE FERRO

A novela Braço de Ferro foi apresentada pela Rede Bandeirantes no horário das 17h30 / 18h de 9 de maio a novembro de 1983.
O tema musical de abertura era Braço de Ferro, interpretado por Projeto XK.
Para maiores informações sobre a novela, favor acessar: https://observatoriodatv.com.br/teledramaturgia/braco-de-ferro/.
Boa diversão!



LETRA

BRAÇO DE FERRO

Compositor: Alexandre Silva

Crescer, desabrochar
Acordar cada dia vibrando
Num corpo novo
Vencer e desafiar
Cultivar cada sonho
Por mais irreal
E fazê-lo brilhar
De energia vital

Bem na cara, é agora, é aqui
É preciso braço de ferro
Tem que ter um braço de ferro
No abraço poder proteger
E na luta não se abater
É preciso braço de ferro
Tem que ter um braço de ferro

Fonte: https://www.letras.mus.br/projeto-xk/1307406/

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

SESSÃO SAUDADE - PÉRICLES FLAVIANO

A homenagem de hoje vai para o humorista e ator Péricles Flaviano.



Fonte: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSmvSILa9RprXnpMpHKDHMO6E16KbYQUehn-HW-qsS002TmKQbS3KFlxB0&s=10

Ele construiu uma marcante carreira na comédia que durou entre as décadas de 1980 e 1990, herdando o talento direto do sangue: era filho do lendário comediante Simplício e da atriz Nair Liendo. Péricles teve passagens de muito sucesso no humor em programas como A Vila do Mallandro e, principalmente, no clássico A Praça é Nossa, no SBT.
No campo do cinema e da atuação, alguns trabalhos famosos incluíram participações nos filmes Os Trapalhões e o Mágico de Oróz (1984) e Festa (1989). Ficou eternamente imortalizado na cultura pop por dar vida ao malandro Pepê, fazendo uma dupla antológica ao lado de José Santa Cruz.
Trabalhou extensamente no teatro e na TV, deixando um legado de carisma e sincronia corporal impecável.
Obrigado, Péricles Flaviano, por seu trabalho tão valioso tanto do ponto de vista de quantidade, quanto de qualidade!
Descanse em paz!
Para saber mais sobre este artista, favor acessar: https://tvsaudades.com.br/item/2356/pericles-flaviano-80-anos/details?pageType=items.
Com o objetivo de homenageá-lo, reproduzimos um pequeno vídeo em que interpreta o personagem Pepê no programa A Praça é Nossa (1996). No esquete, ele contracena com o saudoso ator José Santa Cruz (Jojoca).


Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=w6W9Wskzwtg

SESSÃO HUMOR

A esposa diz para o marido:
— Quando você for para o bar, não é para você beber cerveja, você precisa beber leite para ser saudável.
O marido concordou. Ao chegar ao bar, perguntou ao garçom:
— O senhor tem leite de ratazana?
— Não.
— Tem leite de égua?
— Não.
— Tem leite de jumenta?
— Não.
Então o homem falou para o garçom:
— Assim não tenho outra alternativa: garçom, me traz uma cerveja bem gelada!

Fonte: https://selecoes.ig.com.br/humor/piadas-de-bebado-para-contar-na-mesa-de-bar/.

terça-feira, 29 de setembro de 2026

SESSÃO REMAKE MUSICAL - NE ME QUITTE PAS - JACQUES BREL

A canção Ne Me Quitte Pas, que teve como um dos intérpretes Ângela Ro Ro, é apresentada no vídeo abaixo por Jacques Brel.
Boa diversão!


LETRA

NE ME QUITTE PAS

Compositeur: Jacques Brel

Ne me quitte pas
Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit déjà
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
A savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
A coups de pourquoi
Le coeur du bonheure

Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas

Moi je t'offrirai
Des perles et des pluie
Venues de pays
Où il ne pleut pas
Je creuserai la terre
Jusqu'après ma mort
Pour couvrir ton corps
D'or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l'amour sera roi
Où l'amour sera loi
Où tu seras reine

Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas

Ne me quitte pas
Je t'inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants-là
Qui ont vu deux fois
Leurs coeurs s'embraser
Je te racontrai
L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas
Pu te rencontrer

Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas

On a vu souvent
Rejaillir le feu
De l'ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux
Il est paraît-il
Des terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu'un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir
Ne s'épousent-ils pas

Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas

Ne me quitte pas
Je ne vais plus pleurer
Je ne vais plus parler
Je me cacherai là
A te regarder
Danser et sourire
Et à t'écouter
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas

Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas

Fonte da letra: https://www.letras.mus.br/angela-ro-ro/546077/

TRADUÇÃO

NÃO ME DEIXE

Compositor: Jacques Brel

Não me deixes,
É preciso esquecer,
Tudo se pode esquecer
Que já para trás ficou.
Esquecer o tempo
Dos mal-entendidos
E o tempo perdido
A querer saber como
Esquecer essas horas,
Que às vezes mata,
A golpes de porque,
O coração de felicidade.

Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes,

Te oferecerei
Pérolas de chuva
Vindas de países
Onde nunca chove;
Escavarei a terra
Até depois da morte,
Para cobrir teu corpo
Com ouro, com luzes.
Criarei um país
Onde o amor será rei,
Onde o amor será lei
E você a rainha.

Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes,

Não me deixes.
Te Inventarei
Palavras absurdas
Que você compreenderá;
Te falarei
Daqueles amantes
Que viram de novo
Seus corações ateados;
Te contarei
A história daquele rei,
Que morreu por não ter
Podido te conhecer.

Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes,

Nós temos muitas vezes visto
Fogo da repercussão
Do antigo vulcão
Que julgávamos velho?
Até há quem fale
De terras queimadas
A produzir mais trigo;
Que a melhor primavera
É quando a tarde cai,
Vê como o vermelho e o negro
Não se misturam
Para que o céu se inflame.

Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes,

Não me deixes.
Não vou chorar mais,
Não vou falar mais,
Escondo-me aqui
Para te ver
Dançar e sorrir,
Para te ouvir
Cantar e rir.
Deixa-me ser
a sombra da tua sombra,
A sombra da tua mão,
A sombra do teu cão.
Não me deixes

Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes.

Fonte da tradução: https://www.vagalume.com.br/maria-gadu/ne-me-quitte-pas-traducao.html


SESSÃO TÚNEL DO TEMPO MUSICAL - NE ME QUITTE PAS - ÂNGELA RO RO

A canção Ne Me Quitte Pas, interpretada por Ângela Ro Ro, fez parte da trilha sonora da novela Pátria Minha, apresentada pela Rede Globo no horário das 20h de 18 de julho de 1994 a 10 de março de 1995.
Para maiores informações sobre a novela, favor acessar: https://observatoriodatv.com.br/teledramaturgia/patria-minha/.
Boa diversão!



LETRA

NE ME QUITTE PAS

Compositeur: Jacques Brel

Ne me quitte pas
Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit déjà
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
A savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
A coups de pourquoi
Le coeur du bonheure

Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas

Moi je t'offrirai
Des perles et des pluie
Venues de pays
Où il ne pleut pas
Je creuserai la terre
Jusqu'après ma mort
Pour couvrir ton corps
D'or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l'amour sera roi
Où l'amour sera loi
Où tu seras reine

Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas

Ne me quitte pas
Je t'inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants-là
Qui ont vu deux fois
Leurs coeurs s'embraser
Je te racontrai
L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas
Pu te rencontrer

Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas

On a vu souvent
Rejaillir le feu
De l'ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux
Il est paraît-il
Des terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu'un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir
Ne s'épousent-ils pas

Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas

Ne me quitte pas
Je ne vais plus pleurer
Je ne vais plus parler
Je me cacherai là
A te regarder
Danser et sourire
Et à t'écouter
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas

Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas

Fonte da letra: https://www.letras.mus.br/angela-ro-ro/546077/

TRADUÇÃO

NÃO ME DEIXE

Compositor: Jacques Brel

Não me deixes,
É preciso esquecer,
Tudo se pode esquecer
Que já para trás ficou.
Esquecer o tempo
Dos mal-entendidos
E o tempo perdido
A querer saber como
Esquecer essas horas,
Que às vezes mata,
A golpes de porque,
O coração de felicidade.

Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes,

Te oferecerei
Pérolas de chuva
Vindas de países
Onde nunca chove;
Escavarei a terra
Até depois da morte,
Para cobrir teu corpo
Com ouro, com luzes.
Criarei um país
Onde o amor será rei,
Onde o amor será lei
E você a rainha.

Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes,

Não me deixes.
Te Inventarei
Palavras absurdas
Que você compreenderá;
Te falarei
Daqueles amantes
Que viram de novo
Seus corações ateados;
Te contarei
A história daquele rei,
Que morreu por não ter
Podido te conhecer.

Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes,

Nós temos muitas vezes visto
Fogo da repercussão
Do antigo vulcão
Que julgávamos velho?
Até há quem fale
De terras queimadas
A produzir mais trigo;
Que a melhor primavera
É quando a tarde cai,
Vê como o vermelho e o negro
Não se misturam
Para que o céu se inflame.

Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes,

Não me deixes.
Não vou chorar mais,
Não vou falar mais,
Escondo-me aqui
Para te ver
Dançar e sorrir,
Para te ouvir
Cantar e rir.
Deixa-me ser
a sombra da tua sombra,
A sombra da tua mão,
A sombra do teu cão.
Não me deixes

Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes.

Fonte da tradução: https://www.vagalume.com.br/maria-gadu/ne-me-quitte-pas-traducao.html

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

SESSÃO RETRÔ - VARIEDADES - LUIZ FABIANO

A reportagem abaixo pertence à revista Contigo nr. 83, publicada em agosto de 1970.
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Boa leitura!