quinta-feira, 9 de abril de 2026

SESSÃO LEITURA - O CALOR E O TRABALHO - RACHEL DE QUEIROZ

O texto abaixo é de autoria de Rachel de Queiroz.
Para maiores informações sobre a autora, favor acessar: https://www.ebiografia.com/rachel_queiroz/.
Boa leitura!

O CALOR E O TRABALHO

E 38º a 40º à sombra tem sido a temperatura do Rio em muitos dias deste verão de 49. O ar dá para ser apanhado às colheradas, de tão espesso e morno. Brisas são meros sonhos, as folhas das árvores imóveis parecem feitas de papel e arame, para um cenário de filme.
O mar, no fundo da baía, é uma lâmina de estanho lisa e espelhando fogo. Até os pássaros têm medo do ar e é raro avistar-se um risco de asa cortando o céu.
E nessa fornalha viva assim mesmo os homens labutam. Erguem paredes, misturam massa, soldam aço, derretem asfalto, britam pedra, varrem ruas, descarregam navios, capinam o chão e cavam a terra. Homens mal alimentados, mal agasalhados, que sofrem de doenças mal curadas, que não se sentem em segurança em relação a si próprios nem em relação aos seus. São esses os mestiços indolentes das anedotas e dos livros de viagens, esses os caboclos mulatos do “prantando dá”. Quando o corpo pede apenas sombra, refresco e sesta, enquanto os chamados brancos se não sobem para Petrópolis, se refugiam nos cinemas refrigerados, se amontoam nas confeitarias tomando toneladas de sorvete, eles mourejam ao sol. A patroa num deux-pièces de piquê branco deita-se na rede da varanda e pede uma cajuada geladíssima: enquanto isso, ao mormaço escaldante, abrigada do sol apenas por um pedaço de folha de zinco, a sua lavadeira esfrega roupa numa tina e tira água aos baldes do poço de quatro metros.
O ilustre escritor Richard Katz, no seu belo livro Viagem pelo Amazonas faz comentários muito justos a respeito da lenda que é essa nossa famosa indolência e do tremendo esforço que representa qualquer trabalho físico debaixo dessas temperaturas de forno. É um dos poucos europeus que nos fazem justiça nesse terreno, e em vez de nos acusar pelo pouco que temos feito, antes louva o muito que já fizemos dentro de tais condições.
Chega mesmo à ousadia de traçar paralelos e imaginar o que seria dum branco nórdico derrubando madeira no Amazonas num calor de mais de 37° à sombra...
Na pedreira atrás de minha casa, os empregados da Prefeitura quebram pedra para os calçamentos da rua. Pegam oito horas por dia no sol escaldante, lidam com dinamite, com ponteiro e marreta, ou metem calhaus nos britadores que na hora do sol forte tiram fogo, literalmente. Não sei quanto ganham. Mas não devem ganhar nenhum despropósito. Sei onde moram, é por esses morros sem água e sem luz elétrica, em barracos de taipa; sei o que vestem — vejo-os todo dia na rua, e posso afirmar que não usam seda nem linho; sei o que comem — mais de uma vez tenho visto a marmita modestíssima onde conduzem o almoço; o dinheiro deles não é pois tanto assim como se diz. Contudo, de verão e inverno, lá estão eles no pesado; de noite ainda dançam e vão ao cinema, ou namoram por essas beiras de praia, e aos domingos tomam banho de mar e jogam futebol. São uns fracos, realmente... Forte é o alemão da esquina, que trabalha de camisa de cambraia de linho no escritório refrigerado, come dieta de verão, anda de automóvel particular, e assim mesmo, outro dia foi parar na Assistência, com insolação, porque se meteu a dar um passeio a pé ao meio dia em ponto.

Fonte: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/8917/o-calor-e-o-trabalho.

SESSÃO ABERTURA DE PROGRAMA DE AUDITÓRIO - CHARME (2004)

Charme foi um programa de auditório apresentado pelo SBT entre 25 de outubro de 2004 e 17 de março de 2008.
O programa foi ao ar em dias e horários variados e era apresentado por Adriane Galisteu.
Para maiores informações sobre o programa, favor acessar: https://pt.wikipedia.org/wiki/Charme_(programa_de_televis%C3%A3o).
Boa diversão!

quarta-feira, 8 de abril de 2026

SESSÃO SAUDADE - GERSON BRENNER

A homenagem de hoje vai para o ator Gerson Brenner.



Ele merece uma homenagem à altura da história que construiu na televisão brasileira. Ator de presença forte, sorriso generoso e olhar sempre muito humano, ele tinha o dom de ocupar a cena com verdade, fazendo o público acreditar em cada gesto, em cada fala. Seu talento o levou a brilhar em diferentes emissoras, como a Rede Manchete, a TV Globo, o SBT e a Record, sempre deixando uma marca de carisma e profissionalismo por onde passava.
Na Manchete, começou a se destacar em Kananga do Japão e depois em Tocaia Grande. Na Globo, consolidou-se em novelas como Top Model, Rainha da Sucata, Lua Cheia de Amor, Perigosas Peruas, Deus nos Acuda, Vira Lata e Corpo Dourado, onde mostrou versatilidade, indo do humor ao drama com naturalidade. Também participou de produções em outras emissoras, como a série Alô, Doçura no SBT e trabalhos na Record, ampliando ainda mais sua presença na teledramaturgia.
Mas a grandeza de Gerson Brenner ultrapassa os créditos finais. Após o crime que interrompeu sua carreira em 1998, sua vida passou a ser também um testemunho de resistência, amor e cuidado familiar. Sua luta diária, vivida com dignidade e coragem, transformou-se em inspiração para muita gente, revelando um homem ainda mais admirável do que o galã que o público conhecia.
Lembrar de Gerson Brenner é celebrar um artista talentoso e um ser humano de enorme sensibilidade. Ele permanece vivo na memória afetiva de quem o viu atuar e na história da TV brasileira, como símbolo de talento, força e humanidade.
Obrigado, Gerson Brenner, não só pelo seu trabalho profissional como por sua lição de vida!
Descanse em paz!
Para saber mais sobre este artista, favor acessar: https://pt.wikipedia.org/wiki/Gerson_Brenner.
Com o objetivo de homenageá-lo, reproduzimos abaixo pequeno trecho com sua participação na novela Olho por Olho (1993) da Rede Globo em que interpretou o personagem Guto Zapata.


Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=E-ou7Rh-xjc

SESSÃO HUMOR

Um homem estava sentado em frente de casa com um prato vazio no chão, com uma varinha e pescando no prato. Um homem que passava na rua parou e perguntou:
- Ô atordoado, que idiotice é esta que você está fazendo?
Ele respondeu:
- Vendo quantos intrometidos eu consigo pescar.
- É mesmo? E quantos você conseguiu?
- Até agora pouco eram cinco, agora são seis.

Fonte: https://piadas.biz/piadas/variadas.

terça-feira, 7 de abril de 2026

SESSÃO REMAKE MUSICAL - LIVRE PRA VIVER - PEDRO MARIANO

A canção Livre Pra Viver, originalmente interpretada por Cláudio Zoli, é apresentada no vídeo abaixo por Pedro Mariano.
Boa diversão!



LETRA

LIVRE PRA VIVER

Compositores: Cláudio Zoli, Bernardo Vilhena

Viver é bom demais
Ninguém vai me prender
Eu não me escravizei,
Nem me entreguei a você

Sou livre para amar,
Louco pra viver esse amor
Sou livre pra voar porque
Não me importa o céu azul, ou blue
Sou livre pra pensar,
Eu não devo nada a ninguém,
E a liberdade, é tudo que eu sonhei,
Eu vou viver, eu juro

Fonte: https://www.letras.mus.br/claudio-zoli/livre-pra-viver/

SESSÃO TÚNEL DO TEMPO MUSICAL - LIVRE PRA VIVER - CLÁUDIO ZOLI

A canção Livre Pra Viver, interpretada por Cláudio Zoli, fez parte da trilha sonora da novela Hipertensão, apresentada pela Rede Globo no horário das 19h de 6 de outubro de 1986 a 18 de abril de 1987.
Para maiores informações sobre a novela, favor acessar: https://observatoriodatv.com.br/teledramaturgia/hipertensao/.
Boa diversão!


LETRA

LIVRE PRA VIVER

Compositores: Cláudio Zoli, Bernardo Vilhena

Viver é bom demais
Ninguém vai me prender
Eu não me escravizei,
Nem me entreguei a você

Sou livre para amar,
Louco pra viver esse amor
Sou livre pra voar porque
Não me importa o céu azul, ou blue
Sou livre pra pensar,
Eu não devo nada a ninguém,
E a liberdade, é tudo que eu sonhei,
Eu vou viver, eu juro

Fonte: https://www.letras.mus.br/claudio-zoli/livre-pra-viver/

segunda-feira, 6 de abril de 2026

SESSÃO RETRÔ - VARIEDADES - HUGO CARVANA

A reportagem abaixo foi publicada na revista Sétimo Céu - Série Amor nr. 29, publicada em 15 de fevereiro de 1975.
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Boa diversão!