quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

SESSÃO LEITURA - O FUNCIONÁRIO PÚBLICO - PAULO MENDES CAMPOS

O texto abaixo é de autoria de Paulo Mendes Campos.
Para maiores informações sobre o autor, favor acessar: https://www.ebiografia.com/paulo_mendes_campos/.
Boa leitura!

O FUNCIONÁRIO PÚBLICO

Sempre impliquei com a denominação de barnabé — dada talvez com uma intenção complacente ao funcionário público. Acho também impertinente quando dizem: “Ela é uma professorinha”! Quem trabalha com palavras sabe que barnabé tende a esvaziar a dignidade do funcionário civil, significando apenas pobre coitado; do mesmo modo, o professorinha tende a reduzir o problema de uma classe em um suspiro de pena. Ora, não interessa a ninguém e nada resolve sentir compaixão pelo funcionário ou pela professora pública: se essas duas classes padecem hoje no Brasil de aflições específicas, o jeito é encará-las de frente e com dignidade.
Mas que aflições são essas? Em tese, acontece o seguinte: o funcionário público, antes demais nada, qualquer que seja a sua categoria funcional, qualquer que seja o seu ordenado é a pessoa que vive acima de suas posses. Ou abaixo de suas necessidades. Ele não é a criatura que tomou um bonde errado, mas a criatura que tomou um bonde cujo itinerário foi alterado. Sem poder apear do veículo, ele vai seguindo em direção ao imprevisível cada vez mais aflito. Porque não reclama do motorneiro ou do condutor? Porque, no caso do funcionalismo público, o motorneiro e o condutor, isto é, as autoridades imediatas sobre os passageiros, estão apenas cumprindo ordens e nada podem fazer. Um funcionário de empresa particular pode a qualquer instante pedir reajustamento de salário: se o funcionário público fosse à mesa do chefe e fizesse o mesmo, a sua sanidade mental seria posta em dúvida. Um funcionário de empresa particular muitas vezes anda tão magro ou tão malvestido que o seu drama pode saltar até aos olhos do patrão. Já o funcionário público, além de não lhe ser permitido andar malvestido, pode ir emagrecendo até sumir, que nenhuma providência poderá ser encaminhada a seu favor.
Tudo isso é miúdo e triste — que se há de fazer? O funcionalismo é uma classe acuada, uma classe que naufragou na travessia e se recolheu em frangalhos a uma ilha deserta. O funcionalismo deixou de ser o grande quadro do poder executivo: passou a ser uma cifra na balança orçamentária. Ontem, o funcionário público era a vítima da inflação; hoje, ele paga para a deflação. Não é mais um ser humano: é um número. Não há planos para resolver seu problema: ele passou a ser considerado o problema. Virou até mesmo bode expiatório, e isso chega a ser engraçado; pois, embora não caiba ao funcionalismo aumentar a produção, a exportação, a renda, enfim, é sobre ele que se tem lançado a culpa de ter o país uma despesa muito grande e uma receita muito curta. Como se pudéssemos culpar a nossa cozinheira pelo fato de não termos os recursos suficientes para pagar-lhe o ordenado.
Essa desagregação do funcionalismo público é coisa que vem se processando lentamente nas últimas décadas. Minha geração ainda se lembra do tempo em que havia uma carreira de funcionário. Hoje o funcionário é exatamente aquilo que uma instituição de beneficência chama de pobreza envergonhada. É a criatura que dorme mal, acorda mal, come mal, diverte-se mal, sem poder educar os filhos como gostaria, sem ter ao menos onde poder passar férias calmas e tranquilas. A continuar assim, o funcionário acaba mesmo virando barnabé — coitado.

Fonte: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/16733/o-funcionario-publico.

SESSÃO ABERTURA DE PROGRAMA DE AUDITÓRIO - VIOLA, MINHA VIOLA (1980)

Viola, Minha Viola foi um programa de auditório exibido pela TV Cultura e TV Brasil entre 1980 e 2018 com reprises em 2019 e de 2024 até a atualidade.
O programa foi apresentado em vários horários e contou com a apresentação de: Moraes Sarmento (1980-1991), Nonô Basílio (1980-1981), Inezita Barroso (1980-2014), Convidados (2015) e Adriana Farias (2017 - 2018).
Para maiores informações sobre o programa, favor acessar: https://pt.wikipedia.org/wiki/Viola,_Minha_Viola.
Boa diversão!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

SESSÃO SAUDADE - OLDER CAZARRÉ

A homenagem de hoje vai para o ator e dublador Older Cazarré.



Em tempos em que a arte precisava de alma, entrega e presença verdadeira, Older Cazarré foi um daqueles artistas que tocavam o público sem esforço. Ele tinha um brilho próprio — desses que não se fabricam — e que se revelava tanto no olhar quanto na voz. Era um intérprete completo, capaz de emocionar, divertir e marcar gerações com seu talento múltiplo.
Sua força estava justamente na maneira como unia simplicidade e intensidade. Cazarré tinha aquela capacidade rara de transformar qualquer personagem em alguém vivo, cheio de personalidade. E, quando emprestava sua voz, parecia que cada palavra carregava um pouco de sua própria energia. Ele fazia parte de uma geração que construiu, com muito trabalho e paixão, a base da televisão, do cinema e da dublagem brasileira.
Na TV, participou de produções que ficaram guardadas na memória de quem viveu a época. Entre elas: O Falcão Negro (1969), As Aventuras de Capitão Fuão (1970) e Jerônimo, o Herói do Sertão (1972).
Ele tinha presença, carisma e aquele humor espontâneo que conquistava o público.
No cinema, Cazarré deu vida a personagens marcantes em filmes que misturavam aventura, humor e fantasia, como: O Marginal (1974), O Roubo das Calcinhas (1975), O Padre Que Queria Pecar (1975) e O Coronel e o Lobisomem (1979).
Era um ator que sabia ocupar a tela com naturalidade, sempre deixando sua marca.
E foi na dublagem que sua voz se tornou inesquecível. Ele interpretou personagens que atravessaram gerações, como: Dr. Zachary Smith, em Perdidos no Espaço; Tio Arthur, em A Feiticeira, Jaiminho, em Chaves e Gomez Addams, em versões brasileiras de A Família Addams. Além de participações em séries como Jeannie é um Gênio, Daniel Boone, O Túnel do Tempo e em animações como Os Flintstones, Popeye, He-Man e A Pantera Cor-de-Rosa.
Sua voz tinha personalidade, ritmo e uma expressividade que poucos conseguiam alcançar. Era reconhecida de imediato — e querida.
Ele foi um artista que despertou sorrisos, encantamento e nostalgia. Um profissional que acreditava na força da interpretação e que deixou um legado afetivo na memória de quem cresceu ouvindo sua voz ou acompanhando seus personagens.
Obrigado, Older Cazarré, por tantos momentos bons!
Descanse em paz!
Com o objetivo de homenageá-lo, reproduzimos abaixo pequeno trecho do filme O Detetive Bolacha contra o Gênio do Crime, filme infantil de 1976.


Fonte do fragmento: https://www.youtube.com/watch?v=-g4DVSZrERs

SESSÃO HUMOR

 

Fonte: https://s2.glbimg.com/40GZWSJKLrKyQXDs7PR45RaIiSQ=/s.glbimg.com/et/pr/f/original/2014/11/07/0711.jpg

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

SESSÃO REMAKE MUSICAL - MULHER BRASILEIRA - TRIO.BONSUCESSO

A canção Mulher Brasileira, que teve como intérpretes Rodrigo Vellozo e Benito di Paula, é apresentada no vídeo abaixo por Trio.Bonsucesso.
Para ouvir a versão de Rodrigo Vellozo e Benito di Paula, favor acessar: https://biscoitocafeenovela.blogspot.com/2026/02/sessao-tunel-do-tempo-musical-mulher.html.
Boa diversão!



LETRA

MULHER BRASILEIRA

Compositor: Benito di Paula

Agora chegou a vez, vou cantar
Mulher brasileira em primeiro lugar
Agora chegou a vez, vou cantar
Mulher brasileira em primeiro lugar

Norte a sul do meu Brasil
Caminha sambando quem não viu
Mulher de verdade, sim, senhor
Mulher brasileira é feita de amor

Fonte: https://www.letras.com.br/benito-di-paula/mulher-brasileira

SESSÃO TÚNEL DO TEMPO MUSICAL - MULHER BRASILEIRA - RODRIGO VELLOZO E BENITO DI PAULA

A canção Mulher Brasileira, interpretada por Rodrigo Vellozo e Benito di Paula, fez parte da trilha sonora da segunda versão da novela Dona Xepa, apresentada pela Record TV no horário das 22h30 de 21 de maio a 24 de setembro de 2013.
Para maiores informações sobre a novela, favor acessar: https://observatoriodatv.com.br/teledramaturgia/dona-xepa-2013/.
Boa diversão!



LETRA

MULHER BRASILEIRA

Compositor: Benito di Paula

Agora chegou a vez, vou cantar
Mulher brasileira em primeiro lugar
Agora chegou a vez, vou cantar
Mulher brasileira em primeiro lugar

Norte a sul do meu Brasil
Caminha sambando quem não viu
Mulher de verdade, sim, senhor
Mulher brasileira é feita de amor

Fonte: https://www.letras.com.br/benito-di-paula/mulher-brasileira

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

SESSÃO RETRÔ - VARIEDADES - ALVARENGA E RANCHINHO

A reportagem abaixo foi publicada na revista TV Intervalo nr. 51, referente ao período de 29/12/63 a 04/01/64.
Para ler esta ou outra matéria em tamanho maior, caso use o Explorer ou Chrome, clique sobre a figura com o botão direito do mouse e selecione a opção "abrir link em uma nova guia". Na nova guia, clique com o botão esquerdo do mouse e, pronto, terá acesso a uma ampliação da página. Caso o navegador seja o Firefox, clique sobre a figura com o botão direito do mouse e selecione a opção "abrir em nova aba". Em seguida, proceda como no caso dos dois outros navegadores citados.
Boa diversão!