domingo, 26 de abril de 2026

sábado, 25 de abril de 2026

PARA MEDITAR

 

Fonte: https://agendor-blog-uploads.s3.sa-east-1.amazonaws.com/2024/08/20104453/frase-einstein-nao-arrisca-acertar.png

SESSÃO FOTONOVELA - SACRIFÍCIO SEM GLÓRIA

A fotonovela abaixo pertence à revista Ilusão nr. 254, publicada em 06/12/76.
Para ler esta ou outra matéria em tamanho maior, caso use o Explorer ou Chrome, clique sobre a figura com o botão direito do mouse e selecione a opção "abrir link em uma nova guia". Na nova guia, clique com o botão esquerdo do mouse e, pronto, terá acesso a uma ampliação da página. Caso o navegador seja o Firefox, clique sobre a figura com o botão direito do mouse e selecione a opção "abrir em nova aba". Em seguida, proceda como no caso dos dois outros navegadores citados.
Boa leitura!




















sexta-feira, 24 de abril de 2026

SESSÃO CAPAS E PÔSTERES

A capa pertence à revista Ilusão nr. 254, publicada em 06/12/76.
Já o pôster, à revista Contigo nr. 192, publicada em 1975.
Boa diversão!


SESSÃO FOTO QUIZ

A foto da semana passada pertence à atriz e apresentadora Fabíola Reipert. Agora tentem descobrir quem é o garoto da foto. Eis algumas pistas:
1) Este cantor, compositor e ator, ainda vivo, nasceu na capital paulista em 1953.
2) Seu primeiro disco foi lançado em 1975.
3) Como ator, sua primeira aparição em telenovela foi em Nina (1977) na Rede Globo.
Boa diversão!

quinta-feira, 23 de abril de 2026

SESSÃO LEITURA - A ESCOLA PORTUGUESA - GUERRA JUNQUEIRO

O texto abaixo é de autoria de Guerra Junqueiro.
Para maiores informações sobre o autor, favor acessar: https://www.portaldaliteratura.com/autores.php?autor=189.
Boa leitura!

A ESCOLA PORTUGUESA

Eis as crianças vermelhas
Na sua hedionda prisão;
Doirado enxame de abelhas!
O mestre-escola é o zangão.
 
Em duros bancos de pinho
Senta-se a turba sonora,
Dos corpos feitos de arminho
Das almas feitas d'aurora
 
Soletram versos e prosas
Horríveis; contudo, ao lê-las,
Daquelas bocas de rosas
Saem murmúrios de estrelas.
 
Contemplam de quando em quando,
E com que inveja, senhor!
As andorinhas passando
Do azul no livre esplendor
 
Oh, que existência dourada
Lá de cima, no azul, na glória,
Sem cartilha, sem tabuada,
Sem mestre e sem palmatória!
 
E como os dias são longos
Nestas prisões sepulcrais!
Abrem a boca os ditongos
E as cifras tristes dão ais.
 
Desgraçadas toutinegras,
Que insuportáveis martírios!
João Félix com as unhas negras,
Mostrando as vogais aos lírios!
 
Como querem que despontem
Os frutos na escola aldeã,
Se o nome do mestre é - Ontem
E o do discípulo - Amanhã!
 
Como é que há-de na campina
Surgir o trigal maduro,
Se é o passado que ensina
O b a bá ao futuro!
 
Entregar a um tarimbeiro
Um espírito infantil!
Fazer o calvo Janeiro
Preceptor do loiro Abril!
 
Barbaridade irrisória
Estúpido despotismo!
Meter uma palmatória
Nas mãos dum anacronismo!
 
A palmatória, o açoite,
A estupidez decretada:
A lei incumbindo a Noite
Da educação da Alvorada!
 
Gravai na vossa lembrança
E meditai com horror,
Que o homem sai da criança
Como o fruto sai da flor.
 
Da pequenina semente
Que a escola régia destrói
Pode fazer-se igualmente
Ou o assassino ou o herói.
 
Desta escola a uma prisão
Vai um caminho agoureiro:
A escola produz o grão
De que a enxovia é o celeiro.
 
Deixem ver o sol doirado
À infância, eis o que eu vos peço,
Esta escola é um atentado
Um roubo feito ao progresso.
 
Vamos, arrancai a infância
Da lama deste paúl;
Rasgai no muro ignorância
Trezentas portas de azul!
 
O professor asinino
Segundo entre nós ele é
Dum anjo extrai um cretino,
Dum cretino um chimpanzé.
 
Empunhando as rijas férulas,
Vós esmagais e partis,
As crianças - essas pérolas -
Na escola - esse almofariz.
 
Isto escolas!... que indecência!
Escolas esta farsada!
São açougues de inocência!
São talhos d'anjos, mais nada.

Fonte: https://www.portaldaliteratura.com/poemas.php?id=803