quinta-feira, 5 de novembro de 2026

SESSÃO LEITURA - ORAÇÃO AOS MOÇOS - PAULO MENDES CAMPOS

O texto abaixo é de autoria de Paulo Mendes Campos.
Para maiores informações sobre o autor, favor acessar: https://www.ebiografia.com/paulo_mendes_campos/.
Boa leitura!

ORAÇÃO AOS MOÇOS

O professor Mira y Lopez criou um neologismo para uma arte (ou ciência) nova: eugeria, velhice feliz. Os gregos, que dispunham dos dois elementos dessa palavra, não tiveram o otimismo de juntá-los. Sabiam que a única forma de fazer a felicidade dos velhos é devolver-lhes a juventude.
Andam a mexer muito com os velhos aqui no Rio ultimamente. Que a ciência e os cientistas procurem dar-lhes meios efetivos de preservar a saúde, que as leis assentem para eles os recursos próprios que lhes poupem penúrias e humilhações. Mas querer iludi-los com estimulantes psicológicos, ficar a discutir as suas tristezas em público, me parece impertinência. Deixemos os velhos em paz. Tratá-los como crianças, engambelá-los com ilusões, é ofender-lhes a dignidade. Envelhecer é cruel, ser velho é uma crueldade inevitável. A criatura humana, entretanto, tem o orgulho preliminar de poder aguentar a verdade. Só um velho palerma, indigno da velhice, iria acreditar que não é velho, que a velhice não existe, que a vida é um perene sorriso. Os velhos verdadeiros, honrados, sabem como se arrumar no seu canto, e têm o seu pudor e a sua gravidade. Por que incomodá-los? Não precisam de nós, que os aborrecemos com os nossos consolos.
Respeitemos o reservado silêncio da idade avançada, na esperança de que também nos respeitem mais tarde.
A velhice é um sentimento muito íntimo, que não se pode violar com frioleiras sentimentais. O sentimentalismo habitual dos jovens diante dos anciãos é inoportuno e doloroso. Pretender reanimar um espírito mais vivido, mais experiente e mais amargado que o nosso é uma gafe impiedosa. Os velhos são mais sábios que os moços; estes jamais poderiam ensinar-lhes coisa alguma sobre a vida. E tantos gestos afetivos lesam muito mais do que confortam, tantas solicitudes inábeis estão sempre a reabrir feridas.
Nosso amor por uma criatura velha não deve ser uma opressão, uma tirania a inventar constantemente cuidados e carinhos chocantes, temores que machucam. Libertemos os velhos dessa fatigante e grotesca bondade. Deixemos que façam o que bem entendam, cometam as suas imprudências, desobedeçam aos conselhos médicos; que exagerem, quando lhes der vontade, na comida e na bebida, durmam fora de hora, esqueçam de tomar os remédios, fumem, apanhem sol, chuva e sereno, pratiquem exercícios violentos.
Não chatear demais os velhos, que gostam de ser imprudentes. Não ter juízo é ainda um dos melhores prazeres da velhice. Mesmo que de vez em quando brinquem um pouco com a vida, não lhes demonstremos a nossa aflição: é um direito que tem. É por sabedoria, é porque não ignoram as manhas da vida que proporcionam a si mesmos essas compensadoras insensatezes. E é por egoísmo do bom que os moços, sobretudo os filhos, vigiam os velhos implacavelmente, como se vingassem da sua própria infância coibida.
Há uma série de coisas que não devem ser ditas aos velhos. Por exemplo: “vá dormir papai, o senhor deve estar exausto”; “amanhã eu levo a senhora ao médico, nem que seja à força”; “a senhora fique sabendo que está proibida de ajudar a cozinheira”; “o senhor parece uma criança, onde já se viu passar o dia deitado no ladrilho frio”; “cuidado com os lotações, olhe bem antes de atravessar a rua”; “tomou o seu remedinho”?: “descanse um pouco, mamãe, a senhora não está mais na idade de ficar nessa agitação que não para, que coisa horrorosa”; “cuidado com o degrau”; “quantas vezes já lhe disse, meu pai, para não sair à noite sem chapéu”?; “tome o mingau que faz bem”; “a senhora não precisa fazer nada, que eu sozinha faço tudo”.
Essas impertinências ferem os velhos e têm o dom de desampará-los ainda mais que a própria velhice. São palavras más, duras, nascidas de um sentimento de amor muito mal administrado. Mostram, eternamente, que não basta ser bom neste mundo, é preciso compreender e distinguir as bondades que não doem. A alma do homem não é tão simples que o exercício espontâneo do afeto seja suficiente para satisfazê-la. Gostar de alguém não nos confere privilégios tirânicos. Respeitemos os velhos, respeitemos infinitamente os velhos, sem sentimentalidades enjoadas, sem antipatia, sem o sadismo de certos tipos de ternura. Mas a verdade é que o mundo está cheio desses sentimentalões estabanados, que entram na intimidade dos outros derrubando e quebrando tudo.

Fonte: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/15543/oracao-aos-mocos.

SESSÃO ABERTURA DE PROGRAMA INFANTIL - GLUB GLUB (2006)

Glub foi um programa infantil exibido pela TV Cultura em vários horários diferentes e teve duas fases:
Primeira fase: 9 de setembro de 1991 – 24 de setembro de 1999.
Segunda fase: 1 de setembro – 5 de outubro de 2006.
Para maiores informações sobre o programa, favor acessar: https://pt.wikipedia.org/wiki/Glub_Glub.
Boa diversão!

quarta-feira, 4 de novembro de 2026

SESSÃO SAUDADE - OSWALDINHO DO ACORDEON

Hoje nossa homenagem vai para Oswaldinho do Acordeon, um dos maiores sanfoneiros da música brasileira e referência na valorização da cultura nordestina.



Fonte: https://cdn.immub.org/artista/artista_10836.jpg

Nascido em 5 de junho de 1954, em Duque de Caxias (RJ), dedicou mais de seis décadas à música, tornando-se reconhecido por seu talento, técnica e criatividade.

Filho de Pedro Sertanejo, Oswaldinho começou a tocar ainda criança e, ao longo da carreira, ajudou a expandir os horizontes do forró ao incorporar influências do jazz, do blues, do rock e da música erudita. Entre suas marcas registradas estão a famosa fusão da 5ª Sinfonia de Beethoven com ritmos nordestinos e a consagrada "Asa Branca in Blues".
Respeitado por músicos e admiradores, participou de centenas de gravações, lançou diversos álbuns e construiu um legado que influenciou gerações de acordeonistas. Sua arte ajudou a levar a sanfona brasileira a novos públicos, dentro e fora do país.
Oswaldinho do Acordeon faleceu em 25 de outubro de 2026, aos 72 anos, deixando uma contribuição inestimável para a música brasileira.
Obrigado, Oswaldinho, por sua dedicação à música, por sua genialidade e por mostrar que a sanfona pode dialogar com todos os estilos sem perder suas raízes.
Descanse em paz!
Para saber mais sobre este artista, favor acessar: https://pt.wikipedia.org/wiki/Oswaldinho_do_Acordeon.
Com o objetivo de homenageá-lo, reproduzimos abaixo uma de suas obras mais conhecidas, "Asa Branca in Blues".


Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=lh-YtZAmD8s

SESSÃO HUMOR

Um homem entra na loja de pets e fala com o vendedor:
- Boa tarde, eu gostaria de levar um papagaio que não fale palavrão.
O vendedor pediu para que o cliente aguardasse um pouco e voltou com uma ave consigo.
- Pode levar esse aqui, porque como ele é surdo não irá xingar. 
O homem ficou satisfeito e foi embora contente. Dois meses depois ele volta e reclama com o vendedor.
-O senhor me deu aquele papagaio surdo, porque assim ele não xingaria. Mas acontece que toda vez que eu chego do trabalho e ele me olha, começa a falar "Corno, Corno, Corno".
Eis que o vendedor respondeu:
- Ué, senhor, o papagaio é surdo, mas não é cego.

Fonte: https://selecoes.ig.com.br/humor/20-piadas-de-papagaio-para-dar-boas-risadas/.

terça-feira, 3 de novembro de 2026

SESSÃO REMAKE MUSICAL - GADU NAMORANDO - DUDU MAIA E REGIONAL

A canção Gadu Namorando, que teve como um dos intérpretes Os Carioquinhas, é apresentada no vídeo abaixo por Dudu Maia e Regional. 
Boa diversão!

SESSÃO TÚNEL DO TEMPO MUSICAL - GADU NAMORANDO - OS CARIOQUINHAS

A canção Gadu Namorando, interpretada por Os Carioquinhas, fez parte da trilha sonora da novela A Sucessora, apresentada pela Rede Globo no horário das 18h de 9 de outubro de 1978 a 3 de março de 1979. 
Para maiores informações sobre a novela, favor acessar: https://observatoriodatv.com.br/teledramaturgia/a-sucessora/.
Boa diversão!

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

SESSÃO RETRÔ - VARIEDADES - RENATO E SEUS BLUE CAPS

A reportagem abaixo pertence à revista Contigo nr. 34, publicada em julho de 1966.
Para ler esta ou outra matéria em tamanho maior, caso use o Explorer ou Chrome, clique sobre a figura com o botão direito do mouse e selecione a opção "abrir link em uma nova guia". Na nova guia, clique com o botão esquerdo do mouse e, pronto, terá acesso a uma ampliação da página. Caso o navegador seja o Firefox, clique sobre a figura com o botão direito do mouse e selecione a opção "abrir em nova aba". Em seguida, proceda como no caso dos dois outros navegadores citados.
Boa leitura!