Mostrando postagens com marcador LEITOR. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador LEITOR. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

BARRIGA DE ALUGUEL - PARTE 11 - AUTORA: ANNIE WALKER


Depois de uma longa ausência, Annie Walker está de volta com sua FIC Barriga de Aluguel e pede para avisar que a parte 10 correta está no endereço: http://biscoitocafeenovela.blogspot.com/2011/03/barriga-de-aluguel-parte-10-autora_09.html.
Boa leitura!

No dia seguinte...
Rosa e Terezinha se despedem da mãe e do irmão mais novo e saem. Terezinha fica na casa de Milton, mas comenta com Rosa a sensação estar sendo vigiada, Rosa diz que sente a mesma coisa. Rosa deixa Terezinha com Milton, por sorte D. Batateira não estava em casa, Antoninho fingiu que não percebeu as intenções do irmão com Terezinha. Rosa pede pra Terezinha ter juízo, e fala pra Milton que se ele desonrar sua irmã, vai acordar Eunuco. Milton concorda assustado, fazendo Rosa e Antoninho rirem.
Rosa segue sozinha rumo ao ponto de ônibus, ainda com a sensação de estar sendo seguida. De repente ela sente um vulto olha pro lado e sente água gelada no seu pé.
Rosa: Você tah maluco? - perguntou ao francês que literalmente regava seus pés, mas com delicadeza, para não molhá-la muito.



Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=mUOWQ9slpZE&feature=player_embedded

Claude: Pardón é que uma cigana me disse para regar a flor mais linda que eu encontrasse. - disse olhando em seus olhos deixando Rosa mexida e sem palavras.- E disse para cuidar muito bem dela. Porque tem momentos que vale muito mais uma flor do que mil jóias - disse com um sorriso devastador, Rosa tenta se recompor, passou a evitar a olhar nos olhos do Francês que tinha nos lábios um sorriso doce e encantador, Rosa respira e tenta ser rude...
Rosa: pois acho que você tah muito ruim de mira viu? Por que eu não sou planta! - Mas quem disse que ela conseguiu ser rude com aquele Francês que se mostrava tão doce, um lado desconhecido por detrás do reclamão.
Claude: Pardón é que eu ainda nón conheci uma Rosa tón bela. - Rosa fica sem graça de novo, e não consegue evitar um sorriso tímido.
Rosa: Você fala isso só pra me deixar sem graça.
Claude: é já me falaram que a verdade incomoda. - diz cínico.
Rosa: Para seu bobo! - diz dando um tapinha no Braço de Claude.
Claude: Bom dia A mais bela Rosa do jardim desta manhã. - disse entregando uma Rosa que ele tinha ocultado até aquele momento. E dando um beijo suave e demorado no rosto de Rosa
Rosa: Para Rosa Uma Rosa com Amor – Leu o bilhete que tinha na Rosa, até que Rosa
percebeu que dentro da Rosa tinha algo que brilhava prateado, Rosa olha para Claude ele a incentiva com um sorriso a abrir a flor. Rosa puxa um colar de prata que tinha a metade um coração.
Claude: Reza a lenda que as pessoas que guardam esse colar nunca se esquecem uma da outra. - revelou mostrando a outra metade do coração que estava por dentro da sua camisa.
Rosa: Então você não quer me esquecer? – perguntou sentindo o perfume da rosa.
Claude apenas sorri.
Claude: vamos!?
Rosa: Calma aí! Como você me achou? - perguntou tentando disfarçar seu encantamento.
Claude: Eu te segui. - disse dando um sorriso e se afastando.
Rosa: Como assim me seguiu? Desde onde?- pergunta preocupada
Claude: Desde o cortiço. - disse tranqüilamente ainda andando sendo seguido por Rosa curiosa.
Rosa: Como você descobriu o cortiço? Você não conhece o Rio, como achou Realengo? - Claude responde com apenas um sorriso. - você tah me assustando.
Claude: Nón se assuste cherry, só quero que me perdoe por ontem hã?
Rosa: Mas eu já disse que te perdoei. - disse fazendo um carinho no rosto do francês que fecha os olhos ao toque de Rosa.
Claude: Mas nón me redimi hã?- disse dando um delicado beijo cheio de respeito e admiração em sua mão, Rosa fecha os olhos para senti-lo. Tudo parecia um sonho. Será que ela estava acordada ou ainda dormia? - se perguntava.
Rosa: Vamos às compras? - perguntou com um sorriso.
Claude: Vamos cherry. - disse apontando para um carro preto lindo que o Francês tinha alugado. Ele entra coloca o cinto sendo observado por Rosa, que já estava dentro do carro. Ela olhava fixo no horizonte até ser acordada pela voz de Claude.
Claude: Tudo bem?
Rosa: não podia ser melhor. - disse olhando enigmática para o Francês
Claude sorri e dá partida no carro
Claude entrou em várias lojas experimentou tantas roupas. Eles compraram de tudo para a temporada do Francês no Rio até uma Sunga de praia para ele curtir um pouco a beleza carioca. Estava tudo muito mágico Eles caminhavam pelas Ruas do Rio cheios de bolsas com muitos risos, ambos estavam sem graça um com outro, mas conversavam animados, brincavam, Claude estava se mostrando um amor deixando Rosa uma maria mole, e Rosa cada vez conquistava mais o carinho do francês.
Eles iam atravessar uma avenida no centro, quando Rosa avistou uma loja, bonita e elegante, vendia perfumes e jóias. Ela ficou pálida de repente e encarava friamente a loja.
Claude: Rosa tudo bem? Você ficou pálida!- perguntou já deixando as bolsas no chão e a abraçando com receio de que desmaiasse, pálida como estava parecia que não tinha uma gota de sangue em suas veias. Rosa não respondia era uma mistura de raiva e decepção que a dominaram de súbito.

NA França...


Fonte: http://www.valdosta.edu/europeancouncil/joom/images/Paris/Paris18.jpg

Sérgio chegou cedo na casa de Roberta, já haviam feito uma seção de fotos.
Roberta ria da ingenuidade do garoto e tinha que confessar aquilo a fascinava, Ele era doce diferente de todos os homens que ela já tinha conhecido. Ela a cada erro olhava para ela tímida como se tivesse cometido o pior erro do mundo, mas decidido voltava à cena. Eles ensaiaram tbm algumas cenas do filme, nesse momento que foi o auge de encantamento, ele era tão ingênuo, tão inseguro. Como uma criança que precisava de colo, mas ao mesmo tempo era firme e decidido, tinha talento, ela tinha que assumir ele tinha muito talento pra coisa, tinha um charme diferente especial. Hugo andava pela mansão a gritar com a produção:
Hugo: LUZ NA ROBERTA!!! NA ROBERTA CHARLES!!!
-LETÍCIA FILMA LA NIÑO HÃ?
- E ESTA MAQUIAGEM??? SAI OU NÃO HEIN?
Alabá ajudava a produção rindo da empolgação e da agitação do diretor.
Alabá: E olha que é só um ensaio hein? - comentou com um assistente.
Em outro canto da casa, Sérgio estava sentado no sofá com um olhar sem esperanças.
Roberta: O que houve hã? - se aproximou do rapaz
Sérgio: Nada não!
Roberta: vamos lá Sérgio, você não me engana. o que houve? pode me contar.
Sérgio: É que acho que não estou me acostumando ao ritmo sabe? Mas é o meu sonho não posso desistir fácil, mas tah difícil pra mim. Eu nunca fiquei longe da minha mãe e sinto falta, além das mudanças de fuso horário, clima, pressão atmosférica e psicológica, é mt coisa do dia pra noite sabe? - Roberta ria enquanto o rapaz desabafava.
Roberta: Mas essas coisas são assim mesmo Sérgio com o tempo você com certeza vai se adaptar, você é um rapaz inteligente eu confio na sua capacidade.
Hugo: yo ouvi bien? - intrometeu-se na conversa
Roberta: ouviu sim Hugo, eu vou fazer o filme com Sérgio, mas ele vai ter que passar pelo menos uns quinze dias aqui comigo pra poder se habituar com algumas coisas.
Hugo: Mas isso é muito bom!!!!!!!! Vamos comemorar!!!!!!!! - disse saindo indo pegar uma champanhe pra comemorar com a equipe. Sérgio estava tão feliz que não se continha.
Sérgio: Obrigado Roberta!- Disse beijando-lhe docemente as mãos, aquele gesto surpreendeu a atriz veterana, que sem ação o encarava encantada. Sérgio se uniu a equipe e comemorou tbm, enquanto Roberta ficou estática sentada no sofá como uma estátua. Alabá veio tentar lhe despertar:
Alabá: Tudo bem amiga?
Roberta: Claro, claro tah tudo bem. - mencionou devagar sem piscar, sem mover um dedo a não ser seus lábios.
Alába: Pobre Claude! - pensou enquanto observava a amiga que parecia enfeitiçada.
...
Rosa ainda estava parada sem ação olhando para a loja e uma lágrima de raiva escorreu pelo seu olho.
Claude: Rosa vc está me deixando preocupado hã?
Rosa nada respondeu apenas atravessou a avenida sem nem mesmo olhar para os lados, Claude pegou as sacolas e foi atrás da louca. Rosa ficou parada por uns instantes em frente à loja Claude chegou do outro lado da pista ofegante, Rosa fria lhe pediu para esperá-la pq não iria demorar, ele contragosto concordou. Rosa entrou, e Claude a observava de fora, mas não desgrudava o olhar da moça aflito e confuso.
Rosa entrou e ficou frente a frente a uma mulher, elas se encaravam como dois leões prestes a disputar uma caça, mas nada falaram uma para outra. Rosa aguardou um homem voltar de dentro da loja, quando este lhe viu, ficou imóvel, sua boca tremia. Seus olhos não acreditavam, sua expressão mostrava o desespero e tristeza que sentia.
Rosa: acho que precisamos conversar. - falou encarando-o nos olhos, fazendo aquele homem forte e saudável, se sentir um rato e fraco.


Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=d2sXbFKJfkk&feature=player_embedded

Júlio: Rosa...
Mulher: ele não tem nada pra falar contigo!
Rosa: ninguém te chamou o biscate!
Mulher: olha aqui sua...
Júlio: FERNANDA! - chamou a mulher que estava novamente frente a frente à rival encarando-a como uma leoa que guarda seus filhotes, Rosa a encarava com toda a mágoa e fúria que tinha dentro de si.
Júlio: Fernanda, por favor, nos deixe a sós.
Fernanda: Mas..
Júlio: por favor!
Rosa: pq vc fez isso comigo? - perguntou já não contendo as lágrimas.
Júlio: Rosa eu...
Rosa: Que você terminasse comigo! falasse que não me amava mais...
Júlio: Mas eu te amo
Rosa: MAS QUE DROGA DE AMOR É ESSE?
Júlio: a história é muito mais complicada
Rosa: você tem razão é sim muito mais complicada, mas pq VC a complicou Júlio. não custava nada me falar, mas não você nem ao menos me falou algo. Você simplesmente me abandonou. Você sabia que era o meu sonho, era o sonho da minha família... você conseguiu transformá-lo em um pesadelo.
Júlio: Rosa era preciso
Rosa: PRECISO? Era preciso você conversar comigo, me contar o que estava acontecendo! Eu sou uma humana não uma cachorra pra ser abandonada na porta da igreja.
Júlio: Ela tah com câncer - Rosa ficou muda com a revelação, mas logo se recompôs
Rosa: isso não é justificativa!
Júlio: A família dela não tinha dinheiro e minha mãe só deixaria a ajudaria se me casasse com ela.
Rosa: Ah é! Então a sua mãe não queria que me casasse com você pq sou pobre, e te faz casar com outra pobre, me poupe Júlio! - Disse já pegando suas coisas e saindo, mas ele a puxou pelo braço.
Júlio: Eu não podia deixá-la morrer.
Rosa: pois bem! Ela não morreu! Quem morreu pra vc fui eu!
Laura: Meu Deus que gritaria é essa na minha Joalheria? Ah tinha que ser você! É favelada mesmo aff!
Rosa: Fique tranqüila Laura a favelada já vai. - Claude observava a cena com tristeza e um ciúme que tentava controlar até que decidiu ajudar.
Claude: Cherry onde se meteu hã? - disse dando lhe um beijo caloroso e apaixonado, deixando Laura de boca aberta e Júlio com o choro preso na garganta, choro de raiva, ciúme, choro de culpa também.
Rosa não se importou com o beijo, não entendeu a sua própria reação, mas aquele beijo lhe deu uma sensação de satisfação. Que homem mágico, Eles se afastaram pouco a pouco um do outro Rosa e Claude se encaravam apaixonados.
Júlio: Está conseguindo sua vingança com louvor! - disse sem controlar sua lágrima- agora saiam daqui! AGORA!
Claude: Calma mon ami, os brasileiros são sempre assim?hã?
Rosa: não mon amour, não julgue um por todos hã? Existem umas raças mesquinhas venenosas, sim- disse encarando Laura que continuava estática olhando para Claude - Mas nada que o butatan não dê jeito. Vamos amor vamos esse ar esta me sufocando.
Claude: Claro cherry- deu lhe um selo demorado e pegou as sacolas e se retirou.- o que é Butantã?
Rosa: (rindo) vamos que eu te explico lá fora o ar aqui está insuportável.
Laura: vc viu? ...vc viu? - repetia freneticamente, Júlio num ápice de fúria deu um soco no vidro do mostruário de alianças que se espatifou e só se ouvia o vidro cair no chão, Laura olhava pra fora ainda sem acreditar no que vira e Júlio chorava no chão da loja sendo observado por Fernanda que deixava lágrimas escorrerem pelo canto dos olhos.
Fora da loja
Rosa: Obrigada Dr. Claude!! O Senhor foi muito gentil em me ajudar.
Claude: Eu nón mereço nem um beijinho nón? - diz fazendo dengo
Rosa: Dr. Claude, eu queria deixar claro que...
Claude: Claude, por favor, e você não precisa deixar nada claro, hã? - disse prendendo as mãos de Rosa carinhosamente e dando um leve beijo nelas. - eu sei e te entendo, hã? Você é uma mulher muito especial Rosa! - disse enxugando uma lágrima que ainda estava em seu rosto. - não merece chorar por nenhum homem. - disse com um carinho e admiração no olhar que Rosa jamais vira, Rosa estava encantada, mas a realidade lhe acordava, ela olhava aquela loja e percebia como se apaixonar podia ser doloroso, não ela não podia se apaixonaria de novo, não assim tão rápido.
Rosa: Bem já tah na hora do almoço eu acho melhor eu ir pra minha casa.
Claude: tudo bem, eu te levo. - disse entrando no carro guardando as bolsas e esperando Rosa também entrar, cada momento daquele dia era mágico, mas depois daquele inesperado encontro a magia causava medo, Rosa estava se entregando muito facilmente a um sentimento que a machucou muito, talvez fosse um aviso dos céus aquele encontro, para se lembrar da promessa que fez a si mesma. Ela entrou no carro alugado pelo francês e colocou o cinto de segurança, por fim olhou para loja, mas dentro de si não tinha mais aquele peso no coração, este tinha ficado dentro da loja, ela voltou leve, muito mais leve, como se tivessem tirado um peso de suas costas, ela precisava rever Júlio, precisava falar aquilo que ela falou, mas agora já não fazia diferença nenhuma, Claude tinha a ajudado, Claude tinha a apoiado. Ela olhou para o Francês que lhe lançou um sorriso devastador e sincero.
Claude: Vamos?
Rosa: Vamos!

EM Paris...
Todos já haviam se retirado da residência da atriz, só ficaram ela Sérgio e sua fiel escoteira Alabá. Roberta estava sentada no seu confortável sofá, Sérgio estava em uma outra ponta pensativo. Alabá logo se apressou em deixá-los sozinhos, Roberta tinha que trabalhar e precisava de espaço para suas idéias fluírem, Sérgio já estava ficando incomodado de tanto ser observado de longe pela atriz, que lhe analisada friamente.
Sérgio: Fala Roberta que tanto vc me olha com essa cara?
Roberta: Nada não menino Sérgio estou de estudando.
Sérgio: hum... sei... posso te estudar também?
Roberta: À vontade afinal seremos o par romântico do ano, não é mesmo? A crítica do tapete vermelho já está de olho na gente hein? fique atento no que você faz nas horas extras. -disse rindo
Sérgio: não faço nada de interessante, não ainda- disse olhando para ela com um ar de mistério
Roberta: agora eu é que te pergunto que cara é essa?
Sérgio: nada não só estou te estudando. - disse e saiu rindo deixando Roberta assustada e surpresa, ela tava gostando daquele joguinho não declarado, Sérgio tinha um charme próprio, e uma doçura que ela não conhecia,.
Roberta: é esse menino ainda vai me dar trabalho. - pensou alto e com um sorriso indiscreto.
Sérgio: Você não vem??? Não vamos fazer os exercícios corporais lá fora?- Disse ao voltar do jardim
Roberta: Claro!!! Vamos fazer nossos exercícios, estou mesmo precisando de me exercitar.
Sérgio: não sei por quê? vc está em ótima forma.
Roberta: bem, se a intenção era me deixar sem graça, conseguiu com louvor.
Sérgio: é eu tenho essa mania mesmo, de deixar as mulheres sem graça.
Roberta: Além de tudo é galanteador?
Sérgio: só nas horas vagas
Roberta: Ai meu pai aonde eu fui me meter?
Sérgio: Fica tranqüila eu estou só brincando eu sou um rapaz respeitador - diz fingindo ficar sério, mas depois volta a rir
Roberta: você é divertido... gosto desse seu jeito esportivo de levar a vida...você tem uma alma jovem e boa ...acho que vamos nos dar muito bem nesse trabalho
Sérgio: Meu sexto sentido masculino diz que vamos sim - brinca
Roberta: sexto sentido masculino???
Sérgio: Ou você acha que só as mulheres que tem intuição?
Roberta: não claro que não! E o que o seu sexto sentido fala sobre a minha personagem e o Tavinho?
Sérgio: que eles têm grande probabilidade de serem felizes... juntos - disse sério olhando nos olhos da atriz provocando um clima quente entre o casal.
Roberta: Você acha?
Sérgio: uhum e o que a sua personagem pensa do meu personagem?
Roberta: que ele é diferente de tudo aquilo que ela já conheceu.
Sérgio: e isso é bom?
Roberta: é sim - diz com um sorriso sem graça- é muito bom, agora vamos trabalhar?
Sérgio: vamos!

Na loja Júlio ainda chorava, Fernanda ainda o observava e Laura ainda estava passada, só acreditou de fato quando viu Rosa e Claude saírem no mesmo carro.
Laura: Filho! Filho! Você viu com quem aquela corticeira golpista estava? - disse sem perceber as lágrimas do filho. - Júlio? Júlio? JÚLIO!!! EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ ESTÁ CHORANDO POR CAUSA DAQUELA LARGATIXA DA ROSA?
Júlio: Não fale assim da Rosa! - alterou a voz
Laura: EU TE PROIBO DE CHORAR POR AQUELA CORTICEIRA!!!E AINDA MAIS DE DEFENDÊ-LA NA FRENTE DA SUA NOIVA!
Júlio: Você que provocou isso tudo mãe, FOI VOCÊ!!
Laura: isso chora seu bobo! Chora pela integra e pura Serafina Rosa Petrone, que está lá se divertindo com o Noivo da sua Prima Nara! Aquele que você viu agarrando Sua ex golpista era simplismente Claude Antonie Geraldy, noivo da sua prima Nara. Ainda vai ficar aí chorando por causa dela? - Júlio ficou atônito com a revelação da mãe, saiu desnorteado pela rua, Nesse momento eufórica Fernanda sai de onde tentava se esconder e ameaça ir atrás de Júlio, mas Laura a impede, suas lágrimas molhavam seu rosto agora com mais intensidade.
Laura: calma querida deixa ele!!! Ele vai quebra a cara e depois volta. -disse com raiva da atitude do próprio filho, como ele poderia ter ficado tão cego por aquela mulher.
Fernada: D. Laura eu não sei não! eu to com medo, e se ele descobre que não tem doença nenhuma e que eu também não sou pobre? Ele nunca vai me perdoar D. Laura, ele nunca vai nos perdoar! - ela declara entre lágrimas de desespero, e cai nos braços da sogra.
Laura: calma minha filha calma que eu não vou te deixar sozinha nessa.
Fernanda: e o que você vai fazer.
Laura: você verá! - e ela entra na loja misteriosa, com uma ar enigmático deixando a nora preocupada, Fernanda queria correr atrás de Júlio e dizer toda a verdade, mas seu medo de perdê-lo a conteve.


quarta-feira, 9 de março de 2011

BARRIGA DE ALUGUEL - PARTE 10 - AUTORA: ANNIE WALKER

No hotel...
Frazão estava já dormindo na sala de espera do hotel onde Claude estava hospedado. O francês chega com uma cara de cansado e cheio de sacolas.
Frazão acorda e vê o amigo cheio de sacolas e não perde a piada:
Frazão: Mon ami, é por isso que você demorou tanto? A mocinha tava fazendo compras no shopping?
Claude: Ô Frazon que tal você ir treinar com as passistas do sambódromo, hã?
Frazão: Eu também estou muito feliz em te ver, mon ami, até porque eu passei o dia todo te esperando aqui e esses gorilões me olhando estranho.
Claude: Você nón se hospedou?
Frazão: Não deu tempo de fazer uma reserva, vou me hospedar num hotel aqui perto. Mas, me diz algo sobre esse furacão que você conheceu hoje. Me deixou curioso. É alguma gata.
Claude: Vamos subir que eu te conto lá em cima, hã?
Frazão sobe empolgado, já imaginando que o amigo tinha história pra contar.

Enquanto isso...

No cortiço...
Amália: A Serafina não veio almoçar.- disse, sozinha e preocupada. – será que aconteceu alguma coisa com aminha menina, santo Antônio? Sabe? Eu sinto que a minha menina tah amadurecendo. Pena que de maneira tão triste. –Ah, meu Santo Antônio, coloca um homem bão na vida da minha Serafina. Um homem que a ame, que cuide dela. E que faça ela esquecer esse farabuto do Julio. Ele foi tão mal com a minha Serafina, Santo Antônio. Mas, Deus vai dar o que é dele. - dizia para o seu santo predileto da cozinha.
Terezinha: Mãaaaaaaaaaaae, o Dino arrancou a cabeça da minha boneca!!!!!!!!!!!!!!! - grita do andar de cima
Amália: Santo Antônio, eu vou lá, mas, cuida da minha menina, tah? Das duas neh? Por que também tem a Terezinha que é nova ainda, mas já está se engraçando com o Milton que eu sei, neh?
Terezinha: Mãaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaae.
D. Amalia se benze e sobe para ver as crianças.
No quarto do Claude...
Claude: Frazón, eu preciso que você me ajude a me redimir com uma mulher.
Frazão: Como assim? Foi o tal furacão que você conheceu hoje?
Claude: É, pois é. Eu fui um pouco grosso com ela hã? E também a ofendi.
Frazão: Quero novidade! Você sabendo se dar com as mulheres não é novidade pra mim. Esse seu jeito grosso. Acho que é disso que elas gostam. Hehehe.
Claude: Elas gostam é do meu tipão europeu, boa pinta, galã. – fala, fazendo charme.
Frazão: Galão você quis dizer, neh? Kkkkkkkkkkkkk
Claude: Vai plantar moeda no chumbo pra ver se nasce pé de Euro, Frazón!
Frazão: Tah bom! Boa sorte com o seu furacão. – responde, indo em direção à porta.
Calude: Ô Frazon, vc vai aonde?
Frazão: Você acabou de me expulsar, Claude!
Claude: Mas não é pra ir, dá pra me ouvir?
Frazão: Eu tenho escolha?
Claude: NÓN.
Frazão: Então, diga, francês.
Claude: Amanhã, eu vou passar o dia com ela de novo.
Frazão: Pobre Roberta, deve tah com uma enxaqueca.
Claude: Nón me lembre de Roberta, nem de Nara. Pelo menos enquanto eu tiver aqui no Brasil, hã?
Frazão: Como assim, francês? Não quer ouvir da sua noiva, nem da sua amante?
Claude: Roberta ainda não é minha noiva, nem Nara, minha amante.
Frazão: Disse bem, ainda...
Claude: Eu nón quero falar nelas, na verdade nón quero falar em mulher nenhuma, hã?
Frazão: Claude, eu acho que tem médico de plantão, eu vou lá chamar.
Claude: Pra que?
Frazão: Você só pode estar delirando!
Claude: Eu nón to delirando. Eu ofendi uma moça que nón merecia e quero me redimir. Só isso, hã? E enquanto eu nón me sentir bem com ela, eu nón quero saber de ninguem e de nada, hã?
Frazão: Claude??? Você tah ouvindo o que você tah falando?
Claude: Tô. Quero dizer, eu acho que tô. Ai, Frazon, minha vida tah muito doida de um tempo pra cá. Eu já nón sei o que fazer, hã?
Frazão: Meu amigo, você tem que parar de ser impulsivo.
Claude: Primeiro me aparece Roberta, eu gosto dela hã? E ela me caiu como luva pra poder me livrar de Nara. E depois me vem Nara com seus chiliques de mulher. Agora esta proposta de franquia aqui no Brasil. Eu confesso que eu até que estava gostando da idéia de casar com Roberta. Ela é o tipo de mulher perfeita, mas depois de hoje...
Frazão: O que tem depois de hoje?
Claude: Eu tenho a sensasón que conheço aquela mulher de algum lugar. É uma coisa estranha que sinto quando fico perto dela, entende, Frazon, eu gelei. O cheiro dela, o jeito dela, o olhar dela. Teve um momento que me deu vontade de pegá-la e protegê-la do mundo.
Frazão: Pronto...acabou... se escafedeu!
Claude: Hã?
Fazão: Você tah apaixonado, mon ami. Amor la primeira vista!
Claude: APAIXONADO??? Fumou alguma coisa??? Você tah maluco? Isso nón é amor, nón é ...é ... sentimento de culpa, hã? Por que eu ofendi a moça que nón merecia.
Frazão: E desde quando culpa faz os olhos brilharem.
Claude: Que olhos que brilharam, Frazon? É culpa sim, hã? Por a ter beijado, a agarrado sem pedir permissón, por ter sentido seu perfume. – disse, fechando os olhos e relembrando dos momentos daquele dia.
Frazão: CLAUDE?????????
Claude: Non grita, Frazon!!!
Frazão: Você tava aí viajando, Claude. Tive que te acordar,neh? Vem k... tenho que conhecer essa mulher. Ela deve ser uma  Afrodite personalizada, neh? Pra te fisgar de primeira...
Claude: Que mané Afrodite, Frazon. Olha você vai me ajudar ou nón.
Frazão: Em que?
Claude: A fazer uma surpresa pra D. Rosa amanhã?
Frazão: Então o nome da deusa é Rosa? Kkkkkkkkkkkkkk. LOGO VC QUE TEM ALERGIA A ROSAS. kkkkkkkk
Claude: E ainda tenho, hã? Eu acho.
Frazão: Então, tem uma rosa específica que não te causa alergia, neh? Essa eu preciso conhecer. Hahahha Vou te ajudar sim, mas só depois que você me contar tudinho o que aconteceu hoje, francês.
Claude: Bien, eu tava andando pela rua, quando vieram umas três doidas que estavam na frente do jornaleiro, hã? Aí elas começaram a correr atrás de mim e....


Fonte: http://youtu.be/ACg4OxVDr_w

Joana: Ô D. Pepa, que cara é essa, hein? Tah tão tristinha.
Pepa: Não é nada não, D. Joana.
Joãozinho: È porque o Seu Afrânio voltou com a namorada dele. – disse, ainda brincando com a irmã.
Miriam: JOÃOZINHO????
Pepa: Mas que menino mais atrevido! Aonde se viu? Eu, logo eu? Ficar triste por causa daquele pingüim de geladeira. – fala, saindo com raiva.
D. Joana e as crianças ficam a rir.

Rosa chega em casa. Dino e Terezinha estão assistindo TV, S. Geovane já foi dormir. Rosa tenta passar despercebida e subir.
- Por que a senhora não avisou dizendo que não ia vir almoçar? E por que ligaram tantas vezes da sua loja perguntando por você, Serafina? – disse, D. Amália em tom firme. Rosa, ao ouvir sua mãe, se vira lentamente e a encara procurando uma resposta plausível.
Amália: Terezinha e Dino vão dormir que já tah na hora.
T e D:Ah, mãe!
Amália: Anda, vão dormir.
As crianças sobem resmungando, mas sobem.
Amália: Então, D. Serafina Rosa Petrony, acho que nós duas precisamos conversar, hã?

No hotel...
Frazão: Mas porque a Talita não falaria onde essa tal Rosa mora?
Claude: Porque elas nón se dão muito bem Frazon.
Frazão: Então, não tem como eu adivinhar, neh mon ami?
Claude: Espera, hã? Tem uma outra moça que trabalha lá. Acho que o nome dela é Silvia. Ela pode nos ajudar.
Frazão: Mas, como você quer que eu ache essa tal de Sílvia sem falar com a Talita?
Claude: Liga para essa sua prima, hã?
Frazão: Não acredito que você nem olhou pra minha prima, Claude? Ela é a maior gata! Mon ami, estou ficando preocupado com você, hein?
Claude: Realmente, ela é muito bonita.
Frazão: MUITO BONITA? – perguntou incrédulo. – A Talita é linda, mon ami, aqueles olhos azuis dela, hummm... e olha não é pq é da família não, mas tem muito gavião que é doido pra ficar com ela.
Claude: Bom pra você hã, Frazon?- diz, impaciente- Agora dá pra ligar pra sua prima e descobrir o nº da tal amiga de Rosa, hã?
Frazão: Essa Rosa vai ganhar o prêmio de feiticeira do ano!
Claude: Por que Frazon? – perguntou, impaciente e revirando os olhos
Frazão: Porque ela conseguiu enfeitiçar o francês mais turrão do mundo.
Claude: Frazon, vai ver se eu fui pra Marte plantar pé de feijón, hã?
Frazão: A Nasa disse que não...hahahha
Claude: Engraçadin, hã? Em primeiro lugar, D. Rosa nón é nenhuma fenticeira. Em segundo, eu NÓN TO APAIXONADO POR ELA, HÃ?
Frazão: Sei... eu te entendo, Claude...Assumir é horrível, neh?
Claude: Será q nón posso te contar nada, Frazon. Eu simplesmente tô com pena de D. Rosa, hã? Eu a tratei mal e você já sabe o que aconteceu com ela, hã?
Frazão: Triste essa história, neh? – fala, pensativo ao ser lembrado da história do casamento de Rosa. – Sabe que quando eu vim aqui no Rio, na última viagem eu também conheci uma Rosa, ela ia se casar no dia seguinte, pelo menos foi o que ela me falou, neh? Ela era linda viu? Uma deusa com aquele biquini na praia...hummmmmmm... Ela tava com um povinho engraçado fazendo piquenique na praia kkkkkkkkkkkkk
Claude: Piquenique na praia? –disse com desdém e acompanhando o amigo na gargalhada.
Frazão: Será que é a mesma Rosa?
Claude: Nón existe só uma Rosa no Rio, neh Frazon?Agora se concentra e liga para sua prima, hã?
Frazão: Tah bom Francês!

Frazão liga para Talita, inventa que Claude esqueceu o celular na loja e que a tal Silvia tinha encontrado e ligou para ele, mas a bateria acabou e não deu pra continuar a falar e então pediu o nº da funcionária, já que Claude não queria que Talita ficassse sabendo que ele queria, na verdade, era falar com Rosa. Talita argumentou dizendo que ela mesma entregava o celular, mas Frazão a cortou, falando que era urgente e precisava falar com Silvia para tomar uma certa precaução, alguma coisa particular disse no intuito de Talita não conseguir argumentar de novo. A contragosto, ela dá o numero do telefone da amiga de trabalho.
- Mas se eles estiverem aprontando alguma coisa e pensam que eu não vou ficar sabendo eles não me conhecem – pensou Talita ao desligar o telefone.

No cortiço...
D. Amália: Então, Fina, me fale o que aconteceu hoje!
Rosa: Mãe...
Amália: Serafina, por favor, não minta, eu não confiaria de novo em você se mentisse para mim. – disse séria. Rosa sente um calafrio nas espinhas.
Rosa: Tudo bem, mãe! Eu também to precisando muito conversar com alguém. Às vezes, acho que vou enlouquecer mãe. – diz, já chorando.
Amália: Não chora, Fina! – fala, abraçando a filha, D. Amália se fez uma ouvinte atenta da filha enquanto Rosa contava em parte tudo o que havia acontecido com ela, claro, omitindo a parte dos beijos e amassos básicos. Contou também dos sonhos, mas claro que não contou as partes que a deixavam constrangida. Contou de Talita que a infernizava a vida e que já estava ficando sem paciência com tanta inveja. Rosa lembrou à mãe que Talita era apaixonada por Júlio quando Rosa começou a namorar com o arquiteto de família rica e que agora a companheira de trabalho a colocava de novo como rival e já havia declarado uma nova guerra.
 Rosa: Não tenho forças, mãe... não tenho mais forças mais para lutar, sabe? Eu to fraca, me fazendo de forte. – diz deitada no colo aconchegante da mãe que fazia cafuné enquanto a ouvia.
Amália: Ai, minha filha, tenha força, viu? Tudo vai dar certo! Você tem que pensar positivo que tudo vai dar certo, hã?
Rosa: Mãe, eu preciso da sua ajuda. – disse se levantando rápido do colo da mãe.
Amália: Em que?
Rosa: Eu preciso que a Senhora me ajude a enrolar o papai amanhã.
Amália: Como assim? – disse, se levantando assustada, ficando frente a frente com a filha.
Rosa: É que eu fiquei de ajudar o Claude a terminar de fazer as compras dele e...
Amália: O seu pai não vai gostar disso!
Rosa: Eu sei.
Amália: E com razão! Fina, ouve a sua mãe. Cuidado, filha, com esse tal de Dr. Claude pq ... pq você já...
Rosa: Me decepcionei de mais?
Amália ficou em silêncio. Um silêncio pesado. Um silêncio consentido.
Rosa: Eu sei, mãe...o Dr. Claude... ele é só.. só um amigo. – ela termina a frase com um suspiro conformado.
Amália: Eu não gosto de mentir para seu pai.
Rosa: Mas se ele souber que eu vou sair com um homem sozinha... antes tinha o Sérgio pra ir comigo... Mas ele viajou!
Amália: Leva a Terezinha!
Rosa: Levar a Terezinha? – perguntou incrédula.
Amália: Sim! Assim eu não minto para o seu pai e fico mais tranquila, hã?
Rosa: Mas, mãe...
Amália: Está decidido. Amanhã eu converso com o seu pai e com a sua irmã. Agora eu vou dormir porque eu estou cansada, hã? Bona note bambina... Deus te benedicta! – diz fazendo o sinal da cruz na testa da filha e subindo as escadas em direção ao seu quarto.
Rosa cai pesadamente sobre o sofá, respira fundo.
– Talvez seja melhor! Assim eu tenho certeza que vou me controlar. Meu Deus, me ajuda a ser forte! - pensou Rosa.
Depois subiu para dormir, pois estava exausta do dia que teve.

Amanhece...



No cortiço...
Rosa acorda às 9 horas, Dino já tinha ido para o treino de futebol, sua mãe voltava agora da missa das 8:00 e S. Geovane havia saído para resolver problemas do cortiço. Rosa se senta à mesa para o café da manhã. Terezinha estava comendo uns biscoitos, quando D. Amália entra pela porta da cozinha.
Amália: Bom dia, minhas bambinas!! – fala, voltando feliz da cerimônia e dando um beijo na testa de cada filha.
Terezinha: Bom dia, mama, mas que felicidade é essa, hã?
Amália: O pe. decidiu fazer uma jantar de Natal.- estou tão feliz vai ser tão bom. – Ah, Terezinha se arrume que você vai sair com a sua irmã, hã?
Terezinha: E nós vamos aonde?
Rosa: Fazer compras.
Terezinha: Oba!!
Rosa: Mas não é pra gente não, bobinha, é que tem um cliente lá da loja que me pediu pra ajudá-lo a comprar umas roupas que não tinha na nossa loja.
Terezinha: Hum... sei... e ele é bonito?
Rosa: Terezinha? Isso é trabalho, hã?
Terezinha: Ele vai te pagar?
Rosa: Não.
Terezinha: Então não é trabalho.
Rosa: Mas ele é meu cliente e meu amigo também.
Terezinha: Sei... e qual é o nome dele?
Rosa: É...é... – Rosa fica insegura de contar o nome do “amigo” para a irmã que sabia de seus sonhos.
Terezinha: Diz logo!
Rosa: É Claude! – disse de uma vez, fazendo a irmã engasgar com os biscoitos.
Amália: Vamos parar com essa conversa, hã? Se seu pai ouve vai pensar besteiras. Vá se arrumar logo, Terezinha, e você também, Rosa, não quero que voltem tarde, na verdade, quero vocês aqui para o lanche da tarde, hã?
Terezinha: Pra já. –  fala, subindo para se arrumar, sendo seguida por Rosa.
Amália: Ai, meu santo Antônio, eu fiz a coisa certa deixando Rosa ir se encontrar com esse tal Dr.? – perguntou angustiada ao seu Santo de devoção.

No quarto..
Terezinha: Rosa? – chamou baixinho.
Terezinha: Rosa, eu queria ver o Milton.
Rosa: E Kiko?
Terezinha: Rosa, às vezes, parece que você não pensa hã?
Rosa: Mais respeito, mocinha!
Tereziha: Rosa você me deixa na casa do Milton e vai fazer as “compras” com seu “amigo” à vontade! – disse fazendo gestos de aspas quando falou as palavras compras e amigos.
Rosa: Em primeiro lugar, ele é só meu amigo mesmo, na verdade nem amigo, colega, conhecido. Na verdade, talvez nem isso. Eu só falei que era meu amigo para a mãe não falar nada.
Terezinha: E você mentiria por causa de qualquer um?
Rosa: Ele também não é qualquer um, hã? Mas eu não sei... Aí eu prometi que ia ajudá-lo e vou. Pronto.
Terezinha: Tah bom... só ajudar por ajudar?
Rosa: Não.. quero dizer, sim... ô Terezinha??!



Terezinha: Ô Rosa, assume esse tal Claude mexeu contigo!
Rosa: Terezinha, isso é coisa da sua cabeça!
Terezinha: Não é não! Eu até tava pensando que você tava ficando piradinha com esses sonhos, fui até falar com o S. Pimpinoni. Mas agora vejo que não.
Rosa: Você contou meu sonho pro S.Pimpinoni?
Terezinha: Uhum.
Rosa: Tudinho?
Terezinha: Uhum.
Rosa: Como que você conta assim meus sonhos para o S. Pimpinoni sem me pedir permissão?
Terezinha: Ai, Fina, eu tava preocupada contigo. Você depois... do que aconteceu nesses sonhos piorou!
Rosa: Agora que está feito, o que ele disse? – perguntou, envergonhada.
Terezinha: Ele nada, quem me falou foi o Arlequim.
Rosa: Ah, é? E o que ele disse?– perguntou, interessada.
Terezinha: É. Ele falou que isso pode ser coisa de... - Terezinha fez cara de mistério afim de deixar a irmã nervosa.
Rosa: De que, Terezinha? Fala logo!- pediu, ansiosa e impaciente
Terezinha: de alma gêmea.
Rosa: Alma gêmea?- perguntou confusa.
Terezinha: Já pensou que esse tal Claude talvez seja sua alma gêmea, por isso que você não conseguiu casar com o Júlio.
Rosa: Pára de graça, Terezinha! – reclamou, enquanto a irmã ria.
Terezinha: Mas, é sério, Rosa. E se você e esse Dr. forem as metades da laranja, hein? Já pensou?
Rosa: Eu nem conheço direito esse senhor E essas histórias de alma gêmea são coisas que só dão certo em novela. A vida real...- suspirou por um minuto e completou, conformada - a vida real é bem diferente. Agora chega de parola e vai tomar seu banho, hã? Vai! Vai!
Terezinha foi se arrumar rindo e deixou Rosa sozinha.
Rosa sentou pensativa na sua cama e lembrou das palavras da sua irmã.
Terezinha: Já pensou que esse tal Claude talvez seja sua alma gêmea, por isso que você não conseguiu casar com o Júlio.
Rosa dá um suspiro e se lembra do momento mais doloroso de sua vida.
Júlio: Desculpa, Fina, eu não posso! – Disse dando um beijo em sua testa e em seguida correndo de encontro da mulher e fugindo com ela, deixando Rosa sozinha, abandonada, incrédula no altar, sem conseguir se virar e encarar a igreja lotada.
Rosa não impede a lágrima que há muito já teimava em querer sair, mas não conseguia.
Ela fecha os olhos, respira fundo, olha pro seu celular, que estava do seu lado na cama e lembra...
Rosa: Olha aqui, seu...- e o telefone de Rosa começou a tocar.
Rosa não conseguia pegar o telefone que estava no seu bolso da calça. Claude olhou pra ela, pedindo permissão para pegar o aparelho. Ela, a contragosto, permitiu. Quando Claude a abraça, sem querer (eu acho, neh?), nesse momento, entra mais gente no vagão, mas dessa vez é Claude que é empurrado contra o corpo de Rosa, fazendo eles ficarem quase dentro um do outro e Rosa acabou indo para dentro do terno de Claude.
Rosa e Claude gelam, mesmo estando tão quentes pelo aperto do local. Claude respira fundo e sente o cheiro do cabelo de Rosa, ele fecha os olhos e aspira aquele cheiro como se fosse acabar. Rosa, que estava pressionada contra o tórax masculino, sente o cheiro amadeirado que vinha da camisa que o francês tinha por baixo do terno. Claude, ao pegar o celular, se aproveita para sentir o cheiro do pescoço de Rosa. Por puro instinto, ele já não conseguia controlar seus impulsos. Rosa, ao sentir a barba por fazer do francês roçar em seu pescoço, sente um arrepio e não consegue disfarçar o suspiro que deu sem querer.
Rosa: O que você tah fazendo? - disse de olhos fechados, forçando um tom áspero, mas o que saiu foi uma súplica.
Claude: Nón sei. – disse, sem parar de beijar o pescoço moreno.
Rosa: Me solta, seu tarado! – fala, tentando se livrar dele enquanto seu corpo pedia “BIS!BIS!”
Claude: Nón posso! – Num impulso súbito, ele segura o rosto feminino e o beija com vontade, com uma intensidade que jamais beijara antes, a segurava como se fosse fugir. Rosa, sem conseguir se controlar mais, retribui o beijo com a mesma intensidade, o puxando pelo pescoço, como se ele a fosse soltar.
Terezinha: Mas, é sério Rosa. E se você e esse Dr. forem as metades da laranja, hein? Já pensou?
Rosa: Será? - falou sozinha, mordendo os lábios e com uma feição enigmática.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

FIC DA URCA - VERSÃO DA BEKA MOREAU - PARTE 31 (FINAL)

Os dois próximos dias foram eternos, ninguém agüentava mais, eles só se viam no horário das refeições, eles de um lado, elas do outro, era impossível resistir e em poucos dias eles seriam uns dos outros, mas se consolavam ao lembrar da clássica fala de Bela Swan: “Nós temos um ao outro para sempre!” (by Crepúsculo), então eles “tentavam” se controlar...
Toda família Aliere e a família Abdul Rauf estavam reunidas para o grande dia. Suas meninas, princesas do Oriente, frutos do harém, flores do Líbano iriam se casar com homens que pertenciam à linhagem, isso era motivo para muita festa, o único imprevisto era do casamento se passar em Salvador. As malucas queriam por que queriam casar na Ilha de Itaparica...




Tds estavam presentes na festa, até alguns que Claude e Frazão não gostariam de conhecer, os ex de suas amadas, incluindo os amigos de farra, cantoria e carnaval... Ivete se comprometera a cantar a música da entrada do casal, apesar da família esperar um típico casamento muçulmano, mas elas são imprevisíveis demais pra isso... O casamento foi mais uma declaração de amor pública, como tantas outras que eles já tinham feito, só que agora diante daqueles diante dos quais se tornavam agora responsáveis por fazer a felicidade de suas prometidas...

Vestido de Alabá...



Vestido de Kira...




Claude e Frazão estavam a lá par de jarros, digamos que eles não tinham mta paciência pra escolher roupa...




Maquiagem Kira e Alabá respectivamente...






O lugar estava perfeito, organizado e escolhido a dedo por Khalid (filho)...
Esse casamento não teria valor nem religioso, nem legal, pois afinal quem estava realizando era Bel (Chiclete com Banana)...
Ao som de Se eu não te amasse tanto assim – Ivete Sangalo (Em homenagem a Juba), elas entram por entre as tochas, Kira com seu Geovanni e Alabá com Abílio...




G: Cuida bem da minha filha, ouviu, seu farabuto!
B: Seu Geovanni, por favor!
G: Ah, vc nem é padre!!!
A: Tio Geovanni, comporte-se
G: Tá, mas é só pq hj é seu casamento e da minha flor!
Ab: Por Alá, Geovanni cala a boca.
G: Dio te benedica,  filha!
Seu Geovanni arranca risos dos convidados e Bel prossegue com a cerimônia...
B: Estamos aqui reunidos para celebrar o casamento de Kira e Claude e Alabá e Frazão, ô povim de nome estranho, ops, sim... Hoje vocês estão entrando para uma instituição sagrada, mas por causa do pecado, com muitas dificuldades e desafios. Vocês deverão aprender a ganhar com os erros um do outro. Hoje gostaria de oferecer o princípio básico sobre como ter um casamento feliz. Em apenas um texto da Bíblia temos os princípios fundamentais de um matrimônio maduro, não sem conflitos, mas capaz de resolvê-los de forma sábia e construir um relacionamento maduro. GÊNESIS 2:24 "POR ISSO, DEIXA O HOMEM PAI E MÃE E SE UNE À SUA MULHER, TORNANDO OS DOIS UMA SÓ CARNE". O primeiro passo e um dos mais importantes no casamento não é o unir-se, mas o deixar... Deixar pai e mãe é tão importante, que ele vem em primeiro lugar no texto bíblico. Hoje, os grandes conselheiros matrimoniais confirmam a importância desse ato e descobriram que muitos casais são infelizes, imaturos e até se separam por não conseguirem deixar pai e mãe. O deixar pai e mãe pode ser estudado em pelo menos três aspectos: deixar físico, financeiro e emocional. I - DEIXAR FÍSICO: "Quem casa quer casa!" Esse ditado é uma jóia da sabedoria. Rsrs II - DEIXAR FINANCEIRO: O casal precisa ter independência financeira. Mesmo que viva em condições mais humildes do que as de sua família, precisa viver com o que tem, sem depender de ninguém. Talvez nos primeiros anos de casamento vocês terão que fazer sacrifícios, mas eles serão importantes para o crescimento e felicidade de vocês. Já vi muitos pais e familiares atrapalharem a felicidade do casal, porque eles, na boa intenção queriam ajudá-los, mas os tornaram dependentes e imaturos. III - DEIXAR EMOCIONAL: Claude, a partir de hoje, a Kira é a sua família, a pessoa mais importante na sua vida, entendeu? Kira, a partir de agora, o Claude é o homem mais importante na sua vida, tá bom? Frazão, a partir de hoje, a Alabá é a sua família, a pessoa mais importante na sua vida, entendeu? Alabá, a partir de agora, o Frazão é o homem mais importante na sua vida, tá bom? Não quer dizer que seus familiares já eram, mas que agora vocês são prioridade um para o outro. Na prática, vamos lá:
Para o homem:
•  Nunca compare a comida dela com a da sua mãe.
•  Nunca a decepcione para agradar sua família.
Para a mulher:
•  Nunca o compare com o seu pai.
•  Nunca saia de casa para resolver um problema.
Depois que vocês conseguirem deixar pai e mãe, estarão aptos a se unirem, tornando-se uma só carne.
O QUE É SER UMA SÓ CARNE?
• Decidir tudo juntos - o que comprar, onde morar, decisões financeiras, etc.
•  Ser os melhores amigos e confidentes um do outro.
•  Não guardar segredos um do outro.
•  Aceitação - aceitar muitos defeitos, erros.
•  Considerar e dizer o quanto o outro é importante na sua vida
•  Reconhecer as diferenças, o homem precisa ser estimado, respeitado, a mulher de segurança, ser desejada, a única.
•  O lar deve ser um refúgio
O QUE NUNCA FAZER - PARA O CASAL:
•  DIZER QUE VAI SE SEPARAR.
•  DIZER QUE FOI UM ERRO SE CASAR.
•  LEVANTAR A MÃO UMA PARA O OUTRO.
•  SAIR DE CASA E IR PARA CASA DA MÃE.
•  ESQUECER A DATA DE HOJE.
Agora pra vcs, seu Abílio, D. Geovanni, d. Jasmine e d. Amália, seu Khalid e d. Hamá:
VOCÊS CRIARAM COM CARINHO SEUS FILHOS. HOJE VOCÊS NÃO ESTÃO PERDENDO UM FILHO (A), VOCÊS ESTÃO GANHANDO MAIS UM. A SOGRA DELE DEVE SEMPRE FICAR AO SEU LADO, A SOGRA DELA O MESMO.
"E AGORA, COMPROMETENDO-SE SOLENEMENTE DIANTE DE DEUS E NA PRESENÇA DESTAS TESTEMUNHAS, TOMA VOCÊ, CLAUDE, ESTA MULHER, KIRA, COMO SUA LEGÍTIMA ESPOSA, PARA JUNTOS VIVEREM CONFORME AS ORDENS DE SEU DEUS NO SANTO ESTADO DO MATRIMÔNIO?
VOCÊ A AMARÁ, CONFORTARÁ, HONRARÁ E PROTEGERÁ, NA DOENÇA E NA SAÚDE, NA PROSPERIDADE E NA ADVERSIDADE; E RENUCIANDO A TODAS AS OUTRAS, CONSERVAR-SE-Á SOMENTE PARA ELA, ENQUANTO AMBOS VIVEREM?"
C: Oui
B:"TOMA VOCÊ, KIRA, ESTE HOMEM, CLAUDE , COMO SEU LEGÍTIMO MARIDO, PARA JUNTOS VIVEREM CONFORME AS ORDENS DE DEUS NO SANTO ESTADO DO MATRIMÔNIO?
VOCÊ O AMARÁ, CONFORTARÁ, HONRARÁ E PROTEGERÁ, NA DOENÇA E NA SAÚDE, NA PROSPERIDADE E NA ADVERSIDADE; E RENUCIANDO A TODOS OS OUTROS, CONSERVAR-SE-Á SOMENTE PARA ELE, ENQUANTO AMBOS VIVEREM?"
K: Sim
B:“TOMA VOCÊ, FRAZÃO, ESTA MULHER, ALABÁ, COMO SUA LEGÍTIMA ESPOSA, PARA JUNTOS VIVEREM CONFORME AS ORDENS DE SEU DEUS NO SANTO ESTADO DO MATRIMÔNIO?
VOCÊ A AMARÁ, CONFORTARÁ, HONRARÁ E PROTEGERÁ, NA DOENÇA E NA SAÚDE, NA PROSPERIDADE E NA ADVERSIDADE; E RENUCIANDO A TODAS AS OUTRAS, CONSERVAR-SE-Á SOMENTE PARA ELA, ENQUANTO AMBOS VIVEREM?"
F:Deixa comigo! Fazer minha musa feliz é o que eu mais qro!
B: "TOMA VOCÊ, ALABÁ, ESTE HOMEM, FRAZÃO, COMO SEU LEGÍTIMO MARIDO, PARA JUNTOS VIVEREM CONFORME AS ORDENS DE DEUS NO SANTO ESTADO DO MATRIMÔNIO?
VOCÊ O AMARÁ, CONFORTARÁ, HONRARÁ E PROTEGERÁ, NA DOENÇA E NA SAÚDE, NA PROSPERIDADE E NA ADVERSIDADE; E RENUCIANDO A TODOS OS OUTROS, CONSERVAR-SE-Á SOMENTE PARA ELE, ENQUANTO AMBOS VIVEREM?"
A: Sim.
"VISTO QUE CLAUDE E  KIRA, FRAZÃO E ALABÁ CONSENTIRAM EM SEREM UNIDOS PELOS SAGRADOS LAÇOS MATRIMONIAIS E O TESTIFICARAM DIANTE DE DEUS E DE TODOS OS QUE AQUI SE ACHAM PRESENTES, COMPROMTENDO-SE A SEREM FIÉIS AO OUTRO E O CONFIRMARAM UNINDO-SE AS MÃOS, EU, COMO AMIGO DAS NOIVAS E PELA AUTORIDADE MUSICAL A MIM CONFERIDA, OS DECLARO MARIDO E MULHER."
Podem beijar as noivas.
A festa transcorria linda, tudo estava maravilhoso, eles dançavam na praia ao som de seus amigos cantores até que o francês acompanhado de seu amigo resolve fazer uma coisa que ele nunca fez para a sua amada...


Por toda vida – Claudio Lins

É por toda vida
Que arderá em minhas veias
Essa chama farta e cheia
Acendida por você

Seja quando a gente ama
Seja quando a gente briga
E é por toda vida
Meu amor por toda vida

Não existe o que nos até
O que nos una a coisa alguma
Não existe só palavra
Que nos tire do conto de fada

Esse amor que sai de mim
Se entranha no seu corpo
Não estanca, corre a fio
Corre escorregadio

Como corre inexorável
Para o mar, água de rio

E é por toda a vida
Que arderá em minhas veias
Essa chama farta e cheia
Acendida por você

Seja quando a gente ama
Seja quando a gente briga
E é por toda vida
Meu amor por toda vida

E é por toda vida
Meu amor por toda vida

E é por toda vida
Meu amor por toda vida

É por toda vida

C: Jet’aime, ma chérrie.
K: Ti  amo.
A: Amo-te sempre, meu ébano...
F: Te amo sempre, minha musa!


A despedida ao som da Minha promessa pra Juba... Ivete e Alejandro, adogOOOO...



Espero que tem sido bom pra vcs conhecer um pouco da cultura do meu povo e da minha vida maluca, e saibam que o meu coração, as minhas palavras e os meus pensamentos estarão sempre com vcs!