sexta-feira, 5 de abril de 2013

SESSÃO FOTO QUIZ

A foto da semana passada é do ator e apresentador Rodrigo Faro.
Agora tentem descobrir quem é o fofinho que está no colo da mamãe.
Eis algumas pistas:
1) Trata-se de um famoso humorista já falecido.
2) Participou de um famoso programa na Rede Globo, que era comandado por uma trupe de humoristas da qual fazia parte.
3) Gostava de interpretar personagens gordinhos e comilões.
Boa diversão!


quinta-feira, 4 de abril de 2013

FIC - BORBOLETAS NO CORAÇÃO - CAPÍTULO 18 - AUTORA: SÔNIA FINARDI

XVIII

Rosa sentou-se à mesa do café, sentindo-se muito embaraçada. Baixou a cabeça diante do olhar dos pais de Claude.
Havia escutado as palavras de François, quando Claude saíra de seu quarto.  Pensou em sair e defendê-lo, mas a vergonha seria ainda maior. O que não estariam pensando dela nesse momento! No mínimo que não soubera respeitar o apreço que tinham por ela. E ainda não tinha encontrado com ele nessa manhã.
Reuniu toda coragem que pode, levantou os olhos e disse antes que os outros chegassem:
- Joanna, François, eu quero pedir desculpas pelo meu comportamento, sei que estão pensando que desrespeitei sua casa. Oh, Deus! É tão embaraçoso falar sobre isso!
- Não fique assim, querida! Claude já explicou tudo. Não tem do que se envergonhar, não é, François?
- Foi uma preocupação de pai, Rosa. Eu a tenho como uma filha. E não gostaria que Claude ou qualquer outro homem a magoasse.
- Obrigada, François. Eu nem sei o que dizer... A não ser que os considero minha segunda família!
- Que vai passar a ser a primeira, hã? – Claude entra na sala ao lado de Elisabeth – Bom dia, chérie! - Se inclina e a beija na face – Bom dia, papai e Joanna. – E senta-se ao lado de Rosa.
Rosa sente o rosto corar. Ainda não se acostumara àquela intimidade toda com Claude.
- Good morning a todos! Que bom que voltaram! – diz Elisabeth, olhando para François e Joanna – Janete e Frazão não desceram ainda?
- Desceram sim, senhora - responde Dadi, que trazia mais café à mesa. – Saíram pra caminhar faz uma meia hora.
- Oh, thank you, Dadi, pela informação! Então, Claude, já escolheram a data do casamento?
- Assim que Rosa falar com os pais dela, titia.
E é o que Claude a “obriga” a fazer, assim que terminam o café da manhã, levando-a ao escritório.
- Agora, gatinha! Sem desculpas - Claude segura o fone com a mão e faz um sinal a Rosa - Adiar essa tarefa,  non  vai torná-la mais  fácil de fazer, hã?
- Isso não vai ser fácil de maneira nenhuma. Ainda bem que vou falar por telefone. Se ele se zangar demais, eu desligo, como se a ligação tivesse caído.
- Muito engenhoso de sua parte. – Claude faz uma careta - Qual é o número?
Claude faz a ligação e passa o aparelho para Rosa. Quem atende é Amália. Depois de falar com ela alguns instantes, Rosa pede:
- Mamãe, chama o papai. Eu preciso falar com ele.
-  Bongiorno, filha!
- Bom dia, papai! O Senhor está bem?
- Muito bem, filha. Mas com muita saudade da minha bambina!  Quando é que você volta pra casa?
- É... eu acho que não volto, papai. Eu vou me casar! – diz de uma vez, olhando para Claude e sorrindo.
- Como assim não volta? E que história de casamento é questa, Serafina? Amália nossa filha tá falando que vai se casar, Amália! – Rosa escuta Giovanni – Você só pode estar brincando!
- Papai, não é brincadeira!  Eu vou me casar!
- Então, o Júlio foi mesmo atrás de você, filha?  Isso me alegra muito, hã?  D. Pepa  só sabe  falar que você fugiu com outro, Serafina!
- O quê? Não, papai, eu vou me casar com o Claude, o irmão francês da Janete!
- Como assim, filha?  E o Júlio?
- Papai, eu não amo o Júlio!
- Ma era só o que me faltava, minha filha se casar com um estrangeiro! Escuta aqui, Serafina, se isso non for uma brincadeira, eu quero os dois aqui, nesta casa. Capisce? Caso contrário, você não casa com a minha benção!
- Mas, papai!
- Sem mais papai, Serafina.  Io quero falar pessoalmente com este tal de, como é o nome dele mesmo?
- Claude, papai. Claude Antoine Geraldy.
- Va bene!  Eu quero esse senhor Geraldy aqui na minha frente. Quero olhar bem nos olhos dele! Essa história de casar assim de repente com outro, vai dar o que falar, filha! O pessoal aqui da vila vai...
- Papai... alô? Oi... Não escuto direito, a ligação ficou péssima... Alô! Nossa, uma chiadeira só, eu ligo depois! – E coloca o fone no gancho.
Olha para Claude ingenuamente e diz:
- Não é que a ligação ficou péssima? Caiu!
Claude a rodeia com os braços, encostando seu rosto ao dela.
- O que foi que ele falou que a deixou ton  irritada, hã?
- Meu pai é um italiano tradicional. Pensou que eu estava falando em casar com meu ex-noivo. Ele quer falar com você pessoalmente ou não vai nos abençoar.
- E isso é muito importante pra você, non é? A aprovação dele.
- É sim. Mas eu não vou deixar de ser feliz contigo, caso ele desaprove. Mas para isso, você precisa me pedir em casamento primeiro.
- Eu já fiz isso, gatinha. Lá na cabana – diz no ouvido dela, bem baixinho. E desce arranhando-a pela face com sua barba. 
- Não... Lá você me pediu para ser a mãe dos seus filhos, não sua mulher, sua esposa - sua voz sai pesada, estremecida.
- D’accord – diz, virando-a para si e olhando-a profundamente, antes de colocá-la sentada sobre a mesa – Sobre isso, eu só tenho uma coisa a dizer, chérie: Senhorita Serafina Rosa Petroni, você non esteve nos pedidos que fiz a Dieu, mas sempre estará nos agradecimentos. Quer casar comigo, ser minha esposa, minha amante... mon amour?
Os olhos de Rosa brilham. Em poucos segundos, Claude a vê sorrir.
- Quando nós trocamos o primeiro olhar, o meu coração pediu para se apaixonar. E quando eu nasci o meu amor já te pertencia, igual o sol que nasce e só pertence ao dia.  Sim, eu quero ser sua mulher e me apaixonar por você muitas vezes...
Então, a boca de Claude caiu sobre a dela.
- Bom dia, meus queridos! Eu vim... meu Deus, francês! Você não dá folga pra Rosa, não?
- Frazon! – diz, se afastando o mínimo de Rosa - Por que diabos, você non aprende a bater na porta, hã?
- Dessa vez eu bati, mon ami! Mas eu entendo, não tinha como vocês ouvirem meus suaves toques sobre aquele pobre pedaço de madeira morta, nesse momento...
- Frazon - diz Claude, pegando um peso de papel que estava sobre a mesa - Eu vou contar até cinco, pra dar tempo de você sair:  um... dois...
- Mas que mau humor! Eu só vim... – diz, se aproximando dos dois.
- Três...
- Droga, Claude! Eu só quero dar os parab...
- Quatro... – Claude levanta a mão e Frazão recua alguns passos.
- ...béns pelo seu casamento!
- Cinco! - Claude faz o movimento de arremesso e Frazão sai rapidamente, mal fechando a porta.
- Você não ia jogar isso no Frazão, ia? – pergunta Rosa.
- Claro que non. Esse peso non merece esse fim, hã? Rsrsrs. Agora vem. Hora de fazer a mala e enfrentar seu pai, gatinha...
No dia seguinte, Rosa era o assunto mais comentado na vizinhança, ao aparecer no casarão de mãos dadas com “um estranho com sotaque engraçado”.
Na sala do casarão, Rosa e Claude tentavam explicar e convencer Giovanni sobre o casamento.
Amália, Terezinha e Dino simpatizaram com Claude de cara, mas Giovanni tinha suas dúvidas.
- Ma come, io no entendo, Serafina! Você namorou o Júlio tanto tempo e desmanchou um noivado às vésperas do casamento. E ora, de una hora pra oltra dimmi que vai casar com esse dotore!
- Pai, eu não amava o Júlio! O senhor queria que eu fosse infeliz com ele?
- Levou quatro anos pra descobrir que no amava ele e ora em poucos meses  dimmi que  ama questo francês? Um estrangeiro?
-Papai! O Júlio vivia viajando. Quando não era a serviço, era em congressos. Mal nos víamos. E eu amo mesmo o Claude! – fala Rosa, pedindo ajuda a Amália com o olhar.
- Giovanni!! – fala Amália – E você é o que homem? Um italiano cabeça dura! Serafina se apaixonou... E o dotore também se apaixonou por ela. Como nós, amore!
Giovanni fecha a cara, carrancudo. Olha para Claude mais uma vez com desconfiança.
- E quem me garante que o senhore não vai abandonar minha filha e voltar pra Europa?
 Claude troca um olhar com Rosa antes de falar:
- Sr. Giovanni, podemos falar em particular, por favor?
Minutos depois estão numa saleta, uma pequena biblioteca, que Terezinha e Dino usavam para estudar.
- S. Giovanni, eu entendo a sua preocupaçon, entendo que o senhor ache estranho, mas non entendo por que non quer ver Rosa feliz.
- Ma che? É claro que io quero ver minha Serafina felice!
- Enton, por que non nos abençoa, hã? É tudo que Rosa quer.
- Porque não confio no senhore! Mal o conheço, como posso saber que não está só brincando com Serafina?
- Mas conhece meus pais. Eles me fizeram uma pessoa responsável, S. Giovanni. E eu tenho que casar com Rosa.
Um pouco menos desconfiado, mas agora curioso, Giovanni pergunta:
- Ma como assim, o senhore tem que casar com minha Serafina? Io no capisco!
Vendo que Giovanni começava a ceder, Claude continua com o que planejara ainda na sala de estar. Uma ideia maluca. Mas tinha que arriscar.
-Eu tenho dois motivos pra casar com ela, S. Giovanni. O primeiro é que eu amo a sua filha.
- E o segundo?
- O segundo motivo e non menos importante... Rosa non queria que o senhor soubesse assim, porém non vejo outra alternativa...
- Ma che passa? – interrompe Gioavanni com uma expressão de angústia – Por acaso Serafina tem alguma doença fatale?
- Non. O que Rosa tem non é doença... É vida S. Giovanni! E eu non vou deixar a mulher que eu amo criar meu filho longe de mim, d’accord?
Giovanni olha para Claude de boca aberta. Claude respira fundo e prende a respiração. Mas a reação, ao contrário do que Claude imaginava, não foi de raiva ou decepção.
- O dotore tá me falando que... io vou ser avô? – rsrs -  Io vou ser avô! Dio mio! O senhor tem que casar com ela imediatamente, não quero minha filha na boca do povo!
- Dieu, merci! Finalmente, o senhor entendeu!
- Sim, agora eu entendi a pressa toda de minha Serafina! Vocês têm que casar o mais rápido possível, hem? – torna a frisar.
- É tudo que mais desejo, S. Giovanni. Só peço ao senhor que non diga a ela que eu contei. Ela non queria decepcioná-lo!
- Não! Io não digo nada! Serafina, la mia principessa, vai me dar um neto, um neto! - e vai, gentilmente, empurrando Claude em direção à porta para a sala de estar.
Então, tudo se torna ao mesmo tempo alegre e confuso. Giovanni diz a Rosa que podia marcar a data, que o casamento estava abençoado por ele. Abre uma garrafa de vinho e Rosa acaba não tendo oportunidade de perguntar a Claude como conseguiu convencer Giovanni.
Apesar da insistência de Amália para que pernoitassem ali, no antigo quarto de Rosa, eles vão para o apartamento que François mantinha em São Paulo.
Giovanni acaba concordando, afinal, o que podia acontecer já tinha acontecido mesmo.
Finalmente, no apartamento, depois de sair do banho, Rosa está arrumando a cama, quando pergunta a Claude:
- Claude, eu estou curiosa! Como foi que você convenceu S. Giovanni sobre o nosso casamento?  Você disse ao meu pai que eu... que nós...?
- Non exatamente com essas palavras que você pensou!  Eu disse a ele que tinha que casar, porque você está grávida, gatinha! – e entra no banho.
Rosa se arrepia toda, seus olhos ficam totalmente abertos e suas pupilas se verticalizam por um instante, como uma gata realmente fica, quando se assusta. Isso era algo que não passara pela sua cabeça.

Continua...

SESSÃO LEITURA - POESIA DE FRANCISCO RODRIGUES LOBO

O poema que reproduzimos abaixo é da autoria do poeta português Francisco Rodrigues Lobo.
Para maiores informações sobre o autor, favor consultar: http://www.passeiweb.com/saiba_mais/biografias/f/francisco_rodrigues_lobo.
Boa leitura!

Formoso Tejo* meu, quão diferente
Te vejo e vi, me vês agora e viste:
Turvo te vejo a ti, tu a mim triste,
Claro te vi eu já, tu a mim contente.

A ti foi-te trocando a grossa enchente
A quem teu largo campo não resiste;
A mim trocou-me a vista em que consiste
O meu viver contente ou descontente.

Já que somos no mal participantes,
Sejamo-lo no bem. Oh! Quem me dera
Que fôramos em tudo semelhantes!

Mas lá virá a fresca Primavera:
Tu tornarás a ser quem eras de antes,
Eu já não sei se serei quem de antes era.

Nota: * O Tejo é um famoso rio de Portugal.

Fonte: http://poediapoedia.blogspot.com.br/2011/03/formoso-tejo-meu-quao-diferente-te-vejo.html

SESSÃO ABERTURA DE NOVELA - HELENA

A novela Helena foi apresentada pela Rede Globo no horário das 18h de 5 a 30 de maio de 1975.
Não foi possível localizar informações acerca do tema de abertura.
Boa diversão!



Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=HJEqATQL9xg


quarta-feira, 3 de abril de 2013

SESSÃO SAUDADE - ED WILSON

A homenagem de hoje vai para um dos integrantes da Jovem Guarda, o cantor e compositor Ed Wilson.
Ed faz parte daqueles nomes desse movimento que não são tão lembrados. Daí, o escolhermos para essa homenagem.
Dotado de grande talento, Ed Wilson deixou um grande legado de composições famosas e alguns sucessos como cantor.
Para saber mais sobre esse artista, favor acessar: http://www.webletras.com.br/ed-wilson/biografia.
Obrigado, Ed por sua contribuição importante para o mundo da música!
Descanse em paz!
Para homenageá-lo, reproduzimos abaixo um vídeo em que interpreta a canção Sem seu Amor, um de seus maiores sucessos. 



LETRA

SEM SEU AMOR

Não sei
Meu bem se agora é tarde pra voltar
Se existe outro alguém no meu lugar
Se aquele amor sincero não morreu

Voltei
E agora para sempre vou ficar
Pois foi o tempo que me fez pensar
Que eu não sou ninguém sem seu amor
Sem seu amor, sem seu amor

Vivi
todo esse tempo a procurar
Alguém que me fizesse lhe esquecer
Alguém que me fizesse não voltar

Beijei
Mil lábios porém sem nada sentir
Confesso, meu amor, pra que mentir
Jamais conseguiria lhe esquecer

Eu sou
Completamente louco por você
E vivo a minha vida só porque
É seu, somente seu, meu coração

Link: http://www.vagalume.com.br/ed-wilson/seu-seu-amor.html#ixzz2Nz9VHAef

SESSÃO HUMOR

O cara tava no maior porre dentro dum boteco lá no Rio de Janeiro e na rua estava passando uma procissão.
O bêbado sai na porta do boteco e grita:
- OLHA A MANGUEIRA AÍ, GENTE!
O pessoal caiu de pancada em cima do bêbado, dizendo:
- Não respeita a santa?
E a procissão continuou. Ao chegar na curva da rua, a santa esbarra numa mangueira e cai.
O bêbado sai de dentro do bar e diz cambaleando:
- EU NÃO FALEI?

Fonte: http://www.piadasnet.com/piada170bebados.htm.

terça-feira, 2 de abril de 2013

FIC - BORBOLETAS NO CORAÇÃO - CAPÍTULO 17 - AUTORA: SÔNIA FINARDI

XVII

- Enton, gostou do lugar, gatinha? – pergunta Claude, descendo da moto, enquanto Rosa tirava o capacete e balançava os cabelos.
- É lindo! Aquela árvore é incrível! Um espetáculo da natureza. Ainda bem que ela foi preservada.
- É uma árvore centenária, hã? Vai ser o nosso lugar! – diz, pegando as mochilas com uma mão e estendendo a outra para Rosa. – Deixa os capacetes aí no guidon.
Rosa segura na mão de Claude e eles sobem os degraus da varanda, entrando na casa-sede.  A noite começava a escurecer sob os tímidos raios da lua.
Não era bem assim que Rosa imaginava um lugar só deles. Como uma árvore gigantesca como aquela poderia ser o lugar de alguém? Ainda mais ali, à beira do rio, que com certeza na época das chuvas deveria ficar alguns metros encoberta!
Enfim, respirou fundo e não disse nada. Não queria discutir com Claude e poderiam fugir sempre que quisessem para a cabana de Pimpinone. 
- Preparada? – pergunta Claude, parado à frente da porta – Sabe que teremos uma recepçon daquelas, non é?
- Bem, eu creio que todos já sabiam que acabaríamos assim... Ou pelo menos torciam para que isso acontecesse.
- Non vai ser nada agradável ouvir as piadinhas de Frazon.
- Deixe de ser tão mal humorado! Até que ele se sai bem...
Mas assim que entram, apenas Elisabeth está na sala.
- Meus queridos!  Pensei que passariam a noite fora também!
- Também? – pergunta Rosa
- Yes, darling. Frazão e Janete foram se divertir na cidade e creio que só voltam amanhã.
- Voilá! Non teremos que ouvir as provocações dele, gatinha. Eu vou subir com as nossas mochilas e tomar um banho. Você non vem? – pergunta ele a Rosa.
Aquela pergunta soou como um convite e Rosa sentiu o rosto esquentar.
- Daqui a pouco... – começa a dizer.
- Não seja cruel, Claude! Monopolizou Rosa o dia todo. Deixe-me trocar algumas palavras com ela, ok?
- D’accord, titia! Mas non pergunte nada que a deixe encabulada, hã? – diz, piscando para Rosa e sai da sala.
- Então, my angel, foi tudo como você esperava?
- Tia Elisabeth, a senhora é impossível! Rsrsrs – Foi tudo muito bom!  Eu acho que finalmente nos equilibramos. Ou quase - completa a frase, lembrando-se da queda junto à goiabeira. – A cabana fica num lugar lindo, com uma pequena cachoeira logo abaixo dela.
- Oh, God! Um amor e uma cabana! Wonderful, perfect!  Darling, eu não disse que um banho de cachoeira faria milagres?
- Como sabe que... – Rosa para de falar, lembrando-se da noite de amor que tiveram sob as águas da cachoeira - Céus, está me deixando embaraçada! Eu vou subir e tomar um banho.
- Eu espero vocês para o jantar! Dadi já está com quase tudo pronto! Não demore, honey!
Durante o jantar, Claude e Rosa comentam sobre as fotos e o vídeo que fizeram, sobre o encontro com Pimpinone, a história das borboletas, até mesmo sobre as abelhas que provocaram mais uma queda...
- Well!  Ao menos dessa vez, foi uma queda que terminou em risos!  Ou em algo mais prazeroso...
- É... Bem eu vou subir! – fala Rosa, vendo Elisabeth levara a bandeja do café para a cozinha.
- Não se esqueça que quero ver suas novas fotos, Rosa. Boa noite, querida. – responde, enquanto caminha para a cozinha, deixando os dois sozinhos.
- Boa noite, tia Elisabeth. Amanhã, a senhora vê todas elas! – conclui Rosa, levantando-se da cadeira. – Boa noite, Claude.
- Eu bato na sua porta pra te dar boa noite em alguns minutos, hã? – diz Claude, segurando e beijando a mão dela.
Mais de uma hora depois, cansada de esperar, Rosa prepara-se para deitar, colocando sua camisola. Já havia puxado os lençóis da cama, quando escuta os toques na porta.
Rosa abre a porta, colocando apenas a cabeça à vista. Lá estava Claude, de short e regata, segurando sua mochila e a máquina fotográfica.
- Pardon pela demora! Tia Elisabeth deu-me um sermon, hã?
- Sermão? Mas eu pensei que ela torcesse pra que nós... pra que nós nos acertássemos!
- Oh, ela torce! Queria apenas certificar-se que non estou brincando contigo, que non vou magoá-la. Olha, eu trouxe suas coisas...
- Ela está ansiosa pra ver as fotos que eu fiz – diz, abrindo inteiramente a porta - vou levar pra ela! - e  pega a máquina da mão de Claude, que não a solta. – Claude?!
- Você non devia usar isso perto de mim, gatinha... – diz, sem tirar os olhos do corpo ela – Eu acho que vou te dar mais que  boa noite, chérie... - e aproxima sua boca dos lábios dela.
- Mas a máquina, sua tia... – começa a falar Rosa, enquanto Claude a faz recuar para dentro do quarto, beijando-a ao mesmo tempo.
- Minha tia acabou de se recolher ao quarto dela.  – diz, fechando a porta atrás de si, colocando a mochila no chão e tirando a máquina das mãos de Rosa.  – Ela pode esperar até amanhã...  Mas eu non...  Non quero esperar pra fazer amor contigo de novo.



A luz do luar, já não tão tímido, atravessou a imensa janela e  encheu o quarto, refletindo-se nos corpos adormecidos e abraçados,pernas entrelaçadas.
Nas primeiras horas do dia seguinte, Rosa desperta e vê Claude levantar.
- Por que está indo embora? – protesta ela.
- Preciso ir, gatinha. Non quero que pensem mal de você. Volte a dormir. Teremos muitas outras noites de amor, hã?
- Mas... – começa a protestar novamente, sentando na cama.
- Psiuuuu. – diz Claude, colocando seu dedo sob os lábios dela. – Non quero Frazon fazendo piadinha sobre nosso amor, d’accord? 
- Então eu vou com você até a porta...
- Non. Fique exatamente onde está, hã? Se você for, vai me convencer a ficar e corremos o risco de alguém nos ver. – dá um selinho nela, joga a camiseta sobre o ombro e levanta. – Nos vemos no café da manhã, oui?
- “Oui” – Responde contrariada
Claude sorri da criancice dela e se afasta de costas até alcançar a porta, abri-la e sair. Somente quando está do lado de fora, ele gira o corpo, ainda sorrindo e puxando a camiseta do ombro.
Mas seu sorriso desaparece ao ver François e Joanna no último degrau da escada. Joanna tinha um sorriso disfarçado. Já François tinha a desaprovação estampada no olhar.
- Papai, Joanna... Que surpresa, quando voltaram?
- Muito bem, Claude! – François ignora a pergunta de Claude - Pode me explicar o que significa isso?
- François, meu bem, que pergunta mais óbvia e indiscreta essa sua.  Acabamos de chegar, Claude. – Joanna é quem responde.
- Joanna, eu sei muito bem o que deve ter acontecido! E por isso mesmo quero ter uma conversa séria com ele. Agora, no escritório.
- Deus, homem! Eles são adultos, livres, você não pode se intrometer assim.
- Não comece a defender seu enteado queridinho, Joanna. Essa atitude foi no mínimo indecorosa. Coloque sua camiseta e me siga, rapaz! – Fala como se Claude tivesse quinze anos de idade.
François desce na frente e aguarda Claude no escritório. Quando Claude entra e ocupa a cadeira à frente da mesa, François o olha em silêncio por um longo tempo antes de começar:
- Claude, o que pensa que está fazendo com essa moça? Rosa não é qualquer uma que você usa, brinca e descarta!
- Papai, se me ouvir vai...
- Eu não quero ouvir suas desculpas esfarrapadas. Rosa é como uma filha pra mim. Conheço-a desde criança, é a melhor amiga de Janete, embora moremos tão distantes.
- Mon Dieu, até parece que eu fiz algo mortal com ela ou a obriguei a... a alguma coisa!
 - Já imaginou se fosse o pai dela, chegando e vendo você sair furtivamente do quarto dela a essa hora?
- Non. Mas você está reagindo como se fosse.
- Claude, se fosse o Giovanni no meu lugar, você estaria no mínimo desacordado. Aquele italiano é tradicional ao extremo, uma pessoa que exige um comportamento exemplar de seus filhos.  E eu gostaria que você respeitasse essa casa.
- O senhor é muito incoerente. Non o vejo pedindo isso à Janete e Frazon.
- Sua irmã e Frazão se amam e estão juntos há anos, são noivos – diz, calmamente.
- Por isso non! Eu posso ficar noivo de Rosa. Isso o deixaria mais aliviado?
- Você ainda brinca com a situação? Francamente! - fala François, balançando a cabeça, inconformado.
- Non estou brincando. – Claude se levanta, irritado. - Papai, eu vou me casar com Rosa, hã? Non sou nenhum moleque irresponsável! Eu a amo, ela me ama e vamos nos casar. E garanto que vai ser antes de Janete, oui?
François conhecia plenamente o caráter do filho e teve certeza que ele não falava aquilo da boca pra fora. Decidiu encerrar a conversa por ali. Levantou-se e caminhou até a porta.
- Está realmente apaixonado por ela, não é?
- Oui. Você sempre me cobrou netos. Pois é Rosa quem vai ser a mãe deles...
Já estava praticamente fora do escritório, quando perguntou de maneira natural e espontânea sem olhar para Claude.
- Falando nisso, vocês se preveniram, não? – E não pode ver a reação de Claude, desabando na cadeira com os olhos estalados.

Continua...