Hoje
a homenagem vai para o ator Edson Silva.
Fonte:
https://cdn.esbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/10/edson-silva-ator-dublador-morte-2023-101035.webp
Édson
Alves da Silva foi um daqueles artistas que, mesmo longe dos papéis principais,
ajudou a construir silenciosamente a história da teledramaturgia brasileira.
Nascido em Juiz de Fora, em 1930, Edson chegou ao Rio de Janeiro nos anos 1950
para estudar teatro com Paschoal Carlos Magno, iniciando uma trajetória que
atravessaria palcos, cinema, televisão e dublagem.
No
teatro, participou de montagens importantes como Sinhá Moça, Lampião e O Auto
da Compadecida (1962), ao lado de Agildo Ribeiro e Joana Fomm.
No
cinema, integrou produções como Mineirinho Vivo ou Morto, Carnaval Barra Limpa
e Quem Matou Pacífico?.
Sua
estreia na televisão aconteceu no programa Teatrinho Trol, e sua primeira
novela foi A Última Valsa (1969), onde interpretou Toulouse-Lautrec — gravando
cenas de joelhos para simular a baixa estatura do artista francês.
A
partir dos anos 1970 e 1980, Edson se tornou aquele rosto conhecido do público,
sempre presente, sempre competente, sempre coadjuvante, mas essencial.
Participou de novelas como Fogo sobre Terra, Cuca Legal, O Astro, Memórias de
Amor, Água Viva, As Três Marias, Terras do Sem-Fim, Sol de Verão, Dona Beija,
Mania de Querer, Bebê a Bordo, O Sexo dos Anjos, Rainha da Sucata, Meu Bem, Meu
Mal e muitas outras.
Nos
anos 1990 e 2000, tornou-se presença constante nas obras de Manoel Carlos,
interpretando personagens como: Ramiro, o zelador, em História de Amor (1995); Fonseca,
o barbeiro, em Por Amor (1997); Heitor, jardineiro e motorista de Alma (Marieta
Severo), em Laços de Família (2000) e Kléber, em Mulheres Apaixonadas (2003).
Edson
também teve carreira longa na dublagem, emprestando sua voz a personagens de
séries e animações desde os anos 1960.
Seu
último trabalho na televisão foi em Senhora do Destino (2004). Em 2005,
afastou-se da carreira devido à perda de visão.
Edson
Silva faleceu em 10 de outubro de 2026, aos 95 anos, no Rio de Janeiro. A causa
da morte não foi divulgada.
Edson
nunca foi protagonista.
Nunca
teve grandes holofotes.
Nunca
foi “o nome da novela”.
Mas
foi aquele ator que segurava a cena, que dava credibilidade ao momento, que
preenchia o quadro com naturalidade.
Um
profissional que fez parte da vida de milhões de brasileiros sem que muitos
soubessem seu nome — mas todos reconheciam seu rosto.
E é
por isso que merece ser lembrado: porque a arte não existe só pelos grandes
astros, mas também pelos que constroem o caminho ao lado deles.
Obrigado,
Edson Silva, por sua contribuição discreta, constante e valiosa à cultura
brasileira!
Descanse
em paz!
Para
saber mais sobre este artista, favor acessar: https://pt.wikipedia.org/wiki/Edson_Silva_(ator).
Com o
objetivo de homenageá-lo reproduzimos uma pequena cena da novela Senhora do
Destino (2004) em que contracenou com o ator José Mayer.
Fonte:
https://www.facebook.com/watch/?v=1671782861247653

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