sexta-feira, 20 de março de 2015

SESSÃO CAPAS E PÔSTERES

A capa e o pôster-calendário pertencem à revista Romântica nr. 139, que foi às bancas no mês de novembro de 1972.
Boa diversão!



SESSÃO FOTO QUIZ

A foto da semana passada pertence ao cantor e compositor Alceu Valença.
Agora tentem descobrir quem é o garoto da foto.
Eis algumas pistas:
1) Este cantor, ainda vivo, nasceu na capital paulista no ano de 1947.
2) Comandou um programa musical na TV Tupi na década de 60.
3) Foi um dos participantes da Jovem Guarda.
Boa diversão!


quinta-feira, 19 de março de 2015

SESSÃO LEITURA - O MELHOR AMIGO DE UM GAROTO - ISAAC ASIMOV

O texto abaixo é da autoria de Isaac Asimov.
Para maiores informações sobre o autor, favor consultar: http://www.din.uem.br/ia/a_correl/classicos/Pesquisadores-Asimov.htm.
Boa leitura!

O MELHOR AMIGO DE UM GAROTO

– Onde está Jimmy, querida? – perguntou o Sr. Anderson.
– Lá fora, na cratera – disse a Sra. Anderson. – Ele está bem. Está junto com Robobo… Sabe se já chegou?
– Chegou. Está na estação de foguetes, fazendo os testes. Na realidade, eu mesmo mal posso esperar para vê-lo. Não vi nenhum de verdade desde que deixei a Terra, quinze anos atrás. Os que passaram nos filmes não contam.
– Jimmy nunca viu nenhum – disse a Sra. Anderson.
– Porque ele nasceu na Lua e não pode ir à Terra. E é por isso que estou trazendo um para cá. Acho que é o primeiro a aparecer na Lua.
– Custou bastante caro – disse a Sra. Anderson com um ligeiro suspiro.
– Manter Robobo também não é barato – disse o Sr. Anderson.
Jimmy estava lá fora, na cratera, como sua mãe tinha dito. Pelos padrões da Terra, ele era espigado, um tanto alto para os seus dez anos de idade. Seus braços e pernas eram compridos e ágeis. Parecia mais gordo e troncudo, vestido com o traje espacial, mas podia lidar com a gravidade lunar como nenhum ser humano, nascido na Terra, seria capaz. O pai não podia acompanhar-lhe os passos quando ele esticava as pernas e entrava no salto de Canguru.
A face exterior da cratera inclinava-se para o sul, e a Terra, que surgia baixa no céu meridional (onde sempre surgia, quando vista da Cidade Lunar) estava quase cheia, de modo que todo o decli-ve da cratera ficava brilhantemente iluminado.
O declive era suave e mesmo o peso do traje espacial não impedia que Jimmy disparasse em cima dele num salto flutuante que fazia a gravidade parecer não-existente.
– Venha, Robobo – ele gritou.
Robobo, que podia ouvi-lo pelo rádio, guinchou e pulou atrás.
Jimmy, embora fosse ágil, não podia correr mais depressa que Robobo, que não precisava de um traje espacial e tinha quatro pernas e tendões de aço. Robobo navegava sobre a cabeça de Jimmy, dando saltos imensos e aterrando quase sob os pés do garoto.
– Não precisa se exibir, Robobo – disse Jimmy – e não saia de vista.
Robobo guinchou outra vez o guincho especial que significava “Sim”.
– Eu não confio em você, seu enrolador – gritou Jimmy, subindo num último salto, que o conduziu sobre a curva da beira superior da parede da cratera, e o largou do outro lado, num declive interno.
A Terra mergulhou abaixo do topo da parede da cratera e, de imediato, ficou escuro como breu em volta de Jimmy. Uma escuridão amistosa e quente, que dissipava a diferença entre solo e céu, exceto pelo brilho das estrelas.
Na verdade, Jimmy não devia brincar no lado escuro da parede da cratera. Os adultos diziam que era perigoso, mas isso acontecia porque nunca estiveram ali. O chão era macio e ondulado, e Jimmy conhecia a localização exata de cada uma das poucas rochas.
Além disso, como podia ser perigoso correr no escuro se Robobo estava bem ali a seu lado, pulando em volta, guinchando e cintilando? Mesmo sem cintilar, Robobo podia dizer onde estava, e onde Jimmy estava, pelo radar. Jimmy não podia se machucar enquanto Robobo estivesse por perto, detendo-o quando ele se aproximava demais de uma rocha, ou pulando sobre ele para mostrar o quanto o amava, ou circulando em volta e guinchando baixo e assustado quando Jimmy se escondia atrás de uma rocha, embora nessas ocasiões Robobo soubesse todo o tempo, e suficientemente bem, onde ele estava. Certa vez, Jimmy se esticou imóvel no chão e fingiu estar ferido. Robobo acionou o radio-alarme e o pessoal da Cidade Lunar chegou ali às pressas. O pai de Jimmy disse-lhe poucas e boas sobre aquele pequeno embuste, e Jimmy nunca mais o repetiu.
Quando estava se lembrando disso, Jimmy ouviu a voz do pai no seu rádio individual de ondas longas.
– Jimmy, volte. Tenho uma coisa para lhe contar.
Jimmy tirou o traje espacial e se lavou. Você sempre precisa se lavar quando vem de fora. Mesmo Robobo tinha de ser borrifado, mas ele gostava disso. Ficava de gatinhas, o pequeno corpo, com menos de meio metro de comprimento, tremia e exibia uma minúscula cintilação. A cabecinha, sem boca, possuía dois grandes olhos vidrados e uma protuberância onde ficava o cérebro. Ele guinchou até ouvir a voz do Sr. Anderson:
– Quieto, Robobo!
O Sr. Anderson sorria.
– Temos uma coisa para você, Jimmy. Ainda está na estação de foguetes, mas estará conosco amanhã, depois de todos os testes terminarem. Achei que tinha de lhe contar isso agora.
– É da Terra, papai?
– Um cachorro da Terra, filho. Um cachorro de verdade. Um cãozinho “terrier” escocês. O primeiro cachorro na Lua. Não precisará mais de Robobo. Não podemos ficar com os dois, você sabe. Ele ficará com algum outro menino ou menina.
O Sr. Anderson pareceu esperar que Jimmy dissesse alguma coisa.
– Você sabe o que é um cachorro, Jimmy. É a coisa real. Robobo não passa de uma imitação mecânica, um robô boboca. Ê isso que seu nome significa.
Jimmy fez cara feia.
– Robobo não é uma imitação, papai. É o meu cachorro.
– Não um cachorro verdadeiro, Jimmy. Robobo é apenas aço, fiação e um simples cérebro positrônico. Não é um ser vivo.
– Ele faz tudo que eu quero que ele faça, papai. Ele me compreende. Sem dúvida, é um ser vivo.
– Não, filho. Robobo é só uma máquina. É apenas programado para se comportar do modo como se comporta. Um cachorro está vivo. Você não vai mais querer Robobo depois de ter o cachorro.
– O cachorro precisará de um traje espacial, não é?
– Sim, naturalmente. Mas será um dinheiro bem empregado e o cão se acostumará. E não precisará usá-lo na Cidade. Você vai ver a diferença quando ele estiver aqui.
Jimmy olhou para Robobo, que estava guinchando outra vez, um guincho lento, muito baixo, parecendo amedrontado. Jimmy estendeu os braços e Robobo deu um salto para eles.
– Qual será a diferença entre Robobo e o cachorro? – Jimmy perguntou.
– É difícil explicar – disse o Sr. Anderson – mas será fácil de perceber. O cachorro realmente gostará de você. Robobo está apenas ajustado para agir como se gostasse de você.
– Mas, papai, não sabemos o que há dentro de um cachorro ou quais são as suas sensações. Talvez seja também apenas um modo de agir.
O Sr. Anderson franziu a testa.
– Jimmy, você saberá a diferença quando experimentar o amor de uma coisa viva.
Jimmy segurou Robobo com força. Também estava franzindo a testa e o olhar desesperado em seu rosto significava que não estava disposto a mudar de ideia.
– Mas qual é a diferença no modo como eles agem? E quanto ao modo como eu sinto? Eu gosto de Robobo e isso é o que importa.
E o pequeno robô-boboca, que nunca fora abraçado com tanta força em toda a sua vida, guinchou rápidos e altos guinchos… guinchos felizes.

SESSÃO ABERTURA DE NOVELA - COMO UMA ONDA

A novela Como Uma Onda foi apresentada pela Rede Globo no horário das 18h de 22 de novembro de 2004 a 18 de junho de 2005.
O tema musical de abertura era Como Uma Onda, interpretado por Lulu Santos.
Para maiores informações sobre a novela, favor acessar: www.teledramaturgia.com.br/tele/comoumaonda.asp.
Boa diversão!



LETRA

COMO UMA ONDA

Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará

A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito

Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo

Não adianta fugir
Nem mentir
Pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar

Nada do que foi será
De novo do jeito
Que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará

A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito

Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo

Não adianta fugir
Nem mentir pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre

Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar

quarta-feira, 18 de março de 2015

SESSÃO SAUDADE - INEZITA BARROSO

Eu já conhecia Inezita Barroso, mas foi minha mãe quem me apresentou ao Viola, Minha Viola, programa apresentado pela cantora, que assistíamos juntos nas noites de sábado.
Inezita foi uma grande cantora, compositora, instrumentista e apresentadora, mas, acima de tudo, foi uma grande defensora da cultura popular de nosso país, da qual recolheu e ajudou a preservar muitas canções.
Para saber mais sobre essa artista, favor consultar: http://www.dicionariompb.com.br/inezita-barroso/biografia.
Obrigado, Inezita, por ter valorizado nossa música com suas interpretações maravilhosas e o seu trabalho de pesquisa que ajudou a preservar tantas canções de nossa cultura!
Descanse em paz!
O desenho abaixo representa que sentimento sua perda desperta em nós:



Com o objetivo de homenageá-la, reproduzimos abaixo três de seus grandes sucessos em vídeos de apresentações da artista em seu programa Viola, Minha Viola. No primeiro, interpreta Ronda; no segundo, Lampião de Gás e, por fim, no último, seu grande sucesso, Moda da Pinga.

PRIMEIRO VÍDEO



LETRA

RONDA

De noite eu rondo a cidade
A lhe procurar sem encontrar
No meio de olhares espio nas mesas dos bares
Você não está
Volto pra casa abatida
Desenganada da vida
No sonho eu vou descansar
Nele você está
Ai se eu tivesse quem bem me quisesse
Esse alguém me diria
Desiste essa busca é inútil
Eu não desistia
Porém com perfeita paciência
Sigo a procurar
Hei de encontrar
Bebendo com outras mulheres
Rolando um dadinho
Jogando bilhar
E nesse dia então
Vai dar na primeira edição
Cena de sangue num bar da avenida São João


SEGUNDO VÍDEO



LETRA

LAMPIÃO DE GÁS

Lampião de gás, lampião de gás
Quanta saudade você me traz

Da sua luzinha verde azulada
Que iluminava minha janela,
Do almofadinha lá na calçada,
Palheta branca, calça apertada

Do bilboquê, do diabolô,
"Me dá foguinho", "vai no vizinho"
De pular corda, brincar de roda,
De Benjamim, Jagunço e Chiquinho

Lampião de gás, lampião de gás
Quanta saudade você me traz

Do bonde aberto, do carvoeiro
Do vassoureiro com seu pregão
Da vovozinha, muito branquinha,
Fazendo roscas, sequilhos e pão

Da garoinha fria, fininha,
Escorregando pela vidraça,
Do sabugueiro grande e cheiroso,
Lá do quintal da rua da Graça

Lampião de gás, lampião de gás
Quanta saudade você me traz

Da minha São Paulo, calma e serena,
Que era pequena, mas grande demais!
Agora cresceu, mas tudo morreu...
Lampião de gás que saudade me traz


TERCEIRO VÍDEO



LETRA

MODA DA PINGA

Co'a marvada pinga é que eu me atrapaio
Eu entro na venda e já dô meu taio
Pego no copo e dali num saio
Ali mesmo eu bebo, ali mesmo eu caio
Só pra carregá é queu dô trabaio, oi lá!

Venho da cidade, já venho cantando
Trago um garrafão que venho chupando
Venho pros caminho, venho trupicando
Chifrando os barranco, venho cambeteando
E no lugar que eu caio já fico roncando, oi lá!

O marido me disse, ele me falô
Largue de bebê, peço pro favor
Prosa de home nunca dei valor
Bebo com o sor quente pra esfriá o calô
Se bebo de noite é pra fazer suadô, oi lá!

Cada vez que eu caio, caio deferente
Meaço pra trás e caio pra frente
Caio devagar, caio de repente
Vou de currupio, vou deretamente
Mas sendo de pinga eu caio contente, oi lá!

Pego o garrafão é já balanceio
Que é pra mode vê se tá mesmo cheio
Num bebo de vez por que acho feio
No primeiro gorpe chego inté no meio
No segundo trago é que eu desvazeio, oi lá!

Eu bebo da pinga porque gosto dela
Eu bebo da branca, bebo da amarela
Bebo no copo, bebo na tigela
Bebo temperada com cravo e canela
Seja quarqué tempo vai pinga na goela, oi lá!

Eu fui numa festa no rio Tietê
Eu lá fui chegando no amanhecê
Já me deram pinga pra mim bebê
Já me deram pinga pra mim bebê, tava sem fervê, oi lá!

Eu bebi demais e fiquei mamada
Eu caí no chão e fiquei deitada
Aí eu fui pra casa de braço dado
Ai de braço dado é com dois sordado
Ai, muito obrigado!


SESSÃO HUMOR

Um psicólogo infantil estava na praça quando viu um homem com seu bebê chorando feito um não sei o quê. E o homem sempre repetindo calmamente:
— Calma, John. Só mais um pouco, John. Se controle, John. Já vamos chegar, John.
Depois de um tempo vendo essa cena, o psicólogo foi falar com o pai:
— O senhor está de parabéns! Consegue controlar muito bem seu filho.
— Meu filho? Quem disse que estou falando com meu filho? John sou eu!

terça-feira, 17 de março de 2015

SESSÃO REMAKE MUSICAL - SOMOS IGUAIS - ALCIONE E JAIR RODRIGUES

A canção Somos Iguais, que teve como um dos intérpretes Altemar Dutra Jr., é apresentada no vídeo abaixo por Alcione e Jair Rodrigues.
Para ouvir a versão de Altemar Dutra Jr., favor acessar: http://biscoitocafeenovela.blogspot.com.br/2015/03/sessao-tunel-do-tempo-musical-somos.html.
Boa diversão!



LETRA

SOMOS IGUAIS

Acabei de saber
Que você riu de mim
E depois perguntou se eu vivi, se eu morri.
Já que tudo acabou
Eu sei lá, se você.
Quis de fato saber
Pelo sim, pelo não.
Abro meu coração
É melhor lhe dizer

Eu sou o mesmo que você deixou
Eu vivo aqui onde você viveu
E existe em mim o mesmo amor
Aquele amor que nunca mais foi meu
Por que viver a me humilhar assim?
Por que matar esta ilusão em mim?
Você e eu somos iguais
Não mudamos jamais.