quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

SESSÃO SAUDADE - ARY SANCHES

A homenagem de hoje vai para o cantor Ary Sanches.



Quem assistia o programa Sílvio Santos a partir da metade dos anos 80 se acostumou a vê-lo como um dos intérpretes das canções que eram veiculadas no programa Qual é a Música?, apresentado por Sílvio Santos. Mas ele já possuía uma longa carreira antes dessa ocasião.
Essa carreira começou em 1961 e encerrou apenas com sua morte em 19 de dezembro do ano passado.
Sem dúvida, a fase mais marcante de sua carreira foi na Jovem Guarda, onde emplacou o sucesso O Adeus. Roberto Carlos deu a ele o apelido de “Granada Romântica”, por conta do tipo de canções que interpretava.
Obrigado, Ary Sanches, por ter deixado belas interpretações musicais!
Descanse em paz!
Para saber mais sobre este artista, favor acessar: https://dicionariompb.com.br/artista/ary-sanches/.
Com o objetivo de homenageá-lo, reproduzimos abaixo pequeno vídeo em que interpreta a canção Contigo Aprendi no programa Festa do Malandro, na TV Gazeta, em data que desconhecemos.



LETRA

CONTIGO APRENDI

Compositores: Armando Manzanero / Nazareno de Brito

Contigo aprendi
Que existem novas
E melhores emoções
Contigo aprendi
A conhecer um mundo novo
De ilusões
Aprendi
Que a semana já tem mais
De sete dias
Fazer maiores minhas
Poucas alegrias
E a ser alegre
Eu contigo aprendi

Contigo aprendi
Que existe luz na noite
Mais escura
Contigo aprendi
Que em tudo existe um pouco
De ternura
Aprendi que pode um beijo
Ser mais doce e mais profundo
Que posso ir-me amanhã mesmo deste mundo
As coisas boas, eu contigo já vivi
E contigo aprendi, que eu nasci
No dia em que te conheci

Fonte: https://www.letras.mus.br/altermar-dutra/330949/

SESSÃO HUMOR

Joãozinho pede R$ 10 para a mãe, mas ela se recusa a dar o dinheiro. Então, ele diz:
- Se você me der o dinheiro, conto o que o papai disse à diarista quando você foi ao mercado.
Curiosa, a mãe dá o dinheiro para o Joãozinho e pergunta:
- Agora me diz, o que o seu pai falou?
- Ele disse: "Joana, pode passar minha camisa, por favor?".

Fonte: https://www.dicionariopopular.com/piadas-do-joaozinho-que-sao-muito-engracadas/.

terça-feira, 30 de janeiro de 2024

SESSÃO REMAKE MUSICAL - LOST IN YOU - BAND OF BROTHERS KUNGSBACKA

A canção Lost In You, originalmente interpretada por Rod Stewart, é apresentada no vídeo abaixo por Band of Brothers Kungsbacka
Para ouvir a versão original, favor acessar: http://biscoitocafeenovela.blogspot.com/2024/01/sessao-tunel-do-tempo-musical-lost-in.html.
Boa diversão!



LETRA

LOST IN YOU

Composers: Andy Taylor / Rod Stewart

Hey baby
You've been on my mind tonight
I felt lonely I just had to sit down and write
I spent all yesterday
Trying to figure out what I'm gonna say
One letter from the heart
Is so hard to start, baby
How's your momma how's the weather
How's that son of mine, yeah

Hey baby
Been a long time since we made love
I'm stone cold, the bed's hard, and the work is tough
I'm never gonna leave you again
This job ain't worth the pain
No money in the world
Ain't worth being away from you
Ooh baby I don't sleep
Without you by my side, listen

I'm in love with you woman
It's a common known natural fact
And I've found what I'm looking for
And so much more than that
I'm lost in you
I'm lost in you
I'm lost in you
I'm lost in you

Hey baby
You don't know what you've done for me
I'm so happy as any man can deserve to be
I was living in a world of sin
God knows what a mess I was in
So glad you found me
I ain't getting any younger
Hey baby, I just hope
It ain't all a dream

I miss you, baby
(I miss you, too)

I miss your laughing eyes
I miss our baby crying
I wanna lay you out
And kiss you all over
I'm coming home
Be ready cause when I do
I'm gonna make love to you
Like fifteen men

I'm lost in you
And I love it
I'm lost in you
And I love it
I'm lost in, I'm lost in
I'm lost in you
And I just love it

TRADUÇÃO

PERDIDO EM VOCÊ

Compositores: Andy Taylor / Rod Stewart

Hey baby
Você esteve em minha mente esta noite
Senti-me tão sozinho que tive que sentar e escrever
Passei toda a noite
Tentando descobrir o que eu vou dizer
Uma carta do fundo do coração
É tão difícil para começar, meu anjo
Como está a sua mãe? Como está o tempo?
Como é que está meu filho, yeah

Hey baby
Faz um longo tempo desde que fizemos amor
Estou frio como pedra, a cama está dura e o trabalho está pesado
Eu nunca vou deixar você de novo
Este trabalho não vale a dor
Nenhum dinheiro no mundo
Vale a pena por estar longe de você
Ooh baby eu não durmo
Sem você ao meu lado, escute

Eu estou apaixonado por você, mulher
É um fato comum e natural
E eu descobri o que estou procurando
E muito mais do que isso
Eu estou perdido em você
Eu estou perdido em você
Eu estou perdido em você
Eu estou perdido em você

Hey baby
Você não sabe o que você fez comigo
Eu estou tão feliz como nenhum homem merece ser
Eu estava vivendo em um mundo de pecados
Deus sabe em que bagunça eu estava!
Tão agradecido por você ter me encontrado!
Eu não estou ficando mais jovem
Hey baby, eu só espero
Que não seja tudo um sonho

Sinto sua falta, garota
(Sinto sua falta, também!)

Sinto falta de seus olhos sorridentes
Tenho saudades do nosso bebê chorando
Eu quero te deitar
E te beijar inteira
Estou indo pra casa
Esteja preparada, pois quando eu chegar
Eu vou fazer amor com você
Como se eu fosse quinze homens

Eu estou perdido em você
E eu amo isso
Eu estou perdido em você
E eu amo isso
Eu estou perdido, eu estou perdido em
Eu estou perdido em você
E eu adoro isso

Fonte da letra e tradução: https://www.letras.mus.br/rod-stewart/38515/traducao.html

SESSÃO TÚNEL DO TEMPO MUSICAL - LOST IN YOU - ROD STEWART

A canção Lost In You, interpretada por Rod Stewart, fez parte da trilha sonora da novela Vale Tudo, apresentada pela Rede Globo no horário das 20h de 16 de maio de 1988 a 6 de janeiro de 1989
Para maiores informações sobre a novela, favor acessar: https://teledramaturgia.com.br/vale-tudo/.
Boa diversão!



LETRA

LOST IN YOU

Composers: Andy Taylor / Rod Stewart

Hey baby
You've been on my mind tonight
I felt lonely I just had to sit down and write
I spent all yesterday
Trying to figure out what I'm gonna say
One letter from the heart
Is so hard to start, baby
How's your momma how's the weather
How's that son of mine, yeah

Hey baby
Been a long time since we made love
I'm stone cold, the bed's hard, and the work is tough
I'm never gonna leave you again
This job ain't worth the pain
No money in the world
Ain't worth being away from you
Ooh baby I don't sleep
Without you by my side, listen

I'm in love with you woman
It's a common known natural fact
And I've found what I'm looking for
And so much more than that
I'm lost in you
I'm lost in you
I'm lost in you
I'm lost in you

Hey baby
You don't know what you've done for me
I'm so happy as any man can deserve to be
I was living in a world of sin
God knows what a mess I was in
So glad you found me
I ain't getting any younger
Hey baby, I just hope
It ain't all a dream

I miss you, baby
(I miss you, too)

I miss your laughing eyes
I miss our baby crying
I wanna lay you out
And kiss you all over
I'm coming home
Be ready cause when I do
I'm gonna make love to you
Like fifteen men

I'm lost in you
And I love it
I'm lost in you
And I love it
I'm lost in, I'm lost in
I'm lost in you
And I just love it

TRADUÇÃO

PERDIDO EM VOCÊ

Compositores: Andy Taylor / Rod Stewart

Hey baby
Você esteve em minha mente esta noite
Senti-me tão sozinho que tive que sentar e escrever
Passei toda a noite
Tentando descobrir o que eu vou dizer
Uma carta do fundo do coração
É tão difícil para começar, meu anjo
Como está a sua mãe? Como está o tempo?
Como é que está meu filho, yeah

Hey baby
Faz um longo tempo desde que fizemos amor
Estou frio como pedra, a cama está dura e o trabalho está pesado
Eu nunca vou deixar você de novo
Este trabalho não vale a dor
Nenhum dinheiro no mundo
Vale a pena por estar longe de você
Ooh baby eu não durmo
Sem você ao meu lado, escute

Eu estou apaixonado por você, mulher
É um fato comum e natural
E eu descobri o que estou procurando
E muito mais do que isso
Eu estou perdido em você
Eu estou perdido em você
Eu estou perdido em você
Eu estou perdido em você

Hey baby
Você não sabe o que você fez comigo
Eu estou tão feliz como nenhum homem merece ser
Eu estava vivendo em um mundo de pecados
Deus sabe em que bagunça eu estava!
Tão agradecido por você ter me encontrado!
Eu não estou ficando mais jovem
Hey baby, eu só espero
Que não seja tudo um sonho

Sinto sua falta, garota
(Sinto sua falta, também!)

Sinto falta de seus olhos sorridentes
Tenho saudades do nosso bebê chorando
Eu quero te deitar
E te beijar inteira
Estou indo pra casa
Esteja preparada, pois quando eu chegar
Eu vou fazer amor com você
Como se eu fosse quinze homens

Eu estou perdido em você
E eu amo isso
Eu estou perdido em você
E eu amo isso
Eu estou perdido, eu estou perdido em
Eu estou perdido em você
E eu adoro isso

Fonte da letra e tradução: https://www.letras.mus.br/rod-stewart/38515/traducao.html

segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

SESSÃO RETRÔ - VARIEDADES - REGINA DUARTE

A reportagem abaixo foi publicada na revista Contigo nr. 209, que foi às bancas em 20/09/76.
Para ler esta ou outra matéria em tamanho maior, caso use o Explorer ou Chrome, clique sobre a figura com o botão direito do mouse e selecione a opção "abrir link em uma nova guia". Na nova guia, clique com o botão esquerdo do mouse e, pronto, terá acesso a uma ampliação da página. Caso o navegador seja o Firefox, clique sobre a figura com o botão direito do mouse e selecione a opção "abrir em nova aba". Em seguida, proceda como no caso dos dois outros navegadores citados.
Boa diversão!


SESSÃO RETRÔ - COMERCIAIS - ESPAGUETE SQUASH FRUNORTE (1993)

 

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=wXguI2gO6RA&list=PLOneqbB7w6QoJeXe3rk02F9JOiH-VCEiI&index=171

sábado, 27 de janeiro de 2024

PARA MEDITAR

 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjV3aeup4R4QiVzdJ0HxuqrFchi2LAm7le-ydY_GUzeV5Mj81AmWujW23QEZAcfyyUPLRBEgitL7oDzTVh-B7cRSJTyCnkBQkg67UyirorED4tEAGwEhEEjyyX5EppfkZ0hDnAa6Kh5Zel7/s16000/frases-de-esperan%25C3%25A7a.jpg

SESSÃO FOTONOVELA - UMA MULHER EXTRAORDINÁRIA

A fotonovela abaixo pertence à revista Ilusão nr. 238, publicada em 26/04/76.
Para ler esta ou outra matéria em tamanho maior, caso use o Explorer ou Chrome, clique sobre a figura com o botão direito do mouse e selecione a opção "abrir link em uma nova guia". Na nova guia, clique com o botão esquerdo do mouse e, pronto, terá acesso a uma ampliação da página. Caso o navegador seja o Firefox, clique sobre a figura com o botão direito do mouse e selecione a opção "abrir em nova aba". Em seguida, proceda como no caso dos dois outros navegadores citados.
Boa leitura!

















sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

SESSÃO CAPAS E PÔSTERES

A capa pertence à revista Ilusão nr. 238, publicada em 26/04/76.
Já o pôster, à revista Contigo nr. 151, edição, provavelmente, de 1975.
Boa diversão!


SESSÃO FOTO QUIZ

A foto da semana passada pertence à atriz Julia Dalavia. Agora tentem descobrir quem é o garoto da foto.
Eis algumas pistas:
1) Este ator, ainda vivo, nasceu no interior de Pernambuco em 1991.
2) Estreou na telinha na minisséria Amores Roubados (2014) na Rede Globo.
3) Trabalhou em novelas como: Sete Vidas, Verão 90 e na segunda versão de Pantanal, todas na Rede Globo.
Boa diversão!

quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

SESSÃO LEITURA - ZAÍTA ESQUECEU DE GUARDAR OS BRINQUEDOS - CONCEIÇÃO EVARISTO

O texto abaixo é de autoria de Conceição Evaristo.
Para maiores informações sobre a autora, favor acessar: https://www.ebiografia.com/conceicao_evaristo/.
Boa leitura!

ZAÍTA ESQUECEU DE GUARDAR OS BRINQUEDOS

Zaíta espalhou as figurinhas no chão. Olhou demoradamente para cada uma delas. Faltava uma, a mais bonita, a que retratava uma garotinha carregando uma braçada de flores. Um doce perfume parecia exalar da figurinha ajudando a compor o minúsculo quadro. A irmã de Zaíta há muito tempo desejava o desenho e vivia propondo uma troca. Zaíta não aceitava. A outra, com certeza, pensou Zaíta, havia apanhado a figurinha-flor. E agora, como fazer? Não poderia falar com a mãe. Sabia no que daria a reclamação. A mãe ficaria com raiva e bateria nas duas. Depois rasgaria todas as outras figurinhas, acabando de vez com a coleção. A menina recolheu tudo meio sem graça. Levantou-se e foi lá no outro cômodo da casa voltando com uma caixa de papelão. Passou pela mãe, que chegava com algumas sacolas do supermercado.
A mãe de Zaíta estava cansada. Tinha trinta e quatro anos e quatro filhos. Os mais velhos já estavam homens. O primeiro estava no Exército. Queria seguir carreira. O segundo também. As meninas vieram muito tempo depois, quando Benícia pensava que nem engravidaria mais. Entretanto, lá estavam as duas. Gêmeas. Eram iguais, iguaizinhas. A diferença estava na maneira de falar. Zaíta falava baixo e lento. Naíta, alto e rápido. Zaíta tinha nos modos um quê de doçura, de mistérios e de sofrimento.
Zaíta virou a caixa, e os brinquedos se esparramaram, fazendo barulho. Bonecas incompletas, chapinhas de garrafas, latinhas vazias, caixas e palitos de fósforos usados. Mexeu em tudo, sem se deter em brinquedo algum. Buscava insistentemente a figurinha, embora soubesse que não a encontraria ali. No dia anterior, havia recusado fazer a troca mais uma vez. A irmã oferecia pela figurinha aquela boneca negra, a que só faltava um braço e que era tão bonita. Dava ainda os dois pedaços de lápis cera, um vermelho e um amarelo, que a professora lhe dera. Ela não quis. Brigaram. Zaíta chorou. À noite dormiu com a figurinha-flor embaixo do travesseiro. De manhã foram para escola. Como o quadrinho da menina-flor tinha sumido?
Zaíta olhou os brinquedos largados no chão e se lembrou da recomendação da mãe. Ela ficava brava quando isto acontecia. Batia nas meninas, reclamava do barraco pequeno, da vida pobre, dos filhos, principalmente do segundo.
Um dia Zaíta viu que o irmão, o segundo, tinha os olhos aflitos. Notou ainda quando ele pegou uma arma debaixo da poltrona em que dormia e saiu apressado de casa. Assim que a mãe chegou, Zaíta perguntou-lhe porque o irmão estava tão aflito e se a arma era de verdade. A mãe chamou a outra menina e perguntou-lhe se ela tinha visto alguma coisa. Não, Naíta não tinha visto nada. Benícia recomendou então o silêncio. Que não perguntassem nada ao irmão. Zaíta percebeu que a voz da mãe tremia um pouco. De noite julgou ouvir alguns estampidos de bala ali por perto. Logo depois escutou os passos apressados do irmão que entrava. Ela se achegou mais para junto da mãe. A irmã dormia. A mãe se mexeu na cama várias vezes; em um dado momento sentou assustada, depois se deitou novamente cobrindo-se toda. O calor dos corpos da mãe e da irmã lhe davam certo conforto. Entretanto, não conseguiu dormir mais, tinha medo, muito medo, e a mãe lhe pareceu ter passado a noite toda acordada.
Zaíta levantou e saiu, deixando os brinquedos espalhados, ignorando as recomendações da mãe. Alguns ficaram descuidadosamente expostos pelo caminho. A linda boneca negra, com seu único braço aberto, parecia sorrir desamparadamente feliz. A menina estava pouco se importando com os tapas que pudesse receber. Queria apenas encontrar a figurinha-flor que tinha sumido. Procurou pela irmã nos fundos da casa e, desapontada, só encontrou o vazio.
A mãe ainda arrumava os poucos mantimentos no velho armário de madeira. Zaíta teve medo de olhar para ela. Saiu sem a mãe perceber e bateu no barraco de Dona Fiinha, ao lado. A irmã não estava ali também. Onde estava Naíta? Onde ela havia se metido? Zaíta saiu de casa em casa por todo o beco, perguntando pela irmã. Ninguém sabia responder. A cada ausência de informação sua mágoa crescia. Foi andando junto com a desesperança. Tinha o pressentimento de que a figurinha-flor não existia mais.
O irmão de Zaíta, o que não estava no Exército, mas queria seguir carreira, buscava outra forma e local de poder. Tinha um querer bem forte dentro do peito. Queria uma vida que valesse a pena. Uma vida farta, um caminho menos árduo e o bolso não vazio. Via os seus trabalharem e acumularem miséria no dia a dia. O pai dele e do irmão mais velho gastava seu pouco tempo de vida comendo poeira de tijolos, areia, cimento e cal nas construções civis. O pai das gêmeas, que durante anos morou com sua mãe, trabalhava muito e nunca trazia o bolso cheio. O moço via mulheres, homens e até mesmo crianças, ainda meio adormecidos, saírem para o trabalho e voltarem pobres como foram, acumulados de cansaço apenas. Queria, pois, arrumar a vida de outra forma. Havia alguns que trabalhavam de outro modo e ficavam ricos. Era só insistir, só ter coragem. Só dominar o medo e ir adiante. Desde pequeno ele vinha acumulando experiências. Novo, criança ainda, a mãe nem desconfiava e ele já traçava o seu caminho. Corria ágil pelos becos, colhia recados, entregava encomendas, e displicentemente assobiava uma música infantil, som indicativo de que os homens estavam chegando.
Zaíta andava de beco em beco à procura da irmã. Chorava. Algumas pessoas conhecidas perguntavam o porquê de ela estar tão longe de casa. A menina se lembrou da mãe e da raiva que ela devia estar. Ia apanhar muito quando voltasse. Não se importou com aquela lembrança. Naquele momento, ela buscava na memória como o desenho da menina-flor tinha nascido em sua coleção. A figurinha podia ter vindo em um daqueles envelopes que o irmão, o segundo, às vezes comprava para ela. Quem sabe viera no meio das duplicatas que a mãe ganhava da filha da patroa, ou ainda fruto de alguma troca que ela fizera na escola? Mas podia ser também parte de um segredo que ela não havia contado nem para sua igual, a Naíta. A figurinha podia ser uma daquelas dez, que ela havia comprado um dia com uma moeda que tirara da mãe, sem que ela percebesse. Zaíta por mais que se esforçasse retomando as lembranças, não conseguia atinar como a figurinha-flor tinha se tornado sua.
A mãe de Zaíta guardou rapidamente os poucos mantimentos. Teve a sensação de ter perdido algum dinheiro no supermercado. Impossível, levara a metade do salário e não conseguiria comprar quase nada. Estava cansada, mas tinha de aumentar o ganho. Ia arranjar trabalho para os finais de semana. O primeiro filho nunca pedia dinheiro, mas ela sabia que ele precisava. E sem que o segundo soubesse, Benícia colocava uns trocadinhos debaixo do travesseiro para ele, quando ele vinha do quartel. Havia também o aluguel, a taxa de água e de luz. Havia ainda a irmã com os filhos pequenos e com o homem que ganhava tão pouco. A mãe de Zaíta, às vezes, chegava a pensar que o segundo filho tinha razão. Vinha a vontade de aceitar o dinheiro que ele oferecia sempre, mas não queria compactuar com a escolha dele. Orgulhosamente, não aceitava que ele contribuísse com nada em casa. Estava, porém, chegando à conclusão de que trabalho como o dela não resolvia nada. Mas o que fazer? Se parasse, a fome viria mais rápida e voraz ainda. Benícia, ao dar por falta das meninas, interrompeu os pensamentos. Não ouvia as vozes das duas há algum tempo. Deviam estar metidas em alguma arte. Sentiu certo temor. Veio andando aflita da cozinha e tropeçou nos brinquedos esparramados pelo chão. A preocupação anterior se transformou em raiva. Que merda! Todos os dias tinha que falar a mesma coisa! Onde as duas haviam se metido? Por que tinham deixado tudo espalhado? Apanhou a boneca negra, a mais bonitinha, a que só faltava um braço, e arrancou o outro, depois a cabeça e as pernas. Em poucos minutos a boneca estava destruída; cabelos arrancados e olhos vazados. A outra menina, Naíta, que estava no barraco ao lado, escutando os berros da mãe, voltou aflita. Foi recebida com tapas e safanões. Saiu chorando para procurar Zaíta. Tinha duas tristezas para contar a sua irmã igual. Havia perdido uma coisa que Zaíta gostava muito. De manhã tinha apanhado a figurinha debaixo do travesseiro. Queria sentir o perfume de perto. E agora não sabia mais onde estava a flor... A outra coisa era que a mamãe estava brava porque os brinquedos estavam largados no chão e de raiva ela havia arrebentado aquela bonequinha negra, a mais linda...
Nos últimos tempos na favela, os tiroteios aconteciam com frequência e a qualquer hora. Os componentes dos grupos rivais brigavam para garantir seus espaços e freguesias. Havia ainda o confronto constante com os policiais que invadiam a área. O irmão de Zaíta liderava o grupo mais novo, entretanto, o mais armado. A área perto de sua casa ele queria só para si. O barulho seco de balas se misturava à algazarra infantil. As crianças obedeciam à recomendação de não brincarem longe de casa, mas às vezes se distraíam. E, então, não experimentavam somente as balas adocicadas, suaves, que derretiam na boca, mas ainda aquelas que lhes dissolviam a vida.
Zaíta seguia distraída em sua preocupação. Mais um tiroteio começava. Uma criança, antes de fechar violentamente a janela, fez um sinal para que ela entrasse rápido em um barraco qualquer. Um dos contendores, ao notar a presença da menina, imitou o gesto feito pelo garoto, para que Zaíta procurasse abrigo. Ela procurava, entretanto, somente a sua figurinha-flor... Em meio ao tiroteio a menina ia. Balas, balas e balas desabrochavam como flores malditas, ervas daninhas suspensas no ar. Algumas fizeram círculos no corpo da menina. Daí um minuto tudo acabou. Homens armados sumiram pelos becos silenciosos, cegos e mudos. Cinco ou seis corpos, como o de Zaíta, jaziam no chão.
A outra menina seguia aflita à procura da irmã para lhe falar da figurinha-flor desaparecida. Como falar também da bonequinha negra destruída?
Os moradores do beco onde havia acontecido o tiroteio ignoravam os outros corpos e recolhiam só o da menina. Naíta demorou um pouco para entender o que havia acontecido. E assim que se aproximou da irmã, gritou entre o desespero, a dor, o espanto e o medo:
— Zaíta, você esqueceu de guardar os brinquedos!

Fonte: https://labescritacriativa.files.wordpress.com/2019/11/zac38dta-esqueceu-de-guardar-os-brinquedos-conceic387c383o-evaristo.pdf.

SESSÃO ABERTURA DE PROGRAMA HUMORÍSTICO - A PRAÇA É NOSSA (1990)

O humorístico A Praça é Nossa é apresentado pelo SBT desde 07 de maio de 1987.
Para maiores informações sobre o programa, favor acessar: https://pt.wikipedia.org/wiki/A_Pra%C3%A7a_%C3%89_Nossa.
Boa diversão!

quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

SESSÃO SAUDADE - RUI MOTTA

A homenagem de hoje vai para o baterista e compositor Rui Motta.



Ele construiu uma longa carreira que iniciou em 1966 e que teve como ponto alto o trabalho no grupo Os Mutantes, entre 1973 e 1976. Depois disso, tocou com artistas famosos como Ney Matogrosso, Marina e Zé Ramalho, apenas para mencionar alguns.
Obrigado, Rui Motta, por sua contribuição valiosa para nossa música!
Descanse em paz!
Para saber mais sobre este artista, favor acessar: https://dicionariompb.com.br/artista/rui-motta/.
Com o objetivo de homenageá-lo, reproduzimos abaixo vídeo em que interpreta a canção Samba Maracatu.


Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=TcpYQYyOvms

SESSÃO HUMOR

A menina chega à cozinha e vê a avô encarando o armário.
- Vó, por que você está há tanto tempo olhando o armário?
- Porque o médico mandou ficar de olho no açúcar.

Fonte: https://www.dicionariopopular.com/piadas-idiotas/.

SESSÃO REMAKE MUSICAL - TODA VEZ QUE EU DIGO ADEUS - VANESSA GERMANO

A canção Toda Vez Que Eu Digo Adeus, originalmente interpretada por Cássia Eller, é apresentada no vídeo abaixo por Vanessa Germano.
Para ouvir a versão original, favor acessar: http://biscoitocafeenovela.blogspot.com/2024/01/sessao-tunel-do-tempo-musical-toda-vez.html.
Boa diversão!
 

 
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=TPYslkETnEE
 
LETRA
 
TODA VEZ QUE EU DIGO ADEUS
 
Compositores: Cole Porter / Carlos Renó
 
 Toda vez
Que eu digo adeus
Eu quase morro
Toda vez
Que eu digo adeus
Aos deuses eu recorro
Nenhum deus contudo
Parece me ouvir
Eles vêem tudo
E te deixam partir
Quando estas
A só um mar de flor em volta
Sabiás de algum lugar
Cantam o amor em volta
Não há som melhor
Mas seu tom maior se torna menor
Toda vez que eu digo adeus

Nenhum deus contudo
Parece me ouvir
Eles vêem tudo
E te deixam partir
Sabiás de algum lugar
Cantam o amor em volta
Não há som melhor
Mas seu tom maior se torna menor
Toda vez que eu digo adeus
Toda vez que eu te digo adeus

Fonte: http://www.sombom.com.br/cassia-eller/musica/toda-vez-que-eu-digo-adeus.htm