quinta-feira, 30 de junho de 2022

CHAMADA - SESSÃO RETRÔ - NOVELAS

O Homem Proibido (Demian, o Justiceiro); Dancin' Days; Cuca Legal; O Bofe; Olhai os Lírios do Campo; Corrida do Ouro; Canção para Isabel; Minha Doce Namorada; O Destino de Anastácia;  Selva de Pedra (primeira versão); O Direito de Nascer (primeira versão); Antônio Maria (primeira versão); grandes novelas que estarão em breve em cartaz na Sessão Retrô - Novelas!
Não percam!

SESSÃO LEITURA - O CRÂNIO CALVO - NELSON RODRIGUES

O conto abaixo é de autoria de Nelson Rodrigues.
Para maiores informações sobre o autor, favor acessar: https://www.ebiografia.com/nelson_rodrigues/.
Boa leitura!

O CRÂNIO CALVO

A mãe resolveu pôr a questão em pratos limpos:
– Vem cá, minha filha, vem cá! Passando a escova nos cabelos, Julinha aproximou-se:
– Pronto, mamãe.
D. Matilde, que era uma gorda senhora, de busto imenso, indescritível, não sabe por onde começar. Finalmente, toma coragem:
– Quero que você me explique uma coisa, você gosta ou não gosta do Aluízio?
– Gosto. E a mãe:
– Pergunto se gosta pra casar, minha filha. Julinha suspira.
– Talvez.
– Ah, não! Tem santíssima paciência, mas isso não é resposta. Afinal de contas, esse namoro, já dura há quanto tempo? Dois anos!
– Três, mamãe. A velha retifica:
– Ou três. Pois é. Três anos. Tempo mais do que suficiente. Você decide se quer, ou se não quer e pronto, acaba-se com isto.
Novo suspiro de Julinha:
– Vou resolver, mamãe. Por essa semana, eu liquido o assunto.

Estranho namoro

De fato, era um estranho namoro, que se arrastava ao longo dos dias, semanas e meses, justificando a pergunta: “Sai ou não sai esse casamento?” Tanto a pequena, como a família, os conhecidos, coincidiam na seguinte opinião: Aluízio era um partido ótimo. Funcionário do Itamaraty, sempre de colete, flor na lapela, calças de vinco espetacular, tinha sempre o ar de que lavou o rosto há dez minutos. Essa pele enxuta dava o que pensar. Fazia-se a blague: “Aluízio não transpira. Aluízio não sua!” De resto, era a delicadeza personificada, incapaz de uma grosseria, de uma irritação. Julinha, reconhecendo as virtudes do rapaz, criava apenas uma objeção:
– É bom demais!
Dir-se-ia que esse conjunto de qualidades a desencantava. Há três anos atrás, Aluízio se declarara mais ou menos nestes termos:
– Eu gosto de você, amo você. Mas não tenho pressa. Você pensa, estuda o assunto e, depois, me dá uma resposta. Sim?
– O.k.
O tempo, porém, foi passando e nada de resposta. Andavam sempre juntos.
Nas festas, Aluízio era o par inevitável e constante. A própria Julinha o apresentava como “noivo”, “meu noivo”, embora não tivesse havido o pedido oficial. Intimamente, talvez tivesse desejado um amor mais sôfrego, mais impaciente. Mas como a situação ficasse em suspenso, a família começou a fazer pressão: “Casa logo! Casa de uma vez!” A mãe insistia:
– Um rapaz tão bom! E gosta tanto de mim!
Esta era uma virtude a mais de Aluízio: cortejava a sogra, a futura sogra, da maneira mais deslavada. E a coisa dava tanto na vista que uma prima de Julinha, meio destabanada, criticou: “Mas é um puxa-saco esse cara!”

Decisão

Tanto falaram que, por fim, Julinha viu-se sem argumento. Vira-se para a mãe, define-se:
– Caso, pronto. Caso.
Quando Aluízio soube, apanhou a mão da garota e a levou aos lábios. Sem uma palavra, Julinha teve o comentário interior: “Por que não me beijou na boca?” O fato é que ela, perplexa diante das próprias reações, ignorava se o amava ou não. De noite, sozinha com d. Matilde, suspira:
– Mamãe, eu acho que amor é ou deve ser isso que eu sinto! Então, d. Matilde pensa, pensa e opina:
– Amor é ilusão, minha filha. A amizade tem muito mais valor.
Quarenta e oito horas depois, ocorre um pequeno episódio, cuja importância só se avaliaria muito posteriormente. Ia Julinha, da cidade para casa, de automóvel. Na esquina de Sete de Setembro com avenida, fecha o sinal. E, então, a garota vê apenas o seguinte: o inspetor de trânsito, que trabalhava no local, acaba de tirar o quepe. E surgiu a sua cabeça, à luz do dia. Mas não era uma cabeça normal, mas algo de liso, nu, sem a mais vaga, a mais remota, a mais sumária penugem. Uma bola de bilhar não seria mais depilada do que aquela calva resplandescente. Julinha ia com o Aluízio e o cutuca: “Espia! Espia!” Ele olhou, surpreso com o deslumbramento da noiva. Julinha prossegue, fremente:
– A cabeça de papai era assim. Também não tinha um fio de cabelo, nada. O sinal abriu. O carro passou, deixando para trás o inspetor de tráfego.
Julinha não mentira: dr. Venâncio Almendariz, seu pai, alto funcionário do Ministério da Justiça, sofrera uma moléstia do couro cabeludo, perdendo, numa semana, todos os cabelos. Dir-se-ia uma dessas calvícies compactas e artificiais, que se usa no teatro. Seus subalternos, no ministério, costumavam dizer à boca pequena, que o dr. Venâncio era a “maior careca da história do Brasil”. Ele morrera assim. No caixão, era de arrepiar aquele defunto calvo. Alguém tapou com dálias e cravos o crânio nu.

Lamentável

Julinha adorava o pai e preservava sua memória como uma fanática. Ao chegar em casa, arremessou-se nos braços maternos: “Imagina! Imagina!” Referiu-lhe o caso. Diante do espanto de d. Matilde e do descontentamento de Aluízio, ela esvaiu- se em exclamações:
– Que coisa linda, meu Deus do céu!
Exagerou tanto que, dentro de sua polidez habitual, o noivo pondera:
– Espera lá! Onde é que você viu careca bonita? Vira-se chocada:
– E não é?
Ele foi taxativo:
– Claro que não! Acho, até que há, num careca, qualquer coisa de imoral, de… Julinha o interrompe, com violência:
– Pois olhe, eu gostaria que você fosse careca, que não tivesse cabelo nenhum.
Percebeu?
Réplica do noivo:
– Fraco gosto!

Ressentimento

Era o primeiro incidente entre os noivos. D. Matilde tentou apaziguá-los: “Parecem crianças!” Julinha, porém, fugiu com o rosto, quando, na saída, o noivo quis beijá-la. Foi sumária: “Estou zangada.” No dia seguinte, a mesma coisa. Houve nova intervenção de d. Matilde. Mais tarde, o jovem diplomata chama a sogra à parte e desabafa, num tom cortês, mas franco. Concluiu, dizendo:
– Veja a senhora, eu acho que Julinha ficou meio biruta depois que viu o inspetor careca.
De uma forma ou de outra, Julinha nunca mais foi a mesma. Era apenas cordial e nada mais. Ao lado do noivo, tinha abstrações súbitas, certos silêncios, um ar de ausência. Uma noite, sonhou, até o amanhecer, com uma legião de crânios calvos.

Bodas

Finalmente, casaram-se. Primeiro, no civil, claro. E à tarde, no religioso. Julinha estava uma noiva de revista de modas. Ao entrar na igreja, houve um deslumbramento geral, quase desrespeitoso. Já caía a noite, quando os noivos entraram, num automóvel feérico, com chofer e ajudantes de luvas. Partiu o carro. Na avenida, justamente na esquina da avenida com a Sete de Setembro, fecha o sinal. Para o automóvel. Então, dá-se a coincidência: lá estava o mesmo guarda do tráfego.
E, por fatalidade, ele repete o gesto anterior: tira o boné para enxugar a cabeça nua. A calva surgiu, em todo o seu esplendor. Então, ocorre o imprevisto: Julinha desprende-se do noivo, abre a porta e corre, como um fantasma nupcial, pelo asfalto. Estupefato e sem se mexer, Aluízio viu aquela noiva em desvario, pôr-se na ponta dos pés e beijar o crânio resplandescente, que a magnetizara.

Fonte: https://contobrasileiro.com.br/o-cranio-calvo-conto-de-nelson-rodrigues/.

SESSÃO ABERTURA DE MINISSÉRIE - CHACRINHA: A MINISSÉRIE

A minissérie Chacrinha: a Minissérie foi apresentada pela Rede Globo em quatro capítulos em janeiro de 2020, após a apresentação dos capítulos da novela Amor de Mãe.
O tema musical de abertura era o do programa do Chacrinha.
Para maiores informações sobre a minissérie, favor acessar: https://pt.wikipedia.org/wiki/Chacrinha:_O_Velho_Guerreiro.
Boa diversão!


Fonte: https://vimeo.com/385627221

LETRA

TEMA DE ABERTURA DO PROGRAMA DO CHACRINHA

Abelardo Barbosa
Está com tudo e não está prosa
Menino levado da breca
Chacrinha faz chacrinha
Na buzina e discoteca

Ó Terezinha, ó Terezinha
é um barato o cassino do Chacrinha
Ó Terezinha, ó Terezinha
é um barato o cassino do Chacrinha

Fonte: https://www.letras.mus.br/chacrinha/771127/

quarta-feira, 29 de junho de 2022

SESSÃO SAUDADE - MARILU BUENO

A homenagem de hoje vai para a atriz Marilu Bueno.


 
Ela destacou-se, principalmente, por seus papéis cômicos na televisão, onde iniciou em 1972 na novela O Bofe, da Rede Globo, e interpretou o último papel de sua carreira em Salve-se Quem Puder, na mesma emissora, no ano de 2020.
No cinema e no teatro, teve poucas participações, sobressaindo-se mais na telinha.
Dois papéis são relevantes em sua carreira, ambos em novelas da Rede Globo: a empregada Olívia nas duas versões de Guerra dos Sexos (1983/2012) e a atrapalhada Tetê em A Gata Comeu (1985).
Obrigado, Marilu Bueno, por sua passagem tão brilhante na dramaturgia!
Descanse em paz!
Para saber mais sobre esta artista, favor acessar: https://pt.wikipedia.org/wiki/Marilu_Bueno.
Com o objetivo de homenageá-la, reproduzimos abaixo pequeno trecho da novela A Gata Comeu, em que contracena com Cláudio Corrêa e Castro e Mayara Magri.


Fonte do fragmento: https://vimeo.com/193165946

SESSÃO HUMOR

Dois amigos estão no cinema e um deles chega pro outro e propõe:
— Duvido que você tenha coragem de ir lá na frente, na segunda fileira e dar um tapão naquele careca.
 Quanto vale?
 Dez mil.
O cara vai, dá um tapão e diz:
— Oliveira, que legal te ver!
 Não sou o Oliveira! - responde o careca muito puto.
 Nossa Senhora, mil desculpas, senhor! Um lamentável engano! O senhor é a cara do meu amigo Oliveira! - diz o cara, que volta pra receber a grana.
 Te dou o dobro se você for lá e der outro tapa no mesmo careca.
O cara topa e vai lá dar outro tapão no careca.
 Oliveira, você por aqui? Que coincidência.
 Já te disse que não sou o Oliveira! - se esquenta o careca, indo pra cima do sujeito.
O pessoal segura o careca e ele vai receber os vinte mil. Mas recebe outro desafio:
— Você tem 50 mil se der outro tapa.
O sujeito não tem dúvida, vai até o careca e dá mais um tapão na cabeça do coitado e diz:
— Pô, Oliveira... Quase apanhei dum careca porque dei dois tapões, pensando que fosse você!

Fonte: https://vic.bg/piadas/piadas-de-amigos?p=1.

terça-feira, 28 de junho de 2022

SESSÃO REMAKE MUSICAL - CHARME DO MUNDO - CRIS OLIVEIRA E BANDA IMAGINARIA

A canção Charme do Mundo, originalmente interpretada por Marina Lima, é apresentada no vídeo abaixo por Cris Oliveira e Banda Imaginaria.
Boa diversão!



LETRA

CHARME DO MUNDO

Compositores: Antônio Cícero / Marina Lima

Eu tenho febre
Eu sei!
É um fogo leve que eu peguei
Do mar, ou de amar, não sei
Mas deve ser da idade

Acho que o mundo faz charme
E que ele sabe como encantar
Por isso sou levada, e vou
Nessa magia de verdade

O fato é que sou
Sua amiga
Ele me intriga demais

É um mundo tão novo
Que mundo mais louco
Até mais que eu
É febre, amor
E eu quero mais
Huuuuuum!
Tudo o que quero
Sério!
É todo esse mistério

Acho que o mundo faz charme
E que ele sabe como encantar
Por isso sou levada, e vou
Nessa magia de verdade

O fato é que sou
Sua amiga
Ele me intriga demais

É um mundo tão novo
Que mundo mais louco
Até mais que eu
É febre, amor
E eu quero mais
Huuuuuum!
Tudo o que quero

Sério!
É todo esse mistério

Fonte: https://www.letras.mus.br/marina-lima/88059/

SESSÃO TÚNEL DO TEMPO MUSICAL - CHARME DO MUNDO - MARINA LIMA

A canção Charme do Mundo, interpretada por Marina Lima, faz parte da trilha sonora da novela Pequena Travessa, apresentada pelo SBT no horário das 20h15 de 6 de novembro de 2002 a 15 de abril de 2003.
Para maiores informações sobre a novela, favor acessar: http://teledramaturgia.com.br/pequena-travessa/.
Boa diversão!



LETRA

CHARME DO MUNDO

Compositores: Antônio Cícero / Marina Lima

Eu tenho febre
Eu sei!
É um fogo leve que eu peguei
Do mar, ou de amar, não sei
Mas deve ser da idade

Acho que o mundo faz charme
E que ele sabe como encantar
Por isso sou levada, e vou
Nessa magia de verdade

O fato é que sou
Sua amiga
Ele me intriga demais

É um mundo tão novo
Que mundo mais louco
Até mais que eu
É febre, amor
E eu quero mais
Huuuuuum!
Tudo o que quero
Sério!
É todo esse mistério

Acho que o mundo faz charme
E que ele sabe como encantar
Por isso sou levada, e vou
Nessa magia de verdade

O fato é que sou
Sua amiga
Ele me intriga demais

É um mundo tão novo
Que mundo mais louco
Até mais que eu
É febre, amor
E eu quero mais
Huuuuuum!
Tudo o que quero

Sério!
É todo esse mistério

Fonte: https://www.letras.mus.br/marina-lima/88059/