quinta-feira, 19 de julho de 2018

CHAMADA - SESSÃO RETRÔ - NOVELAS

O Primeiro Amor; O Terceiro Pecado; Nossa Filha Gabriela; Sangue e Areia; Nino, o Italianinho; O Homem Proibido (Demian, o Justiceiro); Dancin' Days; Cuca Legal; O Bofe; grandes novelas que estarão em breve em cartaz na Sessão Retrô - Novelas!
Não percam!

SESSÃO LEITURA - DEIXA O ALFREDO FALAR! - FERNANDO SABINO

O texto abaixo é de autoria de Fernando Sabino.
Para maiores informações sobre o autor, favor acessar: https://www.ebiografia.com/fernando_sabino/.
Boa leitura!

DEIXA O ALFREDO FALAR!

A ARTE brasileira da conversa não é de fácil aprendizado. Como toda arte, exige antes de mais nada uma verdadeira vocação. E essa vocação se aprimora ao longo do caminho que vai da inocência à experiência. Como em toda arte.
Para princípio de conversa, distinga-se: quando falo em conversa, não estou me referindo à lábia, à astúcia, à solércia do brasileiro no passar a bicaria e vender o seu peixe. Falo precisamente no bate-papo, erigido numa das mais requintadas instituições nacionais.
Mas por que arte brasileira? Os outros povos acaso não batem papo? A própria expressão, brasileiríssima, corresponde em inglês exatamente ao verbo “to chat”, na acepção que lhe dá o dicionário: “to converse in an easy or gossipy manner; talk familiarly.” Até os ingleses, meu Deus, os ingleses têm também o seu papo: um deles, na mesa do bar, olha para fora e diz que vai chover; meia hora depois outro diz que não vai chover; meia hora depois o terceiro se retira dizendo que não gosta de discussão. A falta de graça desta velha anedota não está em ser velha, mas na finalidade útil que fez michar o papo. Este não deve ter finalidade alguma, senão a de matar o tempo da melhor maneira possível. É coisa de latino em geral e de brasileiro em particular: fazer da conversa não um meio, mas um fim em si mesmo. Se não me engano, essa é a distância que separa a ciência da arte.
No papo bem batido, a discussão não passa de uma motivação, sem intuito de convencer ninguém, nem de provar que se tem razão. Os que nela se envolvem devem estar sempre prontos a reconhecer, no íntimo, que poderiam muito bem passar a defender o ponto-de-vista oposto, desde que os que o defendem fizessem o mesmo. Os temas devem ser de uma apaixonante gratuidade, a ponto de permitir que, no desenrolar da conversa, de súbito ninguém mais saiba o que se está discutindo. Mesmo nas eternas discussões sobre mulher, religião ou futebol, para que se constituam em bate-papo, longas digressões hão de ser admitidas, desde que pertinentes.
Esta última observação, aliás, é pertinente ela própria, já que falei em futebol, quando se trata de papo acalorado como o que batiam aqueles dois amigos, parados numa esquina, violando o silêncio da rua adormecida:
— Se o último jogo do Campeonato fosse do Botafogo contra o Fluminense…
— Ora, Alfredo, pra cima de mim! Ia ser de goleada.
— Você não me deixou terminar, Dagoberto. Eu queria dizer que o Botafogo…
— Que Botafogo que nada! Com o Vasco diziam a mesma coisa…
— Dagoberto, você não me deixa falar!
— … e no entanto ele acabou entrando bem. Essa não, Alfredo.
— Não estou falando no Vasco. Eu disse que o Botafogo…
— E no ano passado, que foi que o Botafogo fez? Me diga só o que ele fez.
— Você não me deixa falar, Dagoberto.
— Desde o princípio todo mundo sabia que o Fluminense…
— Você não me deixa falar!
A essa altura abriu-se uma janela no edifício da esquina e surgiu um indivíduo estremunhado:
— Ô Dagoberto! Deixa o Alfredo falar!
A boa conversa implica sempre em deixar o Alfredo falar. Além disso a discussão, ainda que gratuita, pode exaurir o papo diante de uma impossível opção, como a de saber qual é o melhor, Tolstoi ou Dostoievski, Corcel ou Opala, Caetano ou Chico. A menos que ocorra ao discutidor o recurso daquele outro, hábil em conduzir o papo, que teve de se calar quando, no melhor de sua argumentação sobre energia atômica, soube que estava discutindo com um professor de física nuclear:
— Você é presidencialista ou parlamentarista? — perguntou então.
— Presidencialista.
— Pois eu sou parlamentarista.
E recomeçaram a discutir.
Mais ardente praticante do que estes, só mesmo o que um dia se intrometeu na nossa roda, interrompendo animadíssima conversa:
— Posso dar minha opinião?
Todos se calaram para ouvi-lo. E ele, muito sério:
— Qual é o assunto?
Mas percebo que me perdi em discussões, polêmicas, argumentos e desaguisados, afastando-me do verdadeiro espírito que deve presidir o culto dessa arte. De preferência, que ela seja praticada apenas a dois — como diz o mineiro, mais de dois é comício. E entre estes dois, bom será que reine amável concordância, para que, alternadamente ouvindo e falando, possam ambos conjugar o delicioso verbo discretear.
De minha parte, possa eu encerrar a conversa rendendo minha homenagem a um amigo: àquele que, no consenso geral dos que com ele privam, veio dar a esta arte o melhor do seu talento criador.
Ao longo de minha vida tive a ventura de conviver com excelentes papos, de Jayme Ovalle a Sérgio Porto, de Milton Campos a Mário de Andrade, para só falar nos mortos mais queridos. Não sendo privilégio de gente ilustre, tenho encontrado grandes praticantes entre marceneiros, pescadores, garçons e choferes de táxi.
Mas nenhum como este, cuja despedida à porta de sua casa se prolonga de meia-noite às quatro, deixando-nos a impressão de haver decorrido apenas meia hora; capaz de reter-nos a noite inteira num café em pé, conversando sobre o que seja, do último boato político à imortalidade da alma. Jânio Quadros, quando Presidente, chegou a mandar chamá-lo a Brasília — queria-o como seu assessor:
— Soube que você gosta de bater papo. Venha fazê-lo aqui.
— Fá-lo-ia, Presidente — que língua, a nossa! — se tivesse competência. Mas não passo de um especialista em ideias gerais.
— Eu também! — exclamou o Presidente, batendo no peito. Depois, olhos brilhantes, apontou um mapa na parede: — E este Brasil inteiro entregue a nós dois! Já pensou?
Tinha razão, o Presidente. E tê-lo-ia (!) levado na conversa, se as intenções presidenciais fossem apenas as de conversar. Porque se trata do rei da conversa, o Pelé do bate-papo, reconhecidamente o mais primoroso cultor desta arte sutil. Já tive mesmo a cautela, apontando-o desde já à posteridade, de compor para ele um epitáfio:
“Aqui jaz Otto Lara Resende,
Mineiro vivo, mancebo guapo.
Deixa saudades, isso se entende:
Passou cem anos batendo papo.”

Fonte: http://contobrasileiro.com.br/deixa-o-alfredo-falar-cronica-de-fernando-sabino/.

SESSÃO ABERTURA DE NOVELAS - CHIQUITITAS (QUINTA ABERTURA DA PRIMEIRA VERSÃO)

A primeira versão da novela Chiquititas foi apresentada pelo SBT no horário das 20h e 19h de 28 de julho de 1997 a 19 de janeiro de 2001.
O tema musical da quinta abertura era Sempre Chiquititas, interpretado pelas Chiquititas.
Para maiores informações sobre a novela, favor acessar: http://teledramaturgia.com.br/chiquititas-1997/.
Boa diversão!



LETRA

SEMPRE CHIQUITITAS

Compositores: Caion Gadia, Carlos Nilson, Cristina Di Giácomi

Uh
É sentir chufa chi
É sonhar chufa cha
É poder chufa che
É cantar chufa cha

Sempre haverá sininhos que fazem
Plim plim plim plim plim
E um bater de palmas
Dentro de você está a sua Chiquitita
Com muita vontade de dançar
Se teu coração tem buraquinhos
Com a gente você vai sarar
Uma mão aqui
E outra mão pra lá
Te abraça forte ao chufa cha

E vivam as Chiquititas, não importa a tua idade
Ensaia uma gargalhada e um lalá lalari lará
No colégio ou tua casa ou na rua ou no jardim
Ou na praça ou na calçada
Chiquititas dançam assim

Mão sobre mão
Pés bem juntinhos
Frente com as costas
E dê dois beijinhos
Vai eterno pro teu coração
O curamos sempre com essa canção

Não se canse nunca de rir
E não deixe nunca de sonhar
Que a vida é um milagrinho
Com tua Chiquitita se pode, se pode alcançar
Poder, poder

Mão sobre mão
Pés bem juntinhos
Frente com as costas
E dê dois beijinhos
Vai eterno pro teu coração
O curamos sempre com essa canção

É sentir
É sonhar
É sonhar
É poder, poder, poder
É cantar
Chufa cha

quarta-feira, 18 de julho de 2018

SESSÃO REMAKE MUSICAL - MEU PRELÚDIO - PARAÍSO DO CHORO

Pedimos desculpas aos leitores, pois publicamos o conteúdo de quarta na terça-feira. Por isso, estamos, excepcionalmente, publicando o conteúdo da terça na quarta-feira. Semana que vem, voltamos ao normal. 
A canção Meu Prelúdio, que teve como um dos intérpretes Waldir Azevedo, é apresentada no vídeo abaixo por Paraíso do Choro.
Para ouvir a versão de Waldir Azevedo, favor acessar: http://biscoitocafeenovela.blogspot.com/2018/07/sessao-tunel-do-tempo-musical-meu.html.

SESSÃO TÚNEL DO TEMPO MUSICAL - MEU PRELÚDIO - WALDIR AZEVEDO

Pedimos desculpas aos leitores, pois publicamos o conteúdo de quarta na terça-feira. Por isso, estamos, excepcionalmente, publicando o conteúdo da terça na quarta-feira. Semana que vem, voltamos ao normal. 
A canção Meu Prelúdio, interpretada por Waldir Azevedo, fez parte da trilha sonora da novela Éramos Seis, apresentada pela Rede Tupi no horário das 19h / 19h30 de 6 de junho a 31 de dezembro de 1977.
Para maiores informações sobre a novela, favor acessar: http://teledramaturgia.com.br/eramos-seis-1977/.

terça-feira, 17 de julho de 2018

SESSÃO SAUDADE - FRANCISCO MILANI

O nosso homenageado de hoje, embora um grande ator e diretor, é lembrado pelos mais jovens por suas participações como humorista na televisão. Estamos falando de Francisco Milani.
Com sua característica voz grave, Milani representava bem de papéis trágicos a cômicos.
Seu talento engrandeceu o teatro, o cinema e a televisão brasileiros!
Obrigado, Francisco Milani, por sua valorosa contribuição à arte de representar!
Descanse em paz!
Para maiores informações sobre esse artista, favor acessar: http://memoriaglobo.globo.com/perfis/talentos/francisco-milani/trajetoria.htm.
Com o objetivo de homenageá-lo, apresentamos abaixo três vídeos de participações suas na televisão. O primeiro é de seu trabalho na novela Champagne, da Rede Globo, na década 80; o segundo contém sua participação na Escolinha do Professor Raimundo, também na Globo, na década de 90, como o teimoso Pedro Pedreira e, por fim, atuando no Zorra Total, como o irritado Saraiva.

PRIMEIRO VÍDEO



SEGUNDO VÍDEO



TERCEIRO VÍDEO



SESSÃO HUMOR

Naquele dia, a professora de Ciências tinha pedido que cada aluno trouxesse algum instrumento que os médicos utilizam no exercício de sua profissão.
- Pedrinho, o que você trouxe?
- Um bisturi, professora!
- Quem é médico na sua família?
- Meu pai!
- E para que serve um bisturi?
- Para fazer cirurgias!
- Muito bem! Mariazinha, o que você trouxe?
- Uma seringa!
- Quem é médico na sua família?
- Minha tia!
- E para que serve uma seringa?
- Para aplicar injeção!
- Muito bem! Joãozinho, o que você trouxe?
- Um tubo de oxigênio, professora!
- Quem é médico na sua família?
- Ninguém!
- E como você conseguiu isso?
- Com minha avó!
- E ela não disse nada?
- Disse! Socorro!