sexta-feira, 22 de setembro de 2017

CHAMADA - SESSÃO RETRÔ - NOVELAS

Irmãos Coragem (primeira versão), O Primeiro Amor, O Terceiro Pecado, Nossa Filha Gabriela, grandes novelas que estarão em breve em cartaz na Sessão Retrô - Novelas!
Não percam!

SESSÃO CAPAS E PÔSTERES

A capa pertence à revista Contigo nr. 270, publicada em 19/01/79.
Já o pôster à revista Contigo nr. 291, que foi às bancas em 09/11/79.
Boa diversão!




SESSÃO FOTO QUIZ

A foto da semana passada pertence ao jornalista, apresentador e jurado Décio Piccinini.
Agora tentem descobrir quem é a garotinha da foto.
Eis algumas pistas:
1) Esta cantora e compositora, ainda viva, nasceu na capital baiana no ano de 1965.
2) Estreou em disco no ano de 1991.
3) Destacou-se, principalmente, como cantora de axé music.
Boa diversão!


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

SESSÃO LEITURA - NASCER NO CAIRO, SER FÊMEA DE CUPIM - RUBEM BRAGA

O texto abaixo é de autoria de Rubem Braga.
Para maiores informações sobre o autor, favor acessar: https://www.ebiografia.com/rubem_braga/.
Boa leitura!

NASCER NO CAIRO, SER FÊMEA DE CUPIM

Conhece o vocábulo escardinchar? Qual o feminino de cupim? Qual o antônimo de póstumo? Como se chama o natural do Cairo?
O leitor que responder “não sei” a todas estas perguntas não passará provavelmente em nenhuma prova de Português de nenhum concurso oficial. Aliás, se isso pode servir de algum consolo à sua ignorância, receberá um abraço de felicitações deste modesto cronista, seu semelhante e seu irmão.
Porque a verdade é que eu também não sei. Você dirá, meu caro professor de Português, que eu não deveria confessar isso; que é uma vergonha para mim, que vivo de escrever, não conhecer o meu instrumento de trabalho, que é a língua.
Concordo. Confesso que escrevo de palpite, como outras pessoas tocam piano de ouvido. De vez em quando um leitor culto se irrita comigo e me manda um recorte de crônica anotado, apontando erros de Português. Um deles chegou a me passar um telegrama, felicitando-me porque não encontrara, na minha crônica daquele dia, um só erro de Português; acrescentava que eu produzira uma “página de bom vernáculo, exemplar”. Tive vontade de responder: “Mera coincidência” — mas não o fiz para não entristecer o homem.
Espero que uma velhice tranquila – no hospital ou na cadeia, com seus longos ócios — me permita um dia estudar com toda calma a nossa língua, e me penitenciar dos abusos que tenho praticado contra a sua pulcritude. (Sabem qual o superlativo de pulcro? Isto eu sei por acaso: pulquérrimo! Mas não é desanimador saber uma coisa dessas? Que me aconteceria se eu dissesse a uma bela dama: a senhora é pulquérrima? Eu poderia me queixar se o seu marido me descesse a mão?).
Alguém já me escreveu também — que eu sou um escoteiro ao contrário. “Cada dia você parece que tem de praticar a sua má ação — contra a língua”. Mas acho que isso é exagero.
Como também é exagero saber o que quer dizer escardinchar. Já estou mais perto dos cinquenta que dos quarenta; vivo de meu trabalho quase sempre honrado, gozo de boa saúde e estou até gordo demais, pensando em meter um regime no organismo — e nunca soube o que fosse escardinchar. Espero que nunca, na minha vida, tenha escardinchado ninguém; se o fiz, mereço desculpas, pois nunca tive essa intenção.
Vários problemas e algumas mulheres já me tiraram o sono, mas não o feminino de cupim. Morrerei sem saber isso. E o pior é que não quero saber; nego-me terminantemente a saber, e, se o senhor é um desses cavalheiros que sabem qual é o feminino de cupim, tenha a bondade de não me cumprimentar.
Por que exigir essas coisas dos candidatos aos nossos cargos públicos? Por que fazer do estudo da língua portuguesa uma série de alçapões e adivinhas, como essas histórias que uma pessoa conta para “pegar” as outras? O habitante do Cairo pode ser cairense, cairei, caireta, cairota ou cairiri — e a única utilidade de saber qual a palavra certa será para decifrar um problema de palavras cruzadas. Vocês não acham que nossos funcionários públicos já gastam uma parte excessiva do expediente matando palavras cruzadas da “Última Hora” ou lendo o horóscopo e as histórias em quadrinhos de “O Globo”?
No fundo o que esse tipo de gramático deseja é tornar a língua portuguesa odiosa; não alguma coisa através da qual as pessoas se entendam, mas um instrumento de suplício e de opressão que ele, gramático, aplica sobre nós, os ignaros.
Mas a mim é que não me escardincham assim, sem mais nem menos: não sou fêmea de cupim nem antônimo do póstumo nenhum; e sou cachoeirense, de Cachoeiro, honradamente — de Cachoeiro de Itapemirim!

Rio, novembro, 1951
Texto extraído do livro “Ai de Ti, Copacabana”, Editora do Autor – Rio de Janeiro, 1960, pág. 197.

SESSÃO ABERTURA DE NOVELA - AMÉRICA (TERCEIRA ABERTURA)

A novela América apresentou uma guerra de bastidores entre autora e diretor original, Glória Perez e Jaime Monjardim, que fez com que a história tivesse três aberturas diferentes.
A terceira tinha como tema musical Soy Loco por Ti, América, interpretado por Ivete Sangalo.
Essa foi a abertura que permaneceu por mais tempo no ar.
A telenovela foi apresentada pela Rede Globo no horário das 21h de 14 de março a 5 de novembro de 2005.
Para maiores informações sobre a obra, favor acessar: http://www.teledramaturgia.com.br/america/.
Boa diversão!

video


LETRA

SOY LOCO POR TI, AMÉRICA

Compositores: Gilberto Gil e Capinam

Soy loco por ti, América,
yo voy traer una mujer playera
Que su nombre sea Marti,
que su nombre sea Marti
Soy loco por ti de amores tenga como
colores la espuma blanca de Latinoamérica
Y el cielo como bandera,
y el cielo como bandera
Soy loco por ti, América,
soy loco por ti de amores
Sorriso de quase nuvem,
os rios, canções, o medo
O corpo cheio de estrelas,
o corpo cheio de estrelas
Como se chama a amante desse país sem nome,
esse tango, esse rancho,

Esse povo, dizei-me, arde
o fogo de conhecê-la,
o fogo de conhecê-la

Soy loco por ti, América,
soy loco por ti de amores
El nombre del hombre muerto ya no se puede decirlo,
quién sabe?
Antes que o dia arrebente,
antes que o dia arrebente
El nombre del hombre muerto antes que a
definitiva noite se espalhe em Latinoamérica
El nombre del hombre es pueblo,
el nombre del hombre es pueblo

Soy loco por ti, América,
soy loco por ti de amores
Espero a manhã que cante,
el nombre del hombre muerto
Não sejam palavras tristes,
soy loco por ti de amores
Um poema ainda existe com palmeiras,
com trincheiras, canções de guerra
Quem sabe canções do mar, ai,
hasta te comover, ai, hasta te comover

Soy loco por ti, América,
soy loco por ti de amores
Estou aqui de passagem,
sei que adiante um dia vou morrer
De susto, de bala ou vício,
de susto, de bala ou vício
Num precipício de luzes entre saudades,
soluços, eu vou morrer debruços
Nos braços, nos olhos,
nos braços de uma mulher,
nos braços de uma mulher
Mais apaixonado ainda dentro dos braços da camponesa,
guerrilheira
Manequim, ai de mim, nos braços de quem me queira,
nos braços de quem me queira

Soy loco por ti, América,
soy loco por ti de amores

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

SESSÃO SAUDADE - MARCELO REZENDE

Não somos, particularmente, fãs de programas policiais, mas julgamos que, por questão de justiça, Marcelo Rezende merece nossa homenagem.
Um detalhe caracterizava Rezende: ele conseguia fazer um programa que tratava de temas tão pesados com certa dose de humor, que ajudava a tornar o programa menos tenso. Só isso já o credenciaria a essa homenagem.
Obrigado, Marcelo Rezende pelo seu ótimo trabalho como repórter e apresentador!
Descanse em paz!
Para saber mais sobre o jornalista, favor acessar: https://pt.wikipedia.org/wiki/Marcelo_Rezende.
Com o objetivo de homenageá-lo, reproduzimos abaixo dois vídeos. No primeiro, veremos um dos casos relatados no programa Cidade Alerta da Rede Record e no segundo, uma seleção dos bordões de Rezende.

PRIMEIRO VÍDEO

video


SEGUNDO VÍDEO

video

SESSÃO HUMOR

O gerente chama o empregado recém-admitido à sua sala e inicia o diálogo:
- Qual é o seu nome?
- João - responde o empregado.
- Olhe - explica o gerente - eu não sei em que espelunca você trabalhou antes, mas aqui nós não chamamos as pessoas pelo primeiro nome. É muito familiar e pode levar à perda de autoridade. Eu só chamo meus empregados pelo sobrenome: Ribeiro, Matos, Souza... Só. E quero que o senhor me chame de Sr. Mendonça. Bem, agora quero saber: Qual é o seu nome?
O empregado responde:
- Meu nome é João Amorzinho.
- Tá certo, João. Pode ir agora...