sexta-feira, 24 de novembro de 2017

CHAMADA - SESSÃO RETRÔ - NOVELAS

Irmãos Coragem (primeira versão), O Primeiro Amor, O Terceiro Pecado, Nossa Filha Gabriela, Sangue e Areia, grandes novelas que estarão em breve em cartaz na Sessão Retrô - Novelas!
Não percam!

SESSÃO CAPAS E PÔSTERES

A capa pertence à revista Contigo nr. 244, publicada em 20/01/78.
Já o pôster à revista Contigo nr. 293, que foi às bancas em 07/12/79.
Boa diversão!



SESSÃO FOTO QUIZ

A foto da semana passada pertence ao cantor e compositor Ed Motta.
Agora tentem descobrir quem é o garotinho da foto.
Eis algumas pistas:
1) Este apresentador, já falecido, nasceu no interior de São Paulo no ano de 1937.
2) Estreou na Rede Globo e passou pela Rede Bandeirantes, Rede Manchete, CNT, Rede Mulher, Rede TV! e TV JB.
3) Era muito polêmico e vivia arrumando encrenca com outros famosos por suas declarações acerca deles.
Boa diversão!


quinta-feira, 23 de novembro de 2017

SESSÃO LEITURA - O ENTERRO DO SINHÔ - MANUEL BANDEIRA

O texto abaixo é de autoria de Manuel Bandeira.
Para maiores informações sobre o autor, favor acessar: www.releituras.com/mbandeira_bio.asp.
Boa leitura!

O ENTERRO DO SINHÔ

J. B. SILVA, o popular Sinhô dos mais deliciosos sambas cariocas, era um desses homens que ainda morrendo da morte mais natural deste mundo dão a todos a impressão de que morreram de acidente. Zeca Patrocínio, que o adorava e com quem ele tinha grandes afinidades de temperamento, era assim também: descarnado, lívido, frangalho de gente, mas sempre fagueiro, vivaz, agilíssimo, dir-se-ia um moribundo galvanizado provisoriamente para uma farra. Que doença era a sua? Parecia um tísico nas últimas. Diziam que tinha muita sífilis. Certamente o rim estava em pantanas. Fígado escangalhado. Ouvia-se de vez em quando que o Zeca estava morrendo. Ora em Paris, ora em Todos os Santos, subúrbio da Central. E de repente, na Avenida, a gente encontrava o Zeca às três da madrugada, de smoking, no auge da excitação e da verve. Assim me aconteceu uma vez, e o que o punha tão excitado naquela ocasião era precisamente a última marcha carnavalesca de Sinhô, o famoso Claudionor…

que pra sustentar família
foi bancar o estivador…

Me apresentaram a Sinhô na câmara-ardente do Zeca. Foi na pobre nave da igreja dos pretos do Rosário. Sinhô tinha passado o dia ali, era mais de meia-noite, ia passar a noite ali e não parava de evocar a figura do amigo extinto, contava aventuras comuns, espinafrava tudo quanto era músico e poeta, estava danado naquela época com o Vila e o Catulo, poeta era ele, músico era ele. Que língua desgraçada! Que vaidade! mas a gente não podia deixar de gostar dele desde logo, pelo menos os que são sensíveis ao sabor da qualidade carioca. O que há de mais povo e de mais carioca tinha em Sinhô a sua personificação mais típica, mais genuína e mais profunda. De quando em quando, no meio de uma porção de toadas que todas eram camaradas e frescas como as manhãs dos nossos suburbiozinhos humildes, vinha de Sinhô um samba definitivo, um Claudionor, um Jura, com um “beijo puro na catedral do amor”, enfim uma dessas coisas incríveis que pareciam descer dos morros lendários da cidade, Favela, Salgueiro, Mangueira, São Carlos, fina-flor extrema da malandragem carioca mais inteligente e mais heroica… Sinhô!
Ele era o traço mais expressivo ligando os poetas, os artistas, a sociedade fina e culta às camadas profundas da ralé urbana. Daí a fascinação que despertava em toda a gente quando levado a um salão.
Vi-o pela última vez em casa de Álvaro Moreyra. Sinhô cantou, se acompanhando, o “Não posso mais, meu bem, não posso mais”, que havia composto na madrugada daquele dia, de volta de uma farra. Estava quase inteiramente afônico. Tossia muito e corrigia a tosse bebendo boas lambadas de Madeira R. Repetiu-se a toada um sem número de vezes. Todos nós secundávamos em coro. Terán, que estava presente, ficou encantado.
Não faz uma semana eu estava em casa de um amigo onde se esperava a chegada de Sinhô para cantar ao violão. Sinhô não veio. Devia estar na rua ou no fundo de alguma casa de música, cantando ou contando vantagem, ou então em algum botequim. Em casa é que não estaria; em casa, de cama, é que não estaria. Sinhô tinha que morrer como morreu, para que a sua morte fosse o que foi: um episódio de rua, como um desastre de automóvel. Vinha numa barca da Ilha do Governador para a cidade, teve uma hemoptise fulminante e acabou.
Seu corpo foi levado para o necrotério do Hospital Hahnemanniano, ali no coração do Estácio, perto do Mangue, à vista dos morros lendários… A capelinha branca era muito exígua para conter todos quantos queriam bem ao Sinhô, tudo gente simples, malandros, soldados, marinheiros, donas de rendez-vous baratos, meretrizes, chauffeurs, macumbeiros (lá estava o velho Oxunã da Praça Onze, um preto de dois metros de altura com uma belida num olho), todos os sambistas de fama, os pretinhos dos choros dos botequins das ruas Júlio do Carmo e Benedito Hipólito, mulheres dos morros, baianas de tabuleiro, vendedores de modinhas… Essa gente não se veste toda de preto. O gosto pela cor persiste deliciosamente mesmo na hora do enterro. Há prostitutazinhas em tecido opala vermelho. Aquele preto, famanaz do pinho, traja uma fatiota clara absolutamente incrível. As flores estão num botequim em frente, prolongamento da câmara-ardente. Bebe-se desbragadamente. Um vaivém incessante da capela para o botequim. Os amigos repetem piadas do morto, assobiam ou cantarolam os sambas (Tu te lembra daquele choro?). No cinema d’a Rua Frei Caneca um bruto cartaz anunciava “A Última Canção” de Al Johnson. Um dos presentes comenta a coincidência. O Chico da Baiana vai trocar de automóvel e volta com um landaulet que parece de casamento e onde toma assento a família de Sinhô. Pérola Negra, bailarina da companhia preta, assume atitudes de estrela. Não tem ali ninguém para quebrar aquele quadro de costumes cariocas, seguramente o mais genuíno que já se viu na vida da cidade: a dor simples, natural, ingênua de um povo cantador e macumbeiro em torno do corpo do companheiro que durante tantos anos foi por excelência intérprete de sua alma estoica, sensual, carnavalesca.

SESSÃO ABERTURA DE NOVELA - BABILÔNIA (PRIMEIRA ABERTURA)

A novela Babilônia foi apresentada pela Rede Globo no horário das 21h de 16 de março a 29 de agosto de 2015.
O tema musical de abertura era Pra que Chorar, interpretado por Mart’nália.
Para maiores informações sobre a novela, favor acessar: http://www.teledramaturgia.com.br/babilonia/.
Boa diversão!



LETRA

PRA QUE CHORAR

Composição: Baden Powell / Vinícius de Moraes

Pra que chorar
Se o sol já vai raiar
E o dia vai amanhecer

Pra que sofrer
Se a lua vai nascer
É só o sol se pôr

Pra que chorar
Se existe amor
A questão é só de dar
A questão é só de dor, de dor

Quem não chorou
Quem não se lastimou
Não pode nunca mais dizer

Pra que chorar, pra que sofrer
Se há sempre um novo amor
Cada novo amanhecer

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

SESSÃO SAUDADE - MÁRCIA CABRITA

Nossa homenagem da semana vai para a humorista Márcia Cabrita.
Márcia foi uma das empregadas que passou pelo programa Sai de Baixo, a Neide Aparecida.
Sua passagem provocou muitos risos e foi marcante, embora curta (1997 a 1999).
Obrigado, Marcia, por ter usado seu talento para nos fazer sorrir!
Descanse em paz!
Para saber mais sobre essa artista, favor acessar: www.purepeople.com.br/famosos/marcia-cabrita_p549022.
Com o objetivo de homenageá-la, reproduzimos abaixo pequeno trecho do programa Sai de Baixo em que contracena com Marisa Orth e Miguel Falabella.


Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=8Drh6ke6Iag

SESSÃO HUMOR

Um homem vai limpar a cabine de um avião e encontra um livro com o título "Como Pilotar Um Avião - Volume 1". Ele, curioso, abre a página 1 e vê escrito:
"Para ligar o avião, pressione o botão vermelho".
Não conseguindo conter a curiosidade, ele aperta o botão vermelho e o avião começa a fazer o barulho do motor.
Na página 2, ele lê:
"Para movimentar o avião, pressione o botão azul."
A curiosidade é enorme, ele aperta o botão azul e o avião começa a voar.
O homem fica muito animado por conseguir fazer tão facilmente o avião voar. Após alguns minutos de voo, ele começa a passar as páginas e desmaia ao encontrar escrito na última página:
"Para aprender a aterrissar o avião, compre o nosso Volume 2 nas melhores livrarias."

Fonte: https://www.osvigaristas.com.br/piadas/aprendendo-a-pilotar-21390.html.