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quinta-feira, 5 de outubro de 2023

SESSÃO LEITURA - A CATEDRAL - ALPHONSUS DE GUIMARAENS

O texto que reproduzimos abaixo é da autoria de Alphonsus de Guimaraens.
Para maiores informações sobre esse poeta, favor consultar: https://www.ebiografia.com/alphonsus_guimaraens/.
Boa leitura!

A CATEDRAL

"Entre brumas ao longe surge a aurora,
O hialino orvalho aos poucos se evapora,
Agoniza o arrebol.
A catedral ebúrnea do meu sonho
Aparece na paz do céu risonho
Toda branca de sol.

E o sino canta em lúgubres responsos:
"Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!"

O astro glorioso segue a eterna estrada.
Uma áurea seta lhe cintila em cada
Refulgente raio de luz.
A catedral ebúrnea do meu sonho,
Onde os meus olhos tão cansados ponho,
Recebe a benção de Jesus.

E o sino clama em lúgubres responsos:
"Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!"

Por entre lírios e lilases desce
A tarde esquiva: amargurada prece
Poe-se a luz a rezar.
A catedral ebúrnea do meu sonho
Aparece na paz do céu tristonho
Toda branca de luar.

E o sino chora em lúgubres responsos:
"Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!"

O céu é todo trevas: o vento uiva.
Do relâmpago a cabeleira ruiva
Vem acoitar o rosto meu.
A catedral ebúrnea do meu sonho
Afunda-se no caos do céu medonho
Como um astro que já morreu.

E o sino chora em lúgubres responsos:
"Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!""

Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/literatura/cinco-poemas-alphonsus-guimaraens.htm.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

SESSÃO LEITURA - ISMÁLIA - ALPHONSUS DE GUIMARAENS

O texto que reproduzimos abaixo é da autoria de Alphonsus de Guimaraens.
Para maiores informações sobre esse poeta, favor consultar: http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=813&sid=110.
Boa leitura!

ISMÁLIA

Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...

E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...

Fonte: http://www.releituras.com/alphonsus_ismalia.asp

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

SESSÃO LEITURA - HÃO DE CHORAR POR ELA OS CINAMOMOS - ALPHONSUS DE GUIMARAENS

O poema que reproduzimos abaixo é da autoria de Alphonsus de Guimaraens.
Para maiores informações sobre o autor, favor acessar: http://educacao.uol.com.br/biografias/alphonsus-de-guimaraens.jhtm.
Boa leitura!

HÃO DE CHORAR POR ELA OS CINAMOMOS

Hão de chorar por ela os cinamomos,
Murchando as flores ao tombar do dia.
Dos laranjais hão de cair os pomos,
Lembrando-se daquela que os colhia.

As estrelas dirão - "Ai! nada somos,
Pois ela se morreu silente e fria... "
E pondo os olhos nela como pomos,
Hão de chorar a irmã que lhes sorria.

A lua, que lhe foi mãe carinhosa,
Que a viu nascer e amar, há de envolvê-la
Entre lírios e pétalas de rosa.

Os meus sonhos de amor serão defuntos...
E os arcanjos dirão no azul ao vê-la,
Pensando em mim: - "Por que não vieram juntos?"