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sexta-feira, 22 de março de 2024

SESSÃO LEITURA - À CIDADE DA BAHIA - GREGÓRIO DE MATOS GUERRA

O texto abaixo é da autoria do poeta Gregório de Matos Guerra.
Para maiores informações sobre o autor, favor acessar: https://www.ebiografia.com/gregorio_matos/.
Boa leitura!

À CIDADE DA BAHIA

Triste Bahia! ó quão dessemelhante
Estás e estou do nosso antigo estado!
Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado,
Rica te vi eu já, tu a mi abundante.

A ti trocou-te a máquina mercante,
Que em tua larga barra tem entrado,
A mim foi-me trocando, e tem trocado,
Tanto negócio e tanto negociante.

Deste em dar tanto açúcar excelente
Pelas drogas inúteis, que abelhuda
Simples aceitas do sagaz Brichote.

Oh se quisera Deus, que de repente
Um dia amanheceras tão sisuda
Que fora de algodão o teu capote!

Fonte: https://www.culturagenial.com/poemas-escolhidos-de-gregorio-de-matos/

quinta-feira, 8 de junho de 2023

SESSÃO LEITURA - SONETO - GREGÓRIO DE MATOS GUERRA

O texto abaixo é da autoria do poeta Gregório de Matos Guerra.
Para maiores informações sobre o autor, favor acessar: https://www.ebiografia.com/gregorio_matos/.
Boa leitura!

SONETO

Estes os olhos são da minha amada, 
Que belos, que gentis e que formosos! 
Não são para os mortais tão preciosos 
Os doces frutos da estação dourada.

Por eles a alegria derramada
Tornam-se os campos de, prazer gostosos.
Em zéfiros suaves e mimosos
Toda esta região se vê banhada.

Vinde olhos belos, vinde, e enfim trazendo
Do rosto do meu bem as prendas belas,
Dai alívio ao mal que estou gemendo.

Mas ah! delírio meu que me atropelas!
Os olhos que eu cuidei que estava vendo,
Eram (quem crera tal!) duas estrelas.

Fonte: https://www.portugues.com.br/literatura/dez-poemas-amor-literatura-brasileira.html

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

SESSÃO LEITURA - À DONA ÂNGELA

O poema que reproduzimos abaixo foi escrito por Gregório de Matos Guerra.
Para maiores informações sobre o autor, favor acessar: http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=873&sid=190.
Boa leitura!

À DONA ÂNGELA PAREDES

Anjo no nome, Angélica na cara,
Isso é ser flor, e Anjo juntamente,
Ser Angélica flor, e Anjo florente,
Em quem, senão em vós se uniformara?

Quem veria uma flor, que a não cortara
De verde pé, de rama florescente?
E quem um Anjo vira tão luzente,
Que por seu Deus, o não idolatrara?

Se como Anjo sois dos meus altares,
Fôreis o meu custódio, e minha guarda,
Livrara eu de diabólicos azares.

Mas vejo, que tão bela, e tão galharda,
Posto que os Anjos nunca dão pesares,
Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda.

Fonte: http://judoepoesia.blogspot.com.br/2007/07/d-ngela-por-gregrio-de-matos-guerra.html