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quinta-feira, 3 de abril de 2025

SESSÃO LEITURA - AS CHUVAS DA PRIMAVERA - AUGUSTO FREDERICO SCHMIDT

A poesia que apresentamos abaixo é da autoria de Augusto Frederico Schmidt.
Para maiores informações sobre o autor, favor consultar: educacao.uol.com.br/biografias/augusto-frederico-schmidt.jhtm.
Boa leitura!

AS CHUVAS DA PRIMAVERA

Em breve virão as chuvas da Primavera,
As chuvas da primavera
Vão descer sobre os campos,
Sobre as árvores pobres,
Sobre os rios degelando.

As chuvas da Primavera
Cairão sobre os jardins perdidos,
Sobre os rosais desnudos,
Sobre os canteiros sem flor.

As chuvas da Primavera anunciarão
Os grandes dias próximos,
E a cantiga das águas escorrendo
Dos beirais
Nos dirá do tempo próximo,
Das primeiras flores,
Dos primeiros ninhos,
Das primeiras palpitações
Dos brotos,
Das esperanças,
Da vida que se insinua em tudo,
Nos ramos,nas penugens,
Nos céus limpos.

Em breve virão as chuvas da Primavera.
Os rios já estão degelando
O frio já não é tão mau.
Adormece, pois, meu amor,
E esquece este inverno,
Deixa que o sono te leve,
Como as águas levam flores
E folhas soltas.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

SESSÃO LEITURA - QUANDO EU MORRER - AUGUSTO FREDERICO SCHMIDT

A poesia que apresentamos abaixo é da autoria de Augusto Frederico Schmidt.
Para maiores informações sobre o autor, favor consultar: educacao.uol.com.br/biografias/augusto-frederico-schmidt.jhtm.
Boa leitura!

QUANDO EU MORRER

Quando eu morrer o mundo continuará o mesmo,
A doçura das tardes continuará a envolver as coisas todas.
Como as envolve agora neste instante.
O vento fresco dobrará as árvores esguias
E levantará as nuvens de poesia nas estradas...
 
Quando eu morrer as águas claras dos rios rolarão ainda, 
Rolarão sempre, alvas de espuma
Quando eu morrer as estrelas não cessarão de acender-se
no lindo céu noturno, 
E nos vergéis onde os pássaros cantam as frutas
continuarão a ser doces e boas.
  
Quando eu morrer os homens continuarão sempre os mesmos.
E hão de esquecer-se do meu caminho silencioso entre eles, 
Quando eu morrer os prantos e as alegrias permanecerão
Todas as ânsias e inquietudes do mundo não se modificarão.
Quando eu morrer os prantos e as alegrias permanecerão.
Todas as ânsias e inquietudes do mundo não se modificarão.
Quando eu morrer a humanidade continuará a mesma.
Porque nada sou, nada conto e nada tenho.
Porque sou um grão de poeira perdido no infinito.
Sinto porém, agora, que o mundo sou eu mesmo
E que a sombra descerá por sobre o universo vazio de mim
Quando eu morrer..."