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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

SESSÃO SAUDADE

Hoje, trazemos o depoimento de nossa amiga Zélia Bianchi do mural da Urca, a quem agradecemos imensamente por utilizar um pouco de seu precioso tempo para escrever essas linhas tão bonitas. Ela relembra uma grande novela: O Casarão.
Para maiores informações sobre a novela, favor consultar: http://www.teledramaturgia.com.br/tele/casarao.asp.
Detalhe: brindaremos os freqüentadores com alguns vídeos da novela, dentre eles, o da cena final, em nossa opinião, a mais bela de todas as que já foram apresentadas em telenovelas e citada pela Dra. Zélia (nossa amiga é médica).
Boa diversão!

O depoimento:

"J.E, gostei muito das novas sessões do blog; gostaria de contribuir com a Sessão Saudade; tenho muitas lembranças da novela "O Casarão", nessa época tinha 16 anos, estava terminando o 2º grau e estudava muito para o vestibular de medicina, morava com a minha avó materna em Campinas/SP; ela assistia a novela e me fazia assistir (era a única hora que eu parava de estudar).  Fiz um resumo da história de amor de Carolina e João Maciel, essa novela teve 161 cap.; me lembro com muita saudade, no ano seguinte entrei para a faculade de medicina, e por muitos anos não assisti televisão, tinha que estudar e estudar.
O Casarão foi escrita por Lauro César Muniz, dirigida por Daniel Filho, exibida às 20:00 hs na Globo no período de junho a dezembro de 1976.  A história se passa em tres épocas:  1900, 1926 a 1936 e 1976; ela foi inovadora para a época, discutia temas como feminismo, política, velhice e principalmente a evolução de comportamento.   Apesar da censura da época, o primeiro capítulo o público não entendeu e foi reprisado no mesmo dia às 23:00 hs; o principal argumento era o triângulo amoroso e a força do amor.
A história se passa na cidade de Sapucaí (noroeste do Estado de São Paulo); mostrava a decadência das oligarquias cafeeiras paulistas e dos casamentos arrumados entre as famílias mais abastadas.
Em 1926, CAROLINA (Sandra Barsotti) filha de fazendeiros se apaixona pelo artista plástico JOÃO MACIEL (Grancindo Júnior), os dois tem 20 anos e se apaixonam perdidamente; os pais dela são contra o namoro, João é pobre, é contra aqueles costumes arcaicos, é um homem de idéias modernas para a época.  Os dois vivem momentos de intensa paixão e resolvem fugir, os pais de Carolina nunca concordariam com o casamento.  JOÃO espera CAROLINA na estação para fugirem para São Paulo, mas ela não aparece, ele viaja sozinho.   CAROLINA pressionada pela mãe (que também teve casamento arrumado pelos pais) é convencida a se casar com ATÍLIO (Denis Carvalho), que é um comerciante local com ascendente carreira política.  Alguns dias antes do casamento, JOÃO retorna a Sapucaí, e na beira do rio faz uma estátua de CAROLINA, com a qual pretende presenteá-la.  Ele fica sabendo do casamento e vai atrás de CAROLINA, ela está no carro que irá levá-la à igreja (é uma cena emocionante, ao som da canção "Fascinação" interpretada por Elis Regina). Ela, chorando, decalra que ama João e nunca irá esquecê-lo, ele acompanha o carro e também faz juras de amor, ele pede para ela não casar, ela diz: EU AMO VOCE JOÃO, e o carro vai embora.  JOÃO fica desnorteado, vai até o rio, joga na água a estátua de CAROLINA e resolve ir embora para sempre.   Após o casamento, CAROLINA tem duas filhas; e ATÍLIO participa da revolução de 1932, na qual é baleado e fica surdo.  Em busca de tratamento, resolvem ir ao Rio de Janeiro, ele vai ao médico; CAROLINA fica no carro com a filha caçula que era bebê, Violeta, (que depois na 3ª fase é interpretada por Araci Balabarian); por acaso, JOÃO aparece e os dois conversam: ele pergunta se ela tem muitos filhos e se é feliz.  Ela responde: duas meninas.  Os anos passam CAROLINA, acompanha o sucesso de JOÃO MACIEL, através de recortes de jornais e revistas; João fica famoso, se casa 5 vezes é um boêmio, nunca esqueceu  CAROLINA.  Há uma passagem de tempo, CAROLINA (Yara Côrtes), JOÃO MACIEL (Paulo Gracindo) e ATÍLIO (Mário Lago); a velhice é o próprio Casarão.  Atílio, continua surdo, vive lamentando a perda do prestígio, e acumula coisas velhas sem valor.  CAROLINA é infeliz, e lamenta não ter tido coragem de fugir com JOÃO MACIEL. Carolina fica viúva.
Em 1976, João Maciel, resolve voltar a Sapucaí, reencontra Carolina, que apesar dos anos é uma mulher de grande vitalidade e reacende a paixão de ambos.  João toma um pileque e confessa que voltou para reviver o passado mal resolvido.  No outro dia, ele vai até o rio e procura a estátua de Carolina (que jogou no dia do casamento dela); após mergulhar o dia todo, acaba encontrando; e resolve fazer uma estátua de criança (menino), e leva para Carolina e diz que é o filho deles - pegunta a ela se sente o filho nascer, ela diz que sente.  Depois de algum tempo, eles resolvem ir para o Rio de Janeiro; João viaja na frente e marcam um encontro na Confeitaria Colombo.   Carolina se atrasa para o encontro, quando chega pergunta a ele: lhe fiz esperar muito; ele responde:  só quarenta anos.  Foi a cena final da novela, ao som de "Fascinação".

VÍDEOS

A ABERTURA DA NOVELA



O ELENCO QUASE COMPLETO



JOÃO MACIEL E CAROLINA JOVENS



A CENA FINAL: O REENCONTRO DE JOÃO MACIEL E CAROLINA 40 ANOS DEPOIS


domingo, 5 de dezembro de 2010

PARA MEDITAR - CONTRIBUIÇÃO DA ZÉLIA BIANCHI, NOSSA AMIGA DO MURAL DA URCA

 UMA FOLHA EM BRANCO

Certo dia eu estava aplicando uma prova e os alunos, em silêncio, tentavam responer as perguntas com uma certa ansiedade. Faltavam uns 15 minutos para o encerramento e um aluno, levantando o braço, dirigiu-se a mim e perguntou: "Professor, pode me dar uma folha em branco?". Levei a folha até sua carteira e perguntei porque queria mais uma folha em branco. Ele respondeu: "Eu tentei responder as questões, rabisquei tudo, fiz uma confusão danada e queria começar outra vez!". Apesar do pouco tempo que faltava, confiei no rapaz, dei-lhe a folha em branco e fiquei torcendo pelo seu sucesso. Aquela atitude dele causou-me simpatia. Hoje lembrando aquele episódio simples, começei a pensar quantas pessoas receberam uma folha em branco, que foi a vida q ue DEUS lhe deu até agora, e só tem feito rabiscos, cálculos errados, tentativas frustadas e uma confusão danada... Este é um bom momento para pedir a DEUS uma folha em branco; uma nova oportunidade para ser feliz. Assim como tirar uma boa nota depende exclusivamente da atenção e esforço do aluno, uma vida boa também depende da atenção que demos aos ensinamentos do nosso grande professor DEUS. Não importa qual seja a sua idade, condição financeira, religião, etc, levante o braço, peça uma folha em branco e passe a sua vida a limpo. Não se preocupe em tirar 10 (dez), em ser o melhor. Preocupe-se apenas em ter a simpatia do MESTRE. Ele está muito interessado em quem pede ajuda. ....E isso depende de você, só de você!

J.E., meu caro professor, este texto recebi da mãe de um paciente, quando era médica-residente em S.Paulo/SP, nunca me esquivei de pedir ajuda, por isso as vezes peço ao mural orações para meus pecientinhos, por que DEUS se manifesta ao homem através do próprio homem.

Um grande abraço

Dra. Zélia Bianchi.