Conta uma lenda grega que Dédalus, um grande inventor, tinha um filho que se chamava Ícaro.
Certa vez, Dédalus e seu filho foram aprisionados no labirinto para serem mortos pelo Minotauro, criatura meio homem, meio touro.
Dédalus construiu umas asas de cera, utilizou uma e deu a outra ao seu filho com a recomendação que não voasse muito próximo do Sol, pois a cera poderia se derreter.
O inventor e seu filho levantaram vôo e tudo ia bem, até que Ícaro encantado com o céu começou a subir, subir, subir... Logo estava muito próximo do Sol e como era de se esperar as asas derreteram e Ícaro despencou do céu e caiu no mar.
As asas de Ícaro representam o sonho de que o homem tanto necessita por ser limitado e mortal.
Não há nada de mal em sonhar um pouco. Mas a história de Ícaro nos ensina que até no sonho é preciso ser equilibrado e não permitir que a fantasia seja exagerada. É bom lembrar que até Dédalus, um inventor de mente racional, usou as asas da fantasia. Ele, porém, soube voltar ao chão no momento certo, enquanto que seu filho, infelizmente, não.
Folhetins, romances, livros, fotonovelas e romances de banca de revista têm suprimido material diverso e variado para os nossos sonhos. Já por vários anos, a telenovela também tem feito isso.
Utilizar-se desses materiais com equilíbrio não faz mal a ninguém. O problema está no exagero.
É preciso recordar que a vida continua diariamente após o capítulo de uma novela ou que irá se prolongar por mais algum tempo após o término dela. E a vida com todos os seus problemas, decepções e tristezas, ainda assim é BELA!