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sábado, 16 de outubro de 2010

UMA ROSA COM AMOR 2 - CLAUDE E ROSA DEPOIS DO CASAMENTO - PARTE 15 - AUTOR: LUCIANA GIANSANTE BAUTISTA

R: Eu sei, mas não sei como vou resistir ao Claude – Diz Rosa meio que envergonhada.
Rosa, com a ajuda da mãe, toma o seu banho. Quando ela sai, a mesma tem a visão mais bela: A visão de Claude segurando Rosinha com ele ninando filha. Rosa se emociona mas se controla. Ela chega à cama e com a ajuda de D. Amália, deita. Claude sem dizer uma palavra entende que Rosa quer segurar Rosinha e entrega a filha para a amada. Neste momento Rosinha chora e Rosa sabe que é de fome. Devido ao problema de Rosa, ela fica impedida de amamentar a filha de forma natural, com isto, recebe pelo hospital leite materno (Obs pessoal: Temos o maior número de Bancos de Leite Humano, entre bancos propriamente ditos e postos de coleta. O nosso total é superior a soma de todos os outros bancos e postos do mundo, mesmo assim, temos problemas para atender a quem precisa). Frustrada ela comenta com Claude.
R: Mas eu queria tanto dar de mamar à nossa filha Claude. – Diz Chorosa.
C: Moun Amour. Não se torture por isto. O Brasil é bom no aleitamento materno. Na França as mulheres não gostam de amamentar os filhos, e é por vaidade e a suposta praticidade e não por problemas físicos. – Diz Claude tentando acalmar a sua amada.
R: Mas eu sei que era o teu sonho me ver dar de mamar à nossa filha – Diz Rosa.
C: Cherry entenda uma coisa, não importa como você alimenta a nossa filha, o que importa é que você e ela estejam bem. Se for leite materno de banco de leite e sendo dado na mamadeira mas que seja o melhor para a minha filha eu aceito. – Diz Claude dando um beijo na testa de Rosa.
Rosa fica mais aliviada com a atitude do francês e se acalma. Seu Giovani chega em seguida e também fica paparicando a neta junto com os três. Passam as horas e a noite chega, porém Claude não faz a mínima menção de ir embora para o hotel. Seu Giovani acaba indo pois estava cansado, e conforme combinado entre Seu Giovani e D. Amália, ela ficaria no quarto para dormir com a filha. Rosinha ficaria no berço ao lado. D. Amália dormiria no sofá-cama destinada aos acompanhantes e a babá no sofá de um lugar, portanto para Claude não haveria local para ele dormir. Mas ele não percebia o pequeno detalhe. Rosa percebe que terá que falar sério com Claude sobre isto e como ele é manhoso terá trabalho em convencer o francês em aceitar a dormida no hotel.
R: Claude. Está tarde e você está cansado. É melhor você ir para o hotel. – Diz Rosa esperando que ele entenda a situação.
C: Não estou nem um pouco cansado Cherry. Vou dormir com você aqui. – Diz Claude apontando a maca-cama em que estava Rosa. Rosa se assusta com a fala de Claude e percebe que terá sérias dificuldades em convencer o marido a ir dormir no hotel.
R: Claude, esta cama não é uma cama de casal e dois aqui não sei se ela iria resistir. – Diz Rosa, torcendo para Claude entender sem a necessidade de ser mais direta na ordem.
C: Rosa, eu sei que a nossa cama lá no apartamento é maior do que o normal e mais reforçada como esta, mas eu quero ficar aqui com você e não vou fazer nada que você não queira. – Diz Claude.
D. Amália e a babá se entreolham envergonhadas sobre o comentário de Claude, pois percebem claramente uma certa conotação no comentário do francês. Rosa percebe que sua mãe e a babá entenderam o que Claude quis dizer e fica brava.
R: Sr. Claude Antoine Geraldy. Primeiramente pára de me envergonhar fazendo certos comentários e segundo, o senhor vai dormir no hotel quer queira quer não – Diz Rosa de forma dura deixando o Francês desolado.
C: Mas Rosa, eu fiz alguma coisa errada? – Pergunta um Claude dissimulado e que parecia ignorar por um momento a presença de D. Amália e a babá, pois ele sabia perfeitamente qual a conotação que tinha dado ao comentário. Depois se lembra que sogra e babá também estavam no quarto, mas não dará o gostinho para a esposa em ver que errou.
R: Fez sim, este comentário. Só por isto o senhor será obrigado a dormir no hotel de castigo – Este comentário acabou sendo a desculpa perfeita de Rosa para obrigar o francês a dormir no hotel, porque se ele dormisse do jeito que ele queria ela não saberia se conseguiria se controlar tendo ele em seus braços.
Claude faz uma cara de manhoso ao mesmo tempo em que se abaixa tentando jogar o seu charme para Rosa, pois ele sabe que a italianinha não resiste a ele, mas também nem ele a ela.
C: Mon Amour, deixa eu dormir aí. Desculpe pelo comentário da NOSSA CAMA, mas eu PRECISO ficar ao seu lado – Falando baixo e bem no ouvido de forma sensual e frisando o NOSSA CAMA e PRECISO, Claude tenta seduzir Rosa ao ponto dela concordar. Rosa não resiste, segura Claude pela nuca e o beija com paixão. Claude corresponde ao beijo na mesma intensidade e novamente, “por um segundo e por todo o tempo do mundo” (by Cupido), “sentem a agradável sensação de desaparecer “ (by Juana La Virgen).
D. Amália percebe que se não intervir rápido, Claude não sairá do quarto. Também percebe que a filha recatada que tinha já não era recatada a um bom tempo.
A: Hãn Hãn – Pigarreia a matriarca para a filha e genro.
Claude e Rosa percebem que estavam indo longe no beijo, param e se recompõem.
R: Entendeu agora seu francês porque eu não quero o senhor aqui nesta cama? – Fala Rosa bem rápido para evitar qualquer comentário da mãe.
C: Rosaaaaaaaa ... – Diz Claude manhoso, mas sabendo que é melhor assim por enquanto porque ter a italiana ao seu lado é risco de fazer coisas erradas em um hospital.
R: Claude, por favor, não insista – Diz de forma quase chorosa, Rosa.
C: Ok, você venceu – Diz Claude choroso também.
Dando um beijo rápido em Rosa, até para evitar novamente as cenas anteriores, Claude sai do quarto e vai para o hotel. Enquanto caminha até o hotel ele pensa: “Mon Dieu, o que a Rosa faz comigo? Eu non resisto a esta mulher.” Os eventos do quarto fazem com que o francês tenha a necessidade de tomar um banho para se “acalmar”.

Enquanto isto, no quarto do hospital:

A: Rosa, o que acontece com você? Tudo bem que você está casada com o Doutore, mas pelo menos lembre-se que você está no hospital e tem pessoas em volta – Diz D. Amália realmente brava com o que presenciara.
R: Mãe desculpa. Agora a senhora entendeu o porque que eu não queria o Claude me ajudando no banho, né?
A: Mas se acontecesse aquilo no banheiro e somente tendo vocês dois é normal em um casal, mas vocês não podem ficar juntos que já começam se beijar de forma impetuosa. Quando vocês vão lá no casarão, do nada vocês somem e quando reaparecem estão os dois se arrumando, parecendo que saíram do meio de uma tempestade. Nem a D. Pepa e Seu Afrânio ficam assim e olha que aqueles dois são fogo – Diz D. Amália completamente nervosa.
A: Sílvia, me desculpe. A muito tempo já pensava em falar sobre isto com minha filha, mas nunca tive a oportunidade que tenho agora. E realmente este é o melhor momento, pois agora ela tem uma filha. Que exemplo dará para a filha?
R: Mãe, também não é pra tanto. Sou casada com o Claude. – Rosa, apesar de brava e envergonhada pela reprimenda da mãe, sabe que a matriarca está com a razão, pois ultimamente ela e Claude não podem ficar muito próximos que começam a se beijar, e normalmente não conseguem se controlar.
A: Eu sei que você sente um amor muito forte pelo Doutore, mas dá para se controlar um pouquinho? Tenho que me virar com o seu pai quando vocês vão no casarão para ele não perceber, porque mesmo vocês sendo casados, ele não entenderá. Ficou claro?
R: Tá bom, entendi. Agora eu quero dormir. Estou muito cansada. Boa noite – Diz Rosa emburrada.

No dia seguinte, Claude, no primeiro horário chega ao quarto de Rosa que já estava arrumada. Claude faz menção de dar um beijo mais forte em Rosa, porém ela o impede, dando somente um leve beijo. D. Amália e a babá Sílvia estavam no banheiro dando banho na neta.

C: Mon Amour, ainda está brava comigo? – Pergunta Claude.
R: Não meu pão francês. Muito pelo contrário. Estou mais apaixonada ainda por você – Diz Rosa.
C: Mas então o que aconteceu para você me dar um beijo tão chinfrinfim?
R: Claude, você sabe. Se a gente começa se beijar, a gente esquece das pessoas. Parece que a gente desaparece e vai para outra dimensão. – Diz Rosa um pouco corada.
C: É eu sei. – Diz Claude sorrindo e acariciando o rosto da esposa.
Rosa, com muito esforço, retira a mão do francês do seu rosto e olhando sério diz para ele diz:
R: Quando voltarmos ao apartamento, você irá dormir no quarto de hóspedes pelos próximos três meses.
C: Hãn? – Claude olha incrédulo para Rosa.
R: Sim Claude. Eu preciso cumprir o meu resguardo. Não posso ficar me arriscando ou você quer ficar viúvo logo? Se eu souber que você tem outra e quer que eu morra eu te mato antes. – Diz Rosa rindo e brincando na tentativa de fazer o francês compreender a situação. O problema é que nem ela saberia se conseguiria cumprir o resguardo.
C: Não tem outra não. Você é e sempre será a minha única mulher. O pior é que você realmente precisa cumprir o resguardo, mas será mesmo que vamos conseguir? – Diz Claude dando um sorriso à Rosa mostrando que tinha entendido o pedido, mas eles conseguiriam cumprir o trato?
R: Preciso deste período Claude. – Diz Rosa baixinho, pois sua mãe, a babá e Rosinha tinham acabado de sair do banheiro e Seu Giovani tinha acabado de chegar.
G: Olá Doutore. Viu como a Fina está bem melhor? – Diz Seu Giovani, pois percebe um sorriso muito lindo da filha que também estava mais corada para sua alegria.
C: Sim Seu Giovani, Rosa está bem melhor mesmo – Diz Claude segurando a mão da esposa e dando um sorriso enquanto falava com o sogro.
Rosa também dá um sorriso mas não fala nada. D. Amália que estava atrás de todos olha séria para o casal pois sabe o que tinha acontecido horas antes e por isto a cara melhor da filha.

Passam-se os 9 dias restantes no quarto, onde o francês fica o tempo todo com a esposa, os sogros e a babá, indo somente à noite junto com o sogro ao hotel. Eles acharam ser mais prático ficar no hotel do que voltarem para as respectivas casas. D. Amália e Seu Giovani as vezes iam ao casarão ver como estavam as coisas. Com um esforço quase sobre-humano, o nosso casal conseguia se controlar.

E chega o dia da alta.

R: Que bom, finalmente vou sair deste hospital e ir para o meu lar – Suspira Rosa.
C: É Mon Amour, nosso pesadelo finalmente acabou – Diz um aliviado Francês com todas as pessoas importantes em volta, D. Amália, Seu Giovani, Rosinha, a Babá, Terezinha e Dino.

VÍDEO-HOMENAGEM AO NIVER DA LUCIANA - AUTORA: FERNANDA SOUZA



terça-feira, 5 de outubro de 2010

UMA ROSA COM AMOR 2 - CLAUDE E ROSA DEPOIS DO CASAMENTO - PARTE 14 - AUTORA: LUCIANA GIANSANTE BAUTISTA

R: Bobos, vocês acham que eu iria abandonar todos né? – Diz Rosa enquanto faz o beijinho esquimó em Claude ao mesmo tempo em que segura Rosinha.
D: Fina, não brinca com coisa séria! Nunca foi tão difícil treinar com os pensamentos voltados para cá. – Diz um Dino todo bobo olhando para a sobrinha.
T: Verdade, todo mundo sofreu muito com você na UTI, mas agora ta tudo bem. Quero segurar a minha sobrinha um pouco já que estes aqui esgotaram a cota – Diz Terezinha rindo e olhando para os pais e Claude.
Rosa entrega Rosinha para Terezinha. Claude faz uma cara de ciúme por Terezinha estar segurando a sua filha. Rosa percebe, e rindo fala:
R: Ô Francês, mas que cara é esta de ciúme? Você terá todo o tempo do mundo para paparicar a sua filha. Deixa um pouco para os outros. E além do mais é minha irmã que está segurando ela.Vai ter que se acostumar ver outras pessoas paparicando a sua filha. – Diz Rosa.
C: Tá. A Terezinha, o Dino, o Beto, Dádi, seus pais nestes eu confio, mas já tem gente querendo a minha filha como namorada de outros. – Diz Claude sério.
G: É véro filha. Tem gente já de olho na Rosinha – Diz Seu Giovani. D. Amália, Dino (nesta altura dos acontecimentos estava segurando a sobrinha) e Terezinha que estão atrás acabam rindo da crise de ciúme dos dois homens.
R: Mas a minha filha mal nasceu e vocês já estão começando a controlar a coitadinha? Deixa ela viver e escolher. Mas quem já está de olho na minha filha como futura Nora? – Pergunta Rosa curiosa e achando que era invenção dos dois ciumentos.
Nisto alguém bate na porta. A porta abre e aparece Frazão e Alabá com a barriguinha de grávida.
F: E como está a mulher que tira o sono do meu amigo francês aí e mãe da minha futura nora? – Diz Frazão entrando no quarto. Frazão segura uma caixa em formato de coração de Sonho de Valsa. Alabá ao lado de Frazão balança a cabeça morrendo de vergonha com o comentário do Marido. O casal cumprimenta todos no quarto.
R: Bom Claude, agora eu entendo a sua preocupação com Rosinha. – Diz Rosa rindo e dando um sorriso para Claude. Claude percebe a piada de Rosa e entra na brincadeira.
C: Nada de namorados para a nossa Filha. Ela vai virar freira né Mon Amour? – Diz Claude rindo. Todos, exceto Frazão dão risada.
R: Sim. Nada de tigres rondando ela. Temos que proteger a nossa filha. – Diz Rosa rindo.
R: Alabá, parabéns! Um menino. – Diz Rosa para a amiga - O Claude ainda não tinha me avisado. Já escolheram o nome? – Pergunta Rosa dando um abraço em Alabá.
A: Sim, já escolhemos. Chamará Alexandre (homenagem à Pathy). Decidimos o nome hoje de manhã. Perdoa o Frazão Rosa por querer impor um namoro aos nossos filhos. – Diz Alabá emocionada.
R: Lógico que perdôo sim. Quem tem que escolher com quem quer ficar são os nossos filhos e não nós. Lógico que devemos orientar, mas não impor as nossas vontades. – Nisto olham para os três (Frazão, Claude e Seu Giovani) Alabá, Rosa e D. Amália.
Passado 1 hora de visita de Frazão e Alabá que paparicavam Rosinha e Rosa, o casal de amigos junto com Teresinha e Dino vão embora ficando somente os pais de Rosa e Claude. Porém Seu Giovani tinha ido acompanhar a saída de Dino e Terezinha até o carro do casal de amigos que aproveitavam para dar uma carona aos irmãos de Rosa, por isto não presenciou a cena a seguir
R: Mãe, eu preciso tomar o meu banho. A senhora me ajuda? – Diz Rosa.
C: Rosa, deixa que eu te ajudo. Sua mãe deve esta cansada. – Fala Claude.
A fala de Claude faz Rosa estremecer, pois sabe que aquelas mãos em seu corpo e com a água caindo será um convite para outra coisa e que não é um banho. Rosa fecha os olhos e por um instante imagina a cena (tentem imaginar pessoal, kkk): Claude com uma bucha em suas mãos percorrendo suas costas enquanto a água escorre por seu corpo e depois ele a encarando nua. Rosa imediatamente abre os olhos tentando esquecer a cena imaginada e reunindo um fio de forças fala para o francês:
R: Não Claude. Não precisa. Minha mãe me ajuda
C: Mas Cherry... – Tenta argumentar o Francês que é interrompido por uma fala mais áspera de Rosa. Foi o único jeito que ela encontrou para enfrentar o pedido que na realidade era convidativo mas nenhum pouco certo para aquele momento.
R: Claude! Não me acompanha que eu não sou novela! (By Juana La Virgen). Minha mãe vai me ajudar e ponto final.
Rosa entra no banheiro junto com sua mãe e os pertences e roupas deixando o francês desolado, pois ele realmente queria ajudá-la e não tinha nenhuma outra intenção. De repente de um estalo Claude compreendeu a situação e sorridente percebeu o quanto ele mexia com ela e como ela já estava bem.
Já no banheiro.
A: Filha, não precisa ser grossa com o Seu marido. Ele só quer te ajudar – Diz D. Amália que não tinha entendido ainda a pequena grosseria da filha.
R: Mãe, o Claude é super atrapalhado e pode acontecer algum acidente aqui – Diz Rosa que evita encarar a mãe de vergonha, pois sabe o que significa o tal acidente.
A: Mas filha ... – De repente D. Amália percebe o que a filha quis dizer e dando um sorriso diz:
A: O problema é que ele pode provocar outro tipo de acidente né filha? Agora entendi o porquê de você não querer que ele te ajude. – Diz D. Amália sorrindo para filha enquanto a ajuda a tirar a roupa.
R: Sim mãe. É este o problema. O Claude mexe comigo de um jeito que eu nunca pensei que algum homem fosse mexer assim comigo. Nem o Júnior provocava isto. – Diz Rosa corada.
A: Filha, isto se chama amor, paixão, desejo. Poucas mulheres tem a sorte que você tem. – Diz. D. Amália.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

UMA ROSA COM AMOR 2 - CLAUDE E ROSA DEPOIS DO CASAMENTO - PARTE 13 - AUTOR: LUCIANA GIANSANTE BAUTISTA

Durante cinco dias, Rosa fica internada na UTI fazendo com que todos fiquem mais no quarto de hotel paparicando Rosinha indo somente ao Hospital nos horários de visita e que são 3x por dia.
Neste período Claude, junto com D. Amália, Seu Giovani, Teresinha, e Dino, planejam uma surpresa para Rosa.

Dia da Alta

C: D. Amália, o berço de Rosa já está instalado no quarto de Rosa. E que pena que não podemos lotar o quarto de Rosas Vermelhas, mas o pôster deu certo. – Diz Claude.
Claude mandou fazer um pôster, tipo aqueles pôsteres que ficam em entradas de eventos, com uma foto dele com Rosinha, os sogros e cunhados. No pôster, o fundo era de Rosas vermelhas (como as Rosas do buquê do casamento) e na frente estava escrito a frase: “Rosas para a nossa Rosa com Amor. Sentimos saudades. Amamos você.”
Neste momento, Rosa saindo da UTI em cadeira de rodas para ir ao quarto pergunta:
R: Onde está o meu marido, ou os meus pais ou irmãos? – Pergunta Rosa estranhando que ninguém veio para levá-la ao quarto, pois tinha certeza que eles iriam fazer isto.
Enfermeira: D. Rosa, não sei. Segundo o Dr. Carlos (o médico que provoca ciúmes em Claude) parece que eles tiveram que sair para resolver os problemas de sua internação. – Diz a Enfermeira que sabia da orientação para não comentar nada. Estava todo mundo do corpo médico orientado para não comentar sobre a presença da família na alta da UTI.
R: Estranho, pensei que tudo estivesse resolvido. – Diz Rosa
Enfermeira: Fique calma que tudo dará certo. Já estamos chegando – Diz a Enfermeira que com a cabeça pede para outra enfermeira que estava no corredor dos quartos abrir a porta.
Quando a porta é aberta Rosa é surpreendida. Vê seu marido segurando o seu tesouro que é Rosinha, seus pais e irmãos. Todos no recinto choram de felicidade e ao fundo o pôster onde todos demonstram o amor que sentem por ela.
R: Meu Deus! Vocês querem que eu volte para a UTI? – Diz Rosa esticando os braços para segurar Rosinha ao mesmo tempo em que dá um beijo apaixonado em Claude no momento em que entrega a filha. D. Amália, Seu Giovani, Teresinha e Dino ao fundo assistem a tudo chorando.
C: Olha Mon Amour, nosso tesouro. Nossa Cherry. – Diz Claude que faz carinhos em Rosa. Nisto todos já estão próximos de Rosa que recebe os abraços e beijos da família.
A: Filha, que bom te ver assim. Pensávamos que iríamos te perder – Diz D. Amália
R: Mãe, eu já estava bem. Parece que vocês nunca me viram na UTI. – Diz Rosa emocionada e ao mesmo tempo rindo.
G: Filha, UTI pra mim nunca é bom. Eu e o Doutore morríamos de medo de te perder. Não gostamos de UTI – Diz Seu Giovani.
C: É verdade Cherry. Só íamos ficar calmos com você no quarto – Diz um Claude sorridente lindo de viver (tentem imaginar a cena do homem com camisa branca e cabelo meio despenteado e com barba por fazer).

sábado, 18 de setembro de 2010

FIC JUANA LA VIRGEN: BODAS DE PRATA E RENOVAÇÃO DOS VOTOS DE CASAMENTO - PARTE ÚNICA - AUTORA: LUCIANA GIANSANTE BAUTISTA

Maurício está sentando no escritório da Revista pensando no dia em que conheceu Joana (vem a lembrança do “Bonita... a moto” com a música Solo a tu Lado).
Nisto alguém bate na porta. Toc. Toc.
- Entra – Diz Maurício
- Oi pai – É a Mariana entrando
- Oi filha, o que faz aqui?! – Pergunta Maurício espantado
- Ô pai, não sabe que eu trabalho aqui como assistente da mamãe?!
- Lógico que sei. É que pra falar a verdade ainda não me acostumei com você deste tamanhoooooo... – Nisto, ele já está de pé e dá um abraço super gostoso na filha por trás.
- Sobre o que o Senhor estava pensando? A cara do Senhor é de quem estava viajando no tempo.
- E estava mesmo! Estava pensando no dia em que conheci a tua mãe. Não na festa, mas quando o meu carro se cruzou com a Pituza.
- Nossa! Já ouvi esta história um milhão de vezes! – Ri Mariana – Pai, era sobre isto que eu queria te falar.
- Sobre o quê minha filha? – Maurício parece não entender
- É que pai, daqui a três meses fará 25 anos que vocês se conheceram. O Sr. tem que fazer algo bem legal pra mamãe.
- Filha. Já estou preparando algo, sim. Senta aqui que vou te contar. – Nesta hora Maurício coloca Mariana no colo (sortuda!) – Você conhece a história do casamento simbólico lá na Serra?
- Até parece que não conheço, né pai? – Mariana ri novamente
- Pois bem, mandei construir lá uma capela onde o tema principal é o sol e as estrelas e irei fazer uma missa de renovação dos votos do casamento, só que vai ser uma surpresa pra tua mãe.
- Xiiii pai. O senhor sabe que a rainha das surpresas é a mamis e não o senhor.
- Pode deixar filha, já estou organizando tudo com o pessoal daqui e de casa.
Nisto entra na sala duas crianças, uma menina e um menino um pouco mais velho.
- Vovô – Grita a menina
- Vem cá minha Joaninha – Maurício pega a neta e põe no colo.
- Ela é a cara da mãe quando criança – Diz Maurício todo dengoso olhando pra Mariana.
- Vovô, a Joaninha não deixa eu brincar com a minha máquina fotográfica – Diz o garoto.
- Rafaelzinho, você sabe que a tua prima é mais nova. Ela ainda não entende estas coisas. Mas você pode brincar lá no estúdio, não é Mariana??????
- Sim, pai, pode, mas sem bagunça, viu crianças? – Diz Mariana – Bom, pai conta aí o que o senhor irá fazer.
- Bom deixa eu começar do começo...
Nisso passam os três meses...
- Caraca Maurício, eu tenho que ir lá nas montanhas fazer as fotos daquele pessoal esquisito????????? Por que não a Mariana ou o Rafael????? – Joana fica nervosa, mal sabe ela que é a surpresa que Mau está preparando.
- Fica calma Jô. Eles são esquisitos mas são do bem.
- E você pelo jeito se esqueceu que amanhã faz 25 anos que nós nos conhecemos.
- Hã, é mesmo. Esqueci. Quando eu voltar da viajem te dou um presente, tá? – Inês que está ao lado para agendar reuniões, quase cai na gargalhada com a disfarçada do chefe.
- Só depois da viagem???????? Você nunca passou a data em branco. Não tô te reconhecendo, viu Maurício. Ai do Senhor se tiver outra no pedaço!
- Não tem outra não. É que estou cheio de serviço e esta maldita viajem de negócios teve que ser marcada bem nesta época!
- Quando eu irei? – Pergunta Joana ainda nervosa
- Hoje depois do almoço. – Reponde Maurício como se nada tivesse acontecido. Inês fica espantada com a naturalidade do chefe na mentira.
- Hoje e depois do almoço?!?!?!?!?!?!?!?! Eu nem arrumei nada ainda Maurício!! Você sabe que eu gosto de deixar tudo arrumado!!! Máquinas, filmes, tudo, fora o que eu vou ter que levar de pessoal, como roupas e etc!!! – Joana está a ponto de voar no pescoço de Maurício de raiva.
- Joana, calma. Eu já pedi pra Mariana ir adiantando isto pra você.
- Tá bom Maurício. O Senhor manda, a tua escrava obedece.
- Não precisa ficar nervosa. Vai dar tudo certo – Nisto Maurício já abraça Joana por trás.
- Então deixa eu ir falar com a Mariana. Você me paga Maurício. – Joana dá um selinho e aperta a bochecha dele e sai da sala.
- Inês do Céu, ela caiu direitinho! – Comenta espantado Maurício
- É chefinho, caiu direitinho, mas espero que ela saia daqui rapidinho, pois tenho que ir ao salão me arrumar.
Depois de falar com Mariana, Joana sai com o motorista que irá levá-la. Pela cortina Maurício fica olhando ela sair. Quando o carro vira ele dá sinal pra todo mundo sair e ir se preparar para o grande evento. A revista fica em polvorosa!
...Chegando nas montanhas, Joana fica lembrando (com Solo a tu lado de fundo musical e cenas da época) que a quase 25 anos atrás foi para esta mesma região junto com Maurício fugindo da polícia e que viveu momentos mágicos. Chegando no local combinado, aparece uma mulher que a cumprimenta.
- Oi Joana, fez boa viagem? Meu nome é Janaína. Será um prazer ter você em nosso grupo que prega o amor acima de tudo. – Janaína é uma das sócias do buffet, junto com Cleé, Lis, Lena, Andy e todo mundo do grupo.
- Fiz sim. Só estou um pouco cansada – Nisto já estava anoitecendo.
- Bom lá, na cabana tem um quarto arrumado pra você. Em cima da cama tem um vestido preparado especialmente para as visitas femininas participarem de nossa cerimônia amanhã. – O vestido é uma cópia fiel do vestido do casamento.
Joana olha o vestido e lembra do casamento. Abraça ele e acaba dormindo...
Enquanto isto na casa dos dois, Maurício vai dormir no quarto de hóspedes, pois seria mais fácil cair no sono sem a presença de Joana, mas não consegue, só tira um cochilo. Tânia fica pensando que depois de tanto tempo ainda se surpreende com o amor dos chefes.
Chega a manhã...
- Joana. Está na hora. – Diz Andy
- Hã. Sim. Já estou me vestindo.
- Não se esqueça que você tem que colocar o vestido, tá? – Lembra Andy, se segurando pra não rir.
Joana acaba de se vestir e quando vai sair é surpreendida por Andy com um café da manhã com tudo o que ela gosta de comer. Depois de tomar o café da manhã, Andy avisa que terá que colocar uma venda nos olhos de Joana, pois as visitas não podem conhecer o caminho da cerimônia do grupo.
Na capela, já está todo mundo: Rafael com a esposa e o filho, Mariana com Davisinho, seu esposo (filho de David e Brandy) e Joaninha, Armando (que continua solteiro. Acha que nunca vai viver um amor como o de Maurício e Joana), Henriqueta com Aninha (filha dela com Manuel), Ana Maria, Salvador, Ramonzito (filho de Ana e Salvador) e todo mundo da revista, os sócios de Miami, Humberto, Nicolau (ficou rico, montou uma fábrica de pastéis com o nome de Dona Acuzena em homenagem a sócia querida), Maurício que não para de andar de um lado para outro de nervoso e o pessoal do Buffet.
- Ai Manuel, será que ela não vai desconfiar de nada? – Pergunta Maurício mais nervoso ainda
- Maurício, calma. Acho que não. Quem diria que eu iria viver tudo isto aqui? – Suspira Manuelito lembrando o dia do casamento.
Nisto aparece Mariana que diz:
- Estão chegando pai.
- Bom deixa eu ir lá pra fora, Maurício, pois vou ter que trazer a minha sobrinha pra você. Maurício, obrigado por fazer a minha sobrinha a mulher mais feliz deste mundo.
- Não tem que agradecer. Eu é que tenho que agradecer pois ela me devolveu a vida.
- Joana, nós já chegamos. - Diz Clee.
- Onde eu estou? Não estou gostando nada disso. Eu gosto de tudo às claras! – Joana foi ficando nervosa pelo caminho. Começou a achar que estava sendo sequestrada e que tinham enganado Maurício com esta história de grupo místico, pois tinham proibido de levar os equipamentos para as fotos.
Joana sai do carro e é guiada até a porta da capela. Nisto ela sente o perfume que Manuel usa.
- Nossa, alguém está usando um perfume igual ao que o Titi usa!
Nisto a venda dos olhos é tirada e Joana fica espantada com a presença do tio.
- Mas o que você está fazendo aqui?! E o que isto significa?! – Pergunta Joana apontando pra capela.
- Parabéns pelos 25 anos de felicidade, Joana. E a tua felicidade está te esperando lá dentro – Fala Manuel.
A porta da capela se abre. A capela está toda enfeitada com sol e estrelas. Em cada sol está escrito: “O amor nunca se acaba. Joana e Maurício”. Joana fica espantada com a presença de todos e se emociona. Mesmo emocionada, fica olhando pra Maurício e murmura sorrindo: Você me paga!
Joana, de braços dados com o tio entra na capela ao som de Solo a tu lado. Na frente os netos carregam quatro correntes. Duas, com cada uma metade de um sol e duas, com cada uma metade de uma estrela.
- Titi, eu não ensaiei nada! – Joana fala baixinho.
- Joana, na hora você saberá o que falar – Responde Manuel
Chegando no altar Manuel entrega Joana para Maurício. Maurício dá um beijo na testa de Joana e diz:
- Minha vida
- Meu ar – Responde baixinho Joana
- Estamos aqui diante de Deus pra celebrar os 25 anos de felicidade deste casal, Maurício e Joana. Você, Maurício De La Veja, promete continuar amando Joana na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte os separe? – Pergunta o padre, sobrinho de 2º Grau do Popaye
- Prometo – Responde Maurício sorrindo e olhando pra Joana.
- Você, Joana Perez de La Veja, promete continuar amando o Maurício na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte os separe?
- Prometo amar até após a morte – Responde Joana olhando para Maurício. Nesta hora ambos já estavam chorando.
- Maurício, você gostaria de fazer alguma declaração? – Pergunta o padre. É apenas uma formalidade, uma deixa para que Maurício faça uma declaração e que as crianças entreguem as correntes.
- Sim. – Maurício olha fixamente em Joana – Você, Joana, é o Sol que me ilumina, a estrela que me guia. Você é minha vida, meu alimento da alma e do coração. Por isso vou te entregar esta metade de sol, pois nós dois somos um.
Maurício pega as correntes com as metades de cada um do sol. Quando juntas se lê a frase: O amor nunca se acaba. Nisto um raio de sol bate provocando um reflexo e Maurício e Joana maravilhados olham a imagem e lembram de todos os momentos maravilhosos que tiveram juntos (nisto vem as imagens que nós amamos ao som de Solo a tu lado). Um coloca a corrente no outro. Depois Maurício pega as outras correntes com a metade de uma estrela cada uma e cada um coloca a corrente em outro.
- Posso fazer uma declaração? – Pergunta Joana
- Sim – Responde o padre – Nisto Maurício olha sorrindo.
- Maurício, você é meu amor, minha vida, meu tudo. Sem você eu não sou ninguém. Te amo, te amo e te amo. – Diz Joana, já enchendo-o de beijos.
- Bom, eu vos declaro eternamente apaixonados – Diz o padre que encerra a pequena cerimônia tb chorando, pois conhecia a história e o seu sonho era fazer esta pequena cerimônia.
Abraçados um no outros eles saem da pequena capela construída e forma-se uma grande fila para os cumprimentos do casal. Mariana, Rafael, ou seja toda a família e amigos. Ao lado da capela, está montada uma grande recepção para o casal e os convidados. E depois de três horas de festa, os dois se olham e Joana fala toda marota:
- E este casamento, não vai ter lua de mel?
- Sim minha querida, você acha que eu esqueci disto? A nossa lua de mel será na cabana onde eu fiz AMOR pela primeira vez - Responde Maurício sorrindo, referindo-se a primeira vez de ambos.
- Então vamos – Diz Joana
Nisto eles saem correndo de mãos dados e encontram o velho carro preto de Maurício todo decorado.
- Mãe, onde a vovó e o vovô vão? – Pergunta Joaninha para Mariana
- Eles vão voltar ao passado filha. Quando você for mais velha você irá entender – Responde emocionada Mariana.
O carro sai e atrás se lê ETERNAMENTE APAIXONADOS. O AMOR NUNCA SE ACABA. Toca Solo a tu Lado.
FIM

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

UMA ROSA COM AMOR 2 - CLAUDE E ROSA DEPOIS DO CASAMENTO - PARTE 12 - AUTOR: LUCIANA GIANSANTE BAUTISTA

Claude e Seu Giovani fazem uma careta pela bronca de D. Amália, mas ao final Claude dá um sorriso para a sogra que a deixa embaraçada, se levanta e dá um beijo estalado na bochecha dela e diz:
C: Adoro a senhora de corazón! E respeito muito e admiro o Seu Giovani. – Diz Claude que dá um abraço no sogro também.
G: Doutore, também gostamos muito do senhore sim. Eu no começo, não achava certo a relação do senhore com a Fina, pois tinha medo dela sair machucada e magoada novamente, mas vi o quanto o senhor a ama. – Diz Seu Giovani emocioando.
C: Eu sei Seu Giovani que tudo o que o senhor fez foi por amor à Fina. Os pais sempre devem amar e proteger os filhos. – Diz Claude
A: Também gosto muito do senhore. – Diz D. Amália fazendo um carinho no rosto do Francês. O carinho alegra o francês, mas ao mesmo tempo o entristece pois ele nunca teve o mesmo carinho que D. Amália lhe dá da própria mãe.
A: Mas doutore, precisamos resolver algo. – Diz D. Amália. Claude e até Seu Giovani olham sério para ela sem entender.
C: Fala D. Amália. O que foi que precisamos resolver? – Pergunta Claude.
A: O que vamos fazer com a Rosinha? Ela vai ter alta hoje, mas eu vou ficar aqui, mas ela precisa de leite materno e a Fina ainda está na UTI. – Diz D. Amália.
C: É mesmo. Non tinha pensado nisto. Vou resolver este assunto. – Diz Claude preocupado. Ele fica quieto um pouco e ao mesmo tempo pensativo e depois diz
C: Bom D. Amália, a senhora vem comigo para me dar uma ajuda, mas antes vou ao banheiro. A senhora me espera? – Pergunta Claude.
A: Claro Doutore. Pode ir. Eu espero aqui – Diz D. Amália.
Enquanto Claude vai ao banheiro, D. Amália e Seu Giovani ficam na sala de espera.
G: Droga. Agora só podemos ver a Fina em horário de visita – Resmunga o velho.
A: Homem de Deus. Por favor, não ensine as suas manias ao Doutore. A Fina não vai gostar. – Diz Amália.
G: Nós só queríamos ver a Fina, só isto. E o Doutore já tava quase morrendo de saudades dela. – Diz Seu Giovani
A: E você Homem de Deus, ao invés de acalmá-lo, incentiva ele a burlar as regras do hospital. Estão parecendo mais pai e filho do que sogro e genro. – Diz Amália rindo.
G: Gosto muito dele sim. Não imaginava que fosse gostare tanto do Doutore assim, mas vi que ele é um homem muito bom e que ama muito a nossa filha e é isto que importa. – Diz Seu Giovani.
A: Mas gostar não significa passar as manias pra ele viu? – Diz Amália rindo.
Enquanto isto no banheiro Claude lavando o rosto fica pensando em como Rosa e seus sogros mudaram a sua vida e para melhor. Quando pensa nisto, sente uma paz incrível que toma o seu corpo. E esta paz o faz decidir: Rosinha ficará hospedada junto com eles no hotel. Ele só precisa comprar às pressas um berço para montar no hotel, uma banheirinha móvel e trazer a babá que já havia sido contratada por Rosa e por ele. Rosinha dormiria no mesmo quarto que D. Amália e a Babá e Seu Giovani ficaria em um quarto e ele em outro. Com a decisão tomada, o nosso pão francês sai do banheiro.
C: D. Amália, já decidi, a Rosinha vai ficar hospedada aqui junto com nós no hotel. Vou comprar em uma loja um berço simples e uma banheirinha móvel e vou trazer a Sílvia (babá) para cá com as coisas delas. A senhora fica hospedada junto com elas e Seu Giovani fica em um quarto ao lado e eu em outro. Tudo bem para a senhora? – Pergunta Claude.
A: Por mim tudo bem. E pra você homem? – Pergunta D. Amália para Seu Giovani.
G: Por mim tudo bem. Se não tem outro jeito – Diz Seu Giovani.
C: Bom, então vamos D. Amália e Seu Giovani escolherem o berço e a banheira. E depois voltamos pra cá para montar – Diz Claude.
Os três saem juntos junto com o motorista Rodrigo e chegam à loja em que Claude e Rosa já tinham comprado os móveis do quarto de Rosinha.
Quando os três chegam à loja, vêem que tem três modelos diferentes e com cores Verde e Branca para a alegria de Seu Giovani e Claude (Que tinha virado palmeirense fanático. Influência do sogro), mas o modelo mais simples era da cor Rosa e Branco. Seu Giovani e Claude ficam quase 3 horas na loja tentando se decidirem qual modelo levar. D. Amália sempre tentava convence-los a levar o modelo mais simples, porém nunca conseguia. Quando Rosa estava grávida, ela e Claude tinha ido à loja e escolhido um modelo de jogo de berço em tons branco com amarelo claro, visto que eles não quiseram saber o sexo do bebe. Claude naquela época já queria um jogo nos tons verde e branco, mas Rosa fez pé firme e escolheu este tom de cores.
Finalmente D. Amália se irrita com a indecisão dos dois e diz:
A: Homens de Deus! Estamos aqui a mais de 3 horas e vocês não sabem qual berço escolher? Tem que ser o mais simples, porque vai ser usado somente durante 15 dias. E depois será doado. Não precisa se cheio de coisinhas. – Diz D. Amália emburrada.
C: A senhora está certa – Diz Claude meio a contragosto.
Finalmente eles aceitam levar o mais simples. O vendedor da loja pergunta:
V: Querem uma equipe para montagem do berço e da banheira? Temos uma equipe disponível neste momento na loja.
C: Non precisa, eu e MEU SOGRO sabemos montar qualquer coisa. – Diz um Claude orgulhoso e com o peito estufado para o vendedor que se segura pra não rir.
G: MEU GENRO sabe fazer tudo – Diz Seu Giovani orgulhoso pelo genro que tem.
D. Amália se divertia por dentro pela situação, mas sabia que nenhum e nem outro conseguiriam montar o berço e faltava pouco tempo para a alta da neta. Então ela diz:
A: Homens de Deus, se vocês levaram mais de 3 horas para se decidir na compra de um berço, quanto tempo vai demorar a montá-lo? Acho melhor ser a equipe da loja, eles montam bem rápido. – Diz D. Amália.
C: Não D. Amália. Não precisa. Sabemos fazer tudo né Seu Giovani? – Diz Claude.
G: Sim Amália. sabemos fazer tudo – Diz Seu Giovani.
D. Amália não consegue convence-los a aceitar a equipe de montagem, mas tem uma idéia. Finge que está olhando algo enquanto os dois saem com as peças, mas não realidade está falando com o gerente que fica ao lado dela e que percebe o que ela queira fazer.
A: Olha Doutore, estes dois só não são mais atrapalhados por falta de espaço e eles não vão conseguir montar o berço. O senhor tem um cartão para que eu possa ligar para pedir socorro?
Gerente: Sim minha senhora. Tenho um cartão aqui. É só ligar e em menos de 5 minutos eles estarão lá.
A: Obrigada. Pode ter certeza que vou ter que chama-los. Deixem-nos de prontidão. – Diz D. Amália.
G: Vamos mulher! Anda ou vamos chegar muito tarde no hotel. – Diz Seu Giovani bravo na porta do carro e que não percebe o que D. Amália fazia.
A: Já to indo Homem de Deus! – Diz D. Amália que esconde na bolsa o cartão da loja.
Os três vão primeiramente ao apartamento, onde pegam as coisas para Rosinha e a babá que já estava de prontidão. Apesar do trânsito intenso, conseguem chegar ao hotel rápido.
Claude e Seu Giovani começam a preparar a montagem, porém ficam mais perdidos que cego em tiroteio.
C: Porque não veio um esquema? Seu Giovani, acho que temos que começar com esta parte. – Fala Claude segurando um peça do berço
G: É mesmo doutore, acho que devemos começar com esta parte mesmo. – Diz Seu Giovani com cara de interrogação. A mesma cara tinha Claude.
Depois de meia sem sucesso, Claude coça a cabeça e percebe que não conseguirá montar o berço. Seu Giovani também percebe a mesma coisa.
C: D. Amália acho que a senhora tinha razão. Devíamos ter aceitado a oferta de eles montarem o berço. – Diz um Claude meio decepcionado por ter que admitir que não conseguiu montar o berço.
A: Bem que eu avisei, mas vocês, orgulhosos como são, não iriam admitir isto nunca. Precisavam provar a todo mundo que são capazes de tudo. Ainda bem que me preveni e combinei já com o gerente. É só ligar neste número e pedir para eles virem até aqui para montar. – Diz D. Amália entregando o cartão da loja para Claude.
C: Muito obrigado D. Amália. Agora sei pra quem Rosa puxou no sentido de ser prevenida. – Diz Claude dando um beijo delicado no rosto da sogra.
Claude liga e pede para que a equipe de montagem venha. Eles chegam e em menos de 15 minutos montam o berço e a banheira para decepção de Claude e Seu Giovani que se sentem derrotados e humilhados.
Após as montagens, Rosinha, que já tinha tido alta, chega ao quarto com a babá. Claude todo babão vai para pegar a filha e ficar ninando ela (socorroooooooo. Quero ser a Rosinha por cinco minutos pelo menos. #ComoFaz?)
C: Vem cá minha pequena Cherry. Teu papai tava com saudades. Meu tesouro. – Diz um Claude todo babão pra filha.
Rosinha, chora um pouquinho o que assusta o francês, mas Sílvia o socorre. O choro é de fome e a babá já tinha sido orientada pelos médicos a dar o leite materno de Rosa que era coletado e tratado para retirar qualquer indício de remédios (galera, não sei se isto é possível na vida real). Claude se frustra um pouco com a cena, porque desejava ver a cena de Rosa amamentando sua Rosinha.
Rosinha depois de ser amamentada dorme como um anjo. Deixando todos com caras de bobos.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

JOANA, A VIRGEM - COLABORAÇÃO DE LUCIANA GIANSANTE BAUTISTA



Autora: Perla Farias
Direção: Tony Rodrígues
Emissora no Brasil: Rede Record
Período de exibição: 15 de julho de 2002 a 08 de março de 2003
Horário: 20 h 15 min
Sinopse

É a história de Juana Pérez, garota de 17 anos que é virgem por convicção e é também a história do empresário do meio editorial, Maurício De La Vega, estéril por causa de um tratamento contra um câncer, mas que luta para ser pai atráves de fertilização em uma barriga de aluguel, pois a sua mulher não consegue engravidar. Por um erro na clínica de fertilização e ginecologia, fazem a inseminação em Juana Pérez, a garota virgem.
Neste meio tempo, Juana faz um trabalho de free-lance como fotógrafa na festa da Revista Positivo e não tem uma boa impressão de Maurício, chamando-o de chefe tóxico, porém ela deixa a festa após presenciar algo (esta cena será importante ao final da novela) e ser repreendida por ele. Passado 1 mês, após um exame de sangue que seria necessário para a sua viagem à LA por um curso ganho de fotografia, Juana descobre que está grávida mesmo sendo virgem, e é óbvio que a família em um primeiro momento não acredita nela, o que a faz fugir de casa e buscar abrigo justamente na Revista, e ao mesmo tempo, a mulher paga para ser a barriga de alguel de Maurício sofre um aborto e logo em seguida, todo o sêmen de Maurício é perdido em um acidente na clínica transformando Juana na única possibilidade de Maurício ser pai. Neste meio tempo, Maurício e Juana se transformam em amigos, e logo em seguida Maurício descobre que Juana é a mulher que tem o seu único filho de sangue em sua barriga.
Maurício e Juana vão se descobrir apaixonados ao longo do tempo, porém as vilãs da história, Carlota (esposa de Maurício) e Desireé (amiga de Carlota apaixonada por Maurício. No final vira uma aliada dele, porém isto custará caro para ela) farão de tudo para separar o casal.
Mas o grande vilão da história é Rogélio Vivas, sócio de Maurício na revista e também pai de Carlota.
Na novela tem um garoto adorável Nicolau, a mãe maluca Ana Maria que é o tipo de mãe que dá vergonha alheia, uma avó ranzinza (devia casar com um certo italiano) e tem também uma Tia de Maurício, a Tia Eva, que é a Tia que todo casal de protagonistas gostariam de ter.

Elenco

Daniela Alvarado ... Joana Pérez
Ricardo Álamo ... Maurício de la Vega
Roxana Díaz ... Carlota Vivas de la Vega
Juan Carlos Alarcón ... Manoel Pérez
Jonathan Montenegro ... David
Maríalejandra Martín ... Ana María Pérez
Eduardo Serrano ... Rogelio Vivas
Eliana López ... Enriqueta
Leonardo Marrero ... Alfredo Vivas
Miguel Ferrari ... Armando Salazar
Manuel Salazar ... Salvador
Flor Helena González ... Amparo
Freddy Galavís ... Popeye
Aura Rivas ... Dona Açucena
Norkis Batista ... Desirée
Verónica Cortés ... Bibi
Martín Brassesco ... Humberto Vivas
Julia Lima ... Brandy Yuleisy
Laura Muñoz ... Shiva
Gabriel López Medrano... Rafael
Miguel Ángel Sanz... Nicolás

Curiosidades.

Logo no primeiro capítulo, mesmo antes da inseminação, e etc acontecer, a moto de Juana, cruza com o carro de Maurício e ele fala uma frase que se tornou famosa para os fãs da novela: "Bonita, la Moto".
Perla Farias, a autora da novela, deu a entender durante a transmissão, que a história de amor entre Maurício e Juana, vem de vidas passadas. Em uma cena, quando o casal, ainda como amigos, vão à casa da Serra (casa que pertence à tia de Maurício), Juana, que nunca tinha ido à tal casa, pega a chave que estava escondida em uma parte de fora da mesma para abri-la e só depois se dá conta que ela não deveria saber. Neste mesmo dia, Juana tem um sonho onde ela e Maurício estão vestidos com roupas antigas, como da época da colonização e no sonho ela tem a impressão que ele vai matá-la durante um beijo. E depois, em outra cena, tia Eva na mesma casa, folheando um álbum antigo da família, encontra a foto de uma mulher parecida com Juana. Foram as únicas referências a isto na novela.
Depois que Juana tem o sonho, ela decide dormir próxima de Maurício, e faz o comentário que ele tem cheiro de pão quentinho (o pão me persegue desde aquela época kkkk)
Durante a novela, surgiu uma polêmica na Venezuela, onde algumas pessoas não concordavam com a idéia de Juana perder a virginidade grávida. Para isto foi feito enquete, e tudo mais, e no fim, Juana perde a virginidade mesmo estando grávida.
Durante a gravação, surgiu um romance entre os atores Ricardo e Daniela (informo que ambos eram amigos a muito tempo, inclusive Ricardo é fã do pai da Dani, o ator Daniel Alvardo, que fez o Maúte da novela Samantha, também exibida na Record). O romance nunca foi confirmado pelo Ricardo, e pela parte da Dani, não houve uma confirmação do tipo "namoramos" mas sim a seguinte frase que "No lo llamaría romance, de hecho no le pondría ningún calificativo, y no lo hago por respeto a ciertas personas. Mi relación con Ricardo durante toda la novela, fue muy bonita. Es muy buen compañero". Apesar de afirmarem que continuavam amigos, nunca mais foram vistos juntos e quando um estava em uma emissora, o outro estava em outra. Houve tentativas da emissora Venevision e da emissora RCTV de ambos fazerem novelas juntos, porém nunca aconteceu.
No último capítulo há uma transição de 50 anos, onde mostra Maurício e Juana velhos e se recordando do casamento e Juana diz o que aconteceu com alguns membros da família.
Houve uma tesourada na novela por parte da Record onde eles cortam cenas de uma mulher que lê cartas e tem pressentimentos. Teve outra cena que eles colocaram como se o Ricardo não reconhecesse a Juana em um retrato falado, sendo que a cena no original é quando Maurício descobre que Juana é a mulher que espero o seu único filho.
No Brasil, a cena da reconciliação do casal protagonista foi passada no dia 24 de dezembro em um capítulo longo, de quase 1 hora, e o detalhe que os capítulos naquela época estavam sendo curtos. Muitos fãs tiveram que gravar a novela naquele dia para poder assistir (eu inclusive) e não houve novela no dia 25.
A novela ganhou uma versão indiana.

Vídeo Promocional da Novela
 

Vídeo da versão indiana:

 
Um pequeno Making Of (De trás dos Bastidores):

Vídeo de uma cena na Record:

Reportagens no Brasil em revistas e jornal:

 



Calendário das cenas passadas no Brasil:





Cenas da novela:


segunda-feira, 6 de setembro de 2010

UMA ROSA COM AMOR 2 - CLAUDE E ROSA DEPOIS DO CASAMENTO - PARTE 11 - AUTORA: LUCIANA GIANSANTE BAUTISTA

A: Espero que me obedeçam porque eu preciso ir para casa para ver como as coisas estão. – Diz séria D. Amália olhando principalmente para Claude.

C: Pode confiar em mim, D. Amália – Diz Claude sério, que segura a mão de D. Amália.

A: Espero mesmo – Diz D. Amália agora olhando de um jeito terno para o francês.

F: D. Amália, eu se fosse a Senhora não confiaria neste francês não. Acho melhor a senhora ficar. Quer que eu te ajude em alguma coisa? Mas eu com estes dois sozinhos aqui sou peixe pequeno – Diz Frazão quase rindo porque sabe que se Claude e Seu Giovani ficarem sem D. Amália, mesmo com ele pra tentar controla-los, não conseguirá.

A: Não tem jeito doutore. Preciso pegar umas roupas para o Giovani e pra mim, ver como estão a Teresinha e o Dino e a casa. – Diz D. Amália para Frazão.

C: D. Amália confie em mim, por favor – Diz Claude meio triste.

G: Amália, confia no Doutore! Ele ama a Fina! – Diz Seu Giovani já nervoso. Não via a hora de ficar sozinho junto com o Doutore para tentar entrar na UTI e ver a filha.

C: Obrigado Seu Giovani por me entender – Diz Claude olhando emocionado para o sogro.

A: Doutore, eu confio no senhor, e sei que o que o senhor aprontar é porque AMA DEMAIS a Fina, mas tenho medo é que o Senhore e Giovani saiam prejudicados. E principalmente a Fina. – Diz D. Amália que entende que as possíveis atitudes de Claude e Seu Giovani serão feitas por amor à filha.

C: Obrigado por confiar em mim D. Amália – Diz Claude emocionado dando um beijo delicado na testa da sogra.

A: Bom, agora eu preciso ir, porque pode ficar muito tarde para voltar – Diz. D. Amália.

C: Frazão você vai voltar para o escritório de Táxi. E o Rodrigo levará D. Amália para o Casarão e ficará a disposição dela durante todo o tempo. Explica para o Rodrigo, ok? – Diz Claude.

F: Pode deixar francês – Responde Frazão que pensa sorrindo: “Quem te viu e quem te vê, hein Francês”. Quem diria que ele veria um Claude tão apaixonado assim.

Frazão e D. Amália se despedem dos dois e vão embora.

G: E agora Doutore? Como vamos fazer? – Pergunta Seu Giovani.

C: Daqui a pouco sai uma enfermeira da UTI da Rosa. – Diz Claude olhando o relógio.

Cinco minutos depois realmente sai uma enfermeira da UTI. Claude e Seu Giovani vão rápido em direção da porta e ambos olham para trás para verificar se não tem ninguém que pode os entregar e entram sorrateiramente (a porta não é trancada por motivo de segurança em caso de incêndio e outros problemas. “Não sei se é assim na vida real”). Rosa estava no leito de olhos fechados, porém acordada.

G: Doutore, a Fina está dormindo. Acho melhor voltarmos. – Diz Seu Giovani. Antes que Claude pudesse dizer ou fazer algo, Rosa abre os olhos e diz:

R: Mas o que vocês estão fazendo aqui? Não ta no horário de visita! Estão querendo arranjar confusão aqui por acaso? – Diz séria Rosa, mas feliz da vida por dentro pela cumplicidade entre Claude e seu pai.

G: Calma Filha – Diz Seu Giovani

C: Rosa fala baixo para não descobrirem a gente – Diz Claude pondo o dedo indicador delicadamente nos lábios de Rosa. O simples toque fez Rosa estremecer toda.

R: Mas o que o médico falou hein? Agora visitas só no horário certo – Diz Rosa mesmo sabendo que os dois não vão respeitar muito o seu pedido.

R: O senhor está passando todas as suas manias para o Claude pai – Diz Rosa que olha ternamente para o pai e em seguida para o francês, pois sabe que os dois são mais parecidos do que ambos se imaginam.

G: O doutore te ama muito e me entende filha, pois sabe que o que eu faço é porque também te amo e quero o teu bem. – Diz Seu Giovani.

C: Eu te amo Rosa. Não consigo ficar muito tempo longe de você. – Diz Claude todo dengoso.

R: Eu sei que vocês me amam demais, mas tem que entender que aqui não é a empresa ou as nossas casas, viu? – Diz Rosa fazendo carinho no rosto do Francês e olhando para o pai.

Neste momento, o médico chega ao leito por outra entrada e dá de cara com os dois que tomam um susto daqueles. Rosa acaba rindo da cara dos dois mas torce para que o médico não faça um escândalo.

M: MAS O QUE EU FALEI PARA O SENHOR? – Diz o médico olhando sério para Claude.

M: EU NÃO DISSE QUE A PARTIR DAQUELE MOMENTO, AS VISITAS NA UTI SERIAM SOMENTE NO HORÁRIO? VOU FALAR COM A SEGURANÇA – Diz o médico já indo à porta. Rosa se assusta com a mudança de atitude do médico e diz:

R: Doutor, por favor, perdoe estes dois. Eles agem muito com o coração e não com a razão. – Diz Rosa quase chorosa.

O médico se volta para o leito de Rosa e diz sério:

M: Bom, vou relevar esta infração, mas se acontecer novamente terei que tomar as devidas providências. Visitas só no horário. Eu sei que a paciente é uma pessoa especial e.. – Diz o Médico mas sem terminar a frase, pois Claude o interrompe enciumado:

C: Mas como você sabe que ela é uma pessoa especial? – Pergunta Claude furioso e totalmente enciumado.

R: Calma Claude – Pede Rosa constrangida pela cena de ciúme, mas por dentro feliz.

G: O doutore Claude está certo. Como o senhore pode dizer que ela é uma pessoa especial? – Diz Seu Giovani que achou uma falta de respeito com o Doutore Claude como o médico se referiu à Rosa.

M: Calma, disse que ela é pessoa especial, porque em 20 anos de carreira, já vi muitos pais e filhos tentando burlar os horários de visita, mas marido eu nunca vi, e olha que já vi muitos maridos apaixonados. – Diz o médico que entendeu a reação dos dois e quase ria da situação.

G: Mas o senhore então nunca conheceu marido apaixonado. Marido apaixonado só eu pela Amália e o doutore Claude pela Serafina – Diz Seu Giovani fazendo corar Rosa e Claude que abre um sorriso de felicidade.

R: Pai, não me faz passar vergonha – Diz Rosa encabulada.

G: É verdade filha – Diz Seu Giovani um pouco emburrado.

M: Mas agora eu preciso que vocês dois saiam da UTI e faça a visita à paciente só no horário estipulado. Mas vou deixar vocês darem um beijo de despedida – Diz o médico que se segura para não rir da cara de poucos amigos que Claude demonstra para ele.

C: Mon Amour, não tem jeito, vou ter que ir. Te amo Cherry – Diz Claude dando um suave beijo nos lábios de Rosa. Rosa segura a cabeça do Francês e dá um beijo mais impetuoso nele que tem que se controlar para não avançar mais. Logo em seguida se afasta e Seu Giovani chega para se despedir da filha.

G: Filha fique com Deus. A gente vai ficar aqui o tempo que for preciso. Nós vamos ficar aqui na sala ao lado viu? Te amamos – Diz Seu Giovani que dá um beijo na testa da filha.

R: Eu amo vocês dois viu? E muitooooooo. Mas por favor, sem aprontar de novo, ok? – Pede Rosa que joga um beijo para os dois que já estão na porta com o médico que irá acompanhá-los.

C: Ta bom meu amor – Diz Claude meio emburrado. A cara do Francês faz Rosa rir.

Claude, Seu Giovani e o médico saem e na sala de espera da UTI, Claude pergunta sério com a mão no queixo (sério mais pelo ciúme do que preocupação) ao médico:

C: Quanto tempo ela ficará na UTI ainda doutor?

M: Se tudo correr bem, ela pode sair da UTI dentro de cinco dias e depois ficar mais dez dias no quarto até ter alta – Diz o médico.

G: Cinco dias Doutore? – Pergunta Seu Giovani ao médico decepcionado pelo tanto de dias que terá que respeitar os horários junto com Claude.

M: Sim, cinco dias se não houver intercorrências novas na paciente – Diz o médico meio que incomodado com os olhares furiosos provocados pelo ciúme de Claude.

G: Inter o quê? – Pergunta Seu Giovani que não entende o que o médico disse.

C: Se não houver problemas Seu Giovani. Vamos ter que agüentar estes horários curtos para ver Rosa nestes cinco dias – Diz Claude emburrado. Estava bravo agora não só pelo fato de sentir saudades, mas a frustração e raiva só aumentaram porque entrou o componente ciúme nas suas preocupações na visita à UTI.

Depois de 4 horas que D. Amália tinha saído, ela retorna trocada e com roupas para Seu Giovani, e para ela. Mas também com roupas para o Francês porque teria a certeza que o Francês não dará a cara tão cedo no apartamento e por isto foi ao apartamento do mesmo para pegar algumas mudas de roupa e também para dar as últimas notícias para Dádi e Socorro e ver como está arrumado o quarto de Rosinha.

A: Oi Doutore, oi Geovani. Pela cara de vocês, vocês tentaram entrar na UTI né? – Pergunta D. Amália, que tem a certeza da resposta pois a cara de emburrados dos dois entregam.

G: É mulher, tentamos mas não deu certo – Diz emburrado Seu Giovani.

C: Conseguimos ainda vê-la, mas o médico apareceu e nos expulsou de lá – Diz Claude com cara de criança travessa para D. Amália.

A: E aposto que quem livrou a barra de vocês foi a Rosa né? – Comenta D. Amália.

C: Tentamos D. Amália. Chegamos a entrar .... – E Claude explica toda a situação para D. Amália e também sobre o período previsto de internação na UTI e ele não omitiu nem a fala do médico que lhe provocou ciúme. Ao final da explicação D. Amália diz:

A: Aposto que o senhor não gostou muito do tratamento do médico à Fina né? – Comenta D. Amália dando um sorriso para o francês.

C: Não tem ciúme nenhum D. Amália – Diz Claude com a cabeça baixa.

G: Amália deixa o Doutore. – Diz Giovani para a esposa.

A: Ta, faz de conta que eu acredito em vocês dois. Mas também não quero brigar com ninguém, mas vocês mereceram a bronca do médico e da Rosa – Diz Amália séria.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

UMA ROSA COM AMOR 2 - CLAUDE E ROSA DEPOIS DO CASAMENTO - PARTE 10 - AUTORA: LUCIANA GIANSANTE BAUTISTA

Depois de Claude lanchar (incluem aí mais duas coxinhas de frango com catupiry e uma lata de coca-cola no “pequeno” almoço do francês) todos voltam para a sala de espera da UTI. Claude e Seu Giovani vão andando mais pra frente e D. Amália vai acompanhando Frazão.

G: Doutore, como vamos fazer para ver a Fina sem ser no horário de visita? – Seu Giovani estava adorando o francês agora. Tinha percebido que o nosso pão francês realmente amava a filha e entendia as suas atitudes e agora principalmente por ser pai, Claude tinha virado um aliado dele com relação ao seu lado protetor.

C: Bom, eu tinha reparado que tem certos horários que não passa ninguém para ver mais de perto a Rosa. Eles controlam tudo em uma central. E normalmente vão vê-la no horário de tomar o remédio mesmo.

Atrás dos dois, D. Amália e Frazão escutam a conversa.

A: Doutore, não siga as idéias malucas deste homem. – Diz D. Amália.

A: Não quero passar outra vergonha. Vou passar tanta vergonha como naquela vez que fomos à casa de Roberta Vermont procurar a Rosa – Diz Amália

C: Haaa aquele dia foi estranho a bem da verdade. Vou confessar uma coisa Seu Giovani, mas não quero o senhor bravo com a Rosa, ta? – Diz Claude.

Seu Giovani olha assustado para Claude e fica tentando imaginar o que seria a confissão que envolveria a Rosa.

C: Naquele dia, eu e a Rosa estávamos mesmo na casa de Roberta – Diz Claude encabulado.

G: Não falei Amália que a Fina estava lá com o Doutore? – Diz Seu Giovani olhando para D. Amália com aquela cara de “eu estava certo e você não”.

A: Eu sei homem de Deus, mas não vamos remexer em algo do passado que acabou sendo bom para a nossa filha. – Diz D. Amália.

G: Mas porque foi estranho? E onde vocês ficaram que não vimos? – Pergunta Seu Giovani.

C: Então, estávamos perto da piscina e quando a Roberta falou alto para percebermos que vocês estavam na casa, acabamos que pulamos na piscina para se esconder – Diz Claude totalmente sem graça.

G: Mas porque foi estranho? – Pergunta intrigado Seu Giovani.

C: É que ficamos muito próximos para disfarçar também para os americanos e eu senti o meu coraçón acelerar. Acho que era pelo susto de vocês terem aparecido e de termos pulado muito rápido na água. – Diz Claude tentando explicar para Seu Giovani.

G: Doutore, acho que não foi pelo susto que o coração do senhore bateu rápido não. – Diz Seu Giovani dando um sorriso que espanta D. Amália e Claude. Frazão dá uma risada porque entendeu o que o velho quis dizer.

G: O senhore tava gostando da Fina já naquela época. Por isto esta sensação. Mas não vou brigar com a Fina e nem com o Senhore. Foi tudo obra do destino para vocês ficarem juntos– Diz Seu Giovani olhando diretamente nos olhos do francês e dando um sorriso.

A: Foi obra de Santo Antônio – Diz Amália

C: Sendo o destino ou de Santo Antônio, eu não tinha percebido que já gostava da Rosa naquela época – Diz Claude encabulado.

F: Mas você é lerdo né Claude? A ligeira é a Rosa. Alías, todo mundo já percebia que você estava completamente apaixonado pela Rosa. Só você que não. – Diz Frazão rindo. D. Amália e seu Giovani também riem. Claude fica super sem graça mas dá um sorriso.

A: Mas não quero vocês dois me fazendo passar vergonha com os médicos viu Doutore e Giovani? – Diz D. Amália um pouco séria olhando pro francês e o italiano.

C: Sim D. Amália – Diz Claude fingindo que concorda.

G: Está bem Amália – Diz Seu Giovani meio emburrado.

F: E a senhora acha que o Claude vai obedecer? Pra ver a Rosa, ele enfrenta até o papa D. Amália

UMA ROSA COM AMOR 2 - CLAUDE E ROSA DEPOIS DO CASAMENTO - PARTE 9 - AUTORA: LUCIANA GIANSANTE BAUTISTA

Claude finalmente sai da UTI e no corredor encontra com Frazão. Frazão quando vê o amigo saindo da UTI abre os braços para dar um abraço no Francês.

F: Ei amigão. Parece que finalmente este pesadelo acabou. – Diz Frazão dando um abraço.

C: Mon Dieu. Pensei que isto nunca iria acabar. Mas Rosa está bem sim, já está acordada. Mas como você soube? A lanchonete é do outro lado do hospital e D. Amália e Seu Giovani estão lá. – Pergunta o francês para o amigo.

F: E precisa alguém me contar? É só ver a sua cara! Literalmente o seu rosto mudou. Agora parece aquele Claude bobo e apaixonado pela Rosa que eu conheço. – Diz Frazão rindo.

C: É, mas quase faço uma burrada a ponto de perder Rosa novamente. – Diz Claude um pouco sério e com o rosto virado contra a parede para Frazão não perceber a cara de menino levado que apronta alguma.

F: O que você fez hein Francês? – Pergunta Frazão tentando imaginar o que Claude tinha aprontado. Ele sabe que Claude é o campeão dos foras, mas dar um fora com a mulher que acabou de sair de um coma já é demais até pra ele, Frazão.

C: Eu disse que eu tinha descoberto o quanto eu amo a Rosa. – Diz Claude com a cabeça virada para a parede.

F: Ai Meu Deus. Eu não acredito. Você disse isto mesmo? – Pergunta um Frazão incrédulo pelo fora de Claude.

C: Sim – Responde Claude agora de frente para Frazão com a cabeça baixa que nem criança que apronta

F: Então até a internação da Rosa você não sabia que a amava? – Pergunta Frazão.

Frazão sabia que Claude sabia que amava a Rosa desde “a descoberta” no final do seqüestro de Rosa pelo Egídio, mas queria provocar um pouco o amigo. Depois dava um “pedala Robinho” na nuca do francês.

C: O Frazón, lógico que eu sempre soube que amo a Rosa. Quer dizer, desde o dia do maldito seqüestro, mas o que eu não sabia é que o meu amor por ela é muito maior do que eu podia imaginar. É algo tão forte, tão forte que é muito maior que o universo. Muito maior do que eu poderia imaginar. – Diz Claude.

F: Mas você explicou isto pra ela? Do jeito que a Rosa é, não queria estar na sua pele não – Diz Frazão já imaginando o que tinha ocorrido na UTI

C: Sim, falei tudo isto, non com estas palavras assim, mas falei, mas no começo ela disse que non acreditava em mim. Dizia que eu nunca tinha a amado. Que eu só mentia e pediu o divórcio. Quando ela pediu o divórcio quase morri – Claude conforme ia falando esta frase abaixa a cabeça. Sabe que Frazão vai dar uma aloprada nele.

F: Mas tu é burro hein francês. A mulher fragilizada e você me dá uma dessas! Merece sim o divórcio – Diz Frazão dando o “pedala Robinho” no Claude.

C: Ai Frazão! Nem em pesadelo eu quero o Divórcio, “atiiiiinnnnnnn” – Diz Claude que pega alergia da palavra Divórcio.

F: Opa, alguém pegou alergia da palavra Divórcio. A alergia da palavra casamento você se curou com a Rosa, mas esta você pegou de si mesmo. – Diz Frazão rindo.

C: Engraçadin você non? – Diz Claude meio emburrado das brincadeiras do amigo.

F: Mas como você reverteu o pedido de divórcio? – Pergunta Frazão que acha que Rosa tinha pedido o divórcio mesmo para o francês.

C: Aquele furacón de mulher tinha entendido sim a minha explicaçón, mas quis me provocar. Ela quase me mata de desespero isto sim. Pensei que iria perde-la novamente – Diz um Claude meio encabulado de vergonha por ter sido meio que enganado por Rosa.

F: Rosa aplicando pra cima de você. Esta eu queria ter visto. – Diz Frazão dando uma sonora gargalhada. A gargalhada foi tão alta que uma funcionária do hospital olha feio pros dois.

C: Que é isto Frazón? Para de rir. E tá todo mundo olhando – Diz Claude meio zangado pela alopração de Frazão e pela gargalhada alta.

F: Desculpe Claude. Mas é que foi engraçado. – Diz rindo Frazão.

Enquanto eles conversavam iam andando no hospital em direção à lanchonete. Chegando na lanchonete encontram D. Amália e Seu Giovani que estavam comendo, cada um, uma fogazza com suco de uva.

A e G – Olá Doutore – Cumprimentam Frazão, D. Amália e Seu Giovani.

F: Olá D. Amália e Seu Giovani – Diz Frazão cumprimentando Seu Giovani com um aperto de mão e um beijo em D. Amália

G: Doutore Croudes. A Fina está bem? – Pergunta Seu Giovani.

C: Sim, a Rosa está muito bem agora. – Diz Claude dando um leve chute na canela de Frazão. Frazão faz uma careta, mas entende que é o sinal pra não comentar nada a respeito do furo que o Francês deu com Rosa.

C: Eu fui expulso lá da UTI pelo médico. Agora só podemos ver a Rosa na UTI nos horários certos. O médico estava fazendo uma concessão pra nós. – Diz Claude meio emburrado por ter que respeitar as regras a partir de agora.

G: Mas o Sr. Acha que nós vamos respeitar estes horários de visita? – Diz Seu Giovani em uma entonação de combinação com Claude.

C: Vamos respeitar sim Seu Giovani – Diz Claude dando a entender que não vão respeitar e que já tinha combinado com o pai de Rosa só pelo olhar entre eles.

A: Doutore, não entra na deste homem. – Diz D. Amália preocupada.

F: Hiiiiii D. Amália, o Francês aí está virando um verdadeiro Petroni isto sim. Pro meu filho namorar a Rosinha, só na frente dele e com diversas regras – Diz Frazão dando um leve empurrão com o ombro no francês e rindo.

A: É um menino!!! Parabéns Doutore – Diz Amália que dá uma abraço em Frazão.

G: Um varão! Parabéns – Diz Seu Giovani que também dá os cumprimentos para Frazão.

G: Mas o Doutore está certo! Tem que ter decência. Nada de namorar longe das nossas vistas. Tem que ter respeito – Diz Seu Giovani.

C: Ainda mais se puxar o pai né Frazón? – Diz Claude. Frazão faz uma careta pra Claude que cai na gargalhada. Uma pequena vingança pela tiração de sarro que Frazão aplicou no francês.

A: Doutore não siga os conselhos deste homem que Fina não vai gostar – Diz D. Amália.

C: Eu sei D. Amália, mas antes mesmo de eu ser pai que eu entendo o Seu Giovani. Desde antes da recepção para os americanos que eu entendo o Seu Giovani – Diz Claude.

Esta fala faz D. Amália e Seu Giovani se espantarem.

G: Então o senhore entendia o porque de eu agir daquela maneira naquela época? – Pergunta Seu Giovani emocionado.

C: Sim Seu Giovani. Eu sabia e admirava e ainda admiro que o que o senhor queria era somente o bem de Rosa e que ela não sofresse como ela sofreu com aquele outro desgraçado – Diz Claude sério e com uma pequena lágrima nos olhos.

G: Obrigado então doutore por me entender – Diz Seu Giovani dando um abraço no francês.

C: Imagina Seu Giovani – Diz Claude.

C: Bom agora vou pedir o meu lanche. Garçom, eu quero 2 X-Tudo e uma Coca-Cola 600ml – Pede Claude ao garçom.

A: Agora o Doutore ta mais calmo mesmo. Ta pedindo o que a Rosa não iria gostar de ter ver comendo. – Diz D. Amália fazendo os 4 caírem na gargalhada.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

UMA ROSA COM AMOR 2 - CLAUDE E ROSA APÓS O CASAMENTO - PARTE 8 - AUTORA: LUCIANA GIANSANTE BAUTISTA

Após a saída de Seu Giovani e D. Amália, Claude fica sentado próximo ao rosto de Rosa, fazendo afagos nos cabelos da esposa e olhando-a com ternura.

R: Claude, quanto tempo eu estou no hospital? – Pergunta Rosa assustada com as olheiras de Claude e o estado dele que dá a impressão que tem dias que ele não dorme.

C: Dois dias Cherry. Você ficou em coma induzido. Eu quase te perdi. E se eu perdesse você eu morreria junto – Diz Claude chorando novamente, mas desta vez era um choro de felicidade. Finalmente a calma estava entrando em seu corpo.

R: Meu Deus. Dois dias? Eu pensava que tinha sido algumas horas somente. – Comenta Rosa assustada. Agora entendia o estado de Claude.

Claude pára de chorar e dá uma suspirada grande como que tirando de seu corpo todo o desespero que ele sentiu nestes dois dias.

C: Mas sabe que tudo isto foi bom? – Diz Claude dando um sorriso lindo para Rosa.

Rosa não entende o que ele quis dizer e fica um pouco brava com o Francês, mas ela sabe que aquele sorriso é bom sinal.

R: Como pode ter sido bom hein Seu Francês de meia tigela? Eu quase morri viu?– Diz Rosa dando um leve beliscão na mão ele, mas ela colocou uma força maior que nem ela mesma esperava.

C: Ai Doeu viu? – Diz Claude. O pior é tinha doído mesmo pensa o francês, mas isto era bom pra ele, pois era a prova que precisava para ter a certeza que Rosa estava bem.

R: Ai Desculpa amor. Mas porque foi bom tudo isto? Eu quase morri e você quase pira com tudo isto. Sério que até agora eu não entendi o que isto teve de bom. – Diz Rosa.

C: É que eu percebi o quanto eu te amo Cherry – Diz Claude olhando nos olhos de Rosa

R: Hãn, como que é? – Olha Rosa incrédula para o Francês.

“Ai Mon Dieu, acho que falei besteira. Você novamente colocando os pés pelas mãos, né Claude? Se não fosse Rosa em sua vida.” Pensa Claude se preparando para ouvir as broncas de Rosa e que não seriam poucas.

R: Então quer dizer que você não me amava antes? Aquilo que você falou no Heliponto logo após a morte do Egídio foi mentira? E o casamento na igreja foi uma mentira também? Que você se casou comigo na igreja só porque eu virei a presidente da construtora? – Fala Rosa chorando. Ela só não desejava morrer porque agora tinha uma filha.

C: Non é nada disso Rosa. Eu só descobri que o meu amor por você é muito, mas muito maior do que eu podia imaginar. Se existisse um medidor de o quanto a gente ama uma pessoa, acho que eu o quebraria, porque o meu amor por você é maior que o limite do medidor. Meu amor por você é maior que o universo. Eu simplesmente não sei viver sem você. EU TE A-MO SE-RA-FI-NA. – Diz Claude torcendo pra Rosa acreditar nele e dando beijos no rosto de Rosa.

Rosa estava com o rosto virado ao contrário da direção de Claude. Ela tinha entendido o que Claude quis dizer nesta explicação e por dentro estava pulando de alegria e felicidade, mas não iria dar este gostinho de vitória ao Francês. Iria provocar um pouco ele. Estava chorando, mas era de felicidade, mas deixaria o francês pensar que era de raiva, tristeza e mágoa. Sem olhar para o francês diz:

R: Não acredito em uma única palavra do que você me disse agora. Você nunca me amou não me ama agora e nunca vai me amar. Você só mente Claude. Como posso ter a certeza que você realmente me ama? Eu quero o DIVÓRCIO – Diz Rosa frisando a palavra divórcio e sem coragem de olhar para Claude, pois estava com medo se foi longe demais na brincadeira.

Claude entra em desespero.

C: Rosa olhe para mim, por favor. – Diz Claude que vira delicadamente o rosto da esposa para a sua direção.

Rosa acaba olhando para Claude e se assusta com a reação do francês. Era a reação de um homem derrotado e desesperado. Ela vê que foi longe demais com a brincadeira.

C: Rosa, eu sempre te amei, mesmo quando não sabia ainda que te amava, eu te amo e vou te amar sempre. Você é a mulher da minha vida. Eu só não tinha idéia da dimensão deste meu amor por você. Na realidade eu não tenho. O meu amor por você é mais forte que eu. Eu não posso te perder. – Diz Claude desesperado olhando pra Rosa de um jeito que a faz se arrepender até a última célula de seu corpo da brincadeira.

Rosa, agora realmente séria e triste pela própria brincadeira que tinha feito, mas feliz por ter a certeza do amor de Claude diz:

R: Claude me desculpe de verdade, eu entendi sim o que você quis dizer quando explicou que o seu amor por mim é muito maior do que você mesmo imaginava. Quando você disse que tinha descoberto o quanto me amava eu realmente não tinha entendido e fiquei brava e triste realmente achando que você tinha me enganado todo este tempo, mas depois você explicou e eu entendi mas só que quis fazer uma brincadeira com você mas acho que fui longe demais. EU TE AMO seu Francês de meia tigela. – Diz Rosa fazendo carinhos no rosto de Claude.

Claude segura a mão de Rosa e a beija delicadamente.

C: Ufaaaaaaaaa! Mas se você fizer mais uma brincadeira destas, você vai ficar viúva cedo, porque meu coração não agüenta, viu seu Furacón Italiano? Não devia te perdoar, mas te perdôo sim porque o meu amor por você me impede de ter qualquer raiva de ti. – Diz Claude sorrindo e beijando Rosa. Beija o rosto, a mão. Rosa começa a retribuir os beijos também e ambos por um segundo e por todo o tempo do mundo (adivinhem de onde tirei este trecho pessoal?) se esquecem que estão em uma UTI de hospital. Só voltam a si quando o monitor ao lado de Rosa começa a apitar de forma irritante, avisando que uma conexão ligada a ela tinha se soltado.

Com o barulho, a enfermeira e o médico voltam para Rosa. O médico diz:

M: Vejo que a senhora está mais calma e se recuperando MUITO BEM. Diz o médico.

A frase e o frisar MUITO BEM fazem Claude e Rosa corarem de vergonha.

M: Estamos desde quando você internou burlando algumas regras aqui. Deixando o seu marido e seus pais mais tempo que o normal aqui na UTI e ficando mais de 2 pessoas no horário de visita, mas agora que você está melhorando podemos voltar às normas. – Diz o médico, deixando Claude e Rosa incrédulos pela generosidade do médico.

C: Doutor, se tiver algum problema, eu me responsabilizo viu? Não quero causar problema algum para você ou sua equipe. – Diz Claude.

M: Não, não há problema algum. Só estou aplicando extra-oficialmente uma teoria minha de internação em UTI humanizada, onde a presença de pessoas queridas pelo paciente pode melhorar o quadro clínico. Óbvio que se o quadro for extremamente grave e com risco alto não podemos aplicar esta teoria, mas em casos como o de Rosa sim.

Claude e Rosa sabem que o francês terá que sair da UTI, mas ainda assim olham para o médico. O médico percebe o pedido e diz:

M: Só um minuto viu? A enfermeira vai cronometrar, porque se não, o seu marido fica aí até a sua alta. – Diz o médico quase rindo e fazendo Rosa e Claude rirem e corarem de vergonha.

O médico sai, mas a enfermeira de longe fica olhando para controlar o tempo.

C: Bom Mon Amour. Eu vou sair, mas estou aqui perto. Vou finalmente comer alguma coisa que só agora estou com fome – Diz Claude dando beijos em Rosa.

R: Você não comeu nada nestes dois dias?? – Pergunta incrédula Rosa. Rosa realmente se assusta, pois Claude era uma verdadeira draga em matéria de comida. Vivia pedindo lanches para Janete (Escondido de Rosa óbvio. Tinha até esquema especial de entrega para Rosa não saber) e em casa viva atacando a geladeira (também escondido de Rosa). Se não era Rosa para controlar e academia ele já teria virado uma bola ambulante. Pra ele não comer era sinal que ele REALMENTE tinha ficado desesperado.

C: Viu Rosa, o meu desespero foi tanto que nem fome eu tinha. Mas não quero esta forma de emagrecimento viu? – Diz Claude enquanto vai beijando Rosa que não consegue nem responder porque o que mais quer neste momento é beijar o marido.

De longe a enfermeira que controla o tempo da visita de Claude suspira e pensa: “Jesus, que mulher de sorte, além de lindo, completamente apaixonado. E no meu caso, em uma chuva de Francês como aquele cai no meu colo um pobre, feio, desdentado e desempregado. Realmente tem mulher que tem sorte”

E: Bom, acabou o tempo de visita. – Diz a enfermeira.

C: Cherry – Beija Claude

R: Fala amor – Beija Rosa.

C: Já disse hoje que te amo? – Beija Claude

E: Não quero atrapalhar, mas já atrapalhando. Acabou o horário da visita – Atravessa a enfermeira.

C e R – Desculpa – Dizem completamente sem graça Claude e Rosa.

Claude vai saindo quando Rosa fala:

R: Você não me disse hoje que me ama – Diz Rosa jogando um beijo com a mão.

Claude simula que pega o beijo e que beija o beijo e joga no ar para Rosa pegar e diz:

C: Eu te amo Serafina Rosa Petroni Geraldi, Meu Furacón Italiano. – Diz Claude sendo “delicadamente” conduzido pela enfermeira até a porta.

R: Eu também te amo meu pão francês – Diz Rosa com um sorriso vendo Claude saindo da UTI.