sexta-feira, 4 de maio de 2018

SESSÃO FOTO QUIZ

A foto da semana passada pertence ao humorista Tião Macalé.
Agora tentem descobrir quem é a menina da foto.
Eis algumas pistas:
1) Esta jornalista e apresentadora de televisão, ainda viva, nasceu na capital federal no ano de 1965.
2) Estreou em televisão na TV Brasília, no ano de 1986.
3) Teve passagens pela Rede Globo, SBT, Rede Record e Band.
Boa diversão!



quinta-feira, 3 de maio de 2018

SESSÃO LEITURA - DELICADO - NELSON RODRIGUES

O conto abaixo é de autoria de Nelson Rodrigues.
Para maiores informações sobre o autor, favor acessar: https://www.ebiografia.com/nelson_rodrigues/.
Boa leitura!

DELICADO

Primeiro, o casal teve sete filhas! O pai, que se chamava Macário, coçava a cabeça, numa exclamação única e consternada:
— Papagaio!
Era um santo e obstinado homem. Sua utopia de namorado fora um simples e exíguo casal de filhos, um de cada sexo. Veio a primeira menina, mais outra, uma terceira, uma quarta e outro qualquer teria desistido, considerado que a vida encareceu muito. Mas seu Macário incluía entre seus defeitos o de ser teimoso. Na quinta filha, pessoas sensatas aconselharam: “Entrega os pontos, que é mais negócio!”. Seu Macário respirou fundo:
— Não, nunca! Nunca! Eu não sossego enquanto não tiver um filho homem!
Por sorte, casara-se com uma mulher; d. Flávia, que era, acima de tudo, mãe. Sua gravidez transcorria docemente, sem enjoos, desejos, tranquila, quase eufórica. Quanto ao parto propriamente, era outro fenômeno estranhíssimo. Punha os filhos no mundo sem um gemido, sem uma careta. O marido sofria mais. Digo “sofria mais” porque o acometia, nessas ocasiões, uma dor de dente apocalíptica, de origem emocional. O caso dava o que pensar, pois Macário tinha na boca uma chapa dupla. Quando nasceu a sétima filha, o marido arrancou de si um suspiro em profundidade; e anunciou:
— Minha mulher, agora nós vamos fazer a última tentativa!

NOVO PARTO

No dia que d. Flávia ia ter o oitavo filho, os nervos de seu Macário estavam em pandarecos. Veio, chamada às pressas, a parteira, que era uma senhora de cento e trinta quilos, baixinha e patusca. A parteira espiou-a com uma experiência de mil e setecentos partos e concluiu: “Não é pra já!”. Ao que, mais do que depressa, replicou seu Macário:
— Meus dentes estão doendo!
E, de fato, o grande termômetro, em qualquer parto da esposa, era a sua dentadura. A parteira duvidou, mas, daí a cinco minutos, foi chamada outra vez. Houve um incidente de última hora. É que a digna profissional já não sabia onde estava a luva. Procura daqui, dali, e não acha. Com uma tremenda dor de dentes postiços, seu Macário teve de passar-lhe um sabão:
— Pra que luvas, carambolas? Mania de luvas!

EUSEBIOZINHO

Assim nasceu o Eusebiozinho, no parto mais indolor que se possa imaginar. Uma prima solteirona veio perguntar, sôfrega: “Levou algum ponto?”. Ralharam:
— Sossega o periquito!
O fato é que seu Macário atingira, em cheio, o seu ideal de pai. Nascido o filho e passada a dor da chapa dupla, o homem gemeu: “Tenho um filho homem. Agora posso morrer!”. E, de fato, quarenta e oito horas depois, estava almoçando, quando desaba com a cabeça no prato. Um derrame fulminante antes da sobremesa. Para d. Flávia foi um desgosto pavoroso. Chorou, bateu com a cabeça nas paredes, teve que ser subjugada. E, na realidade, só sossegava na hora de dar o peito. Então, assoava-se e dizia à pessoa mais próximo:
— Traz o Eusebiozinho que é hora de mamar!

FLOR DE RAPAZ

Eusebiozinho criou-se agarrado às saias da mãe, das irmãs, das tias, das vizinhas. Desde criança, só gostava de companhias femininas. Qualquer homem infundia-lhe terror. De resto, a mãe e as irmãs o segregavam dos outros meninos. Recomendavam: “Brinca só com meninas, ouviu? Menino diz nomes feios!”. O fato é que, num lar que era uma bastilha de mulheres, ele atingiu os dezesseis anos sem ter jamais proferido um nome feio, ou tentado um cigarro. Não se podia desejar maior doçura de modos, idéias, sentimentos. Era adorado em casa, inclusive pelas criadas. As irmãs não se casavam, porque deveres matrimoniais viriam afastá-las do rapaz. E tudo continuaria assim, no melhor dos mundos se, de repente, não acontecesse um imprevisto. Um tio do rapaz vem visitar a família e pergunta:
— Você tem namorada?
— Não.
— Nem teve?
— Nem tive.
Foi o bastante. O velho quase pôs a casa abaixo. Assombrou aquelas mulheres transidas com os vaticínios mais funestos: “Vocês estão querendo ver a caveira do rapaz?”. Virou-se para d. Flávia:
— Isso é um crime, ouviu?, é um crime o que vocês estão fazendo com esse rapaz! Vem cá, Eusébio, vem cá! Implacável, submeteu o sobrinho a uma exibição. Apontava:
— Isso é jeito de homem, é? Esse rapaz tem que casar, rápido!

PROBLEMA MATRIMONIAL

Quando o tio despediu-se, o pânico estava espalhado na família. Mãe e filhas se entreolharam: “É mesmo, é mesmo! Nós temos sido muito egoístas! Nós não pensamos no Eusebiozinho!”. Quanto ao rapaz, tremia num canto. Ressentido ainda com a franqueza bestial do tio, bufou:
— Está muito bem assim!
A verdade é que já o apavorava a perspectiva de qualquer mudança numa vida tão doce. Mas a mãe chorou, replicou: “Não, meu filho. Seu tio tem razão. Você precisa casar, sim”. Atônito, Eusebiozinho olha em torno. Mas não encontrou apoio. Então, espavorido, ele pergunta:
— Casar pra quê? Por quê? E vocês? — Interpela as irmãs: — Por que vocês não se casaram?
A resposta foi vaga, insatisfatória:
— Mulher é outra coisa. Diferente.

A NAMORADA

Houve, então, uma conspiração quase internacional de mulheres. Mãe, irmãs, tias, vizinhas desandaram a procurar uma namorada para o Eusebiozinho. Entre várias pequenas possíveis, acabaram descobrindo uma. E o patético é que o principal interessado não foi ouvido, nem cheirado. Um belo dia, é apresentado a Iracema. Uma menina de dezessete anos, mas que tinha umas cadeiras de mulher casada. Cheia de corpo, um olhar rutilante, lábios grossos, ela produziu, inicialmente, uma sensação de terror no rapaz. Tinha uns modos desenvoltos que o esmagavam.
E começou o idílio mais estranho de que há memória. Numa sala ampla da Tijuca, os dois namoravam. Mas jamais os dois ficaram sozinhos. De dez a quinze mulheres formavam a seleta e ávida assistência do romance. Eusebiozinho, estatelado numa inibição mortal e materialmente incapaz de segurar na mão de Iracema. Esta, por sua vez, era outra constrangida. Quem deu remédio à situação, ainda uma vez, foi o inconveniente e destemperado tio. Viu o pessoal feminino controlando o namoro. Explodiu: “Vocês acham que alguém pode namorar com uma assistência de Fla-Flu? Vamos deixar os dois sozinhos, ora bolas!”. Ocorreu, então, o seguinte: sozinha com o namorado, Iracema atirou-lhe um beijo no pescoço. O desgraçado crispou-se, eletrizado:
— Não faz assim que eu sinto cócegas!

O VESTIDO DE NOIVA

Começaram os preparativos para o casamento. Um dia, Iracema apareceu, frenética, desfraldando uma revista. Descobrira uma coisa espetacular e quase esfregou aquilo na cara do Eusebiozinho: “Não é bacana esse modelo?”. A reação do rapaz foi surpreendente.
Se Iracema gostara do figurino, ele muito mais. Tomou-se de fanatismo pela gravura:
— Que beleza, meu Deus! Que maravilha!
Houve, aliás, unanimidade feroz. Todos aprovaram o modelo que fascinava Iracema. Então, a mãe e as irmãs do rapaz resolveram dar aquele vestido à pequena. E mais, resolveram elas mesmas confeccionar. Compraram metros e metros de fazenda. Com um encanto, um élan tremendo, começaram a fazer o vestido. Cada qual se dedicava à sua tarefa como se cosesse para si mesma. Ninguém ali, no entanto, parecia tão interessado quanto Eusebiozinho. Sentava-se, ao lado da mãe e das irmãs, num deslumbramento: “Mas como é bonito! Como é lindo!”. E seu enlevo era tanto que uma vizinha, muito sem cerimônia, brincou:
— Parece até que é Eusebiozinho que vai vestir esse negócio!

O LADRÃO

Uns quatro dias antes do casamento, o vestido estava pronto. Meditativo, Eusebiozinho suspirava: “A coisa mais bonita do mundo é uma noiva!”. Muito bem. Passa-se mais um dia. E, súbito, há naquela casa o alarme: “Desapareceu o vestido da noiva!”. Foi um tumulto de mulheres. Puseram a casa de pernas para o ar, e nada. Era óbvia a conclusão: alguém roubou! E como faltavam poucos dias para o casamento sugeriram à desesperada Iracema: “O golpe é casar sem vestido de noiva!”. Para quê? Ela se insultou:
— Casar sem vestido de noiva, uma pinoia! Pois sim!
Chamaram até a polícia. O mistério era a verdade, alucinante: Quem poderia ter interesse num vestido de noiva? Todas as investigações resultaram inúteis. E só descobriram o ladrão quando dois dias depois, pela manhã, d. Flávia acorda e dá com aquele vulto branco, suspenso no corredor. Vestido de noiva, com véu e grinalda — enforcara-se Eusebiozinho, deixando o seguinte e doloroso bilhete: “Quero ser enterrado assim”.

SESSÃO ABERTURA DE NOVELA - A FORÇA DO QUERER

A novela A Força do Querer foi apresentada pela Rede Globo no horário das 21h de 3 de abril a 21 de outubro de 2017.
O tema musical de abertura era O Quereres, interpretado por Caetano Veloso.
Para maiores informações sobre a novela, favor acessar: http://teledramaturgia.com.br/a-forca-do-querer/.
Boa diversão!



LETRA

O QUERERES

Compositor: Caetano Veloso

Onde queres revólver, sou coqueiro
E onde queres dinheiro, sou paixão
Onde queres descanso, sou desejo
E onde sou só desejo, queres não
E onde não queres nada, nada falta
E onde voas bem alto, eu sou o chão
E onde pisas o chão, minha alma salta
E ganha liberdade na amplidão

Onde queres família, sou maluco
E onde queres romântico, burguês
Onde queres Leblon, sou Pernambuco
E onde queres eunuco, garanhão
Onde queres o sim e o não, talvez
E onde vês, eu não vislumbro razão
Onde o queres o lobo, eu sou o irmão
E onde queres cowboy, eu sou chinês

Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor

Onde queres o ato, eu sou o espírito
E onde queres ternura, eu sou tesão
Onde queres o livre, decassílabo
E onde buscas o anjo, sou mulher
Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido, sou herói

Eu queria querer-te amar o amor
Construir-nos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e é de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és

Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor

Onde queres comício, flipper-vídeo
E onde queres romance, rock'n roll
Onde queres a lua, eu sou o sol
E onde a pura natura, o inseticídio
Onde queres mistério, eu sou a luz
E onde queres um canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro
E onde queres coqueiro, eu sou obus

O quereres estares sempre a fim
Do que em mim é de mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
Bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal
E eu querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total
Do querer que há, e do que não há em mim


quarta-feira, 2 de maio de 2018

SESSÃO SAUDADE - AGILDO RIBEIRO

Cada vez que desaparece para sempre um humorista, morre um pouco do nosso sorriso.
Só que dessa vez, morre muito de nosso riso, pois faleceu o grande mestre Agildo Ribeiro.
Agildo não era apenas humorista, era um grande ator, como provou, por exemplo, ao interpretar João Grilo em O Auto da Compadecida.
Obrigado, Agildo Ribeiro, por tantos anos de alegria!
Descanse em paz!
Para maiores informações sobre esse artista, favor acessar: https://pt.wikipedia.org/wiki/Agildo_Ribeiro.
Com o objetivo de homenageá-lo, reproduzimos abaixo um quadro de seu personagem mais famosa, o professor de mitologia Aquiles Arquelau.



SESSÃO HUMOR

O caminhão era um desses de carroceria aberta. A mudança foi toda colocada nele e lá em cima de tudo a gaiola com o papagaio.
A mudança estava mal arrumada e as ruas eram muito esburacadas. Com o balanço, a gaiola caiu.
Desceu todo mundo, acudiram o papagaio e botaram a gaiola lá em cima de novo.
Dali a pouco, o pobre coitado despenca outra vez. E outra vez. E mais outra, enfim, mil tombos.
Aí o papagaio, já irritado, no último tombo, virou-se para o dono e disse:
— Faz o seguinte: me dá aí o endereço que eu vou a pé.

terça-feira, 1 de maio de 2018

SESSÃO REMAKE MUSICAL - WORD GET IN THE WAY - DIANE DE MESA

A canção Words Get In The Way, originalmente interpretada por Glória Estefan & Miami Sound Machine, é apresentada no vídeo abaixo por Diane de Mesa.
Boa diversão!



LETRA

WORDS GET IN THE WAY

Composer: Glória Estefan

I realize you're seeing someone new
I don't believe she knows you like I do
Your temperamental moody side
the one you always try to hide from me

But I know when you have something on your mind
You've been trying to tell me for the longest time
And before you break my heart in two
There's something I've been trying to say to you

(chorus)

But the words get in the way
There's so much I want to say
But it's locked deep inside
And if you look in my eyes
We might fall in love again
I won't even start to cry
And before we say goodbye
I tried to say "I love you"
But the words get in the way

Your heart has always been an open door
But baby I don't even know you anymore
And despite the fact it's hurting me
I know the time has come to set you free

(chorus)

I'm trying to say "I love you"
But the words get in the way

TRADUÇÃO

AS PALAVRAS FOGEM

Compositora: Glória Estefan

Eu percebi que você está saindo com outra
Eu não acredito que ela te conheça tanto quanto eu
Seu lado mal-humorado e temperamental
Que você sempre tentou esconder de mim

Mas eu sei quando tem alguma coisa te atormentando
Você estava tentando me dizer alguma coisa há muito tempo
E antes de partir meu coração em dois
Tem algo que eu tenho tentado te dizer

(refrão)

Mas as palavras fogem
Tem tanta coisa que eu queria te falar
Mas está trancada no fundo do meu peito
E se você olhasse bem nos meus olhos
Nós poderíamos nos apaixonar de novo
Eu nem vou começar a chorar
E antes de dizermos adeus
Eu tentarei dizer que te amo
Mas as palavras fogem

Seu coração sempre foi um livro aberto
Mas baby eu nem te reconheço mais
E embora isso me machuque muito
Eu sei que é a hora de te deixar partir

(Refrão)

Estou tentando te dizer te amo
Mas as palavras fogem

Fonte: https://www.vagalume.com.br/gloria-estefan/words-get-in-the-way-traducao.html

SESSÃO TÚNEL DO TEMPO MUSICAL - WORD GET IN THE WAY - GLÓRIA ESTEFAN & MIAMI SOUND MACHINE

A canção Words Get In The Way, interpretada por Glória Estefan & Miami Sound Machine, fez parte da trilha sonora da novela O Outro, apresentada pela Rede Globo no horário das 20h de 23 de março a 10 de outubro de 1987.
Para maiores informações sobre a novela, favor acessar: http://teledramaturgia.com.br/o-outro/.
Boa diversão!



LETRA

WORDS GET IN THE WAY

Composer: Glória Estefan

I realize you're seeing someone new
I don't believe she knows you like I do
Your temperamental moody side
the one you always try to hide from me

But I know when you have something on your mind
You've been trying to tell me for the longest time
And before you break my heart in two
There's something I've been trying to say to you

(chorus)

But the words get in the way
There's so much I want to say
But it's locked deep inside
And if you look in my eyes
We might fall in love again
I won't even start to cry
And before we say goodbye
I tried to say "I love you"
But the words get in the way

Your heart has always been an open door
But baby I don't even know you anymore
And despite the fact it's hurting me
I know the time has come to set you free

(chorus)

I'm trying to say "I love you"
But the words get in the way

TRADUÇÃO

AS PALAVRAS FOGEM

Compositora: Glória Estefan

Eu percebi que você está saindo com outra
Eu não acredito que ela te conheça tanto quanto eu
Seu lado mal-humorado e temperamental
Que você sempre tentou esconder de mim

Mas eu sei quando tem alguma coisa te atormentando
Você estava tentando me dizer alguma coisa há muito tempo
E antes de partir meu coração em dois
Tem algo que eu tenho tentado te dizer

(refrão)

Mas as palavras fogem
Tem tanta coisa que eu queria te falar
Mas está trancada no fundo do meu peito
E se você olhasse bem nos meus olhos
Nós poderíamos nos apaixonar de novo
Eu nem vou começar a chorar
E antes de dizermos adeus
Eu tentarei dizer que te amo
Mas as palavras fogem

Seu coração sempre foi um livro aberto
Mas baby eu nem te reconheço mais
E embora isso me machuque muito
Eu sei que é a hora de te deixar partir

(Refrão)

Estou tentando te dizer te amo
Mas as palavras fogem