sexta-feira, 11 de setembro de 2026

SESSÃO CAPAS E PÔSTERES

A capa pertence à revista Contigo nr. 69, publicada em maio de 1969.
Já o pôster, à revista Contigo nr. 109, publicada, provavelmente, em 1972.
Boa diversão!


SESSÃO FOTO QUIZ

A foto da semana passada pertence ao ator Armando Babaioff. Agora tentem descobrir quem é o garoto da foto. Eis algumas pistas:
1) Este humorista, ainda vivo, nasceu no interior de Goiás em 1992.
2) Participou de um concurso de humoristas no Domingão do Faustão em 2015.
3) Atuou no Programa do Porchat e no Zorra.
Boa diversão!

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

SESSÃO LEITURA - ADEUS, 1976 - JOSÉ CARLOS DE OLIVEIRA

O texto abaixo é de autoria de José Carlos de Oliveira.
Para maiores informações sobre o autor, favor acessar: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Carlos_Oliveira.
Boa leitura!

ADEUS, 1976

1. Para o fim do ano: miudezas e pérolas, enquanto se faz um exame de consciência.
A pérola fica por conta de Vinicius de Moraes. Antônio e eu fomos visitá-lo, e encontramos o poetinha na santa paz de seu coração, acompanhado do filho Pedro que é também um artista. Vinicius nos mostrou um álbum de magníficas fotos do Rio de Janeiro, com textos assinados por ele e por Ferreira Gullar. Depois, comentou:
— Imaginem vocês que as pessoas ficando doidas, generosas e sem critério. Apareceu aí um publicitário me oferecendo um dinheiro por 30 segundos na TV. Meu trabalho era só aparecer com um copo de uísque na mão, dizendo:
“Que não seja imortal, posto que é chama,
Mas que seja infinito enquanto DRURY'S”!
2. Por falar em Gullar, sonhei que ele estava de volta ao Brasil, após longa temporada no exterior. Fiquei feliz (depois de acordar), ao percorrer as livrarias e verificar que o Poema sujo está esgotado. Feliz pelo poema, a voz reencontrada, a saudade do Brasil concentrada na infância e no Maranhão. Triste, por ser apenas um sonho. Só quem andou longe pode avaliar o que vem a ser a saudade deste país, onde nascemos e, bem ou mal, temos que tocar para a frente. Certa vez, intentando um exílio voluntário, fui apanhado por esse sentimento em plena neve, no Boulevard de Montparnasse. Algumas horas depois, voava de volta ao lar. Sabem o que me lançara naquela necessidade urgente de pátria? O mais infantil dos desejos: eu queria provar o gosto da cerveja Malzbier, geladinha, num botequim bem vagabundo! Por isso abandonei a França e um destino que já se configurava. O único país que temos é este Brasilzinho avacalhado, de samba, futebol e outras bossas que não trocamos por nenhum outro. No sonho, recebíamos Gullar com solene festa, ao jeito que ele prefere, sem destemperos e com aguda percepção do nosso destino nacional. Os seus mortos queridos, que se vão na flor da idade, estavam presentes. E recitavam o meu predileto na coleção da Luta Corporal:
“As rosas que colho não são essas, frementes na iluminação da manhã”...
3. Bomba! Bomba! Paul Newman despistou todo mundo e está em minha casa, bebendo champanhe e fazendo retiro espiritual. Explicou que não pretende badalar com Jorginho Guinle, Tânia Caldas, Odile e Paulo Coelho. “Badalação eu tenho em toda parte, o ano inteiro”, comentou. E anunciou a chegada, em três ou quatro semanas, de Frank Sinatra em pessoa, agora que foi desfeita a maldição da bruxa. Todos sabem que uma bruxa, nos anos 40, advertiu Sinatra: “Não vá ao Brasil antes de 1977, que a morte te alcança”.
Liberado agora pelas potências infernais, poderá finalmente conhecer o nosso jet set.
Mas pede que não o obriguem a cantar no Fantástico, andando descalço na beira do mar.
4. Não vejo Ronaldinho há três meses. É um boêmio de Ipanema, famoso pelas confusões em que se envolve, e que felizmente sempre terminam bem. Telefonei para lhe dar as boas festas e o papo foi rápido:
— Alô? Ronaldinho?
— Ele mesmo.
— Aqui é o Carlinhos, pô.
A resposta veio apavorada, do fundo do abismo dessa noite que principiou na véspera do Natal:
— Carlinhos... Eu não me lembro de nada, mas estou profundamente arrependido!
Desliguei, concluindo que, como diz Vinicius, o pessoal está mesmo doido e sem critério.
Agora, avancemos, trôpegos, na direção de 1977!

Fonte: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/16305/adeus-76.

SESSÃO ABERTURA DE PROGRAMA DE VARIEDADES - VÍDEO SHOW (1996)

Vídeo Show foi um programa de variedades apresentado pela TV Globo entre 20 de março de 1983 e 11 de janeiro de 2019.
Diversos apresentadores passaram pelo programa ao longo de sua história, entre eles Tássia Camargo, Marcelo Tas, Miguel Falabella, Cissa Guimarães, André Marques, Ana Furtado, Zeca Camargo, Otaviano Costa, Monica Iozzi, Joaquim Lopes e Sophia Abrahão.
Na maior parte do tempo, ele foi ao ar de segunda a sexta-feira, logo após o Jornal Hoje, na faixa da tarde.
Para maiores informações sobre o programa, favor acessar: https://pt.wikipedia.org/wiki/V%C3%ADdeo_Show.
Boa diversão!

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

SESSÃO SAUDADE - GRACINDO JÚNIOR

Hoje homenageamos Gracindo Júnior, um dos grandes atores da televisão brasileira, cuja trajetória atravessou mais de cinco décadas. Nascido no Rio de Janeiro, em 1943, ele cresceu cercado pela arte e construiu uma carreira marcada pela versatilidade, pela presença marcante e pela dedicação absoluta ao ofício.
Na TV Globo, brilhou em produções como O Casarão, O Salvador da Pátria e Celebridade, consolidando-se como um intérprete de grande sensibilidade e força dramática. Também deixou sua marca na Record TV, onde participou da superprodução Rei Davi, mostrando sua capacidade de dialogar com diferentes estilos e públicos.
Além de ator, foi diretor e colaborou em programas importantes, incluindo trabalhos com os Trapalhões e produções exibidas no Fantástico, demonstrando domínio completo da linguagem televisiva.
Gracindo Júnior deixa um legado de personagens intensos, profundos e inesquecíveis. Sua trajetória honra a tradição artística de sua família e reafirma seu lugar entre os grandes nomes da dramaturgia nacional.
Obrigado, Gracindo Júnior, por enriquecer nossa cultura com seu talento e sua entrega!
Descanse em paz!
Para saber mais sobre este artista, favor acessar: https://pt.wikipedia.org/wiki/Gracindo_J%C3%BAnior.
Com o objetivo de homenageá-lo, reproduzimos pequena cena da novela Mandala (1988) da Rede Globo em que contracena com Carlos Augusto Strazzer.


Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=XGP5qiLFJ1U

SESSÃO HUMOR

Um bêbado entra na contramão na rodovia e o guarda o detém:
— Onde é que o senhor pensa que vai?
— Bem, eu ia a uma festa, mas parece que ela já acabou… tá todo mundo voltando.

Fonte: https://selecoes.ig.com.br/humor/piadas-de-bebado-para-contar-na-mesa-de-bar/.

terça-feira, 8 de setembro de 2026

SESSÃO REMAKE MUSICAL - ALFAZEMA - CRISTINA RIBEIRO

A canção Alfazema, originalmente interpretada por Walker, é apresentada no vídeo abaixo por Cristina Ribeiro.
Boa diversão!



LETRA

ALFAZEMA

Compositores: Carlos Walker, Shawty Lo

Alfazema
Pelos jardins eu corro vindo
Pelos jardins eu corro rindo
E nas janelas, vasos brancos
De porcelana

Trazem mortas
Todas as rosas amarelas
Todas colheitas de outras eras
No longo curso

Alfazema
Na primavera vem surgindo
Eu me levando a campos limpos
Me agasalhando nos caminhos
Onde alfazema

Fez sorriso
E fez descer no paraíso
Todos os anjos e suas cestas
Para as colheitas de alfazema

Alfazema
Na primavera vem surgindo
Pelos caminhos vou sorrindo
E nas janelas, vasos brancos
Onde alfazema

Fez sorriso
E fez virar um paraíso
Todas colheitas de outras eras
Do longo curso de alfazema

Fonte da letra: https://www.letras.mus.br/walker/1283514/

SESSÃO TÚNEL DO TEMPO MUSICAL - ALFAZEMA - WALKER

A canção Alfazema, interpretada por Walker, fez parte da trilha sonora da novela O Espigão, apresentada pela Rede Globo no horário das 22h de 1º de abril a 1º de novembro de 1974 (Rio) e de 3 de abril a 1º de novembro de 1974 (SP).
Para maiores informações sobre a novela, favor acessar: https://observatoriodatv.com.br/teledramaturgia/o-espigao/.
Boa diversão!



LETRA

ALFAZEMA

Compositores: Carlos Walker, Shawty Lo

Alfazema
Pelos jardins eu corro vindo
Pelos jardins eu corro rindo
E nas janelas, vasos brancos
De porcelana

Trazem mortas
Todas as rosas amarelas
Todas colheitas de outras eras
No longo curso

Alfazema
Na primavera vem surgindo
Eu me levando a campos limpos
Me agasalhando nos caminhos
Onde alfazema

Fez sorriso
E fez descer no paraíso
Todos os anjos e suas cestas
Para as colheitas de alfazema

Alfazema
Na primavera vem surgindo
Pelos caminhos vou sorrindo
E nas janelas, vasos brancos
Onde alfazema

Fez sorriso
E fez virar um paraíso
Todas colheitas de outras eras
Do longo curso de alfazema

Fonte da letra: https://www.letras.mus.br/walker/1283514/

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

SESSÃO RETRÔ - VARIEDADES - PAULO SÉRGIO

A reportagem abaixo pertence à revista Contigo nr. 68, publicada em maio de 1969.
Para ler esta ou outra matéria em tamanho maior, caso use o Explorer ou Chrome, clique sobre a figura com o botão direito do mouse e selecione a opção "abrir link em uma nova guia". Na nova guia, clique com o botão esquerdo do mouse e, pronto, terá acesso a uma ampliação da página. Caso o navegador seja o Firefox, clique sobre a figura com o botão direito do mouse e selecione a opção "abrir em nova aba". Em seguida, proceda como no caso dos dois outros navegadores citados.
Boa leitura!



SESSÃO RETRÔ - COMERCIAIS - SYLVALETRA SYLVAPEN (1976)

 


Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=9QjlbYc_SHk

sábado, 5 de setembro de 2026

PARA MEDITAR

 

Fonte: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTnHS4YEnUy5zWU2PGRsQBeu3u2fWaiCFx8x2YAEex3Bw&s

SESSÃO FOTONOVELA - CORAGEM DE VIVER

A fotonovela abaixo pertence à revista Contigo nr. 50, publicada em novembro de 1967.
Para ler esta ou outra matéria em tamanho maior, caso use o Explorer ou Chrome, clique sobre a figura com o botão direito do mouse e selecione a opção "abrir link em uma nova guia". Na nova guia, clique com o botão esquerdo do mouse e, pronto, terá acesso a uma ampliação da página. Caso o navegador seja o Firefox, clique sobre a figura com o botão direito do mouse e selecione a opção "abrir em nova aba". Em seguida, proceda como no caso dos dois outros navegadores citados.
Boa leitura!































sexta-feira, 4 de setembro de 2026

SESSÃO CAPAS E PÔSTERES

A capa pertence à revista Contigo nr. 50, publicada em novembro de 1967.
Já o pôster, à revista Contigo nr. 109, publicada, provavelmente, em 1972.
Boa diversão!


SESSÃO FOTO QUIZ

A foto da semana passada pertence ao cantor e compositor Saulo Fernandes. Agora tentem descobrir quem é o garoto da foto. Eis algumas pistas:
1) Este ator, ainda vivo, nasceu na capital pernambucana em 1981.
2) Estreou em telenovelas em Páginas da Vida (2006) na Rede Globo.
3) Participou de novelas como: Duas Caras, Sangue Bom e Joia Rara, todas na Rede Globo.
Boa diversão!

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

SESSÃO LEITURA - O AMIGO DEVOTADO - OSCAR WILDE

O texto abaixo é de autoria do escritor irlandês Oscar Wilde.
Para maiores informações sobre o autor, favor acessar: https://www.ebiografia.com/oscar_wilde/.
Boa leitura!

O AMIGO DEVOTADO

Era uma vez um jovem trabalhador e honesto... Chamava-se Hans. Morava sozinho numa pequena casa e passava o dia inteiro cuidando do jardim. Em toda a região, não havia jardim tão bonito quanto o seu. Encontravam-se aí as mais variadas espécies de flores que cresciam ao lado das mais lindas rosas.
O pequeno Hans tinha muitos amigos, mas o seu maior amigo, o "amigo fiel" era Hugh, o rico moleiro. Realmente, o rico moleiro era tão amigo de Hans que jamais visitava o seu jardim sem inclinar-se sobre os pés de cravo para admirá-los de perto, ou sem colher um bom punhado de flores que levava para casa.
— Os amigos verdadeiros repartem tudo entre si — costumava dizer o rico moleiro. O pequeno Hans concordava com a cabeça e sorria, sentindo-se muito orgulhoso por ter um amigo com tão nobres ideias.
E o pequeno Hans colhia aquelas palavras com um sorriso nos lábios, sentindo-se orgulhoso e feliz por ter um amigo que pensava tão nobremente.
Às vezes, porém, os vizinhos achavam estranho que o rico moleiro nunca concedesse coisa alguma ao pequeno Hans. Conquanto possuísse cem sacos de farinha armazenados em seu estabelecimento comercial, seis vacas leiteiras e uma boa criação de galinhas, jamais compensava o pequeno Hans pelas flores que colhia de seu lindo jardim. O jovem, no entanto, jamais se preocupava com isso.
Nada o encantava tanto quanto ouvir as belas coisas que o moleiro costumava dizer sobre a solidariedade dos verdadeiros amigos.
Assim, pois, o pequeno Hans cultivava o seu jardim. Na primavera, no verão e no outono, sentia-se muito feliz; mas, quando chegava o inverno, e ele não tinha flores para levar ao mercado, chegava a sofrer de frio e fome, deitando-se, à noite, muitas vezes, sem nada ter comido durante o dia.
Além disso, no inverno, sentia-se muito só, porque o rico moleiro jamais o visitava durante essa estação.
— Não convém visitar o pequeno Hans enquanto o inverno durar — dizia, às vezes, o rico Moleiro à sua mulher. — Quando uma pessoa está em apuros, não devemos atormentá-la com visitas. Essa é a minha opinião, e estou certo de que tenho razão. Por isso, esperarei a primavera e, então, tornarei a visitar o meu amigo. Poderá dar-me um cesto de flores e isto o alegrará muito.
— És realmente muito bom, querido — afirmava sua mulher, sentada em um cômodo divã perto de um bom fogo de lenha. — Gosto imensamente de te ouvir falar sobre a amizade. Estou certa de que o padre da comarca não diria sobre ela tão belas coisas como tu.
— E não poderia convidar o pequeno Hans a vir à nossa casa? — perguntava o filho do moleiro. Se o pobre homem está em dificuldade, dar-lhe-ei metade do que é meu, e, assim, já não sofrerá fome:
— Como és tolo! — exclamou o moleiro. — Na verdade, não sei para que serve mandar-te para a escola. Parece que não aprendes nada. Se o pequeno Hans viesse cá, e visse o nosso bom fogo, e comesse da nossa excelente comida, e tomasse do nosso ótimo vinho tinto, poderia sentir inveja. E a inveja é uma coisa terrível que prejudica os melhores caracteres. Realmente, eu não poderia consentir em que o caráter de meu grande amigo se prejudicasse. Estarei sempre atento para que o pequeno Hans não se desvie do bom caminho. Além disso, se ele viesse cá, poderia pedir-me um pouco de farinha, e eu não lhe poderia dar. A farinha é uma coisa e a amizade é outra; não devem confundir-se, portanto.
— Quão inteligente és, querido! Como falas bem! — disse a mulher do moleiro, servindo-lhe um grande copo de cerveja. — Sinto-me tão bem quando falas como quando estou na igreja.
— Muitos sabem agir — replicou o moleiro. — Poucos, porém, sabem falar com elegância e aprumo, o que prova que falar bem é não só mais difícil do que agir, como mais bonito.
E fixou tão severo olhar no filho que este sentiu vergonha de si mesmo, baixando a cabeça e chorando baixinho.
Era tão jovem, que bem podereis vós desculpá-lo!
*
Logo que passou o rigor do inverno e os botões começaram a abrir-se em rosas, o moleiro disse à sua mulher que já era tempo de visitar o pequenos Hans.
— Ah, que bom coração tens! — exclamou a mulher. — Estás sempre pensando nos outros. Não te esqueças de levar o cesto grande para trazeres as flores.
O moleiro, então, desceu à colina com a cesta no braço.
— Bom dia, Hans — disse o moleiro.
— Bom dia — respondeu Hans, todo sorridente e feliz.
— Como passaste o Inverno?
— Bem, bem — respondeu, prontamente, o jardineiro. — Muito obrigado pelo seu interesse. Houve alguns momentos duros, mas, agora, chegou a primavera e sinto-me quase feliz... — Ademais, as flores estão muito bonitas.
— Em casa, falamos muito a teu respeito, Hans — disse-lhe o moleiro. — Pensávamos no que seria de ti, em pleno inverno.
— Quanta amabilidade! — exclamou Hans. — Pensei que me tivésseis esquecido.
— Hans! Francamente... Como podes falar desta maneira? — disse o moleiro. — Na verdadeira amizade não há esquecimento. É isso que há de mais admirável. Temo, porém, que não compreendas a poesia da amizade... Mas, voltando às flores, que belas estão!
— Sim, estão muito bonitas — respondeu Hans. — Vou levá-las ao mercado, onde as venderei à filha do burgomestre e, com esse dinheiro, comprarei outra vez o meu carrinho de mão.
— Queres dizer que o vendeste, então? Foi uma tolice.
— Certamente. Mas o fato é que me vi obrigado a fazê-lo. O inverno foi muito rigoroso... e eu fiquei sem dinheiro para comprar pão. Vendi, primeiramente, os botões de prata de meu traje dos domingos; depois, me desfiz da corrente de prata que recebi do vovô e, em seguida, vendi a minha flauta. Por último, vendi o meu carrinho. Agora, porém, vou resgatar tudo.
— Hans — disse o moleiro — dar-te-ei o meu carrinho de mão. Não está em muito bom estado. Um dos lados está precisando de reparo, mas, apesar disso, te darei. Sei que é muita generosidade de minha parte e que a muita gente isso parecerá uma loucura, mas não sou como os outros. Estou em que a generosidade é a essência da amizade e, além disso, comprei um carrinho novo. Portanto, podes ficar tranquilo... dar-te-ei o meu carrinho.
— Obrigado, és muito generoso — disse o pequeno Hans. — Posso consertá-lo muito bem porque tenho aqui uma tábua.
— Uma tábua! — exclamou o moleiro. — Muito bem! Isso é juntamente o que necessito para o teto do meu estábulo. Há uma fenda que é preciso tapar. Muito bem, eis uma bela oportunidade de me prestares um serviço. Realmente, uma boa ação é sempre bem recompensada. Dei-te o meu carrinho e, agora, dás-me a tua tábua. É claro que o carrinho vale muito mais que a tábua, mas a amizade sincera não olha estas coisas. Dá-me, pois, a tua tábua e, hoje mesmo, consertarei o teto do meu estábulo.
— Pois não — replicou, solícito, o pequeno Hans.
Foi correndo ao outro jardim e trouxe uma tábua.
— Não é muito grande — disse o moleiro, examinando-a. — Creio que só dará para o reparo do teto do estábulo. Não sobrará madeira para consertares o carrinho, mas, é claro que a culpa não é minha... E, agora, que te dei o meu carrinho, penso que me poderás dar em troca umas flores. Aqui tens o cesto; procura enchê-lo quase por completo.
— Quase por completo?! — perguntou, aflito, o pequeno, vendo que o cesto era muito grande e, se o jardineiro o enchesse, não teria mais flores para levar ao mercado.
— Francamente! — exclamou o moleiro. — Uma vez que te dou o meu carrinho, não julguei que fosse muito pedir-te algumas flores. Talvez eu esteja equivocado, mas acreditava que a amizade, a verdadeira amizade, estava isenta de toda classe de egoísmo.
— Meu bom amigo, meu maior amigo — protestou o pequeno Hans —, todas as flores do meu jardim estão à tua disposição.
E correu a colher os cravos perfumosos e encher a grande cesta do moleiro das mais lindas flores de seu jardim.
— Adeus, Hans — disse o moleiro, subindo novamente a colina com a sua tábua ao ombro e a cesta cheia de flores ao braço.
— Adeus — respondeu o pequeno Hans.
E pôs-se a cavar alegremente: estava tão contente de possuir um carrinho de mão!
*
Na manhã seguinte, quando novamente estava cultivando o seu jardim, ouviu a voz do moleiro que o chamava da estrada. Trazia ao ombro um grande saco de farinha.
— Hans — disse o moleiro —, queres levar-me este saco de farinha ao mercado?
— Oh, é pena — disse Hans —, mas estou hoje muitíssimo ocupado. Tenho de regar ainda todo o jardim, de podar muitas roseiras, enfim, de fazer ainda quase todo o serviço.
— Francamente! — exclamou o moleiro. — Acreditava que, em consideração a te haver dado o meu carrinho, não te negarias a fazer-me um favor.
— Oh, sim! Eu não me nego! — protestou o pequeno Hans. — Jamais deixarei de agir como um verdadeiro amigo.
E correu a buscar o seu gorro, partindo, em seguida, com o grande saco ao ombro.
Era um dia de calor e a estrada estava muito poeirenta. Antes de alcançar o posto que marcava a sexta milha, Hans já estava tão cansado que teve de sentar-se para poder continuar depois. Chegou ao mercado, vendeu toda a farinha e voltou quase contido a casa, porque temia encontrar-se com algum salteador, se se demorasse pelo caminho.
— Que trabalho árduo! — disse consigo mesmo ao deitar-se, à noite. — Mas estou contente por não me haver negado, porque o moleiro é o meu melhor amigo e, ademais, vai dar-me o seu carrinho.
Na manhã seguinte, muito cedo, o moleiro chegou para receber o dinheiro do saco de farinha, mas o pequeno Hans estava tão fatigado que ainda não havia deixado a cama.
— Palavra! — exclamou o moleiro. — És muito preguiçoso. Quando me lembro de que te dei o meu carrinho, acho que devias trabalhar com mais ardor.
— Sinto muito — respondeu o pequeno Hans. — Eu estava tão fatigado que pensei que me havia deitado há pouco. Agora, porém, já me sinto bem.
— Bravo! — exclamou o moleiro, dando-lhe uma palmada no ombro. — Preciso que faças o reparo no teto do estábulo.
O pequeno Hans tinha grande necessidade de trabalhar no seu jardim, porque havia dois dias que não regava as suas flores, mas não quis negar-se a fazer a vontade do moleiro, que era o seu melhor amigo.
Vestiu-se, apressadamente, e acompanhou o rico moleiro ao estábulo.
Trabalhou o dia todo. Ao anoitecer, o moleiro veio verificar como iam as coisas.
— Terminaste o serviço? — perguntou ele, alegremente.
— Está quase pronto.
—  Não há trabalho melhor do que o que se faz por outro! — exclamou o moleiro. — E agora que reparaste o teto do estábulo, é melhor que voltes para casa, a fim de descansares, pois amanhã necessito de que leves os meus carneiros à montanha.
No dia seguinte, quando o pequeno Hans voltou da montanha, estava tão cansado que adormeceu em uma cadeira.
— Que tempo bom para as minhas flores — pensou ele, ao acordar. E ia trabalhar quando chegou o moleiro e lhe pediu que fosse trabalhar no seu cercado, que precisava ser cultivado. O pobre jardineiro lembrou-se de suas flores. Precisava tanto de trabalhar no seu jardim... Mas acompanhou o moleiro, consolando-se em pensar que ele era o teu melhor amigo.
— Além disso — dizia consigo mesmo —, vai dar-me o seu carrinho.
O pequeno Hans continuou trabalhando para o moleiro, e este dizia muitas coisas belas sobre a amizade, coisas que Hans copiava em seu livro verde e que relia à noite, pois amava a leitura.
*
Certa noite, estava o pequeno Hans sentado janto ao fogo, quando bateram à porta.
A noite era negríssima. O vento soprava forte. Era intenso o frio.
— Será algum pobre viajante? — disse consigo Hans, e correu para abrir a porta.
Era o moleiro que estava com uma lanterna em uma mão e sustinha com a outra as rédeas de seu belo cavalo.
— Querido Hans — gritou ele —, estou muito aflito. Meu filho caiu da escada. Está ferido. Preciso do médico. Mas ele mora tão longe daqui, e a noite está tão escura, que me lembrei de que era melhor que você fosse em meu lugar.
— Certamente — exclamou o pequeno Hans. — Alegra-me muito que tenhas lembrado de mim. Irei imediatamente. Peço-te apenas a lanterna, pois está tão escuro que eu temo cair em algum pântano.
— Sinto muitíssimo — respondeu o moleiro. — Mas é a minha lanterna nova e seria uma grande perda se voltasses sem ela.
— Bem, não falemos mais nisso! Irei sem lanterna.
A noite era tão negra que o pequeno Hans quase nada via. No entanto, depois de caminhar durante cerca de três horas, chegou à casa do médico, batendo à porta.
— Quem bate? — gritou o doutor.
— Sou eu, doutor! Hans!
— E que desejas, Hans?
— O filho do moleiro caiu de uma escada e machucou-se. Por isso, é necessário que o doutor vá até lá.
— Muito bem — replicou o médico.
Montou o seu cavalo e dirigiu-se à casa do moleiro, sendo seguido por Hans, que caminhava a pé.
Começou a chover e Hans já nada via. Finalmente, perdeu o caminho. Vagou pelo terreno baldio. A chuva aumentava mais e mais. Havia muitos lugares pantanosos e, na escuridão, Hans caiu em um pântano, afogando-se.
Todo mundo assistiu ao enterro de Hans porque ele era muito querido.
— Era eu o seu melhor amigo — dizia o moleiro. — É justo, pois, que também assista a tudo. A morte do pequeno Hans é, sem dúvida, uma grande perda para todos nós. — Sobretudo — acrescentava baixinho — para mim. Na verdade, fui muito generoso ao oferecer-lhe o meu carrinho velho e agora não sei o que fazer com ele. Está em tão mal estado que de nada me serve. Também não encontrarei a quem vendê-lo.
E voltando-se para os amigos, afirmou:
— E eu que lhe havia prometido o meu carrinho de mão! Asseguro-vos que, para o futuro, jamais darei nada a alguém. Pagam-se sempre as consequências de se ter sido generoso...

Fonte: https://www.litteratus.site/2018/09/o-amigo-devotado-oscar-wilde.html.

SESSÃO ABERTURA DE PROGRAMA DE VARIEDADES - SABADOU COM VIRGÍNIA (2024)

Sabadou com Virgínia foi um programa de variedades apresentado pelo SBT entre 6 de abril de 2024 e 21 de março de 2026.
O programa era apresentado por Virgínia Fonseca e ia ao ar aos sábados às 22h15.
Para maiores informações sobre o programa, favor acessar: https://pt.wikipedia.org/wiki/Sabadou_com_Virginia.
Boa diversão!

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

SESSÃO SAUDADE - GLÓRIA MENEZES

A homenagem de hoje vai para Glória Menezes, uma das maiores atrizes da dramaturgia nacional, cuja carreira atravessa mais de seis décadas e acompanha a própria evolução da televisão brasileira. Nascida Nilcedes Soares de Magalhães, em Pelotas (RS), em 19 de outubro de 1934, Glória ajudou a construir a linguagem da teledramaturgia brasileira desde os primeiros anos da TV Tupi.
Ao longo da carreira, passou por diversas emissoras. Na TV Tupi, onde iniciou sua trajetória no teleteatro, estreou em novelas com “Um Lugar ao Sol” (1959), trabalho que já lhe rendeu reconhecimento. Também atuou em produções como “A Última Valsa” (1960, TV Tupi) e “O Mestiço” (1961, TV Tupi).
Na TV Excelsior, participou de produções históricas, incluindo aquela que é considerada a primeira novela diária da televisão brasileira.
Na TV Globo, onde consolidou sua trajetória a partir de 1967, brilhou em mais de 40 novelas, formando com o marido Tarcísio Meira um dos casais mais icônicos da TV brasileira. Entre suas atuações memoráveis estão: “Sangue e Areia” (1967); “Rosa Rebelde” (1969); “Irmãos Coragem” (1970); “Espelho Mágico” (1977); “Guerra dos Sexos” (1983); “Brega & Chique” (1986); “Rainha da Sucata” (1990), apenas para se mencionar algumas.
Ela deixou um legado imenso na cultura brasileira. Sua carreira foi marcada por personagens de forte personalidade, mulheres que transitavam entre a imponência, a dramaticidade e a complexidade emocional.
Ao lado de Tarcísio Meira, com quem foi casada até o falecimento dele em 2024, formou um casal modelo nas novelas da Globo, protagonizando histórias que marcaram gerações.
Obrigado, Glória Menezes, por sua imensa contribuição à arte brasileira, por sua entrega absoluta a cada personagem e por enriquecer nossa cultura com interpretações que atravessam gerações!
Descanse em paz!
Para saber mais sobre esta artista, favor acessar: https://pt.wikipedia.org/wiki/Glória_Menezes.
Com o objetivo de homenageá-la, reproduzimos pequeno trecho de sua participação na novela Irmãos Coragem, ao lado do marido Tarcísio Meira.


Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=RefwR6osqB8

SESSÃO HUMOR

O bêbado chega ao boteco de sempre e se espanta com o dono fechando mais cedo.
— Acabou a energia — explica.
— Ué, eu vim aqui pra beber ou pra tomar choque?

Fonte: https://selecoes.ig.com.br/humor/piadas-de-bebado-para-contar-na-mesa-de-bar/.