sábado, 9 de janeiro de 2016

PARA MEDITAR



SESSÃO FOTONOVELA - A APOSTA

A fotonovela abaixo pertence à revista Amiga – TV Tudo nr. 239, publicada em 18 de dezembro de 1974.
Para ler esta ou outra matéria em tamanho maior, caso use o Explorer ou Chrome, clique sobre a figura com o botão direito do mouse e selecione a opção "abrir link em uma nova guia". Na nova guia, clique com o botão esquerdo do mouse e, pronto, terá acesso a uma ampliação da página. Caso o navegador seja o Firefox, clique sobre a figura com o botão direito do mouse e selecione a opção "abrir em nova aba". Em seguida, proceda como no caso dos dois outros navegadores citados.
Boa leitura!

















sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

SESSÃO CAPAS E PÔSTERES

A capa pertence à revista Amiga – TV Tudo nr. 239, publicada em 18 de dezembro de 1974. Já o pôster à revista Amiga TV Tudo nr. 244, edição de 22 de janeiro de 1975.
Boa diversão!



SESSÃO FOTO QUIZ

A foto da semana passada pertence à atriz Glória Menezes.
Agora tentem descobrir quem é o garoto desta foto.
Eis algumas pistas:
1) Este ator, ainda vivo, nasceu na capital carioca em 1944.
2) Estreou em telenovelas em Um Gosto Amargo de Festa, na Rede Tupi, no ano de 1969.
3) Participou de novelas como: Verão Vermelho e Bandeira 2, na Rede Globo e Novo Amor, na Rede Manchete.
Boa diversão!


quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

SESSÃO LEITURA - FAZENDO A BARBA - LUIZ VILELA

O texto abaixo é da autoria de Luiz Vilela.
Para maiores informações sobre o autor, favor acessar: http://saber-literario.blogspot.com.br/2012/11/luiz-vilela-biografia.html.
Boa leitura!

FAZENDO A BARBA

O barbeiro acabou de ajeitar-lhe a toalha ao redor do pescoço. Encostou a mão:
— Ele está quente ainda...
— Que hora que foi? — perguntou o rapazinho.
O barbeiro não respondeu. Na camisa semi-aberta do morto alguns pêlos grisalhos apareciam. O rapazinho observava atentamente. Então o barbeiro olhou para ele.
— Que hora que ele morreu? — o rapazinho tornou a perguntar.
— De madrugada — disse o barbeiro; — ele morreu de madrugada.
Estendeu a mão:
— O pincel e o creme.
O rapazinho pegou rápido o pincel e o creme na valise de couro sobre a mezinha. Depois pegou a jarra de água que havia trazido ao entrarem no quarto: derramou um pouco na vasilhinha do creme e mexeu até fazer espuma.
O rapazinho era sempre rápido no serviço mas àquela hora sua rapidez parecia acompanhada de algum nervosismo: o pincel acabou escapulindo de sua mão e foi bater na perna do barbeiro, que estava sentado junto à cama. Ele pediu desculpas, muito sem-graça e mais descontrolado ainda.
— Não foi nada — disse o barbeiro, limpando a mancha de espuma na calça; — isso acontece...
O rapaz, depois de catar o pincel, mexeu mais um pouco, e então entregou a vasilhinha ao barbeiro, que ainda deu uma mexida.
Antes de começar o serviço, o barbeiro olhou para o rapaz:
— Você acharia melhor esperar lá fora? — perguntou, de um modo muito educado.
— Não, senhor.
— A morte não é um espetáculo agradável para os jovens — disse. Aliás, para ninguém...
Começou a pincelar o rosto do morto. A barba, de uns quatro dias, estava cerrada.
Através da porta fechada vinha um murmúrio abafado de vozes rezando um terço. Lá fora o céu ia acabando de clarear; um ar fresco entrava pela janela aberta do quarto.
O barbeiro devolveu o pincel e a vasilhinha; o rapaz já estava com a navalha e o afiador na mão: entregou-os ao barbeiro e pôs na mesa a vasilhinha com o pincel.
O barbeiro afiava a navalha. No salão, era conhecido seu estilo de afiar, acompanhando trechos alegres de música clássica, que ele ia assobiando. Ali, no quarto, ao lado de um morto, afiava num ritmo diferente, mais espaçado e lento: alguém poderia quase deduzir que ele, em sua cabeça, assobiava uma marcha fúnebre.
— É tão esquisito — disse o rapazinho.
— Esquisito? — o barbeiro parou de afiar.
— A gente fazer a barba dele...
O barbeiro olhou para o morto:
— O que não é esquisito? — disse. — Ele, nós, a morte, a vida, o que não é esquisito?
Começou a barbear. Firmava a cabeça do morto com a mão esquerda, e com a direita ia raspando.
— Deus me ajude a morrer com a barba feita — disse o rapazinho, que já tinha alguma barba. — Assim eles não têm de fazer ela depois de eu morto. E tão esquisito...
O barbeiro se interrompeu, afastou a cabeça e olhou de novo para o rosto do morto — mas não tinha nada a ver com a observação do rapaz; estava apenas olhando como ia o seu trabalho.
— Será que ele está vendo a gente de algum lugar? — perguntou o rapazinho.
Olhou para o alto — o teto ainda de luz acesa —, como se a alma do morto estivesse por ali, observando-os; não viu nada, mas sentia como se a alma estivesse por ali.
A navalha ia agora limpando debaixo do queixo. O rapazinho observava o rosto do morto, seus olhos fechados, a boca, a cor pálida: sem a barba, ele agora parecia mais um morto.
— Por que a gente morre? — perguntou. — Por que a gente tem de morrer?
O barbeiro não disse nada. Tinha acabado de barbear. Limpou a navalha e fechou-a, deixando-a na beirada da cama.
— Me dá a outra toalha — pediu; — e molhe o paninho.
O rapaz molhou o paninho na jarra; apertou-o para escorrer, e então entregou ao barbeiro, junto com a toalha.
O barbeiro foi limpando e enxugando cuidadosamente o rosto do morto. Com a ponta do pano, tirou um pouco de espuma que tinha entrado no ouvido.
— Por que será que a gente não acostuma com a morte? — perguntou o rapazinho. — A gente não tem de morrer um dia? Todo mundo não morre? Então por que a gente não acostuma?
O barbeiro fixou-o um segundo:
— É — disse, e se voltou para o morto. Começou a fazer o bigode.
— Não é esquisito? — perguntou o rapazinho. — Eu não entendo.
— Há muita coisa que a gente não entende — disse o barbeiro.
Estendeu a mão:
— A tesourinha.
Na casa, o movimento e o barulho de vozes pareciam aumentar; de vez em quando um choro. O rapazinho pensou alegre que já estavam quase acabando e que dentro de mais alguns minutos ele estaria lá fora, na rua, caminhando no ar fresco da manhã.
— O pente — disse o barbeiro. — Pode ir guardando as coisas.
Quando acabou de pentear, o barbeiro se ergueu da cadeira e contemplou o rosto do morto.
— A tesourinha de novo — pediu.
O rapaz tornou a abrir a valise e a pegar a tesourinha.
O barbeiro se curvou e cortou a pontinha de um fio de cabelo do bigode. Os dois ficaram olhando.
— A morte é uma coisa muito estranha — disse o barbeiro.
Lá fora o sol já iluminava a cidade, que ia se movimentando para mais um dia de trabalho: lojas abrindo, estudantes andando para a escola, carros passando.
Os dois caminharam um bom tempo em silêncio; até que, à porta de um boteco, o barbeiro parou:
— Vamos tomar uma pinguinha?
O rapaz olhou meio sem jeito para ele; só bebia escondido, e não sabia o que responder.
— Uma pinguinha é bom para retemperar os nervos — disse o barbeiro, olhando-o com um sorriso bondoso.
— Bem... — disse o rapaz.
O barbeiro pôs a mão em seu ombro, e os dois entraram no boteco.

SESSÃO ABERTURA DE NOVELA - A VIAGEM (VERSÃO 1994)

A segunda versão da novela A Viagem foi apresentada pela Rede Globo no horário das 19h de 11 de abril a 22 de outubro de 1994.
O tema musical de abertura era A Viagem, interpretado por Roupa Nova.
Para maiores informações sobre a novela, favor acessar: http://www.teledramaturgia.com.br/a-viagem-1994/.
Boa diversão!



LETRA

A VIAGEM

Há tanto tempo que eu deixei você,
Fui chorando de saudade.
Mesmo longe não me conformei. Pode crer...
Eu viajei contra vontade.
O teu amor chamou e eu regressei.
Todo amor é infinito.
Noite e dia no meu coração.
Trouxe a luz no nosso instante mais bonito.

Na escuridão o teu olhar me iluminava
E minha estrela-guia era o teu riso
Coisas do passado
são alegres quando lembram
novamente as pessoas que se amam

Em cada solidão vencida eu desejava
o reencontro com teu corpo abrigo
Ah minha adorada
viajei tantos espaços
pra você caber assim no meu abraço
Te amo...

Há tanto tempo que eu deixei você,
fui chorando de saudade...

Na escuridão o teu olhar me iluminava
E minha estrela-guia era o teu riso
Coisas do passado
são alegres quando lembram
novamente as pessoas que se amam

Em cada solidão vencida eu desejava
o reencontro com teu corpo abrigo
Ah minha adorada
viajei tantos espaços
pra você caber assim no meu abraço
Ah minha adorada
viajei tantos espaços
pra você caber assim no meu abraço;
Te amo...
Te amo...