sexta-feira, 20 de março de 2026

SESSÃO CAPAS E PÔSTERES

A capa pertence à revista Contigo nr. 402, publicada em 06 de junho de 1983.
Já o pôster, à revista Contigo nr. 192, publicada em 1975.
Boa diversão!


Fonte: https://br.pinterest.com/pin/217017275765799184/

SESSÃO FOTO QUIZ

A foto da semana passada pertence ao ator Carlos Alberto. Agora tentem descobrir quem é a garota da foto. Eis algumas pistas:
1) Esta cantora e compositora, ainda viva, nasceu no interior de Minas Gerais em 1996.
2) Antes da carreira solo, foi vocalista de duas bandas ao mesmo tempo.
3) Sua carreira solo começou em 2021.
Boa diversão!

quinta-feira, 19 de março de 2026

SESSÃO LEITURA - UMAS FÉRIAS - MACHADO DE ASSIS

O texto abaixo é de autoria de Machado de Assis.
Para maiores informações sobre o autor, favor acessar: https://www.ebiografia.com/machado_assis/.
Boa diversão!

UMAS FÉRIAS

Vieram dizer ao mestre-escola que alguém lhe queria falar.
- Quem é?
- Diz que meu senhor não o conhece - respondeu o preto.
- Que entre.
Houve um movimento geral de cabeças na direção da porta do corredor, por onde devia entrar a pessoa desconhecida. Éramos não sei quantos meninos na escola. Não tardou que aparecesse uma figura rude, tez queimada, cabelos compridos, sem sinal de pente, a roupa amarrotada, não me lembra bem a cor nem a fazenda, mas provavelmente era brim pardo. Todos ficaram esperando o que vinha dizer o homem, eu mais que ninguém, porque ele era meu tio, roceiro, morador em Guaratiba. Chamava-se tio Zeca.
Tio Zeca foi ao mestre e falou-lhe baixo. O mestre fê-lo sentar, olhou para mim, e creio que lhe perguntou alguma cousa, porque tio Zeca entrou a falar demorado, muito explicativo. O mestre insistiu, ele respondeu, até que o mestre, voltando-se para mim, disse alto:
- Sr. José Martins, pode sair.
A minha sensação de prazer foi tal que venceu a de espanto. Tinha dez anos apenas, gostava de folgar, não gostava de aprender. Um chamado de casa, o próprio tio, irmão de meu pai, que chegara na véspera de Guaratiba, era naturalmente alguma festa, passeio, qualquer cousa. Corri a buscar o chapéu, meti o livro de leitura no bolso e desci as escadas da escola, um sobradinho da rua do Senado. No corredor beijei a mão a tio Zeca. Na rua fui andando ao pé dele, amiudando os passos, e levantando a cara. Ele não me dizia nada, eu não me atrevia a nenhuma pergunta. Pouco depois chegávamos ao colégio de minha irmã Felícia; disse-me que esperasse, entrou, subiu, desceram, e fomos os três caminho de casa. A minha alegria agora era maior. Certamente havia festa em casa, pois que íamos os dous, ela e eu; íamos na frente, trocando as nossas perguntas e conjecturas. Talvez anos de tio Zeca. Voltei a cara para ele; vinha com os olhos no chão, provavelmente para não cair.
Fomos andando. Felícia era mais velha que eu um ano. Calçava sapato raso, atado ao peito do pé por duas fitas cruzadas, vindo acabar acima do tornozelo com laço. Eu, botins de cordovão, já gastos. As calcinhas dela pegavam com a fita dos sapatos, as minhas calças, largas, caíam sobre o peito do pé; eram de chita. Uma ou outra vez parávamos, ela para admirar as bonecas à porta dos armarinhos, eu para ver, à porta das vendas, algum papagaio que descia e subia pela corrente de ferro atada ao pé. Geralmente, era meu conhecido, mas papagaio não cansa em tal idade. Tio Zeca é que nos tirava do espetáculo industrial ou natural. Andem, dizia ele em voz sumida. E nós andávamos, até que outra curiosidade nos fazia deter o passo. Entretanto, o principal era a festa que nos esperava em casa.
- Não creio que sejam anos de tio Zeca - disse-me Felícia.
- Por quê?
- Parece meio triste.
- Triste, não, parece carrancudo.
- Ou carrancudo. Quem faz anos tem a cara alegre.
- Então serão anos de meu padrinho...
- Ou de minha madrinha...
- Mas por que é que mamãe nos mandou para a escola?
- Talvez não soubesse.
- Há de haver jantar grande...
- Com doce...
- Talvez dancemos.
Fizemos um acordo: podia ser festa, sem aniversário de ninguém. A sorte grande, por exemplo. Ocorreu-me também que podiam ser eleições. Meu padrinho era candidato a vereador; embora eu não soubesse bem o que era candidatura nem vereação, tanto ouvira falar em vitória próxima que a achei certa e ganha. Não sabia que a eleição era ao domingo, e o dia era sexta-feira. Imaginei bandas de música, vivas e palmas, e nós, meninos, pulando, rindo, comendo cocadas. Talvez houvesse espetáculo à noite; fiquei meio tonto. Tinha ido uma vez ao teatro, e voltei dormindo, mas no dia seguinte estava tão contente que morria por lá tornar, posto não houvesse entendido nada do que ouvira. Vira muita cousa, isso sim, cadeiras ricas, tronos, lanças compridas, cenas que mudavam à vista, passando de uma sala a um bosque, e do bosque a uma rua. Depois, os personagens, todos príncipes. Era assim que chamávamos aos que vestiam calção de seda, sapato de fivela ou botas, espada, capa de veludo, gorra com pluma. Também houve bailado. As bailarinas e os bailarinos falavam com os pés e as mãos, trocando de posição e um sorriso constante na boca. Depois os gritos do público e as palmas...
Já duas vezes escrevi palmas; é que as conhecia bem. Felícia, a quem comuniquei a possibilidade do espetáculo, não me pareceu gostar muito, mas também não recusou nada. Iria ao teatro. E quem sabe se não seria em casa, teatrinho de bonecos? Íamos nessas conjecturas, quando tio Zeca nos disse que esperássemos; tinha parado a conversar com um sujeito.
Paramos, à espera. A ideia da festa, qualquer que fosse, continuou a agitar-nos, mais a mim que a ela. Imaginei trinta mil cousas, sem acabar nenhuma, tão precipitadas vinham, e tão confusas que não as distinguia, pode ser até que se repetissem. Felícia chamou a minha atenção para dous moleques de carapuça encarnada, que passavam carregando canas - o que nos lembrou as noites de Santo Antônio e São João, já lá idas. Então falei-lhe das fogueiras do nosso quintal, das bichas que queimamos, das rodinhas, das pistolas e das danças com outros meninos. Se houvesse agora a mesma cousa... Ah! Lembrou-me que era ocasião de deitar à fogueira o livro da escola, e o dela também, com os pontos de costura que estava aprendendo.
- Isso não - acudiu Felícia.
- Eu queimava o meu livro.
- Papai comprava outro.
- Enquanto comprasse, eu ficava brincando em casa; aprender é muito aborrecido.
Nisto estávamos, quando vimos tio Zeca e o desconhecido ao pé de nós. O desconhecido pegou-nos nos queixos e levantou-nos a cara para ele, fitou-nos com seriedade, deixou-nos e despediu-se.
- Nove horas? Lá estarei - disse ele.
- Vamos - disse-nos tio Zeca.
Quis perguntar-lhe quem era aquele homem, e até me pareceu conhecê-lo vagamente. Felícia também. Nenhum de nós acertava com a pessoa; mas a promessa de lá estar às nove horas dominou o resto. Era festa, algum baile, conquanto às nove horas costumássemos ir para a cama. Naturalmente, por exceção, estaríamos acordados. Como chegássemos a um rego de lama, peguei da mão de Felícia, e transpusemo-lo de um salto, tão violento que quase me caiu o livro. Olhei para tio Zeca, a ver o efeito do gesto; vi-o abanar a cabeça com reprovação. Ri, ela sorriu, e fomos pela calçada adiante.
Era o dia dos desconhecidos. Desta vez estavam em burros, e um dos dous era mulher. Vinham da roça. Tio Zeca foi ter com eles ao meio da rua, depois de dizer que esperássemos. Os animais pararam, creio que de si mesmos, por também conhecerem a tio Zeca, ideia que Felícia reprovou com o gesto, e que eu defendi rindo. Teria apenas meia convicção; tudo era folgar. Fosse como fosse, esperamos os dous, examinando o casal de roceiros. Eram ambos magros, a mulher mais que o marido, e também mais moça; ele tinha os cabelos grisalhos. Não ouvimos o que disseram, ele e tio Zeca; vimo-lo, sim, o marido olhar para nós com ar de curiosidade, e falar à mulher, que também nos deitou os olhos, agora com pena ou cousa parecida. Enfim apartaram-se, tio Zeca veio ter conosco e enfiamos para casa.
A casa ficava na rua próxima, perto da esquina. Ao dobrarmos esta, vimos os portais da casa forrados de preto - o que nos encheu de espanto. Instintivamente paramos e voltamos a cabeça para tio Zeca. Este veio a nós, deu a mão a cada um e ia a dizer alguma palavra que lhe ficou na garganta; andou, levando-nos consigo. Quando chegamos, as portas estavam meio cerradas. Não sei se lhes disse que era um armarinho. Na rua, curiosos. Nas janelas fronteiras e laterais, cabeças aglomeradas. Houve certo rebuliço quando chegamos. É natural que eu tivesse a boca aberta, como Felícia. Tio Zeca empurrou uma das meias portas, entramos os três, ele tornou a cerrá-la, meteu-se pelo corredor e fomos à sala de jantar e à alcova.
Dentro, ao pé da cama, estava minha mãe com a cabeça entre as mãos. Sabendo da nossa chegada, ergueu-se de salto, veio abraçar-nos entre lágrimas, bradando:
- Meus filhos, vosso pai morreu!
A comoção foi grande, por mais que o confuso e o vago entorpecessem a consciência da notícia. Não tive forças para andar, e teria medo de o fazer. Morto como? Morto por quê? Estas duas perguntas, se as meto aqui, é para dar seguimento à ação; naquele momento não perguntei nada a mim nem a ninguém. Ouvi as palavras de minha mãe, que se repetiam em mim, e os seus soluços que eram grandes. Ela pegou em nós e arrastou-nos para a cama, onde jazia o cadáver do marido; e fez-nos beijar-lhe a mão. Tão longe estava eu daquilo que, apesar de tudo, não entendera nada a princípio; a tristeza e o silêncio das pessoas que rodeavam a cama ajudaram a explicar que meu pai morrera deveras. Não se tratava de um dia santo, com a sua folga e recreio, não era festa, não eram as horas breves ou longas, para a gente desfiar em casa, arredada dos castigos da escola. Que essa queda de um sonho tão bonito fizesse crescer a minha dor de filho não é cousa que possa afirmar ou negar; melhor é calar. O pai ali estava defunto, sem pulos, nem danças, nem risadas, nem bandas de música, cousas todas também defuntas. Se me houvessem dito à saída da escola por que é que me iam lá buscar, é claro que a alegria não houvera penetrado o coração, donde era agora expelida a punhadas.
O enterro foi no dia seguinte às nove horas da manhã, e provavelmente lá estava aquele amigo de tio Zeca que se despediu na rua, com a promessa de ir às nove horas. Não vi as cerimônias; alguns vultos, poucos, vestidos de preto, lembra-me que vi. Meu padrinho, dono de um trapiche, lá estava, e a mulher também, que me levou a uma alcova dos fundos para me mostrar gravuras. Na ocasião da saída, ouvi os gritos de minha mãe, o rumor dos passos, algumas palavras abafadas de pessoas que pegavam nas alças do caixão, creio eu: - "vire de lado, - mais à esquerda, - assim, segure bem..." Depois, ao longe, o coche andando e as seges atrás dele...
Lá iam meu pai e as férias! Um dia de folga sem folguedo! Não, não foi um dia, mas oito, oito dias de nojo, durante os quais alguma vez me lembrei do colégio. Minha mãe chorava, cosendo o luto, entre duas visitas de pêsames. Eu também chorava; não via meu pai às horas do costume, não lhe ouvia as palavras à mesa ou ao balcão, nem as carícias que dizia aos pássaros. Que ele era muito amigo de pássaros, e tinha três ou quatro, em gaiolas. Minha mãe vivia calada. Quase que só falava às pessoas de fora. Foi assim que eu soube que meu pai morrera de apoplexia. Ouvi esta notícia muitas vezes; as visitas perguntavam pela causa da morte, e ela referia tudo, a hora, o gesto, a ocasião: tinha ido beber água, e enchia um copo, à janela da área. Tudo decorei, à força de ouvi-lo contar.
Nem por isso os meninos do colégio deixavam de vir espiar para dentro da minha memória. Um deles chegou a perguntar-me quando é que eu voltaria.
- Sábado, meu filho - disse minha mãe, quando lhe repeti a pergunta imaginada -; a missa é sexta-feira. Talvez seja melhor voltar na segunda.
- Antes sábado - emendei.
- Pois sim - concordou.
Não sorria; se pudesse, sorriria de gosto ao ver que eu queria voltar mais cedo à escola. Mas, sabendo que eu não gostava de aprender, como entenderia a emenda? Provavelmente, deu-lhe algum sentido superior, conselho do céu ou do marido. Em verdade, eu não folgava, se lerdes isto com o sentido de rir. Com o de descansar também não cabe, porque minha mãe fazia-me estudar, e, tanto como o estudo, aborrecia-me a atitude. Obrigado a estar sentado, com o livro nas mãos, a um canto ou à mesa, dava ao diabo o livro, a mesa e a cadeira. Usava um recurso que recomendo aos preguiçosos: deixava os olhos na página e abria a porta à imaginação. Corria a apanhar as flechas dos foguetes, a ouvir os realejos, a bailar com meninas, a cantar, a rir, a espancar de mentira ou de brincadeira, como for mais claro.
Uma vez, como desse por mim a andar na sala sem ler, minha mãe repreendeu-me, e eu respondi que estava pensando em meu pai. A explicação fê-la chorar, e, para dizer tudo, não era totalmente mentira; tinha-me lembrado o último presentinho que ele me dera, e entrei a vê-lo com o mimo na mão.
Felícia vivia tão triste como eu, mas confesso a minha verdade, a causa principal não era a mesma. Gostava de brincar, mas não sentia a ausência do brinco, não se lhe dava de acompanhar a mãe, coser com ela, e uma vez fui achá-la a enxugar-lhe os olhos. Meio vexado, pensei em imitá-la, e meti a mão no bolso para tirar o lenço. A mão entrou sem ternura, e, não achando o lenço, saiu sem pesar. Creio que ao gesto não faltava só originalidade, mas sinceridade também.
Não me censurem. Sincero fui longos dias calados e reclusos. Quis uma vez ir para o armarinho, que se abriu depois do enterro, onde o caixeiro continuou a servir. Conversaria com este, assistiria à venda de linhas e agulhas, à medição de fitas, iria à porta, à calçada, à esquina da rua... Minha mãe sufocou este sonho pouco depois dele nascer. Mal chegara ao balcão, mandou-me buscar pela escrava; lá fui para o interior da casa e para o estudo. Arrepelei-me, apertei os dedos à guisa de quem quer dar murro; não me lembra se chorei de raiva.
O livro lembrou-me a escola, e a imagem da escola consolou-me. Já então lhe tinha grandes saudades. Via de longe as caras dos meninos, os nossos gestos de troça nos bancos, e os saltos à saída. Senti cair-me na cara uma daquelas bolinhas de papel com que nos espertávamos uns aos outros, e fiz a minha e atirei-a ao meu suposto espertador. A bolinha, como acontecia às vezes, foi cair na cabeça de terceiro, que se desforrou depressa. Alguns, mais tímidos, limitavam-se a fazer caretas. Não era folguedo franco, mas já me valia por ele. Aquele degredo que eu deixei tão alegremente com tio Zeca, parecia-me agora um céu remoto, e tinha medo de o perder. Nenhuma festa em casa, poucas palavras, raro movimento. Foi por esse tempo que eu desenhei a lápis maior número de gatos nas margens do livro de leitura; gatos e porcos. Não alegrava, mas distraía.
A missa do sétimo dia restituiu-me à rua; no sábado não fui à escola, fui à casa de meu padrinho, onde pude falar um pouco mais, e no domingo estive à porta da loja. Não era alegria completa. A total alegria foi segunda-feira, na escola. Entrei vestido de preto, fui mirado com curiosidade, mas tão outro ao pé dos meus condiscípulos, que me esqueceram as férias sem gosto, e achei uma grande alegria sem férias.

Fonte: https://machadodeassis.net/texto/umas-ferias/33058.

SESSÃO ABERTURA DE PROGRAMA DE AUDITÓRIO - CLUBE DO BOLINHA (1991)

Clube do Bolinha foi um programa que foi exibido pelo Rede Bandeirantes de 16 de junho de 1974 a 30 de abril de 1994 nas tarde de sábado.
O apresentador do programa era Edson "Bolinha" Cury.
Para maiores informações sobre o programa, favor acessar: https://pt.wikipedia.org/wiki/Clube_do_Bolinha_(programa_de_televis%C3%A3o).
Boa diversão!

quarta-feira, 18 de março de 2026

SESSÃO SAUDADE - GRACINDA FREIRE

A homenagem de hoje vai para a atriz Gracinda Freire.


Fonte: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTD7FBcuyZruhYNkgkvn3_t01d53uqIttjm8A&s

Gracinda era presença constante nas novelas da Globo nos anos 70 e 80, sempre compondo personagens que davam alma às histórias.
Em Feijão Maravilha, viveu Antonieta, trazendo humor, humanidade e aquele toque de autenticidade que só ela sabia entregar.
Sua carreira foi construída com:
- Seriedade profissional,
- Versatilidade,
- Profundo respeito ao público,
- E uma entrega artística que atravessa gerações.
Antes de brilhar na TV, Gracinda já era respeitada nos palcos e no cinema.
Participou de filmes marcantes como Assalto ao Trem Pagador e esteve em novelas icônicas como Dancin’ Days, O Semideus, Chega Mais e O Feijão e o Sonho.
Ela era aquela atriz que os diretores amavam ter no elenco: segura, intensa, confiável.
Obrigado, Gracinda Freire, por seu trabalho sempre tão marcante nos palcos, nas telinhas e nas telonas!
Descanse em paz!
Para saber mais sobre esta artista, favor acessar: https://pt.wikipedia.org/wiki/Gracinda_Freire.
Com o objetivo de homenageá-la, reproduzimos abaixo pequena cena do filme Chuvas de Verão (1978) em que recita o poema “Soneto de Homenagem” do escritor português Antero de Quental.


Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=MVxNAfFBcfE

SESSÃO HUMOR

O juiz pergunta ao réu:
- Idade?
- 35 anos
- É casado?
- Sim.
- Com quem?
- Com a minha mulher.
O juiz irritado:
- Conhece alguém casado com um homem?
- Sim.
- Quem?
- A minha mulher.

Fonte: https://piadas.biz/piadas/variadas.

terça-feira, 17 de março de 2026

SESSÃO REMAKE MUSICAL - CANTARE È D’AMORE - SARAH

A canção Cantare È D'Amore, originalmente interpretada por Amadeo Minghi, é apresentada no vídeo abaixo por Sarah.
Boa diversão!



LETRA

CANTARE È D’AMORE

Compositori: A. Minghi / P. Panella

Come una finzione
Non del sangue ma del rosso
Acqua e sale e non le lacrime assaggiai

Arsure come di battaglia
Di comparse fuoco e paglia
Ed I cuori son cavalli scossi in noi

Amarsi è come andare in fuga
È cosa ho fatto, cosa ho detto mai

Non è la verità che più la dice e più la dice mai
È l'illusione mia che è vera

E che scorre fiera tra le dita della vita
Passa il suono e belle immagini di noi

Meraviogliosa confusione
Tra I dialoghi e le pose
E ogni peso appassionato

È un soffio ma non la verità
Che è sempre un'altra storia ma non lei

Lei che tra I baci miei è d'amore
È improvvisazione
Non è vento e non è sole
Pioggia atroce meglio è che non ci sia

Amarsi è come arrampicarsi
Su uno schermo di illusione
E poi credere quell'edera realtà

È le bugie, ragazza mia
Il naso lungo e il gusto dell'addio

Non è la verità che più la dici, più la dici mai
È vita che non sai
Sarà che come me tu rivivrai
Quando l'amore mio ti canterò

È quando tutti I giuramenti
Fatti a te saranno inganni
Alla vita che, stupita, sbanderà

Amarsi è prima di capire
È rimbambire la ragione in noi

Non è verità
Che più la dici e meno baci avrai

E l'illusione mia che è vera
E chi ama canta
Tra le voci della vita
L'acqua che si incontra col suo scialacquìo

Oppure è meglio non cantare
Muti se non è d'amore
E qualcuno deve farlo e sono io che ti canterò
E come in fuga nel tuo cuore andrò

Non è la verità
Che più la dici e più la dici mai
Perche cantare è d'amore
È d'amore
È d'amore

TRADUTOR

CANTAR É DO AMOR

Compositores: A. Minghi / P. Panella

Como uma ficção
Não do sangue, mas do vermelho
Água e sal, e não lágrimas, eu provei

Escaldante como uma batalha
Dos comparsas fogo e palha
E os corações são cavalos agitados em nós

Amar é como fugir
É coisa que nunca fiz, coisa que nunca disse

Não é verdade que, quanto mais dizes, nunca mais dirás
É a minha ilusão que é real

E que escorre feroz por entre os dedos da vida
Transmite o som e belas imagens de nós

Maravilhosa confusão
Entre diálogos e poses
E cada esforço apaixonado

É um sopro, mas não a verdade
Que é sempre uma outra história, mas não ela

Ela que, entre meus beijos, é do amor
É improvisação
Não é vento, não é Sol
Chuva atroz é melhor que não haja

Amar é como escalar
Em uma tela de ilusão
E então crer que aquele escudo era real

E as mentiras, minha menina
O nariz comprido e o gosto da despedida

Não é verdade que, quanto mais dizes, nunca mais dirás
É vida que não sabes
Será que, como eu, tu reviverás
Quando, o meu amor, cantar-te-ei

E quando todos os juramentos
Que te fiz forem enganos
À vida que, aturdida, esvair-se-á

Amar é, antes de entender
É emburrecer a razão em nós

Não é verdade
Que, quanto mais dizes, menos beijos terás

É a minha ilusão que é real
E quem ama, canta
Entre as vozes da vida
A água que se encontra com o seu escoamento

Ou melhor fosse não cantar
Mudos não não fazem parte do amor
E alguém tem que fazê-lo e sou eu que te cantarei
E, como em fuga, no teu coração irei

Não é verdade
Que, quanto mais dizes, nunca mais dirás
Porque cantar é do amor
É do amor
É do amor

Fonte da letra e tradução: https://www.letras.mus.br/amedeo-minghi/1267633/traducao.html