O poema que reproduzimos abaixo é da autoria de Alvarenga Peixoto.
Para maiores informações sobre o autor, favor acessar: https://www.antoniomiranda.com.br/iberoamerica/brasil/alverenga_peixoto.html.
Boa leitura!
A CLÁUDIO MANUEL DA COSTA
Às margens destas águas silenciosas
Quantas vezes berçaste a alma dorida,
Esfolhando por elas, como rosas,
As suaves ilusões da tua vida!
Vias o doce olhar das amorosas
Refletido na linfa entristecida,
E, ao por do sol da vésperas lutuosas,
Erguer-se o vulto da mulher querida...
Se é tão dolente o Ribeirão do Carmo,
Onde com as mãos proféticas armaste
Os castelos de amor que ora desarmo!
O teu sonho deixaste-o nestas águas...
E hoje, revendo tudo que sonhaste,
Por elas também deixo as minhas mágoas.
Fonte: https://www.antoniomiranda.com.br/iberoamerica/brasil/alverenga_peixoto.html
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