sexta-feira, 2 de novembro de 2012
HOMENAGEM AO ANIVERSÁRIO DA VAL - COLABORAÇÃO: FERNANDA SOUZA
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VAL
O INFERNO DE UM ANJO - CAPÍTULO 26 - PARTE 2 - COLABORAÇÃO: PAULO SENA
O INFERNO
DE UM ANJO
Romance-folhetim
Título original:
L’enfer d’un Ange
Henriette de Tremière/o inferno de um anjo
e revisado por Paulo Sena
Rev. G.H.
BIBLIOTECA GRANDE HOTEL
Capítulo XXVI (CONTINUAÇÃO)
A FALSA E A VERDADEIRA FILHA
Vendo-a,
Denise, talvez por não querer passar por uma tola, visto que nem sequer se
recordava de quando olhara pela última vez o retrato do noivo, disse:
-
Que pensa disso, Maria? - um mistério!
"Flor
de Amor" olhava perplexa, sem saber o que dizer.
-
Na verdade, não sei - respondeu afinal, hesitante. - A senhora, condessinha,
não terá por acaso uma rival, alguém que lhe inveje o lugar que ocupa no coração
do seu noivo?
-
Uma rival? - repetiu Denise, semicerrando os olhos, - Certamente que tenho! De
fato, há uma mulher, que, aliás, não conheço... Mas nesse caso deve ser louca a
ponto de correr o risco de ser presa por furtar o retrato do homem que ama! Fez
bem em me recordar isso, procurarei informar-me melhor sobre essa criatura e se
descobrir que essa malvadeza é obra dela, não hesitarei um minuto em
denunciá-la à polícia. Não tolero intrusos no meu palácio!
-
Condessinha, não se aborreça assim - disse Maria "Flor de Amor", já
arrependida de ter falado. - Afinal, não fiz mais do que uma simples suposição
e pode ser muito bem que, quando menos esperar, encontre a explicação do que
aconteceu.
Então
o conde Fernando, desgostoso pela cólera quase irracional que se apoderara da
filha, interveio:
-
Esta moça tem razão, Denise. Não é caso para tanta irritação. Amanhã mesmo
tratarei de arranjar outro retrato e tudo ficará como antes. E procurarei
indagar e descobrir onde anda a tal ladra, fica contente?
Denise,
mostrando-se subitamente calma, aproximou-se do conde e, beijando-o no rosto,
exclamou:
-Que bom paizinho
eu tenho! Sempre consegue ajeitar as coisas! Sim, tem razão, papai, é tolice
minha, zangar-me tanto por causa do desaparecimento de um retrato!
Depois,
virando-se para Maria "Flor de Amor", acrescentou com um sorriso
evidentemente forçado e sem alegria:
-
Agora, pode ir. Fale com dona Eufêmia a respeito da proposta que lhe fiz.
A
prova dos vestidos da condessinha Denise fora demorada e Maria "Flor de
Amor", regressando à cidade, sabendo que àquela hora o "atelier"
já estava fechado, encaminhou-se diretamente à casa da modista para informá-la
do resultado da sua missão. Dona Eufêmia, embora fosse rica, não só pelo que
lhe rendia a sua casa de modas como pela situação comercial do marido, era uma
criatura sem manias de grandezas e depois que a mocinha lhe contou como
decorrera o seu trabalho no palacete, insistiu para que ela ficasse para
jantar.
Estava
mesmo presa a Maria "Flor de Amor", por um terno sentimento, pois a
jovem, com sua graça e sua beleza, lembrava-lhe a filha, morta alguns anos
antes em trágicas circunstâncias. A seu marido, que àquele dia regressara de
uma viagem, dona Eufêmia apresentou Maria.
-
Alfredo, esta jovem, é Maria, uma querida auxiliar e, contava que ficasse muito
tempo conosco. Não obstante, já recebeu magnífica oferta da condessinha Denise
e não quero de modo algum interferir na sua promissora carreira. Que diz você?
Aprova?
Alfredo
Lerroux, um belo e simpático homem de meia-idade, tomou com espontaneidade a
mãozinha de Maria "Flor de Amor", que apertou na sua e, curvando-se,
respondeu:
-
Minha querida Eufêmia, perguntar o que penso é muito prematuro e quanto a
aprovar, como poderia deixar de fazê-lo? O que posso desejar, por ora, é que
esta cara senhorita aceite jantar conosco.
-
Naturalmente! Já a convidei - respondeu a modista. Após o jantar, Maria
"Flor de Amor" despediu-se do amável casal, saiu para a rua, que era
um pouco afastada do centro da cidade.
Naquele
bairro havia muitos palacetes, circundados por bonitos jardins, e Maria
"Flor de Amor" caminhava ao longo deles, para gozar o perfume
delicado das flores apenas desabrochadas. Seus sapatos com sola de borracha não
produziam o menor ruído. Foi assim que, sem se fazer sentir, chegou quase até
junto de dois homens que caminhavam à sua frente, falando animadamente...
Um
deles estava elegantemente trajado, enquanto o outro, em visível contraste,
vestia um paletó sujo e uma calça esfarrapada. De repente, os dois homens pararam
numa praça. Maria "Flor de Amor", pressentindo que se tratava de dois
delinquentes que planejavam um crime, ocultou-se atrás do tronco de uma árvore,
que estava bem perto deles, permitindo-a ouvir a conversação.
-
Então... - dizia o que tinha roupas elegantes - posso contar com você? Não irá
fracassar?
-
Isso nunca aconteceu em minha vida - respondeu o outro - a não ser... Bem...
Aquela vez, que me "rendeu" dez anos. Mas aquelas "férias"
me serviram para aprender muitas coisas que então não sabia e, quando me
"largaram", posso dizer que estava diplomado...
-
Lembra-se bem da cara dele?
-
Papagaio! Sou ótimo fisionomista e quando guardo o rosto de alguém no arquivo
do bestunto, nunca mais esqueço! O homenzinho vai se haver comigo, não tenha
dúvida!
O
tipo elegante tornou a falar:
-
Pois é isso, Renato. Por saber que você tem uma péssima fama no ambiente baixo,
é que o procurei, pois preciso de alguém que faça esse trabalhinho para mim,
com perfeição.
À
medida que falava, tirou do bolso um volumoso pacote de notas e, separando boa
parte delas, entregou-as ao outro, dizendo a seguir:
-
Isto é um pequeno adiantamento. Depois que tiver acertado as contas com o
"nosso amigo", receberá um milhãozinho redondo. Está de acordo com o
preço?
-
Não deve falar com essa pose sobre o preço, meu caro Afonso! Você é um ladrão e
quando se trata de fazer certos trabalhinhos, não se cansa muito... Mas comigo
a coisa é diferente. Devo acabar com a vida de um camarada, isso dá trabalho,
há risco... Devo ganhar bem... Respondeu o bandido maltrapilho, ao mesmo tempo
que guardava as cédulas no bolso.
-
Comece a trabalhar - retrucou Afonso - e depois veremos se é o caso de aumentar
o "ordenado". O que recomendo, mais uma vez, é agir com precisão.
Use, para identificá-lo, caso sua memória não o ajude, o retrato que dei a
você. Tive um trabalho danado para consegui-lo, pode crer...
-
Ah, outra coisa, Renato... Você já falou com seu capanga a respeito deste
negócio? - quis saber o malandro elegantemente trajado.
-
Naturalmente - respondeu o outro. - No nosso ambiente, não se
"trabalha" sozinho. Ele atira otimamente e também é um guarda-costas
de primeira qualidade... Será de grande utilidade para o bom resultado do nosso
projeto.
-
Então, não precisamos mais conversar e sim realizar com toda perfeição o que já
está combinado. Vocês deverão agir com a precisão de um relógio suíço - disse
Afonso, sem pronunciar o nome da vítima.
Mas
a jovem Maria "Flor de Amor", a esta altura da conversa dos dois
homens, compreendera de quem Afonso e Renato estavam falando: era do noivo da
condessinha Denise, em cujo palacete ela estivera naquele mesmo dia. O detalhe
do retrato roubado lhe dava a certeza da sua suspeita. Sem terem mais o que
dizer, os dois homens se despediram, partindo em direções opostas. Perto dali,
amarrado a uma árvore, havia um cavalo, no qual Afonso montou, partindo em seguida. Na escuridão
da noite, Maria "Flor de Amor" não pôde ver o rosto daqueles homens.
Só a voz de Afonso deu-lhe a impressão de não ser-lhe desconhecida. O bandido
estava montado em fogoso corcel, Maria "Flor de Amor" mal podia
segui-lo, pois estava a pé. Quanto a seguir o outro malandro, também era
impossível, pois Renato sentou-se no chão e, sacando um punhal de um dos bolsos
do paletó, começou a afiá-lo numa pedra.
Ao ver essa arma, que sem dúvida o delinquente afiava para um próximo
crime, talvez para matar o noivo da condessinha Denise, Maria "Flor de
Amor" se apavorou e se retirou em seguida, caminhando, com a esperança de
achar um policial e pedir-lhe que detivesse aquele malfeitor. Mas só quando
tinha andado quase um quilômetro, Maria "Flor de Amor" encontrou um
guarda. Ela explicou a ele o que tinha ouvido e visto. O policial e Maria
"Flor de Amor" dirigiram-se para a pequena praça onde, sentado no chão,
Renato ficara afiando a lâmina de seu punhal. Porém, quando ali chegaram, a
pracinha estava deserta. Do malfeitor não havia o menor rastro.
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PAULO SENA
SESSÃO CAPAS E PÔSTERES
A
capa que reproduzimos abaixo foi publicada na revista Amiga TV Tudo nr. 63 de
03 de agosto de 1971.
Boa
diversão!
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SESSÃO CAPAS E PÔSTERES
SESSÃO FOTO QUIZ
A
foto da semana passada é do ator Fábio Assunção.
Agora
tentem descobrir quem é a garotinha da foto.
Eis
algumas pistas:
1)
Nasceu na cidade de Franca, São Paulo, no ano de 1947.
2)
Em telenovelas, estreou em A Deusa Vencida, na Tv Excelsior, em 1965.
3)
Participou de novelas como: Os Fantoches e O Terceiro Pecado, na Excelsior;
Minha Doce Namorada, Por Amor e Páginas da Vida, na Rede Globo.
Boa
diversão!
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FOTO QUIZ,
SESSÃO
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
FIC - À PRIMEIRA VISTA - CAPÍTULO 27 - AUTORA: SÔNIA FINARDI
CAPÍTULO
XXVII – NOTÍCIAS 2
Bem
mais tarde, eles retornam para casa.
Assim
que chegam, encontram uma Dadi agitada, bem diferente da costumeira Dadi,
sempre tão espirituosa, brincalhona...
D:
Graças a Deus! Finalmente vocês chegaram... Tá tudo bem com vocês?
C:
Claro, Dadi. Tudo ótimo! Por que non
estaria?
Dadi
olha pra Rosa, pensando se fala ou não, mas decide falar:
D:
Dr.Claude... aquele homem... o tal de Júlio... ele não pára de ligar... procurando
por D. Rosa...
Claude
e Rosa se olham.
R:
Meu Deus... estava muito bom pra ser verdade... todo esse tempo sem
notícias dele...
C:
Calma, Rosa... Você conseguiu gravar a ligaçon, Dadi?
D:
Eu acho que sim... fiz como eles ensinaram...
Claude
vai até o equipamento para ouvir as gravações, mas o telefone toca.
C:
Eu atendo!
C:
Alô!
Ju:
Vocês deviam tomar mais cuidado. Não é bom ficarem sozinhos... até tão tarde no
local de serviço!
C:
Escuta aqui, você está seguindo a gente? Você non vai nos intimidar... desiste,
se entrega, ou sei lá foge, vai embora do país, hã?
Ju:
Eu não tenho saída... agora é a grana ou a morte e vocês tem a grana... ou melhor Serafina a
tem.... e eu estou de olho em vocês...
C:
Você non entende mesmo ... nós non temos dinheiro algum.. non esse que você
imagina...
Ju:
Imagino? Aquele traidor do Coutinho sabe até a hora que a grana vai ser
transferida! Eu estou até pensando em fazer um acordo... vocês transferem tudo pra minha conta na Suíça, e
eu deixo vocês em paz...
C:
Eu non faço acordos com canalhas...
Ju:
Então, aguente as conseqüências da sua decisão! – E desliga.
Durante
a ligação, Rosa andava de um lado pro outro, até que Dadi a abraça, tentando
confortá-la.
C:
Covarde! – Diz Claude. – Sempre desligando!
R:
Ele vai aprontar alguma, Claude... eu sinto isso!
Claude
se aproxima dela, abraçando-a, de tal modo que a cabeça de Rosa fica encostada
em seu peito.
C:
Mon Dieu... você está tremendo... xxiiiiii ele non vai te fazer mal, chérie... eu non vou deixar,
hã? - Ela levanta os olhos para ele:
R:
Promete que vai estar sempre perto de mim? Assim me abraçando igual agora... me
dando força?
C:
Sempre, mon amour, sempre...
R:
Eu vou subir, tomar um banho e tentar dormir... não precisa ir comigo, eu sei
que você trouxe serviço pra casa...
C:
Esses papéis já esperaram a tarde toda... podem esperar um pouco mais, hã?
Eles
sobem, e depois de um bom tempo, Rosa consegue dormir.
“Os papéis que esperem... eu vou ouvir as
gravações” - Pensa Claude enquanto desce para a sala.
Ele
ouve todas as ligações. Em cada uma delas, ameaças à vida de Rosa, à sua vida,
frases de duplo sentido, sempre exigindo o dinheiro...
Claude
se serve de uma generosa dose de uísque sem gelo.
“Canalha!
Covarde!... Eu realmente devia tê-lo jogado pela janela!”
Ele
volta ao quarto, toma banho e se deita ao lado de Rosa, mas nem mesmo a bebida,
foi capaz de fazê-lo dormir logo...
No
dia seguinte, Claude acorda antes de Rosa e, vendo-a dormir tão calmamente,
resolve não acordá-la.
Ele
toma um café enquanto conversa rapidamente com Dadi:
C:
Dadi, achei melhor deixar Rosa descansando. Eu ligo pra ela mais tarde. Antes de ir à construtora, vou passar na
delegacia, deixar o Paulo por dentro dessas ligações...
D:
Eu cuido de D.Rosa, Dr. Claudes, pode confiar em mim.
C:
Eu confio em você, Dadi. Como se você fosse minha mãe, hã? – E dá um beijo
nela.
Ele
já está na porta, quando se volta e diz:
C:
Dadi... tenta non deixar que ela atenda ao telefone, oui? E faz ela comer
algo...
D:
Sim, senhor.
Claude
passa na delegacia, informa a Paulo e Suzana sobre os conteúdos das ligações, deixando
a fita em poder deles.
Paulo
coloca um agente de sua equipe para ficar de “plantão”.
P:
Claude... posso chamá-lo assim, não?
C:
Claro!
P:
Então, aqueles dois amigos do Júlio, estão sob vigilância severa. Inclusive a
moça, já deixou o flat onde estava. Está na casa do Otávio Coutinho. Mas não
entraram em contato com o Julio. Não pelos meios normais...
C:
Eu acho que eles se separaram... por causa dos dólares... cada um quer tudo pra
si...
P:
Dinheiro... a causas de muitos males... se usado erroneamente!
C:
D’accord! Paulo, eu agradeço a atençon especial que você está dando nesse
caso... - Eles se despedem com um aperto de mão.
No
apartamento, Rosa acorda e se percebe sozinha. Ela imediatamente olha para o
relógio e vê que já passava das nove horas. Rapidamente ela toma um banho e se
arruma, pois sua consulta estava marcada para as dez e trinta.
Depois
de pronta ela desce. Dadi a esperava com um super café da manhã.
R:
Bom dia, Dadi! O Claude já foi?
D:
Já sim D. Rosa. Ele disse que era pra
deixar a senhora descansar bem. E tomar um café da manhã sem reclamar.
R:
Eu quero só um suco, Dadi. Eu vou passar por lá. A Janete ficou de ir comigo ao
médico.
D:
Médico? É o que eu to pensando, D. Rosa?
R:
Se você está pensando o que eu estou pensando... pode ser Dadi... mas não
comente nada com o Claude, porque se der positivo, eu vou fazer uma surpresa
pra ele...
D:
Pode deixar D.Rosa... eu farei boca de siri!
Rosa
termina o suco e vai para a construtora levada por Rodrigo. Na sala de Claude,
ele conversava com Frazão e Janete
J:
Nossa! No lugar da Rosa, eu não sairia mais de casa.
F:
Você não pode se descuidar, mon ami... O cara tá “assessorado” por traficantes!
C:
Eu já passei a fita das ligações pro seu amiguinho, Frazon...
F:
Você pegou o Paulo pra Cristo hem, Claude?
C:
Acredita que hoje ele non perguntou de Rosa? Falando em Rosa, vou ligar pra
ela...
Rosa
entra na sala:
R:
Tarde demais... eu cheguei! Bom dia, Frazão! Bom dia, Janete!
C:
E eu non ganho bom dia non?- Diz se levantando e chegando perto dela.
R:
Bom dia, meu amor! Mas quem é que não perguntou por mim?
J:
O Paulo, amiga. Claude está feliz porque ele não perguntou de você! Pode?
C:
Janete, você está ficando igual a alguém que eu conheço e non quero falar o
nome, mas que estou olhando pra ele, hã?
R:
Claude!
F:
Isso foi pra mim, meu querido? Rsrsrsr
J:
Desculpa, Claude, mas não resisti...rsrsrs
C:
Non resitiu... sei... me aguarde, D. Janete, me aguarde! Rsrsrs
R:
Bom, a conversa tá ótima, mas eu vim buscar a Janete.
J:
Me buscar?
R:
É, Jane... lembra que você ficou de ir comigo fazer aquelas compras... pro
casamento?
J:
Ahh é... verdade... combinamos de ir hoje, não é?
R:
Sim. Não vai ser demorado. Já ficou tudo quase encomendado...
C:
E eu non posso ir junto?
R:
Não! Quer dizer, são só compras... você não vai ter paciência...
C:
D’accord! Mas vocês vão e voltam com Rodrigo.
Rosa
e Janete saem com destino ao consultório médico.
Rosa
é atendida por seu médico.
M:
Serafina Rosa Petroni! Pela sua ficha, você devia ter retornado há seis meses
atrás. Você está em débito comigo hem?!
Ou melhor, com você mesma!
R:
Por isso que eu vim até você! E falta pôr um Geraldy, aí na minha ficha. Eu me
casei...
Rosa prossegue o diálogo e o médico a examina
e solicita os exames necessários.
Ao
final da consulta.
M:
Muito bem, Serafina... você veio buscar uma resposta, não é? Eu posso garantir,
mesmo sem o resultado dos exames, que é “positivo”!
R:
Você quer dizer... que eu estou grávida? Realmente grávida?
M:
Cem por cento grávida! Mas o pai não veio junto por quê?
R:
Porque eu queria ter certeza! Eu vou fazer uma surpresa pra ele!
M:
Vamos fazer o seguinte - Ele chama sua assistente. – Dora, leve a Serafina até a sala de ultrassonografia.
Vamos ver de que tamanho está a sua surpresa... - E sorri pra Rosa.
Na
sala de ultrassom, depois de preparada, segue o exame:
M:
Olha aqui... de acordo com a data que você me passou da sua última menstruação,
podemos calcular que você está com oito semanas de gestação... vai entrar no
terceiro mês, Serafina.
R:
Meu Deus... três meses... – Diz olhando para o vídeo... Eu não consigo entender
essa imagem, doutor.
M:
Esse é um ultrassom mais básico. Da próxima vez, podemos fazer o 3D. Ele dá uma
imagem bem realista. Vocês e seu marido vão gostar. Parabéns, mamãe Serafina!
R:
Nossa! O Claude vai ficar muito feliz, quando... quando a surpresa chegar...
M:
Espera... ou tem alguma coisa errada com a imagem... ou...
R:
Errada? Tem alguma coisa errada com o bebê?
M:
Pelo que entendi seu marido quer muito um filho, não é isso?
R:
Sim... nós dois queremos... é grave o que o bebê tem? – Pergunta ansiosa pela
resposta.
M:
Não.
R:
Obrigada meu Deus! Saúde é tudo! – Sussurra ela.
M:
É, vai ser uma grande surpresa... É que
ele estava bem escondidinho, o danado... não há nada grave com os bebês,
Serafina...
R:
Que bom doutor... bebês? No plural?
M:
Sim, vocês estão “grávidos” de gêmeos, Serafina!
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FIC - À PRIMEIRA VISTA - CAPÍTULO 27,
SÔNIA FINARDI
SESSÃO LEITURA - ESPELHO - JOSÉ J. VEIGA
O
conto que reproduzimos abaixo é da autoria de José J. Veiga.
Para
maiores informações sobre o autor, favor consultar: http://contosdobrasil.arteblog.com.br/227923/JOSE-J-VEIGA-BIOGRAFIA-E-BIBLIOGRAFIA/.
Boa
leitura!
ESPELHO
Quando
uma casa desmorona por velhice mais abandono, parece que alguma coisa da
essência das pessoas que viveram nela e foram felizes — pelo menos por algum
tempo ou alternadamente, já que ninguém é feliz sempre — fica pairando sobre os
escombros e sobre utensílios abandonados ou esquecidos pela última família que
morou nela; tanto que o poeta Pessoa escreveu num poema: "O que eu sou
hoje é terem vendido a casa \ e terem morrido todos \ Desejo físico da alma de
se encontrar ali outra vez...”. Aquela casa deve ter sido vendida várias vezes,
depois envelheceu e por fim caiu.
O
entulho ficou lá enfeando a rua e servindo de abrigo a mendigos e outros desses
que têm a mania de pensar que são rebeldes, contestadores, não querem trato com
o que chamam de sistema, mas não levam esse pensamento às últimas
conseqüências: não abrem mão de um bom churrasco de gato nem do ato mais
visceral de descarregar seus detritos quando se sentem pesados por dentro. Em
todo caso, uma vez aliviados lembram-se de que fizeram uma concessão aos
costumes e pensam que se redimem deixando de se limpar. Cada qual com a sua
filosofia, como disse o general de granadeiros Contumácio Coribantes, vencedor
da Batalha de Filigranas, que, como se sabe, mudou o rumo da história dos
países do lado de baixo do Equador.
Então
o entulho do desabamento ficou lá poluindo a rua e atraindo moscas, lagartixas,
ratos, baratas e outros entes obnóxios, até que saqueadores tomaram
conhecimento e começaram seu trabalho sistemático de extrair e carregar tudo em
que vissem algum valor. Durante dias, talvez semanas, caminhões, kombis e até
burros-sem-rabo, que ainda existem para quem sabe onde achá-los, transportaram
ladrilhos, azulejos, grades, pias, torneiras, painéis de vidraças
milagrosamente inteiros, portas, portais, caixilhos e esquadrias de janelas,
fechaduras antigas ainda perfeitas, algumas sem as chaves; dois ou três
armários enormes de madeira maciça para guardar louça ou roupa de cama e mesa e
que os últimos moradores não quiseram carregar, certamente devido ao tamanho e
ao peso. Esses foram desmontados a duras penas e transportados em um caminhão
novo com placa de Vassouras, RJ, que alguém anotou por curiosidade.
Havia
também um guarda-roupa, esse não tão antigo nem de boa madeira, tanto que não
resistiu ao esborôo da casa, ficou todo quebrado e desconjuntado e não interessou
a nenhum dos primeiros predadores. Mas quando chegou o segundo escalão, o
chamado pente-fino, formado pelos que se contentam com sobras e rebotalhos,
alguém deu uma olhada no guarda-roupa arrebentado, talvez esperando ou
desejando que em alguma das muitas gavetas, quem sabe, tivesse ficado algum
objeto de valor, ou mesmo dinheiro, é impressionante que existe de gente
distraída no mundo, e muitas vezes o prejuízo de um distraído acaba sendo o
lucro de um porfioso.
Dada
a vista nas gavetas, quase todas ocadas por cupins, e nada encontrando, a
pessoa notou que uma porta estava inteira e sã e poderia ser aproveitada, há
sempre colocação para uma boa peça de madeira já curtida pelo tempo e vacinada
contra cupins, podia servir para tampo de mesa, para um banco, para prateleiras
de estante, era só esperar o encontro dela com quem a estivesse procurando, se
esses encontros nunca acontecessem não haveria necessidade de belchiores, que
sempre existiram e sempre existirão.
Depois
de muito esforço, solavancos e engenho porque o puxador, também de madeira,
estava quebrado e não dava pega, o pente-fino conseguiu abrir a porta — e teve
nova surpresa. Do lado de dentro havia um espelho biselado de metro e meio de
altura por sessenta e cinco centímetros de largura em perfeitíssimo estado, só
que por cima da grossa camada de poeira podia se escrever nele com um dedo uma
frase completa, como "Todo governo é delinqüente".
Razoável
conhecedor de coisas antigas, o vasculhador de ruínas imaginou ou percebeu que
o espelho tinha sido reaproveitado naquele armário: a moldura era diferente da
madeira da porta, indicando que o espelho devia ter estado numa parede, talvez
num salão, acima de um bufê ou de um sofá; ou num quarto de vestir, ou em uma
loja de roupa ou calçado. E era importado, provavelmente da França, cujos
artesãos inventaram esse tipo de corte chanfrado para evitar arestas nas
margens de placas de vidro ou de madeira.
Mas
— e o aço? Estaria ainda bom depois de tanta vivência e de tantos sacolejos?
Como
saber, com tanta poeira encrostada em cima? Olhou em volta, viu umas folhas de
jornal jogadas nas ruínas pelo vento. Pegou duas folhas, fez uma pelota,
experimentou. A seco não adiantava, apenas espalhava a poeira. Só molhando o
papel, mas onde achar água? O homem tinha expediente, não ia empacar por tão
pouco. Procurou um lugar protegido da vista de quem passava na rua e urinou na
pelota de jornal. Com o papel molhado limpou duas pequenas áreas do espelho e
por elas deduziu que o aço devia estar bom de ponta a ponta.
Satisfeito
com o achado, nosso homem tornou a fechar a porta do armário, esperando
encontrá-lo intato quando voltasse com uma kombi de aluguel para levar o
espelho; se ninguém o vira antes, certamente ninguém ia vê-lo naquele dia. Mas
antes era preciso agradecer ao santo fumando um bom charuto ali mesmo, com
calma; para que pressa, se o dia estava ganho? Depois de limpado e exposto no
belchior, o espelho não demoraria a encontrar comprador.
Não
errou na previsão. Logo no primeiro dia um decorador se interessou, indagou o
preço. Achou caro, fez uma contraproposta. Experiente, o belchior não quis
vender ao primeiro interessado, mas anotou nome e telefone. Horas depois entrou
um casal jovem procurando uma mesa de jantar extensível. Não gostaram das
únicas duas que havia, ambas precisando de conserto, o que encareceria o preço
final. Quando saíam, viram o espelho. Ouviram o preço, confabularam em voz
baixa, compraram sem regatear.
Depois
de muito debate e experimentação concluíram juntos que o espelho ficaria bem na
sala de visitas, instalado horizontalmente atrás do sofá de três lugares.
Oposto a ele, separando a sala de visitas da de jantar, ficava uma marquesa de
jacarandá trabalhado, também comprada em belchior e restaurada por empalhador
recomendado pelo próprio vendedor De cada lado do sofá havia uma poltrona Luís
XV estofada de veludo caramelo pelo artista Mário Cotas, mas para isso tiveram
de esperar seis meses, a lista de encomendas das dele era enorme. Valeu a
espera. A sala ficou coisa de revista, diziam os amigos.
E
o casal ficou feliz com a sala. Quando saíam para algum compromisso social
sentiam-se como exilados, e arranjavam pretextos para se retirarem mais cedo e
voltarem depressa para a sala acolhedora. Logo perceberam que a alma do
ambiente era o espelho, tudo mais eram acessórios que sozinhos não encheriam os
olhos de ninguém. Sem o espelho ficaria uma sala plebéia, com móveis de sentar,
tapetes, alguns quadros indiferentes, requififes vários — igual a um sem-número
de outras.
Por
causa do espelho, e parece que sem perceber, o casal ficou passando a maior
parte do tempo na sala, e às vezes até dormiam nela, um no sofá, outro na
marquesa. Por que faziam isso? Se perguntados, possivelmente não saberiam o que
responder. Sentiam-se felizes na sala, seria a resposta singela. Mas não
precisavam dar essa explicação a ninguém, primeiro porque eram sozinhos e a
senhora que cuidava da casa e da cozinha dormia fora; segundo, porque achavam
aquilo natural, e o que é natural carece de explicação. Quanto mais olhavam
para o espelho e viam a sala e eles mesmos refletidos no vidro impecável mas
quase etéreo, mais gostavam dele; e já estavam achando que o encontro deles com
o espelho, ou o contrário — o que talvez não fosse a mesma coisa, pensando bem
— podia ser alguma arrumação do destino; e se consideravam escolhidos. Imagine
se o espelho tivesse ido para um novo-rico qualquer, um capadócio, um bicheiro,
um fala-gritado?
Mas,
como disse um cantador, a felicidade é um trono de nuvem, quem se senta nele
deve estar prevenido porque se desmancha à-toa, basta um ventinho, uma palavra
impensada.
Foi
o que aconteceu, ao que parece, porque quando voltaram o filme e o repassaram
para ver se entendiam, ficaram achando que a mudança começara numa tarde
esplêndida de domingo, o sol iluminando a varanda da frente, crianças
brincando, gritando e rindo embaixo na praça, o casal na sala gozando a
companhia do espelho. De repente a mulher, serena, alegre, reflexiva, deitada
na marquesa, olhando pela porta da varanda e torcendo um chumaço de cabelo com
o polegar e o indicador da mão direita, disse em voz calma, mais como se fosse
um pensamento que tivesse lhe escapado pela boca:
—
Não acha que estamos parecendo dois bobocas atrelados a este espelho?
O
homem, sempre atencioso, deitado no sofá, os pés descalços sobre uma almofada,
os joelhos dobrados, lendo o segundo volume do Corpo de Baile de Guimarães
Rosa, pousou-o aberto sobre o peito e olhou intrigado para a mulher.
—
Como é mesmo, filha?
—
Eu disse alguma coisa? — indagou a mulher, olhando-o intrigada.
—
Disse que estamos parecendo dois bobocas atrelados a este espelho. Aliás, não
disse; perguntou se eu não achava.
—
Foi, é? Ora essa! — Voltou a torcer a mecha de cabelo por um instante, calada.
— Bem, se eu disse, então é porque estava pensando.
Ele
pegou novamente o livro, mudou de idéia antes de localizar o ponto onde havia
parado. Pousou-o de novo no peito. A observação da mulher ficou interessando
mais.
—
Esse pensamento é novo ou já lhe ocorreu antes? — perguntou.
Como
não tinham segredos um para o outro, ela admitiu que dias antes no trabalho, ao
ouvir uma colega falar do fim de. de semana altamente relaxante que passara com
o marido e amigos em um hotel-fazenda no Vale do Paraíba, fizera uma comparação
e ficara em dúvida se eles dois estariam certos fechando-se tanto em casa e em
si mesmos por causa do espelho, como se o mundo lá fora não existisse; e se
indagara se isso não acabaria prejudicando-os de alguma maneira.
—
Bem, já que o assunto pulou a cerca, é porque chegou a hora. Então não vamos
continuar fazendo de conta que ele não existe. Eu também tenho me preocupado
com o espelho de uns dias para cá.
—
É mesmo? Como assim? — disse ela, ao mesmo tempo em que passava da posição de
semideitada para a de semi-sentada.
Um
dia, quando você estava na cozinha fazendo café e eu aqui conversando com Emer
e Zenaide, os dois sentados no sofá, olhei para eles para dizer qualquer coisa,
tive uma sensação esquisita. Emer me perguntara sobre meninos de rua, a matança
da Candelária. Quando dei minha opinião, aconteceu. Os que estavam no sofá eram
Emer e Zenaide. Os que eu via no espelho, só do ombro para cima, eram outros.
Esses aprovavam a matança. Não diziam isso em palavras, as palavras deles eram
as de Emer e Zenaide, diziam que tinha sido um horror, uma vergonha, uma
desumanidade; mas tudo soava falso. A opinião verdadeira estava nas imagens
refletidas. Fiquei horrorizado. Disfarcei, levantei, fui à varanda pretextando
ter ouvido qualquer coisa lá fora. Felizmente você apareceu logo com o café.
—
Me lembro que quando entrei com a bandeja você vinha da varanda. Só isso.
—
Então eles também não devem ter notado. Ainda bem. Mas fiquei transtornado.
Naquele instante o espelho mostrou-me a verdadeira alma deles.
Ela
olhou demoradamente para o espelho e disse: — Gostaria muito de pensar...
pensar não, ter certeza ... que você tivesse imaginado isso.
—
Eu também. Mas não dá para fraudar Foi real.
Não
falaram mais no assunto, mas pensaram muito, cada um por si. De tardinha
fizeram um lanche na sala de jantar, esforçando-se os dois para não falarem no
espelho nem olharem para ele. Depois ligaram a televisão, nada de interessante.
Que tal um cinema à noite? Consultaram o jornal, optaram por uma comédia
inglesa, "O Garçom Venturoso", de Peter Ustinov. Os ingleses são bons
em comédia, e Ustinov melhor ainda, lembra-se de "Vice-Versa"?
O
filme é a história de um garçom de Charlotte Street que encontra a seu lado num
banco do metrô uma bolsinha minúscula. Guarda-a no bolso para ver depois se
contém algum valor. Quando a abre em casa, vê que tem um diamante do tamanho de
ovo de codorna, com nota de venda de uma loja de Amsterdã. O preço, uma
fortuna. O filme todo é o desespero do garçom para encontrar um lugar seguro
onde esconder o diamante até poder dispor dele sem risco. Não tem experiência
em atividades clandestinas e não pode consultar ninguém para não levantar
suspeita. Não pode dividir o problema com a mulher porque ela tem coceira na
língua. Todo esconderijo que imagina logo lhe parece escancarado. Levanta-se no
meio da noite para mudar o diamante de lugar. Pensa engoli-lo para recuperá-lo
no dia seguinte, e assim ir fazendo dia após dia, mas na primeira se tentativa
quase morre engasgado, o raio do diamante bem podia ser um pouco menor.
O
homem vive sonolento, cochila no trabalho, o chefe o adverte. Finalmente o
pobre garçom conclui que não existe em toda Londres um lugar seguro para quem
não tem diamantes esconder um diamante do tamaninho de um ovo de codorna. E
resolve entregá-lo à polícia.
Em
vez de distraí-los, o filme agravou as preocupações inconfessáveis do casal. Na
mesma noite retiraram o espelho da parede, o que não foi difícil: bastou
retirar com torques as três escápulas do alto, içar o espelho das três
escápulas que o sustentavam embaixo, depois virá-lo de frente para a parede e
pousá-lo no chão atrás do sofá.
No
dia seguinte telefonaram para o belchior e fecharam negócio pela primeira
proposta, como tinham feito quando da compra. Mas continuaram usando espelhos,
ele para fazer a barba, ela para se pintar e pentear.
(O
conto acima foi extraído do livro "Objetos turbulentos", editora
Bertrand Brasil - Rio de Janeiro, 1997, pág. 9.)
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Biscoito, café e novela
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00:09
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JOSÉ J. VEIGA,
SESSÃO LEITURA
SESSÃO ABERTURA DE NOVELA - TROPICALIENTE
A
novela Tropicaliente foi apresentada pela Rede Globo no horário das 18h de 16
de maio a 31 de dezembro de 1994.
Para
maiores informações sobre a novela, favor consultar: www.teledramaturgia.com.br/tele/tropicaliente.asp.
O
tema de abertura era Coração da Gente, interpretado por Elba Ramalho.
Boa
diversão!
Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=xii0JRitt54
LETRA
CORAÇÃO DA GENTE
Morena que dança no mar de alegria
E faz a tribo cair na folia
Ta que ta ficando bom, o dia
Vai ficar muito melhor, minha energia
Ta que ta ficando bom, o dia
Vai ficar muito melhor, minha energia
Morena que dança no mar de alegria
E faz a tribo cair na folia
Ta que ta ficando bom, o dia
Vai ficar muito melhor, minha energia
Ta que ta ficando bom, o dia
Vai ficar muito melhor, minha energia
Sonho de salsa, tropi-caliente
Quando encara, escancara o coração da gente
Ô, Ô, Ô, tropi-caliente
Ô, Ô, Ô, enluarar
O coração da gente
Ô, Ô, Ô, tropi-caliente
Ô, Ô, Ô, enluarar
O coração
Morena que dança no mar de alegria
E faz a tribo cair na folia
Ta que ta ficando bom, o dia
Vai ficar muito melhor, minha energia
Ta que ta ficando bom, o dia
Vai ficar muito melhor, minha energia
Vou te cantar
Mantras, boleros
Te enluarar, repetindo ?Hay como te quiero?
Ô, Ô, Ô, tropi-caliente
Ô, Ô, Ô, enluarar
O coração da gente
Ô, Ô, Ô, tropi-caliente
Ô, Ô, Ô, enluarar
O coração
Morena que dança no mar de alegria (E Ai morena que
dança no mar)
E faz a tribo cair na folia
Ta que ta ficando bom, o dia
Vai ficar muito melhor, minha energia
Ta que ta ficando bom, o dia
Vai ficar muito melhor, minha energia
Morena que dança no mar de alegria (E Ai morena que
dança no mar)
E faz a tribo cair na folia
Ta que ta ficando bom, o dia
Vai ficar muito melhor, minha energia
Ta que ta ficando bom(ta ficando bom), o dia
Vai ficar muito melhor, minha energia
Vou te contar
Lendas de Havana
Ritos de amor, sob a lua Pan americana
Ô, Ô, Ô, tropi-caliente
Ô, Ô, Ô, enluarar
O coração da gente
Ô, Ô, Ô, tropi-caliente
Ô, Ô, Ô, enluarar
O coração da gente
Ô, Ô, Ô, tropi-caliente
Ô, Ô, Ô, enluarar
O coração da gente
Ô, Ô, Ô, tropi-caliente
Ô, Ô, Ô, enluarar
O coração da gente
Ô, Ô, Ô, tropi-caliente
Ô, Ô, Ô, enluarar
O coração da gente
Ô, Ô, Ô, tropi-caliente
Ô, Ô, Ô, enluarar
O coração
Fonte: http://letras.mus.br/elba-ramalho/202219/
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Biscoito, café e novela
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