quarta-feira, 26 de outubro de 2016

SESSÃO SAUDADE - BEZERRA DA SILVA

Críticos e brincalhões, essas são duas características do samba produzido por nosso homenageado desta semana, o malandro Bezerra da Silva.
Suas canções sempre denunciaram políticos e outros exploradores do povo, além de mostrar a realidade da vida difícil de muitos brasileiros e retratar cenas de nosso cotidiano. Fez isso, no entanto, com uma pitada grande de humor.
Para maiores informações sobre esse artista, favor acessar: http://dicionariompb.com.br/bezerra-da-silva.
Obrigado, Bezerra da Silva, por suas músicas carregadas de crítica social, que chamaram nossa atenção para a exploração e dificuldades enfrentadas por tantos conterrâneos!
Descanse em paz!
Com o objetivo de homenageá-lo, reproduzimos abaixo dois de seus sucessos: Pega Eu e É Ladrão que Não Acaba Mais.

PRIMEIRO VÍDEO

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LETRA

PEGA EU

"Vagabundo é mala
Mas dessa vez
Ele não se deu bem
Foi assaltar casa de pobre
Vê só o que aconteceu"

O ladrão foi lá em casa
Quase morreu do coração
O ladrão foi lá em casa
Quase morreu do coração...

Já pensou se o gatuno
Tem um infarto, malandro?
E morre no meu barracão
Eu não tenho nada de luxo
Que possa agradar um ladrão
É só uma cadeira quebrada
Um jornal que é meu colchão
Eu tenho uma panela de barro
E dois tijolos como um fogão
O ladrão ficou maluco
De vê tanta miséria
Em cima de um cristão
Que saiu gritando pela rua
Pega eu que eu sou ladrão!
Pega eu!

Pega eu!
Pega eu que eu sou ladrão
Pega eu!
Pega eu que eu sou ladrão!

Heeeé!
Não assalto mais um pobre
Nem arrombo um barracão
Por favor, pega eu!

Pega eu!
Pega eu que eu sou ladrão
Hiiii!
Pega eu!
Pega eu que eu sou ladrão!

O lelé da cuca
Ele está no pinel
Falando sozinho de bobeação
Dando soco nas paredes
E gritando esse refrão
Pega eu!

Pega eu!
Pega eu que eu sou ladrão
Heeeé!
Pega eu!
Pega eu que eu sou ladrão
Não assalto mais um pobre
E nem arrombo um barracão...

Olha que!
O ladrão foi lá em casa
Quase morreu do coração
O ladrão foi lá em casa
Quase morreu do coração...

Já pensou se o gatuno
Tem um infarto, malandro?
E morre no meu barracão
Eu não tenho nada de luxo
Que possa agradar um ladrão
É só uma cadeira quebrada
Um jornal que é meu colchão
Eu tenho uma panela de barro
E dois tijolos como um fogão
O ladrão ficou maluco
De vê tanta miséria
Em cima de um cristão
Que saiu gritando pela rua
Pega eu que eu sou ladrão!
Pega eu!

Pega eu!
Pega eu que eu sou ladrão
Hiiii!
Pega eu!
Pega eu que eu sou ladrão!

Heeeé!
Não assalto mais um pobre
Nem arrombo um barracão
Por favor, pegue eu!

Pega eu!
Pega eu que eu sou ladrão
Hiiii!
Pega eu!
Pega eu que eu sou ladrão!

O lelé da cuca
Ele está no pinel
Falando sozinho de bobeação
Dando soco nas paredes
E gritando esse refrão
Pega eu!

Pega eu!
Pega eu que eu sou ladrão
Hiiii!
Pega eu!
Pega eu que eu sou ladrão
Olha que!
Eu não assalto mais um pobre
Nem arrombo um barracão
Por favor pegue eu!
Pega eu!
Pega eu que eu sou ladrão
Heeeé!
Pega eu!
Pega eu que eu sou ladrão
Não assalto mais um pobre
Nem arrombo um barracão
Por favor pega eu!
Pega eu!
Pega eu que eu sou ladrão
Pega eu!
Pega eu que eu sou ladrão
Heeeé!
Não assalto mais um pobre
Nem arrombo um barracão!


SEGUNDO VÍDEO

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LETRA

É LADRÃO QUE NÃO ACABA MAIS

Quando Cabral aqui chegou
E semeou sua semente
Naturalmente começou
A lapidação do ambiente...

Roubaram o ouro
Roubaram o pau
Prá ficar legal
Ainda tiraram o couro
Do povo
Desta terra original

E só deixaram
A má semente
Presente de grego
Que logo se proliferou
E originou a nossa gente

É ladrão que não acaba mais
Tem ladrão que não acaba mais
Você vê ladrão
Quando olha prá frente
Você vê ladrão
Quando olha prá trás(2x)

Hiiiiiii!
A terra boa
Mas o povo
Continua escravizado
Os direitos são os mesmos
Desde os séculos passados
O Marajá
Ele só anda engravatado
Não trabalha, não faz nada
Mas tá sempre
Endinheirado...

E se entrar no supermercado
Você é roubado!
E se andar despreocupado
Você é roubado!
E se pegar o bonde errado
Você é roubado!
E também se votar prá deputado
Você é roubado!
Certo!

Tem sempre 171 armando fria
Tem ladrão lá no congresso
Na quitanda e padaria
Ladrão que rouba de noite
Ladrão que rouba de dia
Dentro da delegacia
Ninguém entendia
A maior confusão
O doutor delegado
Grampeou todo mundo
Porque o ladrão
Roubou outro ladrão

É ladrão que não acaba mais
Tem ladrão que não acaba mais
Você vê ladrão
Quando olha prá frente
Você vê ladrão
Quando olha prá trás (2x)

Quando Cabral aqui chegou
E semeou sua semente
Naturalmente começou
A lapidação do ambiente

Roubaram o ouro
Roubaram o pau
Prá ficar legal
Ainda tiraram o couro
Do povo
Desta terra original

E só deixaram
A má semente
Presente de grego
Que logo se proliferou
E originou a nossa gente

É ladrão que não acaba mais
Tem ladrão que não acaba mais
Você vê ladrão
Quando olha prá frente
Você vê ladrão
Quando olha prá trás (4x)



2 comentários:

  1. É verdade, os sambas de Bezerra da Silva faziam uma bem humorada crítica social. Quando ele se foi, deixou uma grande lacuna na música brasileira difícil de ser preenchida. Gostei muito de recordar. Merecida homenagem!

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