domingo, 8 de agosto de 2010

UMA ROSA COM AMOR - VERSÃO PAULISTANA - PARTE 30 - AUTORA: CLÁUDIA G

Carlos: Muito prazer.


Claude: Muito prazer.

Beto: E este é o Frazão, amigo de Claude.

Carlos: Como vai? Muito prazer.

Frazão: Bem, obrigado. O prazer é meu.

Claude: Beto, sua mãe non sabe que você está aqui?

Beto: Não e eu vou pedir para você não contar.

Claude: Tudo bem, non vou falar nada. Bom, precisamos ir....Tchau!

Carlos: Claude! Cuidado com a Nara e com o Egídio.

Claude consente e Frazão e Rosa trocam um olhar de satisfação.

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Afrânio chega na casa da Batateira....

Batateira: Até que enfim, Afrânio! Temos um monte de coisa pra ver do nosso casamento. - diz impaciente.

Afrânio: Calma Batatinha! Cheguei...tô aqui.

Batateira: Senta aí, olha só as coisas que eu estou escolhendo para o jantar do nosso casamento. - diz animadamente.

Afrânio: Nossa! Mas toalha vermelha na mesa? Toalha vermelha, só pra cantina ou randevú.

Batateira: Afrânio, cala essa boca! O que você entende de decoração?

Afrânio: É... não entendo nada.

Batateira: Olha o cardápio... Arroz, salada de maionese, feijão, carne...

Afrânio: Feijão?

Batateira: É, tá surdo? Feijão.

Afrânio: É o primeiro casamento que eu vou que vai ter feijão.

Batateira: Vai ser um feijão diferente Afrânio, não é aquele que você leva na sua marmita.

Afrânio: Diferente como?

Batateira: Vai ser feijão de corda.

Afrânio: Por que você não faz um jantar mais italiano, já que vamos convidar o pessoal aqui do Bexiga mesmo?

Batateira: Por que eu vou convidar o dr. Claude pra padrinho do nosso casamento junto com a Serafina e ele precisa experimentar outro tipo de comida.

Afrânio: Aquele psicocleptomaníaco??? Não vai mesmo, não quero ele no nosso casamento.

Batateira: Aquele o quê? Como não quer? Ele vai ser meu padrinho e não seu.

Afrânio: Ele não vai ser convidado e ponto final.

Batateira: Olha aqui, Afrânio, pode parar de frescura.

Afrânio: Frescura coisa nenhuma, não gosto dele e não quero ele no meu casamento.

Batateira: Tá bom, depois a gente resolve isso. Olha os convites, o que acha desses?

Afrânio: Parece um origami isso aqui, cheio de dobradura. Até o convidado achar o endereço aqui a gente já saiu pra lua de mel. Prefiro esse aqui óh! Tem dois pombinhos...

Batateira: Como você é cafona! Vamos ficar com esse aqui que é mais moderno.

Afrânio: Cafona, eu? Você vai servir feijão de corda no casamento e botar toalha vermelha na mesa e eu sou cafona?

Batateira: Afrânio!!! Não me irrita. Você não entende de decoração, cardápio de festas finas e muito menos de organização de eventos. Quer saber? Vai embora que eu resolvo tudo sozinha.

Afrânio:Eu vou mesmo, você tá muito grossa hoje!

Afrânio sai e bate a porta.

Batateira: Fanho idiota!

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No escritório...

Gurgel: Amiga! Preciso te contar um babado hediondo. Não agüento mais guardar esse segredo.

Janete: Conta, conta, conta!!!

Gurgel: Quando o Zequias estava em coma eu fui lá no hospital visitá-lo.

Janete: Gurgel, você é muito mais maluco do que eu pensei! O que você foi fazer lá? Se o dr. Egídio descobre...

Gurgel: Fui visitá-lo já disse!

A enfermeira falou que não ia ninguém lá fazer visita pra ele.

Janete: Tá mas...ele falava, te viu lá, vocês conversaram?

Gurgel: Ele não falava ainda, mas eu aprendi uma coisa com uma tinha minha que é enfermeira, ela disse que para convervar com pacientes assim você tem que segurar na mão dele e fazer perguntas de respostas sim ou não aí ele vai pressionando sua mão a cada resposta afirmatica ou negativa.

Janete: Gurgel! Me pinta de azul por eu tô bege!

Gurgel conta pra Janete toda a sua conversa com Zequias no hospital.

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No restaurante...

Rosa: É isso que eu contei pra vocês. O Carlos se mostrou disposto a nos ajudar contra Nara e Egídio e agora é com o Paulo, ele vai cuidar do resto. Por enquanto não há provas, então não há nada a ser feito, mas o Paulo garantiu que é uma questão de tempo.

Frazão: O depoimento do Carlos é muito importante.

Claude: É verdade.

Rosa: O Beto veio com uma conversa estranha no dia que eu o encontrei lá no cortiço sobre não saber se a Nara era mesmo a mãe dele e o Egídio não ser o avô...

Claude: Que estória maluca é essa?

Frazão: Nossa! Será que o Beto é adotado? A Nara usou o menino pra dar o golpe no Carlos?

Rosa: Não sei, não duvido de nada que venha dela. O Beto disse que ainda não podia me falar nada porque não tinha prova. Achei melhor não insistir.

Frazão: Fez bem.

Rosa: Bom... vamos? Tenho algumas coisas para fazer no escritório ainda hoje.

Claude: O que tem de ton importante para fazer hoje por lá?

Rosa: Nada demais, a miss Smith tá sempre fazendo perguntas do projeto e eu gosto de estar atualizada pra falar com ela, só isso. - mentiu.

Claude: Sei...

Frazão: Garçom, por favor, a conta!

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Cleide resolve ligar para Sérgio...

Sérgio: Alô!

Cleide: Sérgio, sou eu, Cleide.

Sérgio: Oi Cleide.

Cleide: Então....estou te ligando pra te dar os parabéns, vi no jornal que você fará par romântico com a Roberta no filme.

Sérgio: É verdade. Obrigado.

Cleide: Faz tempo que a gente não se vê, vamos marcar alguma coisa pra gente conversar.

Sérgio: Não vai dar, ando muito ocupado ultimamente.

Cleide: Tá ocupado pra mim?

Sérgio: Principalmente pra você.

Cleide: Quanta arrogância, hein! Subiu pra cabeça?

Sérgio: Não, mas o que mudou da última vez que conversamos pra hoje? Eu continuo duro e pobretão.

Cleide: É difícil mesmo conversar com você. Eu te liguei numa boa, mas você não mudou nada, continua o mesmo grosso de sempre.

Sérgio: Cleide, me faz um favor? Me esquece! - Sérgio desliga o telefone.

Cleide: Desligou! - fala sozinha.

O celular de Sérgio toca novamente.

Sérgio: Alô!

Raquel: Sérgio?

Sérgio: Ai não! É hoje! Fala Raquel.

Raquel: Tudo bem? Estou te ligando pra te convidar pra sair.

Sérgio: Valeu Raquel, mas não posso, já tenho compromisso hoje.

Raquel: Pode ser amanhã.

Sérgio: Também não posso.

Raquel: Nossa, você já foi mais disponível!

Sérgio: Olha Raquel, na boa! Não quero nem olhar na sua cara.

Raquel: Por causa da sua amiguinha, irmã da Serafina?

Sérgio: É isso aí. Me esquece você também! - desliga o telefone.

Raquel: Deligou! Que cretino! - fala sozinha.

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Rosa, Claude e Frazão chegam no escritório...

Rosa: Oi Janete! Algum recado?

Janete: Não, só esse envelope aqui que é pra você. É de um escritório de advocacia, o portador disse que era urgente.

Rosa: Ótimo, estava esperando por ele. Obrigada.

Claude: O que é isso?

Rosa: Uns pareceres, pedi para um escritório externo prepará-los, pois são de alçada da tributária e não davam para ser feitos internamente.

Claude: Posso ver?

Rosa: Depois eu te mostro... - Rosa segue para a sala e Claude vai atrás.

Claude: Você está muito misteriosa.

Rosa: Isso é coisa da sua cabeça. Em falar em cabeça...Já se olhou no espelho hoje? Está com uns fios de cabelo branco.

Claude: Cabelo branco? Onde?

Rosa: Aqui óh! - coloca as mãos no meio da cabeça de Claude.

Claude: Vou no banheiro olhar, já volto. - Claude sai da sala e cruza com Frazão conversando com Janete. - Frazon, está vendo cabelo branco em mim?

Frazon: É... tem um fiozinho aqui, outro ali...nada grave.

Preocupado, Claude segue em direção ao banheiro.

Na sala da diretoria Rosa lê os papéis que recebeu. “Ótimo! Ficou perfeito! O Egídio vai pagar caro por tudo o que fez”. Rosa coloca os papéis que recebeu em meio a outros. Claude volta para a sala e Rosa se assusta.

Rosa: Claude! Que susto!

Claude: Non estou com tanto cabelo branco assim.

Rosa: É... tem razão, olhando bem não mesmo.

Claude: Me deixa ver esses papéis?

Rosa: Ah, claro! Tá aqui. - Rosa dá outros papéis para Claude olhar que não são os mesmos que ela estava lendo. - Vou lá fora falar com a Janete. - Rosa sai da sala. - Janete, cadê o Frazão?

Janete: Foi no banheiro escovar os dentes.

Rosa: E o dr. Egídio?

Janete: Está la na sala dele.

Rosa: Ele ainda assina aquele monte de carta para as imobiliárias?

Janete: Assina, hoje mesmo tem um monte aqui, olha. Ele assina naquele estilo Steve Wonder, fecha os olhos e manda bala... Nem lê, também é um monte toda a semana, já viu né?

Rosa: Me faz um favor? Ele precisa assinar esses papéis aqui também, dá pra você colocar no meio das cartas? É que se eu disser que é pra mim, ele não vai querer assinar só de marra.

Janete: Ah, pode deixar, eu misturo assim e ele nem vai ver. Mas e se ele perceber Rosa? O que eu falo?

Rosa: Pega de volta e diz que estavam ali por engano, sabe como é...só pra evitar encrenca, depois peço pro Claude falar com ele se ele não assinar. Agora, se ele assinar você entrega isso nas minhas mãos, ok? Não entrega pra mais ninguém.

Janete: Pode deixar, Rosa.

Rosa: Obrigada, Janete.

Janete: Vou levar as cartas lá pra ele, dá licença.

Rosa: Vai lá! - Rosa pensa: “Tem que dar certo!”

5 comentários:

  1. Adorei o feijão de corda... em casamento... kkkkk papéis misteriosos...

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  2. Amiga, adorei o assinar estilo Steve Wonder e os cabelos brancos do Claude, muito maneiro. Parabéns!

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  3. Claudia, parabéns, adorei o Claude preocupado com os cabelos brancos...kkkk. o que será que a rosa está tramando ? Que mistério!!!!

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  4. Eba!!, Finalmente consegui colocar minha leitura em dia!! Esta história tá pra lá de boa, gente!! Estou me divertindo muito e ansiosa pelos próximos capítulos... Parabéns Claudia:) bjs Valdeci

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  5. Cláudia, adorei os preparativos de casamento de Afrãnio e Batateira! Fiquei até imaginando Claude comendo feijão de corda! Não consigo parar de rir! E Claude com cabelo branco, tadinho...E Rosa, que suspense, que será? Bjs.

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